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O Desafio

Incorporar a promoção e a proteção da regeneração tropical em sua agenda de política ambiental seria uma decisão estratégica e oportuna para o Brasil. O restauro de ecossistemas é crucial para o fortalecimento de medidas de conservação e aprimoramento da provisão de serviços ecossistêmicos, podendo gerar expressivos ganhos ambientais e financeiros. Com vasta quantidade de áreas degradadas e desmatadas em regiões tropicais, o Brasil está em posição única para contribuir para esse esforço. Contudo, a vegetação secundária – aquela que cresce em locais que foram desmatados – encontra-se hoje inteiramente vulnerável. Atualmente, áreas regeneradas não são regularmente detectadas em nenhum sistema oficial de monitoramento de cobertura florestal tropical, fazendo com que o país não tenha acesso a dados essenciais para o desenho e a execução de política pública de conservação e desenvolvimento sustentável.

A implementação do monitoramento sistemático, regular e frequente da vegetação secundária é condição necessária para catalisar a regeneração tropical e fortalecer sua proteção. Hoje, o maior entrave para que isso seja alcançado não é de natureza tecnológica. O país tem acesso à tecnologia e ao conhecimento técnico necessários para monitorar a vegetação secundária. O desenvolvimento de sistemas de monitoramento da regeneração depende, contudo, da compreensão por parte de formuladores de política pública de que essa vegetação deve ser protegida e, principalmente, de que é relativamente simples implementar os sistemas que servem como base para essa proteção.

Este documento traz recomendações para avançar no desenvolvimento de sistemas de monitoramento remoto da vegetação secundária.

Recomendações para Política Pública

  1. Estabelecer critérios claros para a classificação da vegetação secundária em imagens de sensoriamento remoto.
  2. Desenvolver dois sistemas complementares para garantir monitoramento da vegetação secundária tanto no curto prazo quanto no médio a longo prazo.
  3. Usar imagens de sensoriamento remoto já disponíveis para construir a primeira versão dos sistemas.
  4. Elaborar e manter cuidadosa estratégia de comunicação tanto com formuladores de política pública quanto com o público amplo.

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