{"id":100088,"date":"2025-10-13T14:09:55","date_gmt":"2025-10-13T14:09:55","guid":{"rendered":"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/?page_id=100088"},"modified":"2025-10-13T14:09:57","modified_gmt":"2025-10-13T14:09:57","slug":"paises-com-florestas-tropicais-desafios-e-oportunidades-o-nexo-floresta-clima-uma-arquitetura-sob-medida-para-a-acao-climatica","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/pt-br\/paises-com-florestas-tropicais-desafios-e-oportunidades-o-nexo-floresta-clima-uma-arquitetura-sob-medida-para-a-acao-climatica\/","title":{"rendered":"Pa\u00edses com Florestas Tropicais: Desafios e Oportunidades <br><span style=\"font-size: 1.5rem; line-height: 0.5rem !important;\">(O Nexo Floresta-Clima: Uma Arquitetura Sob Medida para a A\u00e7\u00e3o Clim\u00e1tica)<\/span>"},"content":{"rendered":"\n<p><span class=\"button\"><a href=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/pt-br\/publication\/o-nexo-floresta-clima-uma-arquitetura-sob-medida-para-a-acao-climatica\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina Inicial<\/a><\/span> <span class=\"button\"><a href=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/O-Nexo-Floresta-Clima.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Relat\u00f3rio Completo (Em pdf)<\/a><\/span><\/p>\n\n\n\n<p>As florestas tropicais abrigam as florestas mais biodiversas e ricas em carbono do mundo, cobrindo aproximadamente 1,27 bilh\u00e3o de hectares em todo o planeta. Na \u00faltima d\u00e9cada, pa\u00edses com florestas tropicais perderam coletivamente mais de 10 milh\u00f5es de hectares de floresta tropical por ano. Os fatores que levam ao desmatamento variam amplamente entre as regi\u00f5es e incluem o desmatamento para pecu\u00e1ria, cultivo e agricultura de subsist\u00eancia, extra\u00e7\u00e3o de lenha, extra\u00e7\u00e3o ilegal de madeira e at\u00e9 mesmo pr\u00e1ticas associadas a atividades ilegais, como o narcotr\u00e1fico. <strong>Ao mesmo tempo, as estimativas do CPI\/PUC-Rio indicam que as \u00e1reas desmatadas de 2001 a 2023 t\u00eam potencial para capturar at\u00e9 49 GtCO<\/strong><strong><sub>2<\/sub><\/strong><strong>, destacando o papel crucial dos esfor\u00e7os de restaura\u00e7\u00e3o na agenda clim\u00e1tica. <\/strong>Este n\u00famero \u00e9 significativo porque, a partir de 2024, o or\u00e7amento de carbono restante \u00e9 de aproximadamente 900 GtCO<sub>2<\/sub>e para limitar o aquecimento global a menos de 2 \u00b0C, e apenas 200 GtCO<sub>2<\/sub>e para permanecer dentro da meta de 1,5 \u00b0C (UNEP 2024).<\/p>\n\n\n\n<p>Tr\u00eas elementos-chave dessa agenda \u2014 combater o desmatamento, proteger as florestas em p\u00e9, e restaurar as florestas \u2014 se manifestam de maneiras diferentes nos pa\u00edses tropicais, refletindo varia\u00e7\u00f5es na geografia, nas press\u00f5es pelo uso da terra, na governan\u00e7a e na capacidade institucional. <strong>Compreender a proemin\u00eancia e a natureza interconectada dessas din\u00e2micas em cada contexto \u00e9 necess\u00e1rio para fortalecer o nexo floresta-clima.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Este cap\u00edtulo analisa a escala da agenda florestal em cada pa\u00eds tropical, estimando a \u00e1rea de floresta a ser protegida, a din\u00e2mica atual do desmatamento e o volume potencial de carbono que poderia ser capturado por meio da restaura\u00e7\u00e3o florestal. A partir de uma abordagem de <em>machine learning<\/em>,<a id=\"_ftnref1\" href=\"#_ftn1\"><sup>[1]<\/sup><\/a> os pa\u00edses foram classificados em tr\u00eas grupos distintos, de acordo com seus desafios de gest\u00e3o florestal: (i) aqueles com alta cobertura florestal, baixo desmatamento e baixo potencial de carbono; (ii) aqueles com baixa cobertura florestal, alto desmatamento e baixo potencial de carbono; e (iii) aqueles com alta cobertura florestal, alto desmatamento e alto potencial de carbono. Em seguida, este cap\u00edtulo examina a rela\u00e7\u00e3o entre o desenvolvimento econ\u00f4mico e a agenda florestal.<\/p>\n\n\n\n<p>A an\u00e1lise destaca tr\u00eas insights principais. Primeiro, a conserva\u00e7\u00e3o e a restaura\u00e7\u00e3o das florestas tropicais exige iniciativas que correspondam \u00e0 escala do desafio para desbloquear plenamente seu potencial de mitiga\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica global. Segundo, a diversidade dos contextos nacionais demanda abordagens pol\u00edticas diferenciadas e flex\u00edveis. Os pa\u00edses apresentam diferen\u00e7as significativas em termos de cobertura florestal, status de conserva\u00e7\u00e3o e capacidade biof\u00edsica de regenera\u00e7\u00e3o de carbono, tornando essencial a ado\u00e7\u00e3o de estrat\u00e9gias sob medida. Terceiro, os dados n\u00e3o indicam uma rela\u00e7\u00e3o inerente entre a agenda florestal e o desenvolvimento econ\u00f4mico: pa\u00edses com taxas mais altas de desmatamento n\u00e3o t\u00eam necessariamente n\u00edveis de renda mais altos, sugerindo que a perda de florestas n\u00e3o \u00e9 condi\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria para o desenvolvimento econ\u00f4mico. Da mesma forma, pa\u00edses com grandes \u00e1reas florestais n\u00e3o t\u00eam necessariamente um PIB per capita baixo.