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Estruturas de transporte precárias são comumente consideradas como uma das maiores barreiras para a aceleração do crescimento econômico no Brasil. Devido à condição precária da maior parte das estradas e à ausência de outros modos de transporte, os fretes são extremamente altos, restringindo o comércio interno e reduzindo a competitividade dos produtores nacionais. Em resposta, o governo federal estabeleceu uma meta de implementar um vasto portfólio de projetos de infraestrutura de transporte na próxima década. 

Não obstante, esse portfólio inclui a pavimentação de estradas e a construção de ferrovias na Amazônia, gerando receios de que com isso se estimule a degradação ambiental e aumente o desmatamento na maior floresta tropical do mundo. Identificar esses impactos e propor medidas para mitigá-los é, portanto, crítico para permitir que o Brasil melhore seu estoque de infraestrutura de transporte de forma sustentável. Contudo, da forma como são feitos atualmente, Estudos de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA) e Estudos de Impacto Ambiental (EIAs) – os dois instrumentos que delimitam a área de influência do empreendimento – não são transparentes quanto à metodologia utilizada para a delimitação da área de influência, especialmente, quando se trata da delimitação dos efeitos indiretos. Isto leva a identificação de áreas que não necessariamente refletem todos os efeitos que o projeto possa causar. A identificação clara e fundamentada de efeitos indiretos, o monitoramento, a aplicação rigorosa da lei, entre outras medidas, podem ser melhor direcionadas para mitigar esses riscos. Isso permitiria que o país melhorasse sua infraestrutura logística sem afetar negativamente o meio ambiente, como ocorreu historicamente.  

O Climate Policy Initiative/ Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (CPI/ PUC-Rio) provê aos formuladores de políticas públicas com um melhor entendimento do impacto completo do desenvolvimento de infraestrutura logística. Melhorias na infraestrutura de transporte têm o potencial de facilitar o comércio e aumentar a competitividade da agricultura do Brasil. Entretanto, custos reduzidos de transporte também irão afetar como e onde a agricultura é realizada. Estes são importantes efeitos indiretos quando se avalia projetos de infraestrutura logística. Este Whitepaper destaca a necessidade dos EVTEA e EIAs de projetos de infraestrutura logística incorporarem e identificarem adequadamente os efeitos indiretos que resultam de mudanças nos custos de transporte induzidos por melhorias. Ele descreve como uma combinação de ferramentas de geoprocessamento e análise estatística pode ser usada para identificar esses impactos e provê exemplos de sua importância. 

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