{"id":99595,"date":"2025-10-10T13:01:13","date_gmt":"2025-10-10T13:01:13","guid":{"rendered":"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/?post_type=cpi_publications&#038;p=99595"},"modified":"2026-04-19T19:08:25","modified_gmt":"2026-04-19T19:08:25","slug":"quando-a-fonte-seca-as-ameacas-do-desmatamento-da-amazonia-para-a-economia-brasileira","status":"publish","type":"cpi_publications","link":"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/pt-br\/publication\/quando-a-fonte-seca-as-ameacas-do-desmatamento-da-amazonia-para-a-economia-brasileira\/","title":{"rendered":"Quando a Fonte Seca: As Amea\u00e7as do Desmatamento da Amaz\u00f4nia para a Economia Brasileira"},"content":{"rendered":"\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Introdu\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p>A \u00e1gua \u00e9 um pilar fundamental da economia e da sociedade brasileira, sustentando a produ\u00e7\u00e3o de diferentes setores econ\u00f4micos e o bem-estar social em m\u00faltiplas dimens\u00f5es. No setor el\u00e9trico, as hidrel\u00e9tricas s\u00e3o respons\u00e1veis por mais da metade da gera\u00e7\u00e3o nacional de eletricidade.<a id=\"_ftnref1\" href=\"#_ftn1\"><sup>[1]<\/sup><\/a> Na agropecu\u00e1ria, a depend\u00eancia das chuvas tamb\u00e9m \u00e9 evidente: apenas 13% da \u00e1rea agr\u00edcola conta com irriga\u00e7\u00e3o,<a id=\"_ftnref2\" href=\"#_ftn2\"><sup>[2]<\/sup><\/a> o que torna a regularidade e a sufici\u00eancia da \u00e1gua condi\u00e7\u00f5es essenciais para a produtividade. A disponibilidade de \u00e1gua doce \u00e9 igualmente cr\u00edtica para o abastecimento urbano e rural, o saneamento b\u00e1sico, a sa\u00fade p\u00fablica e a vasta rede de rios brasileiros que sustenta a log\u00edstica de comodities estrat\u00e9gicas da economia nacional, como soja e milho. A \u00e1gua desempenha ainda papel vital na resili\u00eancia ecol\u00f3gica, ajudando a manter as florestas saud\u00e1veis e a reduzir o risco de inc\u00eandios de larga escala.<\/p>\n\n\n\n<p>Desde ao menos o in\u00edcio dos anos 2000, a literatura acad\u00eamica ressalta a relev\u00e2ncia da Floresta Amaz\u00f4nica para a regulariza\u00e7\u00e3o dos regimes de chuva em todo o pa\u00eds.<sup><a id=\"_ftnref3\" href=\"#_ftn3\">[3]<\/a>,<a id=\"_ftnref4\" href=\"#_ftn4\">[4]<\/a>,<a id=\"_ftnref5\" href=\"#_ftn5\">[5]<\/a>,<a id=\"_ftnref6\" href=\"#_ftn6\">[6]<\/a><\/sup> A floresta, ao devolver \u00e0 atmosfera a \u00e1gua que capta da chuva, permite que as correntes de vento que a atravessam carreguem a umidade por onde passam, dando origem aos chamados rios voadores. Os rios voadores percorrem grande parte do territ\u00f3rio nacional, contribuindo para a incid\u00eancia de chuvas nas Regi\u00f5es Norte, Centro-Oeste, Sul e grande parte do Sudeste. Ao sustentar o ciclo da \u00e1gua e alimentar os rios voadores que distribuem umidade por todo o pa\u00eds, as florestas em p\u00e9 desempenham uma fun\u00e7\u00e3o essencial para a sociedade, servindo como um motor vital da economia nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>O avan\u00e7o do desmatamento, que j\u00e1 derrubou cerca de 20% do bioma, amea\u00e7a a oferta de \u00e1gua que a Amaz\u00f4nia tem proporcionado ao pa\u00eds. Alguns estudos j\u00e1 apontam para impactos de primeira ordem do desmatamento hist\u00f3rico da Amaz\u00f4nia na produtividade potencial do setor el\u00e9trico. Estimativas indicam que a Usina Hidrel\u00e9trica (UHE) Teles Pires perde em m\u00e9dia R$ 115 milh\u00f5es por ano, enquanto estudo do CPI\/PUC-Rio aponta perdas anuais de aproximadamente R$ 500 milh\u00f5es para a UHE Itaipu e R$ 638 milh\u00f5es para a UHE Belo Monte.<sup><a id=\"_ftnref7\" href=\"#_ftn7\">[7]<\/a>,<a id=\"_ftnref8\" href=\"#_ftn8\">[8]<\/a><\/sup><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Pesquisadores do Climate Policy Initiative\/Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica do Rio de Janeiro (CPI\/PUC-Rio) e do projeto Amaz\u00f4nia 2030 indicam que os impactos do desmatamento da Amaz\u00f4nia n\u00e3o se restringem somente \u00e0 gera\u00e7\u00e3o de energia hidrel\u00e9trica e podem comprometer tamb\u00e9m outros setores estrat\u00e9gicos para a economia nacional. <\/strong>Este relat\u00f3rio inicia uma investiga\u00e7\u00e3o acerca dos efeitos sobre o abastecimento de \u00e1gua em centros urbanos, a agropecu\u00e1ria, os inc\u00eandios e, por fim, as hidrovias. Os recentes avan\u00e7os em capacidade computacional e novas abordagens emp\u00edricas, combinados a informa\u00e7\u00f5es de sat\u00e9lite sobre ventos, chuvas e uso e cobertura do solo, permitem medir de maneira in\u00e9dita a relev\u00e2ncia dos rios voadores.<\/p>\n\n\n\n<p>Estima-se que, at\u00e9 2050, entre 10% e 47% da floresta estar\u00e3o expostos a dist\u00farbios que poder\u00e3o desencadear transi\u00e7\u00f5es florestais e perda de integridade, impactando a oferta de servi\u00e7os ecossist\u00eamicos.<a id=\"_ftnref9\" href=\"#_ftn9\"><sup>[9]<\/sup><\/a> <strong>Ao demonstrar o valor da floresta em p\u00e9, este relat\u00f3rio destaca que a prote\u00e7\u00e3o da Floresta Amaz\u00f4nica n\u00e3o \u00e9 apenas uma pauta ambiental, mas um imperativo estrat\u00e9gico e de interesse nacional.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O Mecanismo e o Caminho dos Rios Voadores<\/h2>\n\n\n\n<p>A Floresta Amaz\u00f4nica tem a capacidade de manter \u00famida a atmosfera tanto dentro quanto fora do bioma. A \u00e1gua transportada pelas correntes de vento que se originam no Oceano Atl\u00e2ntico precipita em forma de chuva ao chegar ao continente. Em seu ciclo natural, a \u00e1gua da chuva penetra no solo e des\u00e1gua nos rios que, por sua vez, a devolvem aos oceanos. Contudo, quando a \u00e1gua da chuva cai em uma floresta tropical, parte dela \u00e9 devolvida \u00e0 atmosfera por meio da evapotranspira\u00e7\u00e3o. Quando correntes de vento atravessam a floresta, carregam essa umidade, que \u00e9 redistribu\u00edda no caminho dos ventos na forma de chuva. A Figura 1 ilustra o mecanismo dos rios voadores. Quando h\u00e1 perda de vegeta\u00e7\u00e3o \u2014 como ocorre no desmatamento \u2014, a floresta perde a capacidade de recarregar a atmosfera, reduzindo o volume de chuvas ao longo do caminho dos ventos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Figura 1.<\/strong> O Mecanismo dos Rios Voadores e o Efeito do Desmatamento<\/p>\n\n\n\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"800\" height=\"510\" class=\"wp-image-99969\" style=\"width: 800px;\" src=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/Figura-1_09Out25.png\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/Figura-1_09Out25.png 2205w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/Figura-1_09Out25-300x191.png 300w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/Figura-1_09Out25-1024x652.png 1024w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/Figura-1_09Out25-1536x979.png 1536w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/Figura-1_09Out25-2048x1305.png 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Fonte:<\/strong> CPI\/PUC-Rio, 2025<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Na Am\u00e9rica do Sul, existe um padr\u00e3o em que os ventos vindos do Oceano Atl\u00e2ntico atravessam a Floresta Amaz\u00f4nica e, a Oeste, se deparam com a Cordilheira dos Andes, o que os for\u00e7a a percorrer o continente de Norte a Sul. A Figura 2 apresenta as trajet\u00f3rias t\u00edpicas percorridas pelos rios voadores. Nesse percurso, os ventos cruzam o bioma Amaz\u00f4nia e atravessam grande parte do pa\u00eds, alcan\u00e7ando at\u00e9 os estados da Regi\u00e3o Sul. Como se pode notar na figura, as trajet\u00f3rias tamb\u00e9m passam por regi\u00f5es j\u00e1 antropizadas, indicando a potencial influ\u00eancia do desmatamento na redu\u00e7\u00e3o do fluxo de \u00e1gua transportado pelos rios voadores.