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>A Escala da Agenda Florestal<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Para quantificar a escala da agenda florestal tropical, foram desenvolvidos indicadores consistentes em tr\u00eas dimens\u00f5es: \u00e1rea florestal, perda florestal e potencial para sequestro de carbono. <\/p>\n\n\n\n<p>A an\u00e1lise abrange pa\u00edses dentro da ecorregi\u00e3o de <em>Florestas Tropicais e Subtropicais \u00damidas de Folhas Largas<\/em>. Para simplificar, o termo \u201cflorestas tropicais\u201d \u00e9 usado para se referir a essa regi\u00e3o ecol\u00f3gica. Os limites geogr\u00e1ficos do bioma seguem a delimita\u00e7\u00e3o original de Olson et al. (2001) em sua tipologia global de ecorregi\u00f5es terrestres, posteriormente refinada por Dinerstein et al. (2017). Todos os pa\u00edses soberanos com qualquer parte de seu territ\u00f3rio sobrepondo-se ao bioma foram considerados, independentemente do tamanho relativo dessa sobreposi\u00e7\u00e3o, totalizando 91 pa\u00edses. As fronteiras nacionais foram obtidas a partir do conjunto de dados Natural Earth. Territ\u00f3rios ultramarinos, depend\u00eancias administrativas e outras subdivis\u00f5es n\u00e3o soberanas foram exclu\u00eddos.<\/p>\n\n\n\n<p>A extens\u00e3o da floresta foi calculada usando a vers\u00e3o mais recente dispon\u00edvel (v1.11, 2023) do conjunto de dados global de cobertura arb\u00f3rea de Hansen et al. (2013), restrito a pixels com cobertura de copa maior ou igual a 30% e vegeta\u00e7\u00e3o com altura superior a cinco metros no ano 2000. Apenas os pixels localizados dentro dos limites da ecorregi\u00e3o das Florestas Tropicais e Subtropicais \u00damidas de Folhas Largas foram considerados, utilizando dados com resolu\u00e7\u00e3o de 30 metros. De acordo com esse m\u00e9todo, a ecorregi\u00e3o cobre aproximadamente 1,93 bilh\u00e3o de hectares globalmente, dos quais 1,25 bilh\u00e3o de hectares eram florestados em 2023, representando aproximadamente 65% da \u00e1rea total da ecorregi\u00e3o. A Figura 1 mostra as \u00e1reas de floresta tropical em 2023, bem como as \u00e1reas desmatadas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Figura 1.<\/strong> \u00c1reas de Floresta Tropical em 2023 e \u00c1reas Desmatadas entre 2001 e 2023<\/p>\n\n\n\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"30\" height=\"30\" class=\"wp-image-52367\" style=\"width: 30px;\" src=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Asset-3.jpg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Asset-3.jpg 1234w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Asset-3-300x300.jpg 300w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Asset-3-1024x1024.jpg 1024w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Asset-3-150x150.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 30px) 100vw, 30px\" \/><em>Clique para expandir a figura<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/Map-Forest-Coverage_1_06Out25.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"900\" height=\"492\" class=\"wp-image-100119\" style=\"width: 900px;\" src=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/Map-Forest-Coverage_1_06Out25.jpg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/Map-Forest-Coverage_1_06Out25.jpg 2000w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/Map-Forest-Coverage_1_06Out25-300x164.jpg 300w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/Map-Forest-Coverage_1_06Out25-1024x560.jpg 1024w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/Map-Forest-Coverage_1_06Out25-1536x839.jpg 1536w\" sizes=\"auto, (max-width: 900px) 100vw, 900px\" \/><\/a><\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Fonte:<\/strong> CPI\/PUC-Rio com dados de Hansen et al. (2013) &#8211; v1.11, 2025<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Nos 91 pa\u00edses analisados, as florestas armazenam cerca de 593 GtCO<sub>2<\/sub>\u2014 aproximadamente um ter\u00e7o de todas as emiss\u00f5es globais hist\u00f3ricas. Esse valor \u00e9 estimado