Documento reúne evidências, experiências e propostas para orientar ações nacionais, fortalecer a cooperação internacional e ampliar o financiamento florestal.
A Presidência da COP30 lançou hoje, na Casa da ONU, em Brasília, o Mapa do Caminho para Ampliar Esforços para Parar e Reverter o Desmatamento e a Degradação Florestal até 2030. O documento foi desenvolvido com o apoio do Climate Policy Initiative/PUC-Rio, que atuou como secretariado e parceiro técnico da Presidência da COP30.
“As florestas são um ativo fundamental no enfrentamento das mudanças climáticas, assim conservá-las deve ser uma estratégia central na agenda climática. Apoiamos o desenvolvimento do Mapa do Caminho com base em evidências, pesquisa e conhecimento técnico com o objetivo de incentivar uma agenda de implementação para esta década e gerar resultados concretos para a proteção das florestas.”, afirma Juliano Assunção, diretor executivo do CPI/PUC-Rio.
O Mapa do Caminho foi idealizado pela Presidência da COP30 para acelerar a implementação dos compromissos relacionados às florestas, estabelecidos no primeiro Balanço Global (Global Stocktake – GST) do Acordo de Paris. Sem criar novos compromissos ou estabelecer um novo marco internacional, o documento reúne evidências, experiências de implementação e propostas para deter e reverter o desmatamento e a degradação florestal até 2030.
Assunção explica que o Mapa do Caminho reconhece que não existe uma solução única para todos os países. As estratégias a serem adotadas por cada país dependem das características das florestas, dos fatores que impulsionam a perda e a degradação e das diferentes condições econômicas, sociais e institucionais.
“Um dos principais desafios é transformar o conhecimento e as soluções já disponíveis em ações efetivas, adaptadas às realidades nacionais. O Mapa do Caminho reúne experiências de diferentes países e identifica oportunidades para fortalecer políticas públicas, capacidades institucionais, cooperação internacional e financiamento, com foco na implementação até 2030”, destaca Joana Chiavari, diretora de pesquisa do CPI/PUC-Rio.
A elaboração do Mapa do Caminho reuniu mais de 180 contribuições recebidas pelo site da UNFCCC, mais de 100 consultas e engajamentos, além de cinco eventos internacionais presenciais oficiais. O processo contou com a participação de governos, organizações internacionais, Povos Indígenas, Comunidades Locais, sociedade civil, setor privado, instituições financeiras e comunidade científica.
“O engajamento multissetorial e a construção coletiva foram elementos centrais na elaboração do documento. Agradecemos a todos que contribuíram durante todo o processo, em especial à Presidência da COP30, que deu ao CPI/PUC-Rio a oportunidade de atuar ativamente no desenvolvimento do Mapa do Caminho.”, destaca Assunção.
O CPI/PUC-Rio teve um papel central no trabalho analítico e na elaboração do documento, contribuindo para organizar evidências, sistematizar as contribuições recebidas e desenvolver as propostas que integram o documento.
“O lançamento do Mapa do Caminho é um passo importante, mas seu impacto dependerá do que acontecer daqui para frente. O desafio agora é fazer com que suas propostas contribuam para orientar políticas, investimentos e ações concretas dos países. A cooperação internacional e o engajamento de governos, sociedade civil, setor privado e organizações internacionais serão fundamentais para manter a agenda de florestas como prioridade global até 2030”, conclui Chiavari.
Acesse o Mapa do Caminho na íntegra: bit.ly/Mapa-do-Caminho
Sobre o Climate Policy Initiative/PUC-Rio
O Climate Policy Initiative (CPI) é uma organização com experiência internacional em análise de políticas públicas e finanças, que possui oito escritórios ao redor do mundo. No Brasil, é afiliado à Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) e atua no aprimoramento de políticas públicas e finanças sustentáveis a fim de promover a transição para uma economia de baixo carbono. Em 2026, o CPI/PUC-Rio celebra 15 anos de atuação no país. Nosso trabalho no Brasil foca em desenvolver análises baseadas em evidências e estabelecer parcerias estratégicas com membros do governo, da sociedade civil, do setor privado e de instituições financeiras.
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