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Figura 2. <\/strong>O Percurso T\u00edpico dos Rios Voadores<\/p>\n\n\n\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"800\" height=\"576\" class=\"wp-image-99602\" style=\"width: 800px;\" src=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/f2-wp.png\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/f2-wp.png 2482w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/f2-wp-300x216.png 300w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/f2-wp-1024x737.png 1024w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/f2-wp-1536x1106.png 1536w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/f2-wp-2048x1475.png 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Fonte:<\/strong> CPI\/PUC-Rio com base nos dados de Copernicus-ERA5 (2023) e MapBiomas (2023), 2025<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>A partir de dados em alta frequ\u00eancia de ventos e de chuva em diversos pontos do pa\u00eds e de cobertura do solo e da ado\u00e7\u00e3o de estrat\u00e9gias emp\u00edricas, \u00e9 poss\u00edvel mensurar os efeitos dos rios voadores e da influ\u00eancia do desmatamento da Amaz\u00f4nia na distribui\u00e7\u00e3o de chuvas pelo Brasil. Na se\u00e7\u00e3o seguinte, as evid\u00eancias dos impactos do desmatamento nas principais UHEs do pa\u00eds s\u00e3o apresentadas. Em seguida, aponta-se a potencial rela\u00e7\u00e3o entre os Rios Voadores e o abastecimento de \u00e1gua em centros urbanos, a agropecu\u00e1ria, os inc\u00eandios e as hidrovias.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Evid\u00eancia do Impacto do Desmatamento na Gera\u00e7\u00e3o de Energia<\/h3>\n\n\n\n<p>O Brasil \u00e9 um pa\u00eds cuja matriz el\u00e9trica \u00e9 reconhecidamente limpa, com 88% de sua energia proveniente de fontes renov\u00e1veis \u2014 aproximadamente o triplo da m\u00e9dia mundial.<a id=\"_ftnref10\" href=\"#_ftn10\"><sup>[10]<\/sup><\/a> Essa elevada participa\u00e7\u00e3o se deve, em grande medida, \u00e0 extensa base de hidrel\u00e9tricas que comp\u00f5em a matriz el\u00e9trica do pa\u00eds. Em 2024, 56% da eletricidade no pa\u00eds foram gerados por usinas hidrel\u00e9tricas.<a id=\"_ftnref11\" href=\"#_ftn11\"><sup>[11]<\/sup><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Por um lado, confiar nas hidrel\u00e9tricas para a oferta de eletricidade apresenta vantagens, tendo em vista o baixo custo operacional e o baixo n\u00edvel de emiss\u00f5es de gases de efeito estufa (GEE). Por outro lado, a depend\u00eancia de \u00e1gua como insumo torna o sistema el\u00e9trico vulner\u00e1vel em cen\u00e1rios de escassez h\u00eddrica. Como reportado pela Empresa de Pesquisa Energ\u00e9tica (EPE) e pelo Operador Nacional do Sistema El\u00e9trico (ONS), desde 2014 a quantidade de \u00e1gua que chega \u00e0s usinas tem estado abaixo da m\u00e9dia hist\u00f3rica e, com as estiagens prolongadas, o pa\u00eds enfrentou risco de apag\u00f5es.<sup><a id=\"_ftnref12\" href=\"#_ftn12\">[12]<\/a>,<a id=\"_ftnref13\" href=\"#_ftn13\">[13]<\/a>,<a id=\"_ftnref14\" href=\"#_ftn14\">[14]<\/a>,<a id=\"_ftnref15\" href=\"#_ftn15\">[15]<\/a><\/sup> Para lidar com esses desafios, os \u00f3rg\u00e3os respons\u00e1veis pelo planejamento da oferta de eletricidade t\u00eam ajustado seus modelos de previs\u00e3o para considerar cen\u00e1rios hidrol\u00f3gicos mais adversos.<a id=\"_ftnref16\" href=\"#_ftn16\"><sup>[16]<\/sup><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Diversos fatores influenciam a ocorr\u00eancia desses cen\u00e1rios cr\u00edticos.<a id=\"_ftnref17\" href=\"#_ftn17\"><sup>[17]<\/sup><\/a> Entre eles, destaca-se o desmatamento. Estudos recentes mostram que a remo\u00e7\u00e3o de vegeta\u00e7\u00e3o impacta diretamente os regimes de chuva no pa\u00eds e traz consequ\u00eancias para a gera\u00e7\u00e3o hidrel\u00e9trica. Os resultados de uma an\u00e1lise sobre os efeitos do desmatamento na capacidade da UHE Teles Pires gerar eletricidade indicam que, de acordo com o m\u00eas analisado, a usina perde de 2,5% a 10% do seu potencial de gera\u00e7\u00e3o.<a id=\"_ftnref18\" href=\"#_ftn18\"><sup>[18]<\/sup><\/a> Anualmente, essa perda energ\u00e9tica corresponde a uma redu\u00e7\u00e3o m\u00e9dia de aproximadamente R$ 115 milh\u00f5es em receita. Resultados do CPI\/PUC-Rio apontam na mesma dire\u00e7\u00e3o: ao avaliarem os impactos do desmatamento para as UHEs Itaipu e Belo Monte, pesquisadores identificaram que, juntas, as usinas perderam o potencial de gerar anualmente 3.700 GWh \u2014 valor equivalente ao consumo anual do estado de Rond\u00f4nia. Do ponto de vista financeiro, a perda anual potencial supera R$ 1 bilh\u00e3o.<a id=\"_ftnref19\" href=\"#_ftn19\"><sup>[19]<\/sup><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Os resultados mostram com clareza que o efeito do desmatamento sobre a distribui\u00e7\u00e3o de chuvas ocorre tanto dentro quanto fora do bioma. Na an\u00e1lise apresentada na Figura 3, nota-se que grande parte das usinas hidrel\u00e9tricas est\u00e1 situada ao longo do caminho dos rios voadores. Dentre elas, destacam-se 17 das 20 maiores hidrel\u00e9tricas a fio d\u2019\u00e1gua \u2014 perfil de usina menos capaz de reservar \u00e1gua e, portanto, mais sens\u00edvel \u00e0 varia\u00e7\u00e3o no volume de chuvas. Caso o efeito seja sist\u00eamico, ou seja, atinja parcela relevante das usinas, pode j\u00e1 estar levando ao aumento do despacho de usinas termel\u00e9tricas, mais caras e poluentes, para suprir a demanda energ\u00e9tica. Como consequ\u00eancia, pode haver um aumento no pre\u00e7o da eletricidade para o consumidor e eleva\u00e7\u00e3o nas emiss\u00f5es de GEEs.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Figura 3.<\/strong> Percurso dos Rios Voadores por 17 das 20 Principais Usinas Hidrel\u00e9tricas a Fio d\u2019\u00c1gua da Matriz El\u00e9trica Brasileira<\/p>\n\n\n\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"800\" height=\"541\" class=\"wp-image-99605\" style=\"width: 800px;\" src=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/f3-wp.png\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/f3-wp.png 2482w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/f3-wp-300x203.png 300w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/f3-wp-1024x692.png 1024w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/f3-wp-1536x1038.png 1536w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/f3-wp-2048x1384.png 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Fonte:<\/strong> CPI\/PUC-Rio com base nos dados de Copernicus-ERA5 (2023), ONS (2023) e MapBiomas (2023), 2025<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>O CPI\/PUC-Rio tamb\u00e9m identifica as regi\u00f5es da floresta mais relevantes para a opera\u00e7\u00e3o de cada usina, que s\u00e3o aquelas por onde as trajet\u00f3rias de vento mais passam at\u00e9 alcan\u00e7ar a \u00e1rea de chuva que alimenta cada UHE. Na Figura 4, essas regi\u00f5es s\u00e3o apresentadas para as UHEs Itaipu e Belo Monte. Esses dados permitem a identifica\u00e7\u00e3o de \u00e1reas priorit\u00e1rias para a prote\u00e7\u00e3o da floresta em raz\u00e3o da sua contribui\u00e7\u00e3o para a opera\u00e7\u00e3o das usinas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Figura 4.