usando os mapas globais de potencial de biomassa de Santoro e Cartus (2024), com resolu\u00e7\u00e3o de 500 metros. O Brasil \u00e9 respons\u00e1vel pela maior parte, principalmente devido ao vasto bioma amaz\u00f4nico. Notavelmente, embora a \u00e1rea florestal da Rep\u00fablica Democr\u00e1tica do Congo seja cerca de 20% menor que a da Indon\u00e9sia, ela armazena mais de 75% de carbono. Essa diferen\u00e7a, que tamb\u00e9m \u00e9 observada em outros casos, ressalta a significativa heterogeneidade na densidade florestal e na biomassa entre os pa\u00edses tropicais. A Figura 2 e a Figura 3 apresentam os 20 pa\u00edses com a maior \u00e1rea de floresta tropical e o maior estoque de carbono, respectivamente.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Figura 2.<\/strong> Os 20 Pa\u00edses com a Maior \u00c1rea de Floresta Tropical, 2023<\/p>\n\n\n\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"30\" height=\"30\" class=\"wp-image-52367\" style=\"width: 30px;\" src=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Asset-3.jpg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Asset-3.jpg 1234w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Asset-3-300x300.jpg 300w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Asset-3-1024x1024.jpg 1024w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Asset-3-150x150.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 30px) 100vw, 30px\" \/><em>Gr\u00e1fico interativo<\/em><\/p>\n\n\n\n<div class=\"flourish-embed flourish-chart\" data-src=\"visualisation\/25580563?502650\"><script src=\"https:\/\/public.flourish.studio\/resources\/embed.js\"><\/script><noscript><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/public.flourish.studio\/visualisation\/25580563\/thumbnail\" width=\"100%\" alt=\"chart visualization\" \/><\/noscript><\/div>\n\n\n\n<p><em><strong>Fonte:<\/strong> CPI\/PUC-Rio com dados de Hansen et al. (2013) &#8211; v1.11, 2025<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Figura 3.<\/strong> Os 20 Pa\u00edses com Maior Estoque de Carbono, 2023<\/p>\n\n\n\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"30\" height=\"30\" class=\"wp-image-52367\" style=\"width: 30px;\" src=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Asset-3.jpg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Asset-3.jpg 1234w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Asset-3-300x300.jpg 300w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Asset-3-1024x1024.jpg 1024w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Asset-3-150x150.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 30px) 100vw, 30px\" \/><em>Gr\u00e1fico interativo<\/em><\/p>\n\n\n\n<div class=\"flourish-embed flourish-chart\" data-src=\"visualisation\/25580613?502650\"><script src=\"https:\/\/public.flourish.studio\/resources\/embed.js\"><\/script><noscript><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/public.flourish.studio\/visualisation\/25580613\/thumbnail\" width=\"100%\" alt=\"chart visualization\" \/><\/noscript><\/div>\n\n\n\n<p><em><strong>Fonte:<\/strong> CPI\/PUC-Rio com dados de Hansen et al. (2013) &#8211; v1.11, 2025<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>A an\u00e1lise estima o desmatamento com base na perda anual de cobertura arb\u00f3rea de 2001 a 2023 (Figura 4). Ao longo do per\u00edodo, foram perdidos cerca de 180 milh\u00f5es de hectares de floresta, o que representa quase 10% da \u00e1rea da ecorregi\u00e3o. Nos \u00faltimos anos, o desmatamento m\u00e9dio anual ultrapassou 10 milh\u00f5es de hectares.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Figura 4.<\/strong> Os 20 Pa\u00edses com Maior Desmatamento de Florestas Tropicais, 2001-2023<\/p>\n\n\n\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"30\" height=\"30\" class=\"wp-image-52367\" style=\"width: 30px;\" src=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Asset-3.jpg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Asset-3.jpg 1234w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Asset-3-300x300.jpg 300w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Asset-3-1024x1024.jpg 1024w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Asset-3-150x150.