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Continuar satisfazendo à crescente demanda global por alimentos sem destruir seus recursos naturais é um dos principais desafios da agricultura brasileira. Entender que tecnologias e práticas agrícolas geram ganhos de produtividade sem promover o desmatamento é fundamental para lidar com esse desafio. Entretanto, a ausência de informações atualizadas sobre o uso de tecnologias e insumos em nível desagregado geraram uma lacuna no conhecimento existente sobre a dinâmica de adoção de tecnologias agrícolas e sua relação com produtividade e desmatamento.

Este relatório de pesquisadores do  Climate Policy Initiative/ Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (CPI/ PUC-Rio) e INPUT tem como objetivo preencher essa lacuna. Ele explora dados ao nível municipal recentemente disponibilizados do Censo Agropecuário de 2017 para descrever a evolução de três práticas agrícolas frequentemente conectadas com processos de intensificação agrícola: sistema de plantio direto na palha, tratores e fertilizantes.

Os resultados revelam padrões distintos na evolução do uso dessas tecnologias no país. Apesar de continuar concentrado em municípios produtores de grãos, o uso do plantio direto se desconcentrou espacialmente na última década. Por sua vez, a concentração espacial do uso de tratores cresceu, enquanto a concentração espacial do uso de fertilizantes não mudou nesse período.

Apesar das três tecnologias analisadas nesse relatório estarem conectadas com o processo de modernização agrícola, seus determinantes e consequências ambientais diferem. Portanto, a análise desse relatório sobre as importantes questões relacionadas a evolução de práticas agrícolas no país é importante para orientar o ajuste de políticas que promovam o crescimento sustentável no Brasil.

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