<\/strong> Regi\u00f5es na Floresta de Maior Influ\u00eancia na Opera\u00e7\u00e3o da UHE Itaipu e da UHE Belo Monte<\/p>\n\n\n\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"800\" height=\"450\" class=\"wp-image-99608\" style=\"width: 800px;\" src=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/f4-wp.png\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/f4-wp.png 2482w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/f4-wp-300x169.png 300w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/f4-wp-1024x576.png 1024w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/f4-wp-1536x864.png 1536w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/f4-wp-2048x1152.png 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Fonte:<\/strong> CPI\/PUC-Rio com base nos dados de Copernicus-ERA5 (2023), ONS (2023), CCEE (2023) e MapBiomas (2023), 2025<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Tais resultados evidenciam a relev\u00e2ncia da floresta para o setor el\u00e9trico brasileiro. Com o desmatamento, a Amaz\u00f4nia perde a capacidade de fornecer \u00e1gua aos rios voadores, prejudicando os regimes de chuva pelo pa\u00eds. Para o setor el\u00e9trico, a redu\u00e7\u00e3o da oferta de eletricidade para milh\u00f5es de pessoas e as potenciais perdas de receita da ordem de bilh\u00f5es de reais para as hidrel\u00e9tricas s\u00e3o efeitos de primeira ordem. A pr\u00f3xima se\u00e7\u00e3o destaca como os rios voadores s\u00e3o relacionados a outros setores da economia brasileira, apontando para potenciais preju\u00edzos que o desmatamento pode j\u00e1 estar causando em cada dimens\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Potenciais Consequ\u00eancias Econ\u00f4micas do Desmatamento<\/h2>\n\n\n\n<p>Os rios voadores percorrem parte significativa do Brasil, abrangendo regi\u00f5es estrat\u00e9gicas para distintos setores econ\u00f4micos que s\u00e3o fortemente dependentes da disponibilidade de \u00e1gua. A potencial influ\u00eancia da floresta em cada um desses segmentos \u00e9 um forte indicativo de sua import\u00e2ncia para a economia nacional e alerta para a necessidade de sua prote\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Abastecimento de \u00c1gua em Centros Urbanos<\/h3>\n\n\n\n<p>O acesso a \u00e1gua e ao saneamento b\u00e1sico \u00e9 reconhecido como um direito humano pela Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU).<a id=\"_ftnref20\" href=\"#_ftn20\"><sup>[20]<\/sup><\/a> N\u00e3o restam d\u00favidas de que se trata de um servi\u00e7o b\u00e1sico de alta relev\u00e2ncia para o pa\u00eds. Contudo, apesar de o Brasil ser o maior detentor de \u00e1gua doce do mundo,<a id=\"_ftnref21\" href=\"#_ftn21\"><sup>[21]<\/sup><\/a> ainda enfrenta problemas de oferta, mesmo em centros urbanos com infraestrutura estabelecida.<\/p>\n\n\n\n<p>Com estiagens prolongadas, o pa\u00eds tem enfrentado crises h\u00eddricas que afetam diretamente o abastecimento da popula\u00e7\u00e3o. O sistema Cantareira, por exemplo, que abastece cerca de 9 milh\u00f5es de pessoas em S\u00e3o Paulo, tem atravessado cen\u00e1rios cr\u00edticos de forma recorrente.<sup><a id=\"_ftnref22\" href=\"#_ftn22\">[22]<\/a>,<a id=\"_ftnref23\" href=\"#_ftn23\">[23]<\/a><\/sup> Desde 2014, o sistema enfrenta condi\u00e7\u00f5es de seca prolongada.<a id=\"_ftnref24\" href=\"#_ftn24\"><sup>[24]<\/sup><\/a> A Companhia de Saneamento B\u00e1sico do Estado de S\u00e3o Paulo (Sabesp), sua operadora, classifica a situa\u00e7\u00e3o atual como de alerta e tem adotado medidas para preservar o abastecimento.<a id=\"_ftnref25\" href=\"#_ftn25\"><sup>[25]<\/sup><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>A Figura 5 mostra que, assim como o sistema Cantareira, outras regi\u00f5es de alta concentra\u00e7\u00e3o populacional e, consequentemente, de demanda por abastecimento de \u00e1gua e saneamento, est\u00e3o localizadas ao longo do caminho dos Rios Voadores. A redu\u00e7\u00e3o no volume de chuvas decorrente do desmatamento da Amaz\u00f4nia tem o potencial de afetar a capacidade de abastecimento de \u00e1gua e saneamento no pa\u00eds. Esses efeitos podem incluir a redu\u00e7\u00e3o efetiva do acesso \u00e0 \u00e1gua para a popula\u00e7\u00e3o e preju\u00edzos operacionais para as empresas do setor.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Figura 5.<\/strong> Percurso dos Rios Voadores por \u00c1reas Estrat\u00e9gicas do Abastecimento H\u00eddrico no Brasil <\/p>\n\n\n\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"800\" height=\"541\" class=\"wp-image-99611\" style=\"width: 800px;\" src=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/f5-wp.png\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/f5-wp.png 2481w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/f5-wp-300x203.png 300w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/f5-wp-1024x692.png 1024w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/f5-wp-1536x1038.png 1536w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/f5-wp-2048x1384.png 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Fonte:<\/strong> CPI\/PUC-Rio com base nos dados de Copernicus-ERA5 (2023), ANA (2020) e MapBiomas (2023), 2025<\/em><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Agropecu\u00e1ria<\/h3>\n\n\n\n<p>O setor agropecu\u00e1rio tem grande relev\u00e2ncia na economia brasileira. Em 2024, representou 5,5% do Produto Interno Bruto (PIB).<a id=\"_ftnref26\" href=\"#_ftn26\"><sup>[26]<\/sup><\/a> Considerando as ramifica\u00e7\u00f5es da cadeia produtiva do agroneg\u00f3cio, essa participa\u00e7\u00e3o chega a quase 24%.<a id=\"_ftnref27\" href=\"#_ftn27\"><sup>[27]<\/sup><\/a> Em \u00e2mbito global, a import\u00e2ncia da agropecu\u00e1ria brasileira tamb\u00e9m \u00e9 inquestion\u00e1vel. Em 2024, o Brasil foi o maior produtor de soja, caf\u00e9, suco de laranja e a\u00e7\u00facar, o segundo maior de carne bovina e de frango e o terceiro maior de milho e algod\u00e3o.<a id=\"_ftnref28\" href=\"#_ftn28\"><sup>[28]<\/sup><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Uma caracter\u00edstica marcante da agropecu\u00e1ria brasileira \u00e9 a sua depend\u00eancia da \u00e1gua da chuva.<a id=\"_ftnref29\" href=\"#_ftn29\"><sup>[29]<\/sup><\/a> Em 2022, apenas 13% da \u00e1rea agr\u00edcola contava com irriga\u00e7\u00e3o.<a id=\"_ftnref30\" href=\"#_ftn30\"><sup>[30]<\/sup><\/a> Com isso, a agricultura brasileira se torna vulner\u00e1vel a altera\u00e7\u00f5es nos regimes de chuva. De fato, perdas significativas t\u00eam sido observadas em raz\u00e3o da ocorr\u00eancia de seca. A Confedera\u00e7\u00e3o Nacional de Munic\u00edpios (CNM) estima que, entre 2013 e 2022, o pa\u00eds registrou perdas de cerca de R$ 186 bilh\u00f5es na produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola e de R$ 64 bilh\u00f5es na pecu\u00e1ria devido \u00e0 escassez h\u00eddrica.