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 30px) 100vw, 30px\" \/><em>Gr\u00e1fico interativo<\/em><\/p>\n\n\n\n<div class=\"flourish-embed flourish-chart\" data-src=\"visualisation\/25580760?502650\"><script src=\"https:\/\/public.flourish.studio\/resources\/embed.js\"><\/script><noscript><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/public.flourish.studio\/visualisation\/25580760\/thumbnail\" width=\"100%\" alt=\"chart visualization\" \/><\/noscript><\/div>\n\n\n\n<p><em><strong>Fonte:<\/strong> CPI\/PUC-Rio com dados de Hansen et al. (2013) &#8211; v1.11, 2025<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>O potencial de captura de carbono em \u00e1reas desmatadas entre 2001 e 2023 \u00e9 estimado seguindo a metodologia desenvolvida por Assun\u00e7\u00e3o, Hansen, Munson e Scheinkman (2025), que utiliza uma abordagem de regress\u00e3o espacial baseada em covari\u00e1veis ambientais e geogr\u00e1ficas. A biomassa acima do solo \u00e9 modelada como uma fun\u00e7\u00e3o da precipita\u00e7\u00e3o, temperatura, latitude e longitude, utilizando valores de carbono observados em pixels de floresta intacta. Esse modelo \u00e9 ent\u00e3o aplicado a pixels que foram desmatados entre 2001 e 2023 para prever a biomassa potencial que pode ser capturada por meio da regenera\u00e7\u00e3o natural. Essa abordagem produz uma estimativa espacialmente expl\u00edcita do carbono que poderia ser recuperado se as \u00e1reas fossem restauradas, sob o pressuposto de uma regenera\u00e7\u00e3o biof\u00edsica total. A estimativa corresponde a um potencial global de sequestro de 49 GtCO<sub>2<\/sub> capturados por meio do reflorestamento das \u00e1reas desmatadas entre 2001 e 2023. A Figura 5 apresenta os 20 pa\u00edses com o maior potencial de captura de carbono.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Figura 5.<\/strong> Os 20 Pa\u00edses com o Maior Potencial de Captura de GtCO<sub>2<\/sub> de \u00c1reas Desmatadas entre 2001 e 2023<\/p>\n\n\n\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"30\" height=\"30\" class=\"wp-image-52367\" style=\"width: 30px;\" src=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Asset-3.jpg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Asset-3.jpg 1234w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Asset-3-300x300.jpg 300w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Asset-3-1024x1024.jpg 1024w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Asset-3-150x150.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 30px) 100vw, 30px\" \/><em>Gr\u00e1fico interativo<\/em><\/p>\n\n\n\n<div class=\"flourish-embed flourish-chart\" data-src=\"visualisation\/25580776?502650\"><script src=\"https:\/\/public.flourish.studio\/resources\/embed.js\"><\/script><noscript><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/public.flourish.studio\/visualisation\/25580776\/thumbnail\" width=\"100%\" alt=\"chart visualization\" \/><\/noscript><\/div>\n\n\n\n<p><em><strong>Fonte:<\/strong> CPI\/PUC-Rio com dados de Hansen et al. (2013) &#8211; v1.11, 2025, CHIRPS (2023) e TerraClimate (2020), 2025<\/em><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>A Diversidade da Agenda&nbsp; Florestal<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Para capturar a diversidade de desafios e oportunidades relacionados \u00e0s florestas em pa\u00edses com florestas tropicais, foi realizado um exerc\u00edcio de classifica\u00e7\u00e3o com base em tr\u00eas dimens\u00f5es principais: desmatamento recente, floresta em p\u00e9 e potencial de restaura\u00e7\u00e3o florestal. <\/p>\n\n\n\n<p>Uma t\u00e9cnica n\u00e3o supervisionada de machine learning foi aplicada usando indicadores relativos padronizados: a propor\u00e7\u00e3o do territ\u00f3rio nacional coberto por floresta tropical, a propor\u00e7\u00e3o de floresta perdida devido ao desmatamento recente e o potencial estimado de captura de carbono da restaura\u00e7\u00e3o. O uso de valores relativos, em vez de absolutos, permite compara\u00e7\u00f5es significativas entre pa\u00edses, independentemente do tamanho geogr\u00e1fico. Todas as vari\u00e1veis foram normalizadas usando escores-z para garantir a comparabilidade entre diferentes unidades e escalas.<\/p>\n\n\n\n<p>O n\u00famero de agrupamentos foi fixado em tr\u00eas, buscando equilibrar interpretabilidade e diferencia\u00e7\u00e3o, de modo a capturar padr\u00f5es amplos em vez de distin\u00e7\u00f5es muito detalhadas.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>O agrupamento 1 <\/strong>(alta cobertura florestal, baixo desmatamento, baixo potencial de carbono) inclui pa\u00edses com extensas florestas em p\u00e9 e desmatamento recente relativamente baixo, como Guiana e Papua-Nova Guin\u00e9.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>O agrupamento 2 <\/strong>(baixa cobertura florestal, alto desmatamento, baixo potencial de carbono) compreende pa\u00edses que enfrentam altas press\u00f5es de desmatamento, incluindo M\u00e9xico, China e Nig\u00e9ria.