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Plataforma do Mapa do Caminho para Parar e Reverter o Desmatamento e a Degradação Florestal até 2030

Plataforma viva

O Mapa do Caminho para Parar e Reverter o Desmatamento e a Degradação Florestal até 2030

Plataforma para atualizações sobre o Mapa do Caminho para Deter e Reverter o Desmatamento e a Degradação Florestal até 2030 — conectando compromissos globais, implementação nacional e cooperação internacional.

200+
contribuições recebidas
50+
consultas bilaterais
4
biomas/ecossistemas florestais
2030
horizonte de implementação

Sobre o Mapa do caminho

Mapa do Caminho para Parar e Reverter o Desmatamento e a Degradação Florestal até 2030 é uma iniciativa da Presidência da COP30 para apoiar a implementação do primeiro Balanço Global (GST) do Acordo de Paris. Seu objetivo é transformar os resultados relacionados a florestas em ações coordenadas e lideradas pelos países, respeitando diferentes contextos nacionais, prioridades e desafios de implementação.

O Mapa do Caminho não constitui um novo processo de negociação nem busca reabrir decisões já acordadas. Seu propósito é organizar compromissos existentes, instrumentos de política pública, mecanismos financeiros e oportunidades de cooperação em uma estrutura prática voltada à implementação até 2030. A iniciativa busca apoiar países na definição de prioridades, fortalecimento institucional, mobilização de financiamento e acesso à cooperação técnica.

O documento propõe uma estrutura flexível para que países possam desenvolver seus próprios mapas do caminho nacionais de florestas, com base em diagnósticos nacionais, instrumentos já existentes e ações necessárias para alcançar resultados concretos até 2030. A proposta reconhece a diversidade de realidades florestais, incluindo desafios relacionados ao desmatamento, degradação, restauração, manejo sustentável, bioeconomia, agroflorestas e conservação e busca identificar aprendizados comuns e necessidades de cooperação.

continuidade até 2030 é um elemento central da iniciativa. Interromper e reverter o desmatamento exige implementação sustentada, marcos periódicos, alinhamento com as NDCs e conexão com futuras agendas internacionais, incluindo a COP31 e o segundo Balanço Global.

O Mapa do Caminho é liderado pela Presidência da COP30, com o Climate Policy Initiative atuando como secretariado e parceiro técnico.

  • Processo multissetorial

    O desenvolvimento envolve governos, organizações internacionais, sociedade civil, Povos Indígenas, comunidades locais, setor privado, instituições financeiras e comunidade científica.

  • Diferentes realidades florestais

    O Mapa do Caminho foi desenvolvido para dialogar com diferentes realidades ecológicas, contemplando os principais biomas florestais do mundo, incluindo florestas tropicais e subtropicais, temperadas e boreais, além de ecossistemas associados, como manguezais e turfeiras.

  • Implementação prática

    O Mapa do Caminho não busca reabrir decisões já acordadas. Seu propósito é organizar compromissos existentes, instrumentos de política pública e mecanismos financeiros em uma estrutura prática de implementação.

  • Um convite aos países

    Os países são convidados a desenvolver seus próprios mapas do caminho nacionais, adaptados às realidades locais, instituições existentes e integrados às NDCs e estratégias nacionais.

Estrutura do Documento

Parte I – Por que este Mapa do Caminho é necessário

A primeira parte do relatório apresenta os fundamentos que justificam a construção de um Mapa do Caminho para interromper e reverter o desmatamento e a degradação florestal até 2030. A perda de florestas vai muito além de uma questão ambiental: ela desencadeia riscos interconectados que afetam a estabilidade climática, a biodiversidade, a segurança hídrica, os meios de vida das populações, os sistemas alimentares, a infraestrutura e as perspectivas de desenvolvimento sustentável no longo prazo. 

Veja abaixo os três principais tipos de riscos sistêmicos associados à perda e à degradação das florestas.