<a id=\"_ftnref31\" href=\"#_ftn31\"><sup>[31]<\/sup><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Na Figura 6, \u00e9 poss\u00edvel observar que os rios voadores atravessam as principais regi\u00f5es da agropecu\u00e1ria brasileira. Cabe notar que, na regi\u00e3o azul, amplamente distribu\u00edda pelo territ\u00f3rio, a produ\u00e7\u00e3o da soja (safra) \u00e9 associada \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de outra cultura, como o milho (safrinha), aproveitando o solo em diferentes \u00e9pocas do ano. Ressalta-se, ainda, a presen\u00e7a significativa da cana-de-a\u00e7\u00facar no caminho dos rios voadores, principalmente no estado de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n\n\n\n<p>A interse\u00e7\u00e3o abrangente entre a trajet\u00f3ria dos rios voadores e as regi\u00f5es da agropecu\u00e1ria evidencia os potenciais impactos do desmatamento sobre o setor. A Floresta Amaz\u00f4nica, ao regular regimes hidrol\u00f3gicos, tem papel central no fornecimento de \u00e1gua para a produ\u00e7\u00e3o agropecu\u00e1ria. A redu\u00e7\u00e3o do volume de chuvas decorrente do desmatamento, associada \u00e0 baixa cobertura de irriga\u00e7\u00e3o, pode estar contribuindo para as perdas observadas durante os per\u00edodos de estiagem. Avan\u00e7ar o entendimento sobre esse v\u00ednculo causal \u00e9 essencial para evidenciar a relev\u00e2ncia da floresta e identificar as regi\u00f5es do bioma que mais contribuem para a oferta de \u00e1gua para o setor.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Figura 6. <\/strong>Percurso dos Rios Voadores pelas Principais Regi\u00f5es Agr\u00edcolas no Brasil<\/p>\n\n\n\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"800\" height=\"579\" class=\"wp-image-99617\" style=\"width: 800px;\" src=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/f6-wp-1.png\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/f6-wp-1.png 2481w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/f6-wp-1-300x217.png 300w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/f6-wp-1-1024x742.png 1024w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/f6-wp-1-1536x1113.png 1536w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/f6-wp-1-2048x1483.png 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Fonte: <\/strong>CPI\/PUC-Rio com base nos dados de Copernicus-ERA5 (2023), MapBiomas (2023), 2025<\/em><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Inc\u00eandios<\/h3>\n\n\n\n<p>Os inc\u00eandios florestais s\u00e3o outra dimens\u00e3o importante associada a per\u00edodos de seca. O Brasil tem enfrentado crises severas de estiagem e queimadas, que afetam n\u00e3o apenas a vegeta\u00e7\u00e3o nativa, mas tamb\u00e9m trazem enormes preju\u00edzos para a produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola. Em 2024, os inc\u00eandios queimaram mais de 30,8 milh\u00f5es de hectares, representando um crescimento de 79% em rela\u00e7\u00e3o a 2023, e afetaram 18,9 milh\u00f5es de pessoas.<a id=\"_ftnref32\" href=\"#_ftn32\"><sup>[32]<\/sup><\/a><a id=\"_ftnref33\" href=\"#_ftn33\"><sup>,[33]<\/sup><\/a> Esse aumento expressivo tem sido associado \u00e0 ocorr\u00eancia do fen\u00f4meno El Ni\u00f1o. No mesmo ano, a Amaz\u00f4nia foi o bioma mais afetado pelos inc\u00eandios, o que foi impulsionado pelas chuvas abaixo do n\u00edvel hist\u00f3rico. No Cerrado, 9,7 milh\u00f5es de hectares foram queimados, o que significa um aumento de 47% em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 m\u00e9dia dos seis anos anteriores.<a id=\"_ftnref34\" href=\"#_ftn34\"><sup>[34]<\/sup><\/a> Do ponto de vista produtivo, a perda financeira foi de R$ 14,7 bilh\u00f5es, com preju\u00edzos de R$ 8 bilh\u00f5es em pecu\u00e1ria e pastagem e de R$ 2,7 bilh\u00f5es em cana-de-a\u00e7\u00facar.<a id=\"_ftnref35\" href=\"#_ftn35\"><sup>[35]<\/sup><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>A literatura acad\u00eamica aponta que a disponibilidade de \u00e1gua \u00e9 um dos principais fatores que determinam a resili\u00eancia da cobertura vegetal diante de inc\u00eandios, sendo as secas uma das condi\u00e7\u00f5es que favorecem sua ocorr\u00eancia.<sup><a id=\"_ftnref36\" href=\"#_ftn36\">[36]<\/a>,<a id=\"_ftnref37\" href=\"#_ftn37\">[37]<\/a><\/sup> Nesse contexto, a redu\u00e7\u00e3o do volume de chuvas resultante do desmatamento pode comprometer a capacidade da vegeta\u00e7\u00e3o de resistir ao fogo. Considerando a abrang\u00eancia dos Rios Voadores, ilustrada na Figura 7 junto aos focos de inc\u00eandio, \u00e9 poss\u00edvel que o mecanismo j\u00e1 esteja impactando diversas regi\u00f5es do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Figura 7.<\/strong> Percurso dos Rios Voadores por Regi\u00f5es Vulner\u00e1veis a Inc\u00eandios<\/p>\n\n\n\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"800\" height=\"579\" class=\"wp-image-99620\" style=\"width: 800px;\" src=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/f7-wp.png\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/f7-wp.png 2481w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/f7-wp-300x217.png 300w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/f7-wp-1024x741.png 1024w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/f7-wp-1536x1112.png 1536w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/f7-wp-2048x1483.png 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Fonte:<\/strong> CPI\/PUC-Rio com base nos dados de Copernicus-ERA5 (2023), MapBiomas (2023), 2025<\/em><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Hidrovias<\/h3>\n\n\n\n<p>A rede hidrovi\u00e1ria brasileira tem apresentado recorde de transporte de carga. Todas as regi\u00f5es hidrogr\u00e1ficas apresentam crescimento, com destaque para a Amaz\u00f4nica e do Paraguai.<a id=\"_ftnref38\" href=\"#_ftn38\"><sup>[38]<\/sup><\/a> Entre 2010 e 2023, o transporte de soja e milho por hidrovias aumentou em 782%, com os portos do Arco Norte<a id=\"_ftnref39\" href=\"#_ftn39\"><sup>[39]<\/sup><\/a> registrando crescimento na exporta\u00e7\u00e3o de gr\u00e3os entre 70% e 80% de 2020 a 2024.<sup><a id=\"_ftnref40\" href=\"#_ftn40\">[40]<\/a>,<a id=\"_ftnref41\" href=\"#_ftn41\">[41]<\/a><\/sup> Adicionalmente, o governo federal planeja expandir o potencial do transporte hidrovi\u00e1rio brasileiro com o objetivo de reduzir o custo do frete para a exporta\u00e7\u00e3o de <em>commodities<\/em>.<a id=\"_ftnref42\" href=\"#_ftn42\"><sup>[42]<\/sup><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>A escassez de \u00e1gua representa um desafio para a opera\u00e7\u00e3o eficiente das hidrovias. Nos \u00faltimos anos, estiagens e secas t\u00eam afetado negativamente o escoamento de gr\u00e3os pela malha hidrovi\u00e1ria. Com a seca de 2020\/2021, a hidrovia Tiet\u00ea-Paran\u00e1 atingiu n\u00edveis cr\u00edticos, levando \u00e0 interrup\u00e7\u00e3o do transporte em seus rios.<a id=\"_ftnref43\" href=\"#_ftn43\"><sup>[43]<\/sup><\/a> Em 2023, a seca na Amaz\u00f4nia reduziu o volume do escoamento de gr\u00e3os em cerca de 40%, exigindo o redirecionamento das cargas para as Regi\u00f5es Sul e Sudeste. Em 2024, o Rio Madeira alcan\u00e7ou recorde de m\u00ednima hist\u00f3rica, com 25 cm de profundidade, levando \u00e0 interrup\u00e7\u00e3o das opera\u00e7\u00f5es no porto da cidade de Porto Velho.<a id=\"_ftnref44\" href=\"#_ftn44\"><sup>[44]<\/sup><\/a> No mesmo ano, a Hidrovias do Brasil foi afetada por secas nos corredores Norte e Sul, o que potencialmente contribuiu para seu preju\u00edzo de R$ 622 milh\u00f5es.