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>O agrupamento 3 <\/strong>(alta cobertura florestal, alto desmatamento, alto potencial de carbono) consiste em pa\u00edses com grandes \u00e1reas florestais e potencial significativo de restaura\u00e7\u00e3o devido ao desmatamento passado, como Brasil, Rep\u00fablica Democr\u00e1tica do Congo e Indon\u00e9sia.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p><strong>Conforme ilustrado na Figura 6, esses grupos est\u00e3o geograficamente dispersos, ressaltando o papel da governan\u00e7a nacional, da estrutura econ\u00f4mica e das pol\u00edticas de uso da terra na defini\u00e7\u00e3o dos resultados florestais.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Figura 6.<\/strong> Agrupamentos de Pa\u00edses com Florestas Tropicais<\/p>\n\n\n\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"30\" height=\"30\" class=\"wp-image-52367\" style=\"width: 30px;\" src=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Asset-3.jpg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Asset-3.jpg 1234w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Asset-3-300x300.jpg 300w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Asset-3-1024x1024.jpg 1024w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Asset-3-150x150.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 30px) 100vw, 30px\" \/><em>Mapa interativo<\/em><\/p>\n\n\n\n<div class=\"flourish-embed flourish-map\" data-src=\"visualisation\/25578522?502650\"><script src=\"https:\/\/public.flourish.studio\/resources\/embed.js\"><\/script><noscript><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/public.flourish.studio\/visualisation\/25578522\/thumbnail\" width=\"100%\" alt=\"map visualization\" \/><\/noscript><\/div>\n\n\n\n<div class=\"flourish-embed flourish-interactive diagram\" data-src=\"visualisation\/25580419?502650\"><script src=\"https:\/\/public.flourish.studio\/resources\/embed.js\"><\/script><noscript><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/public.flourish.studio\/visualisation\/25580419\/thumbnail\" width=\"100%\" alt=\"interactive diagram visualization\" \/><\/noscript><\/div>\n\n\n\n<p><em><strong>Fonte:<\/strong> CPI\/PUC-Rio com dados de Dinerstein et al. (2017), Hansen et al. (2013) &#8211; v1.11, CHIRPS (2023) e TerraClimate (2020), 2025<\/em><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Alta Cobertura Florestal, Baixo Desmatamento, Baixo Potencial de Carbono<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p><strong>Os pa\u00edses desse grupo s\u00e3o caracterizados por uma propor\u00e7\u00e3o consistentemente elevada de floresta tropical na parte do seu territ\u00f3rio que se sobrep\u00f5e \u00e0 ecorregi\u00e3o tropical e subtropical de folha larga \u00famida. <\/strong>Esses pa\u00edses mantiveram taxas relativamente baixas de desmatamento nas \u00faltimas duas d\u00e9cadas e, como resultado, o principal desafio n\u00e3o \u00e9 restaurar o que foi perdido, mas proteger a floresta de p\u00e9. Pol\u00edticas que se concentram na conserva\u00e7\u00e3o a longo prazo, na fiscaliza\u00e7\u00e3o de \u00e1reas protegidas e no apoio a comunidades dependentes da floresta s\u00e3o especialmente relevantes para este grupo, onde o capital natural e os estoques de carbono permanecem praticamente intactos, mas n\u00e3o necessariamente imunes \u00e0s press\u00f5es crescentes.<\/p>\n\n\n\n<p>Este grupo desempenha um papel crucial no fornecimento de servi\u00e7os ecossist\u00eamicos globais e regionais. Na Oceania, por exemplo, pa\u00edses como Papua Nova Guin\u00e9 e Vanuatu funcionam como santu\u00e1rios ecol\u00f3gicos, preservando altos n\u00edveis de endemismo e atuando como amortecedores contra o colapso da biodiversidade na regi\u00e3o (Oliver et al. 2022; Kier et al. 2009; Hamilton, Klein e Austin 2010). Suas florestas ajudam a regular os padr\u00f5es de precipita\u00e7\u00e3o, manter a resili\u00eancia costeira e armazenar grandes quantidades de biomassa viva (Spraklen et al. 2012; Theeuwen et al. 2023; Smith, Baker e Spracklen 2023). Na Am\u00e9rica do Sul, o Suriname se destaca por ter uma das maiores porcentagens de cobertura florestal intacta do mundo, servindo tanto como sumidouro de carbono quanto como reservat\u00f3rio de biodiversidade (Potapov et al. 2022; FAO 2020). Essas florestas fornecem servi\u00e7os que v\u00e3o muito al\u00e9m das fronteiras nacionais, incluindo estabilidade clim\u00e1tica, regula\u00e7\u00e3o hidrol\u00f3gica e corredores de poliniza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar de seus perfis de conserva\u00e7\u00e3o relativamente fortes, alguns pa\u00edses desse grupo enfrentam amea\u00e7as emergentes. Enquanto os pa\u00edses da Bacia do Congo enfrentam