Riscos físicos

As florestas são indispensáveis para a estabilidade climática, a conservação da biodiversidade, a regulação hídrica e a integridade dos ecossistemas, enquanto o desmatamento, a degradação e as mudanças climáticas já estão enfraquecendo os sistemas florestais.

Riscos sociais

A suspensão e a reversão da perda florestal são inseparáveis dos direitos dos povos indígenas e das comunidades locais, da posse da terra, dos meios de subsistência, da segurança alimentar e da implementação inclusiva.

Riscos econômicos

A perda florestal gera riscos econômicos, na cadeia de abastecimento e na infraestrutura, enquanto a proteção florestal pode contribuir para economias produtivas e resilientes.

Parte II – Implementando o Balanço Global até 2030

A segunda parte do documento está organizando em torno de duas dimensões complementares: ações nacionais prioritárias e condições habilitadoras internacionais. 

Ações Nacionais

Para transformar compromissos globais em resultados concretos, o Mapa do Caminho organiza a ação nacional em cinco dimensões principais: desmatamento; degradação florestal; restauração, reflorestamento e florestamento; manejo florestal sustentável, bioeconomia e agroflorestas; e conservação florestal.

Para cada uma delas, o relatório apresenta os principais desafios, vetores de pressão e exemplos de políticas e instrumentos já adotados em diferentes contextos. Em vez de prescrever soluções únicas, oferece um conjunto de abordagens que podem ser adaptadas às realidades, capacidades e prioridades de cada país.

Desmatamento

Concentrado e impulsionado por ações diversas. Existe um conjunto de instrumentos de política pública para combatê-lo, mas a durabilidade política é um risco.

Degradação Florestal

Uma fonte importante e pouco tratada de emissões, que requer estratégia própria, definições mais claras, monitoramento robusto e respostas específicas.

Restauração, Reflorestamento e Florestamento

Uma das maiores oportunidades climáticas de curto prazo. A escala depende da qualidade ecológica, adequação ao ecossistema, governança local e financiamento duradouro.

Manejo Florestal Sustentável, Bioeconomia e Agroflorestas

Uso sustentável como solução estrutural. Agroflorestas, silvicultura social e práticas indígenas elevados a estratégias centrais alinhadas à proteção.

Conservação Florestal

Florestas em pé como ativos estratégicos. A proteção depende da qualidade da governança, modelos territoriais, gestão baseada em direitos e financiamento robusto.

Condições habilitadoras internacionais

A implementação efetiva das ações para florestas depende não apenas de esforços nacionais, mas também de condições habilitadoras em nível internacional. Por isso, o Mapa do Caminho destaca três frentes complementares: cooperação técnica, capacitação e fortalecimento institucional; financiamento, mercados e parcerias; e ajustes regulatórios e institucionais internacionais.

Juntas, essas frentes ajudam os países a acessar conhecimento, recursos e instrumentos de governança, promovendo maior alinhamento entre esforços nacionais e internacionais e fortalecendo a capacidade de transformar compromissos em resultados concretos e ação em escala.

Cooperação Técnica, Capacitação e Fortalecimento Institucional

A implementação requer sistemas de monitoramento interoperáveis, instituições mais sólidas e plataformas práticas de cooperação ancoradas na infraestrutura multilateral existente.

Financiamento, Mercados e Parcerias

A ação florestal precisa de uma arquitetura financeira mais adequada, combinando financiamento baseado em resultados, integridade de mercado, acesso direto e instrumentos de gestão de longo prazo.

Ajustes Regulatórios e Institucionais Internacionais

Ajustes regulatórios internacionais precisam alinhar comércio internacional, prevenção de crimes e proteção de direitos com os objetivos de deter e reverter a perda florestal.

Processo de desenvolvimento

Materiais e Recursos

Esta página funciona como repositório das principais apresentações e materiais técnicos desenvolvidos para apoiar o Mapa do Caminho para Parar e Reverter o Desmatamento e a Degradação Florestal até 2030.

Será atualizada à medida que o processo avança.

Mais materiais a caminho

Este repositório será continuamente atualizado à medida que consultas, workshops e eventos ocorram ao longo de 2026.


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