<a id=\"_ftnref45\" href=\"#_ftn45\"><sup>[45]<\/sup><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Na Figura 8, fica evidente que os rios voadores passam por todas as hidrovias de grande relev\u00e2ncia para o pa\u00eds. A melhoria na capacidade log\u00edstica nacional \u00e9 crucial para a competitividade do pa\u00eds no com\u00e9rcio internacional al\u00e9m de, potencialmente, reduzir os pre\u00e7os no cen\u00e1rio dom\u00e9stico. Contudo, o desmatamento da Amaz\u00f4nia pode estar impactando a vaz\u00e3o dos rios que comp\u00f5em as principais hidrovias do pa\u00eds, amea\u00e7ando os benef\u00edcios trazidos por este modal.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Figura 8.<\/strong> Percurso dos Rios Voadores pelas Principais Hidrovias do Brasil<\/p>\n\n\n\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"800\" height=\"590\" class=\"wp-image-99623\" style=\"width: 800px;\" src=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/f8-wp.png\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/f8-wp.png 2481w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/f8-wp-300x221.png 300w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/f8-wp-1024x755.png 1024w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/f8-wp-1536x1132.png 1536w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/f8-wp-2048x1510.png 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Fonte:<\/strong> CPI\/PUC-Rio com base nos dados de Copernicus-ERA5 (2023), MapBiomas (2023), ANTAQ (2025), 2025<\/em><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Conclus\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p>Ao regularizar os regimes de chuva em todo o pa\u00eds, a Floresta Amaz\u00f4nica constitui um ativo estrat\u00e9gico para a produtividade nacional. A escassez de \u00e1gua j\u00e1 afeta a gera\u00e7\u00e3o de eletricidade, a agropecu\u00e1ria, o transporte hidrovi\u00e1rio, o abastecimento urbano e at\u00e9 a resili\u00eancia a inc\u00eandios, com preju\u00edzos que somam bilh\u00f5es de reais.<\/p>\n\n\n\n<p>Com o avan\u00e7o computacional e de abordagens emp\u00edricas, torna-se poss\u00edvel mensurar com maior precis\u00e3o a relev\u00e2ncia da floresta sobre diversos aspectos da sociedade brasileira. As evid\u00eancias existentes j\u00e1 mostram perdas bilion\u00e1rias decorrentes do desmatamento na gera\u00e7\u00e3o de energia el\u00e9trica. Este relat\u00f3rio demonstra que os rios voadores percorrem regi\u00f5es cr\u00edticas para a agropecu\u00e1ria, o abastecimento urbano e a navega\u00e7\u00e3o fluvial, al\u00e9m de \u00e1reas recentemente mais expostas a inc\u00eandios, estabelecendo uma nova perspectiva para a agenda de prote\u00e7\u00e3o da floresta. Ainda h\u00e1 muito o que avan\u00e7ar na quantifica\u00e7\u00e3o dos Rios Voadores, mas esses ind\u00edcios consolidam a import\u00e2ncia da floresta para a economia do pa\u00eds e, por conseguinte, a urg\u00eancia de fortalecer a sua conserva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O Brasil j\u00e1 demonstrou capacidade de proteger a floresta, desenvolvendo um arcabou\u00e7o eficaz de combate ao desmatamento. Pol\u00edticas como o Plano de A\u00e7\u00e3o para Preven\u00e7\u00e3o e Controle do Desmatamento na Amaz\u00f4nia Legal (PPCDAm), a prioriza\u00e7\u00e3o de munic\u00edpios para a\u00e7\u00f5es de preven\u00e7\u00e3o, monitoramento e controle do desmatamento e a concess\u00e3o de cr\u00e9ditos condicionada \u00e0 regulariza\u00e7\u00e3o ambiental reduziram substancialmente o desmatamento do bioma. Entre 2004 e 2014, a taxa de desmatamento foi reduzida em aproximadamente cinco vezes. Contudo, entre 2014 e 2021, o desmatamento mais do que duplicou. Ap\u00f3s esse ano, as taxas voltaram a cair pela metade.<a id=\"_ftnref46\" href=\"#_ftn46\"><sup>[46]<\/sup><\/a> A ado\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas de combate ao desmatamento \u00e9 um tema priorit\u00e1rio e n\u00e3o pode ficar submetida a ciclos pol\u00edticos. \u00c9 essencial que haja um esfor\u00e7o cont\u00ednuo para a prote\u00e7\u00e3o da floresta.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O desmatamento da Amaz\u00f4nia, al\u00e9m de acarretar profundos impactos ambientais, clim\u00e1ticos e de perda de biodiversidade, \u00e9 uma amea\u00e7a \u00e0 economia brasileira. A prote\u00e7\u00e3o da Floresta Amaz\u00f4nica precisa ser estrategicamente encarada como prioridade nacional.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><em>Este trabalho \u00e9 financiado por Instituto Clima e Sociedade (iCS) e Norway\u2019s International Forest and Climate Initiative (NICFI). Nossos parceiros e financiadores n\u00e3o necessariamente compartilham das posi\u00e7\u00f5es expressas nesta publica\u00e7\u00e3o.<br>Os autores gostariam de agradecer a Gabriela Ara\u00fajo e Julia Calixto pela assist\u00eancia de pesquisa. Tamb\u00e9m gostariam de agradecer a Juliano Assun\u00e7\u00e3o, Natalie Hoover, Giovanna de Miranda, Beto Ver\u00edssimo, Salo Coslovsky e aos participantes das reuni\u00f5es do projeto Amaz\u00f4nia 2030 pelos coment\u00e1rios e sugest\u00f5es. Agradecem ainda a agradecer Camila Calado e Maria Carolina Cassella pelo trabalho de revis\u00e3o e edi\u00e7\u00e3o de texto, e Meyrele Torres Nascimento e Nina Oswald Vieira pelo trabalho de design gr\u00e1fico.<\/em><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn1\" href=\"#_ftnref1\"><sup>[1]<\/sup><\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;EPE. <em>Anu\u00e1rio Estat\u00edstico de Energia El\u00e9trica 2025<\/em>. 2025. <a href=\"http:\/\/bit.ly\/46i7t6\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">bit.ly\/46i7t6<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn2\" href=\"#_ftnref2\"><sup>[2]<\/sup><\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;CNA. <em>Brasil tem potencial de ampliar \u00e1rea irrigada com uso de tecnologias<\/em>. 2022. Data de acesso: 5 de setembro de 2025. <a href=\"http:\/\/bit.ly\/4gxxba9\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">bit.ly\/4gxxba9<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn3\" href=\"#_ftnref3\"><sup>[3]<\/sup><\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Marengo, Jos\u00e9 A. et al. \u201cChanges in Climate and Land Use Over the Amazon Region: Current and Future Variability and Trends\u201d. <em>Frontiers in Earth Science<\/em> 6, n\u00ba 228 (2018). <a href=\"http:\/\/bit.ly\/3ICRIgO\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">bit.ly\/3ICRIgO<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn4\" href=\"#_ftnref4\"><sup>[4]<\/sup><\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Nobre, Ant\u00f4nio D. <em>The Future Climate of Amazonia: Scientific Assessment Report<\/em>. S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos: Articulaci\u00f3n Regional Amaz\u00f3nica, 2014. <a href=\"http:\/\/bit.ly\/3KhPDaD\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">bit.ly\/3KhPDaD<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn5\" href=\"#_ftnref5\"><sup>[5]<\/sup><\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Marengo, Jos\u00e9 A. et al. \u201cClimatology of the Low-Level Jet East of the Andes as Derived from the NCEP-NCAR Reanalyses: Characteristics and Temporal Variability\u201d. <em>Journal of Climate<\/em> 17, n\u00ba 12 (2004): 2261-2280. <a