o aumento do desmatamento causado por pequenos agricultores, pela agricultura itinerante e pela produ\u00e7\u00e3o de carv\u00e3o vegetal, os pa\u00edses da regi\u00e3o amaz\u00f4nico-andina enfrentam o desmatamento impulsionado principalmente pela pecu\u00e1ria, pela expans\u00e3o das culturas e, especialmente em 2024, pelos inc\u00eandios. O Suriname mant\u00e9m baixos n\u00edveis de desmatamento, enquanto o desmatamento na Guiana disparou em 2024 e enfrenta uma press\u00e3o crescente da minera\u00e7\u00e3o (Goldman et al. 2025; Potapov et al. 2022). Na Am\u00e9rica Central e no Caribe, bem como nas ilhas do Pac\u00edfico, o desmatamento \u00e9 impulsionado principalmente pela agropecu\u00e1ria e pelos assentamentos rurais, enquanto na \u00c1frica e na \u00c1sia o crescimento das terras cultiv\u00e1veis e das \u00e1reas urbanas, com inunda\u00e7\u00f5es causadas por hidrel\u00e9tricas em partes da \u00c1sia, amea\u00e7am a conserva\u00e7\u00e3o das florestas. <\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Baixa Cobertura Florestal, Alto Desmatamento, Baixo Potencial de Carbono<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p><strong>Os pa\u00edses desse grupo s\u00e3o caracterizados por altos n\u00edveis de desmatamento. <\/strong>Em muitos desses casos, a cobertura florestal era historicamente baixa ou foi amplamente degradada ao longo do tempo, resultando em paisagens dominadas por terras agr\u00edcolas, outros tipos de vegeta\u00e7\u00e3o ou assentamentos urbanos. Consequentemente, as estimativas para o potencial de sequestro de carbono do reflorestamento tamb\u00e9m s\u00e3o baixas, seja devido \u00e0 \u00e1rea florestal limitada ou porque as condi\u00e7\u00f5es biof\u00edsicas e socioecon\u00f4micas restringem a regenera\u00e7\u00e3o. Embora esses pa\u00edses possam n\u00e3o ser centrais para os esfor\u00e7os de restaura\u00e7\u00e3o em larga escala, eles s\u00e3o essenciais na interrup\u00e7\u00e3o do desmatamento residual e para evitar uma maior degrada\u00e7\u00e3o de ecossistemas j\u00e1 fr\u00e1geis.<\/p>\n\n\n\n<p>O desmatamento nesses pa\u00edses \u00e9 impulsionado principalmente pela convers\u00e3o para a agropecu\u00e1ria permanente e pela expans\u00e3o de assentamentos e infraestrutura, com padr\u00f5es espec\u00edficos para cada regi\u00e3o: na Am\u00e9rica Latina e nos pa\u00edses do Caribe, uma temporada de inc\u00eandios excepcional em 2024 amplificou drasticamente as perdas, enquanto o desmatamento para fins agr\u00edcolas continuou sendo o principal fator. Os inc\u00eandios foram respons\u00e1veis por uma grande parte da perda de florestas prim\u00e1rias em Belize, Guatemala e M\u00e9xico (Goldman et al. 2025; Potapov et al. 2022).<\/p>\n\n\n\n<p>Nos pa\u00edses do Sul e Sudeste da \u00c1sia, o desmatamento para fins agr\u00edcolas \u00e9 proeminente, especialmente no Camboja, Laos, Vietn\u00e3 e Tail\u00e2ndia. Tamb\u00e9m h\u00e1 sinais de substitui\u00e7\u00e3o de florestas altas por planta\u00e7\u00f5es, de inunda\u00e7\u00f5es associadas a pequenos, mas n\u00e3o desprez\u00edveis, reservat\u00f3rios hidrel\u00e9tricos, e de forte crescimento urbano e de assentamentos, especialmente na China. Nos pa\u00edses da \u00c1frica Subsaariana, a perda florestal \u00e9 mais difusa, mas ocorre consistentemente em conjunto com a expans\u00e3o das terras agr\u00edcolas, juntamente com o crescimento dos assentamentos e o desenvolvimento de infraestruturas (Goldman et al. 2025; Potapov et al. 2022).<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Alta Cobertura Florestal, Alto Desmatamento, Alto Potencial de Carbono<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p><strong>O \u00faltimo grupo inclui tr\u00eas pa\u00edses \u2014 Brasil, Indon\u00e9sia e Rep\u00fablica Democr\u00e1tica do Congo \u2014 que concentram uma parcela desproporcionalmente grande das florestas tropicais do mundo. <\/strong>Esses pa\u00edses combinam vastas \u00e1reas florestais remanescentes, desmatamento significativo nas \u00faltimas d\u00e9cadas e um potencial extremamente alto de regenera\u00e7\u00e3o de carbono. Todos os tr\u00eas possuem partes das principais bacias florestais tropicais do planeta: a Amaz\u00f4nia, a Bacia do Congo e os arquip\u00e9lagos tropicais do Sudeste Asi\u00e1tico. Suas trajet\u00f3rias de uso da terra t\u00eam implica\u00e7\u00f5es globais, pois as mudan\u00e7as na cobertura florestal nesses territ\u00f3rios afetam diretamente o carbono atmosf\u00e9rico, a conserva\u00e7\u00e3o da biodiversidade e os ciclos hidrol\u00f3gicos em todos os continentes. Em termos clim\u00e1ticos, eles s\u00e3o insubstitu\u00edveis.