href=\"http:\/\/bit.ly\/4gIyTWo\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">bit.ly\/4gIyTWo<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn6\" href=\"#_ftnref6\"><sup>[6]<\/sup><\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Spracklen, D. V. et al. \u201cThe Effects of Tropical Vegetation on Rainfall\u201d. <em>Annual Review of Environment and Resources<\/em> 43 (2018): 193-218. <a href=\"http:\/\/bit.ly\/46E3aks\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">bit.ly\/46E3aks<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn7\" href=\"#_ftnref7\"><sup>[7]<\/sup><\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Ara\u00fajo, Rafael. \u201cThe value of tropical forests to hydropower\u201d. <em>Energy Economics<\/em> 129 (2024). <a href=\"http:\/\/bit.ly\/4nfCihN\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">bit.ly\/4nfCihN<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn8\" href=\"#_ftnref8\"><sup>[8]<\/sup><\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Pinto, Gustavo R. S. e Jo\u00e3o Pedro Arbache. <em>O Desmatamento Corta a Luz: Itaipu, Belo Monte e o Pre\u00e7o da Floresta Perdida<\/em>. Climate Policy Initiative e Amaz\u00f4nia 2030, 2025. <a href=\"http:\/\/bit.ly\/Desmatamento-HPP\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">bit.ly\/Desmatamento-HPP<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn9\" href=\"#_ftnref9\"><sup>[9]<\/sup><\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Flores, Bernardo M. et al. \u201cCritical transitions in the Amazon forest system\u201d. <em>Nature<\/em> 626 (2024): 555-564. <a href=\"http:\/\/bit.ly\/4gyPZFU\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">bit.ly\/4gyPZFU<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn10\" href=\"#_ftnref10\"><sup>[10]<\/sup><\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;EPE. <em>Balan\u00e7o Energ\u00e9tico Nacional 2025: Ano base 2024<\/em>. 2025. <a href=\"http:\/\/bit.ly\/3Kf4T8k\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">bit.ly\/3Kf4T8k<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn11\" href=\"#_ftnref11\"><sup>[11]<\/sup><\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;EPE. <em>Anu\u00e1rio Estat\u00edstico de Energia El\u00e9trica 2025<\/em>. 2025. <a href=\"http:\/\/bit.ly\/46hiaFU\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">bit.ly\/46hiaFU<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn12\" href=\"#_ftnref12\"><sup>[12]<\/sup><\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;EPE. <em>Escassez h\u00eddrica em 2021: diagn\u00f3stico e oportunidades para o planejamento da expans\u00e3o da oferta de eletricidade<\/em>. 2023. <a href=\"http:\/\/bit.ly\/4gxxbqp\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">bit.ly\/4gxxbqp<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn13\" href=\"#_ftnref13\"><sup>[13]<\/sup><\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;O Globo. <em>Crise h\u00eddrica evidenciou depend\u00eancia de hidrel\u00e9tricas no Brasil: diversificar \u00e9 fundamental<\/em>. 2022. Data de acesso: 5 de setembro de 2025. <a href=\"http:\/\/bit.ly\/46AXV50\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">bit.ly\/46AXV50<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn14\" href=\"#_ftnref14\"><sup>[14]<\/sup><\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;ONS. <em>Nota \u00e0 imprensa &#8211; esclarecimentos em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Nota T\u00e9cnica sobre avalia\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es de atendimento eletroenerg\u00e9tico do Sistema Interligado Nacional &#8211; estudo prospectivo junho a novembro de 2021<\/em>. 2021. Data de acesso: 5 de setembro de 2025. <a href=\"http:\/\/bit.ly\/3VWsJYO\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">bit.ly\/3VWsJYO<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn15\" href=\"#_ftnref15\"><sup>[15]<\/sup><\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;CNM. <em>Impactos da crise hidroenerg\u00e9tica nos Munic\u00edpios<\/em>. 2021. <a href=\"http:\/\/bit.ly\/4nhvC2x\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">bit.ly\/4nhvC2x<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn16\" href=\"#_ftnref16\"><sup>[16]<\/sup><\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;MME e EPE. <em>Plano Decenal de Expans\u00e3o de Energia 2031<\/em>. Bras\u00edlia, 2022. <a href=\"http:\/\/bit.ly\/48petzi\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">bit.ly\/48petzi<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn17\" href=\"#_ftnref17\"><sup>[17]<\/sup><\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;EPE. <em>Escassez h\u00eddrica em 2021: diagn\u00f3stico e oportunidades para o planejamento da expans\u00e3o da oferta de eletricidade<\/em>. 2023. <a href=\"http:\/\/bit.ly\/4gxxbqp\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">bit.ly\/4gxxbqp<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn18\" href=\"#_ftnref18\"><sup>[18]<\/sup><\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Ara\u00fajo, Rafael. \u201cThe value of tropical forests to hydropower\u201d. <em>Energy Economics<\/em> 129 (2024). <a href=\"http:\/\/bit.ly\/4nfCihN\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">bit.ly\/4nfCihN<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn19\" href=\"#_ftnref19\"><sup>[19]<\/sup><\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Pinto, Gustavo R. S. e Jo\u00e3o Pedro Arbache. <em>O Desmatamento Corta a Luz: Itaipu, Belo Monte e o Pre\u00e7o da Floresta Perdida<\/em>. Climate Policy Initiative e Amaz\u00f4nia 2030, 2025. <a href=\"http:\/\/bit.ly\/Desmatamento-HPP\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">bit.ly\/Desmatamento-HPP<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn20\" href=\"#_ftnref20\"><sup>[20]<\/sup><\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;United Nations. <em>The human right to water sanitation: Resolution adopted by the General Assembly on 28 July 2010: 64\/292<\/em>. 2010. <a href=\"http:\/\/bit.ly\/4mtjDO0\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">bit.ly\/4mtjDO0<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn21\" href=\"#_ftnref21\"><sup>[21]<\/sup><\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;World Population Review. <em>Fresh Water by Country 2025<\/em>. 2025. Data de acesso: 19 de setembro de 2025. <a href=\"http:\/\/bit.ly\/4nkZ4F1\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">bit.ly\/4nkZ4F1<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn22\" href=\"#_ftnref22\"><sup>[22]<\/sup><\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Cemaden. <em>Situa\u00e7\u00e3o atual e proje\u00e7\u00e3o hidrol\u00f3gica para o Sistema Cantareira<\/em>. 2024. <a href=\"http:\/\/bit.ly\/4pvJFmA\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">bit.ly\/4pvJFmA<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn23\" href=\"#_ftnref23\"><sup>[23]<\/sup><\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Ferrari, Murillo. <em>Cantareira atinge pior n\u00edvel desde fim da crise h\u00eddrica em SP e acende alerta<\/em>. CNN. 2020. Data de acesso: 5 de setembro de 2025. <a href=\"http:\/\/bit.ly\/4mksfqb\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">bit.ly\/4mksfqb<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn24\" href=\"#_ftnref24\"><sup>[24]<\/sup><\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Cemaden. <em>Situa\u00e7\u00e3o atual e proje\u00e7\u00e3o hidrol\u00f3gica para o Sistema Cantareira<\/em>. 2024. <a href=\"http:\/\/bit.ly\/4pvJFmA\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">bit.ly\/4pvJFmA<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn25\" href=\"#_ftnref25\"><sup>[25]<\/sup><\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;ANA. <em>Cantareira entra em Faixa de Alerta em setembro<\/em>. 2025. Data de acesso: 5 de setembro de 2025. <a href=\"http:\/\/bit.ly\/46tzJRQ\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">bit.ly\/46tzJRQ<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn26\" href=\"#_ftnref26\"><sup>[26]<\/sup><\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Ag\u00eancia IBGE Not\u00edcias. <em>PIB cresce 3,4% em 2024 e fecha o ano em R$ 11,7 trilh\u00f5es<\/em>. 2025. Data de acesso: 5 de setembro de 2025. <a href=\"http:\/\/bit.ly\/3I9mj5H\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">bit.ly\/3I9mj5H<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn27\" href=\"#_ftnref27\"><sup>[27]<\/sup><\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;CEPEA e CNA. <em>PIB do agroneg\u00f3cio registra crescimento de 6,49% no primeiro trimestre de 2025<\/em>. 2025. <a href=\"http:\/\/bit.ly\/4myjdGl\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">bit.ly\/4myjdGl<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn28\" href=\"#_ftnref28\"><sup>[28]<\/sup><\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;CNA. <em>Panorama do Agro<\/em>. 2025. Data de acesso: 5 de setembro de 2025. <a href=\"http:\/\/bit.ly\/3Io9rss\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">bit.ly\/3Io9rss<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn29\" href=\"#_ftnref29\"><sup>[29]<\/sup><\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Viana, Guilherme. <em>Oeste baiano supera Minas Gerais e se torna o maior polo de irriga\u00e7\u00e3o do Brasil<\/em>. Embrapa. 2024. Data de acesso: 5 de setembro de 2025. <a href=\"http:\/\/bit.ly\/47NRgGS\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">bit.ly\/47NRgGS<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn30\" href=\"#_ftnref30\"><sup>[30]<\/sup><\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;CNA. <em>Brasil tem potencial de ampliar \u00e1rea irrigada com uso de tecnologias<\/em>. 2022. Data de acesso: 5 de setembro de 2025. <a href=\"http:\/\/bit.ly\/4gxxba9\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">bit.ly\/4gxxba9<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn31\" href=\"#_ftnref31\"><sup>[31]<\/sup><\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;CNM. <em>Estudo T\u00e9cnico: Preju\u00edzos da agropecu\u00e1ria nos \u00faltimos 10 anos<\/em>. 2023. <a href=\"http:\/\/bit.ly\/46un8xR\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">bit.ly\/46un8xR<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn32\" href=\"#_ftnref32\"><sup>[32]<\/sup><\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;MapBiomas. <em>\u00c1rea Queimada no Brasil cresce 79% e supera os 30 milh\u00f5es de hectares &#8211; Dados do Monitor do Fogo do MapBiomas mostram que mais da metade da \u00e1rea queimada no Brasil no ano passado fica na Amaz\u00f4nia<\/em>. 2025. Data de acesso: 5 de setembro de 2025. <a href=\"http:\/\/bit.ly\/4n8g7Kc\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">bit.ly\/4n8g7Kc<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn33\" href=\"#_ftnref33\"><sup>[33]<\/sup><\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;CNM. <em>CNM divulga boletim com dados atualizados das decreta\u00e7\u00f5es de situa\u00e7\u00e3o de emerg\u00eancia municipais por inc\u00eandios florestais at\u00e9 30 de setembro de 2024<\/em>. 2024. <a href=\"http:\/\/bit.ly\/4nP0AiB\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">bit.ly\/4nP0AiB<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn34\" href=\"#_ftnref34\"><sup>[34]<\/sup><\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;CNM. <em>CNM divulga boletim com dados atualizados das decreta\u00e7\u00f5es de situa\u00e7\u00e3o de emerg\u00eancia municipais por inc\u00eandios florestais at\u00e9 30 de setembro de 2024<\/em>. 2024. <a href=\"http:\/\/bit.ly\/4nP0AiB\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">bit.ly\/4nP0AiB<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn35\" href=\"#_ftnref35\"><sup>[35]<\/sup><\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;G1. <em>Inc\u00eandios causam preju\u00edzos de mais de R$ 14 bilh\u00f5es no campo<\/em>. 2024. Data de acesso: 5 de setembro de 2025. <a href=\"http:\/\/bit.ly\/3Kzd6nI\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">bit.ly\/3Kzd6nI<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn36\" href=\"#_ftnref36\"><sup>[36]<\/sup><\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Littel, Jeremy S. et al. \u201cA review of the relationships between drought and forest fire in the United States\u201d. <em>Global Change Biology<\/em> 22 (2016): 2353\u20132369. <a href=\"http:\/\/bit.ly\/46ADpBt\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">bit.ly\/46ADpBt<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn37\" href=\"#_ftnref37\"><sup>[37]<\/sup><\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Zong, Xuezheng et al. \u201cDrought threat to terrestrial gross primary production exacerbated by wildfires\u201d. <em>Communications Earth &amp; Environment<\/em> 5, n\u00ba 5 (2024). <a href=\"http:\/\/bit.ly\/4pAXvUV\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">bit.ly\/4pAXvUV<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn38\" href=\"#_ftnref38\"><sup>[38]<\/sup><\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Conab. <em>Anu\u00e1rio Agrolog\u00edstico &#8211; Volume 2, 2025<\/em>. Data de acesso: 5 de setembro de 2025. <a href=\"http:\/\/bit.ly\/46vIOcR\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">bit.ly\/46vIOcR<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn39\" href=\"#_ftnref39\"><sup>[39]<\/sup><\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Define-se o Arco Norte como o \u201csistema de transportes, em seus v\u00e1rios modos, respons\u00e1vel pelo escoamento de cargas e insumos com a utiliza\u00e7\u00e3o dos portos ao norte do Brasil, desde Porto Velho, em Rond\u00f4nia, passando pelos Estados do Amazonas, Amap\u00e1 e Par\u00e1, at\u00e9 o sistema portu\u00e1rio de S\u00e3o Lu\u00eds, no Maranh\u00e3o.