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar das semelhan\u00e7as, a din\u00e2mica do desmatamento nesses pa\u00edses difere significativamente. No Brasil, uma combina\u00e7\u00e3o de especula\u00e7\u00e3o fundi\u00e1ria, pecu\u00e1ria, expans\u00e3o da soja e desenvolvimento de infraestrutura, especialmente no bioma amaz\u00f4nico, tem impulsionado o desmatamento nas \u00faltimas d\u00e9cadas. Ambiguidades jur\u00eddicas, fiscaliza\u00e7\u00e3o fraca e oscila\u00e7\u00f5es pol\u00edticas moldaram um cen\u00e1rio de intenso conflito pelo uso da terra (Lima Filho, Bragan\u00e7a e Assun\u00e7\u00e3o 2021; Santos et al. 2025; Skidmore et al. 2021). <\/p>\n\n\n\n<p>Na Indon\u00e9sia, o desmatamento florestal tem sido historicamente associado \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de \u00f3leo de palma, extra\u00e7\u00e3o de madeira e drenagem de turfeiras, o que tem gerado n\u00e3o somente a perda de cobertura florestal, mas tamb\u00e9m emiss\u00f5es significativas de GEE provenientes da oxida\u00e7\u00e3o da turfa e de inc\u00eandios. Mudan\u00e7as pol\u00edticas mais recentes, incluindo morat\u00f3rias sobre a convers\u00e3o de florestas prim\u00e1rias e programas de restaura\u00e7\u00e3o de turfeiras, reduziram a perda, mas n\u00e3o a eliminaram (Austin et al. 2017; Austin et al. 2019). <\/p>\n\n\n\n<p>Na Rep\u00fablica Democr\u00e1tica do Congo, os fatores que levam ao desmatamento s\u00e3o mais fragmentados e localizados, incluindo agricultura de corte e queima, extra\u00e7\u00e3o de lenha e extra\u00e7\u00e3o artesanal de madeira, muitas vezes sustentados pela pobreza rural e pela presen\u00e7a limitada do Estado (Ickowitz et al. 2015; Achille, Zhang e Anoma 2021). Nos tr\u00eas pa\u00edses, a governan\u00e7a fundi\u00e1ria continua sendo um gargalo importante, e a perda florestal continua acontecendo mesmo em \u00e1reas oficialmente protegidas.<\/p>\n\n\n\n<p>Juntos, esses tr\u00eas pa\u00edses representam cerca de 29,45 GtCO<sub>2<\/sub> em carbono potencial que poderia ser removido da atmosfera por meio da restaura\u00e7\u00e3o de \u00e1reas desmatadas entre 2001 e 2023. Individualmente, os n\u00fameros s\u00e3o impressionantes: s\u00f3 o Brasil det\u00e9m 16,67 GtCO<sub>2<\/sub>, o equivalente \u00e0s emiss\u00f5es totais de todos os ve\u00edculos de passageiros em todo o mundo por mais de quatro anos (IEA 2024). A Indon\u00e9sia e a Rep\u00fablica Democr\u00e1tica do Congo possuem, cada uma, mais de 6 GtCO<sub>2<\/sub>. Esses n\u00fameros demonstram como a restaura\u00e7\u00e3o florestal pode desempenhar um papel fundamental na luta contra as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Florestas e o Desenvolvimento Econ\u00f4mico<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>A conserva\u00e7\u00e3o florestal \u00e9 frequentemente percebida como uma iniciativa que demanda pol\u00edticas p\u00fablicas onerosas que restringem a expans\u00e3o agr\u00edcola, o desenvolvimento de infraestruturas e a extra\u00e7\u00e3o de recursos, sugerindo um conflito entre a prote\u00e7\u00e3o ambiental e o crescimento econ\u00f4mico. No entanto, a conserva\u00e7\u00e3o ambiental e o crescimento econ\u00f4mico podem ser objetivos compat\u00edveis e avan\u00e7ar simultaneamente, dependendo da natureza do progresso tecnol\u00f3gico e do padr\u00e3o hist\u00f3rico de ocupa\u00e7\u00e3o da terra.<\/p>\n\n\n\n<p>As Figuras 7 e 8 examinam a rela\u00e7\u00e3o entre a propor\u00e7\u00e3o da \u00e1rea de floresta tropical e a renda per capita, bem como o crescimento do PIB. A distribui\u00e7\u00e3o dos n\u00edveis de renda n\u00e3o mostra um padr\u00e3o consistente em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 cobertura florestal, com pa\u00edses que abrangem rendas baixas a altas, independentemente de sua propor\u00e7\u00e3o de floresta. As taxas de crescimento do PIB tamb\u00e9m apresentam grande varia\u00e7\u00e3o entre na\u00e7\u00f5es com propor\u00e7\u00f5es grandes e pequenas de floresta. <strong>Essas an\u00e1lises visuais demonstram a aus\u00eancia de uma associa\u00e7\u00e3o clara entre a \u00e1rea florestal e o desempenho econ\u00f4mico e refor\u00e7am a compatibilidade dos objetivos econ\u00f4micos e ambientais.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Figura 7.<\/strong> Cobertura Florestal Tropical e PIB per capita, 2023<\/p>\n\n\n\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"30\" height=\"30\" class=\"wp-image-52367\" style=\"width: 30px;\" src=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Asset-3.jpg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Asset-3.jpg 1234w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Asset-3-300x300.jpg 300w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Asset-3-1024x1024.jpg 1024w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Asset-3-150x150.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 30px) 100vw, 30px\" \/><em>Gr\u00e1fico interativo<\/em><\/p>\n\n\n\n<div class=\"flourish-embed flourish-scatter\" data-src=\"visualisation\/25580838?502650\"><script src=\"https:\/\/public.flourish.studio\/resources\/embed.js\"><\/script><noscript><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/public.flourish.studio\/visualisation\/25580838\/thumbnail\" width=\"100%\" alt=\"scatter visualization\" \/><\/noscript><\/div>\n\n\n\n<p><em><strong>Nota:<\/strong> Os dados relativos \u00e0 \u00e1rea florestal do M\u00e9xico prov\u00eam do INEGI (2019) e referem-se ao ano de 2014. Os pa\u00edses com PIB per capita superior a US$ 20.000 e sem informa\u00e7\u00f5es dispon\u00edveis sobre o PIB foram removidos para facilitar a visualiza\u00e7\u00e3o. O ano base para a paridade do d\u00f3lar americano \u00e9 2015.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Fonte:<\/strong> CPI\/PUC-Rio com dados de Hansen et al. (2013) e Indicadores de Desenvolvimento Mundial (Banco Mundial 2023), 2025<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Figura 8.<\/strong> Cobertura Florestal Tropical e Crescimento do PIB, 2023<\/p>\n\n\n\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"30\" height=\"30\" class=\"wp-image-52367\" style=\"width: 30px;\" src=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Asset-3.jpg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Asset-3.jpg 1234w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Asset-3-300x300.jpg 300w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Asset-3-1024x1024.jpg 1024w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Asset-3-150x150.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 30px) 100vw, 30px\" \/><em>Gr\u00e1fico interativo<\/em><\/p>\n\n\n\n<div class=\"flourish-embed flourish-scatter\" data-src=\"visualisation\/25580887?502650\"><script src=\"https:\/\/public.flourish.studio\/resources\/embed.js\"><\/script><noscript><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/public.flourish.studio\/visualisation\/25580887\/thumbnail\" width=\"100%\" alt=\"scatter visualization\" \/><\/noscript><\/div>\n\n\n\n<p><em><strong>Nota: <\/strong>os dados sobre a \u00e1rea florestal do M\u00e9xico s\u00e3o provenientes do INEGI (2019) e referem-se ao ano de 2014. A Guiana, com crescimento do PIB de 34% e \u00e1rea florestal de 87%, foi removida para facilitar a visualiza\u00e7\u00e3o.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Fonte:<\/strong> CPI\/PUC-Rio com dados de Hansen et al. (2013) e Indicadores de Desenvolvimento Mundial (Banco Mundial 2023), 2025<\/em><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Tra\u00e7ando uma Estrat\u00e9gia Diferenciada para Florestas e Clima<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>Essas descobertas revelam a grande diversidade dos contextos florestais nos pa\u00edses tropicais e refor\u00e7am a import\u00e2ncia de desenvolver estrat\u00e9gias que sejam, ao mesmo tempo, ambiciosas em escala e adaptadas \u00e0s realidades locais. <\/strong>Uma abordagem \u00fanica n\u00e3o \u00e9 suficiente. Os pa\u00edses diferem n\u00e3o apenas na extens\u00e3o de suas florestas remanescentes e \u00e1reas desmatadas, mas tamb\u00e9m em seu potencial de restaura\u00e7\u00e3o, estrutura econ\u00f4mica e capacidade institucional.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-cyan-bluish-gray-color has-text-color has-link-color has-small-font-size wp-elements-ae3219f6bf699dcf581bde698e4bb5ae\"><a href=\"#top\">\u2191 Voltar para o topo da p\u00e1gina<\/a><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn1\" href=\"#_ftnref1\">[1]<\/a> Os pa\u00edses foram classificados utilizando agrupamento hier\u00e1rquico aglomerativo (m\u00e9todo de Ward, dist\u00e2ncia euclidiana) com base em tr\u00eas vari\u00e1veis: propor\u00e7\u00e3o da \u00e1rea florestal dentro do bioma, propor\u00e7\u00e3o do desmatamento em 2013-2023 e estoque relativo de carbono.<br><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>P\u00e1gina Inicial Relat\u00f3rio Completo (Em pdf) As florestas tropicais abrigam as florestas mais biodiversas e ricas em carbono do mundo, cobrindo aproximadamente 1,27 bilh\u00e3o de hectares em todo o planeta. Na \u00faltima d\u00e9cada, pa\u00edses com florestas tropicais perderam coletivamente mais de 10 milh\u00f5es de hectares de floresta tropical por ano. 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