\u201d Para saber mais: Vale, L\u00facio et al. <em>Arco Norte: Um Desafio Log\u00edstico<\/em>. Bras\u00edlia: C\u00e2mara dos Deputados, Centro de Estudos e Debates Estrat\u00e9gicos, Consultoria Legislativa, 2016. <a href=\"http:\/\/bit.ly\/46jWTeS\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">bit.ly\/46jWTeS<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn40\" href=\"#_ftnref40\"><sup>[40]<\/sup><\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Zong, Xuezheng et al. \u201cDrought threat to terrestrial gross primary production exacerbated by wildfires\u201d. <em>Communications Earth &amp; Environment<\/em> 5, n\u00ba 5 (2024). <a href=\"http:\/\/bit.ly\/4pAXvUV\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">bit.ly\/4pAXvUV<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn41\" href=\"#_ftnref41\"><sup>[41]<\/sup><\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;J\u00fanior, Daumildo. <em>Escoamento de safra por hidrovias cresce 780% em 13 anos<\/em>. AgroEstad\u00e3o. 2024. Data de acesso: 5 de setembro de 2025. <a href=\"http:\/\/bit.ly\/3IkofZ3\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">bit.ly\/3IkofZ3<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn42\" href=\"#_ftnref42\"><sup>[42]<\/sup><\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Goldberg, Simone. <em>Licita\u00e7\u00f5es de hidrovias come\u00e7am em 2025<\/em>. Valor Econ\u00f4mico. 2025. Data de acesso: 5 de setembro de 2025. <a href=\"http:\/\/bit.ly\/3Invu2r\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">bit.ly\/3Invu2r<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn43\" href=\"#_ftnref43\"><sup>[43]<\/sup><\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Summit Agro. <em>Entenda o que \u00e9 a estiagem e quais s\u00e3o os seus efeitos<\/em>. AgroEstad\u00e3o. 2022. Data de acesso: 5 de setembro de 2025. <a href=\"http:\/\/bit.ly\/46hFFPd\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">bit.ly\/46hFFPd<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn44\" href=\"#_ftnref44\"><sup>[44]<\/sup><\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Altino, Lucas. <em>Seca na Amaz\u00f4nia: Rio Madeira chega a apenas 25 cent\u00edmetros de profundidade em novo recorde de m\u00ednima hist\u00f3rica<\/em>. O Globo, 2024. Data de acesso: 18 de setembro de 2025. <a href=\"http:\/\/glo.bo\/4nN8Dfx\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">glo.bo\/4nN8Dfx<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn45\" href=\"#_ftnref45\"><sup>[45]<\/sup><\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Lustosa, Gustavo. <em>Hidrovias do Brasil fecha o ano no vermelho com press\u00e3o de c\u00e2mbio e clima<\/em>. AGFeed. 2025. Data de acesso: 5 de setembro de 2025. <a href=\"http:\/\/bit.ly\/4pBB4Ph\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">bit.ly\/4pBB4Ph<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn46\" href=\"#_ftnref46\"><sup>[46]<\/sup><\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;INPE. <em>TerraBrasilis \u2013 Prodes (Desmatamento)<\/em>. 2025. Data de acesso: 18 de setembro de 2025. <a href=\"http:\/\/bit.ly\/42FsyF1\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">bit.ly\/42FsyF1<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estudo do CPI\/PUC-Rio e Amaz\u00f4nia 2030 investiga os impactos do desmatamento da floresta Amaz\u00f4nica em setores estrat\u00e9gicos da economia brasileira. <\/p>\n","protected":false},"author":233,"featured_media":100051,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false},"programs":[1845,1241],"regions":[1242,1377],"topics":[1800,1286,1300,1320],"collaborations":[],"class_list":["post-99595","cpi_publications","type-cpi_publications","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","programs-amazonia-2030","programs-brazil-policy-center","regions-amazonia","regions-brasil","topics-desmatamento","topics-energia-e-infraestrutura","topics-florestas","topics-uso-da-terra-e-conservacao"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.3 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Quando a Fonte Seca: As Amea\u00e7as do Desmatamento da Amaz\u00f4nia para a Economia Brasileira - CPI<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/pt-br\/publication\/quando-a-fonte-seca-as-ameacas-do-desmatamento-da-amazonia-para-a-economia-brasileira\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Quando a Fonte Seca: As Amea\u00e7as do Desmatamento da Amaz\u00f4nia para a Economia Brasileira - CPI\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Estudo do CPI\/PUC-Rio e Amaz\u00f4nia 2030 investiga os impactos do desmatamento da floresta Amaz\u00f4nica em setores estrat\u00e9gicos da economia brasileira.\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/pt-br\/publication\/quando-a-fonte-seca-as-ameacas-do-desmatamento-da-amazonia-para-a-economia-brasileira\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"CPI\" \/>\n<meta property=\"article:publisher\" content=\"https:\/\/www.facebook.com\/ClimatePolicyInitiative\" \/>\n<meta property=\"article:modified_time\" content=\"2026-04-19T19:08:25+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/Thumb-SinteseRiosVoadores-3.jpg\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"936\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"600\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:type\" content=\"image\/jpeg\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:site\" content=\"@climatepolicy\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Est. tempo de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"22 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\\\/\\\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.climatepolicyinitiative.org\\\/pt-br\\\/publication\\\/quando-a-fonte-seca-as-ameacas-do-desmatamento-da-amazonia-para-a-economia-brasileira\\\/\",\"url\":\"https:\\\/\\\/www.climatepolicyinitiative.org\\\/pt-br\\\/publication\\\/quando-a-fonte-seca-as-ameacas-do-desmatamento-da-amazonia-para-a-economia-brasileira\\\/\",\"name\":\"Quando a Fonte Seca: As Amea\u00e7as do Desmatamento da Amaz\u00f4nia para a Economia Brasileira - CPI\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.climatepolicyinitiative.org\\\/pt-br\\\/#website\"},\"primaryImageOfPage\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.climatepolicyinitiative.org\\\/pt-br\\\/publication\\\/quando-a-fonte-seca-as-ameacas-do-desmatamento-da-amazonia-para-a-economia-brasileira\\\/#primaryimage\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.climatepolicyinitiative.org\\\/pt-br\\\/publication\\\/quando-a-fonte-seca-as-ameacas-do-desmatamento-da-amazonia-para-a-economia-brasileira\\\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\\\/\\\/www.climatepolicyinitiative.org\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2025\\\/10\\\/Thumb-SinteseRiosVoadores-3.jpg\",\"datePublished\":\"2025-10-10T13:01:13+00:00\",\"dateModified\":\"2026-04-19T19:08:25+00:00\",\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.climatepolicyinitiative.org\\\/pt-br\\\/publication\\\/quando-a-fonte-seca-as-ameacas-do-desmatamento-da-amazonia-para-a-economia-brasileira\\\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\\\/\\\/www.climatepolicyinitiative.org\\\/pt-br\\\/publication\\\/quando-a-fonte-seca-as-ameacas-do-desmatamento-da-amazonia-para-a-economia-brasileira\\\/\"]}]},{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.climatepolicyinitiative.org\\\/pt-br\\\/publication\\\/quando-a-fonte-seca-as-ameacas-do-desmatamento-da-amazonia-para-a-economia-brasileira\\\/#primaryimage\",\"url\":\"https:\\\/\\\/www.climatepolicyinitiative.org\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2025\\\/10\\\/Thumb-SinteseRiosVoadores-3.jpg\",\"contentUrl\":\"https:\\\/\\\/www.climatepolicyinitiative.org\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2025\\\/10\\\/Thumb-SinteseRiosVoadores-3.jpg\",\"width\":936,\"height\":600},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.climatepolicyinitiative.org\\\/pt-br\\\/publication\\\/quando-a-fonte-seca-as-ameacas-do-desmatamento-da-amazonia-para-a-economia-brasileira\\\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"Home\",\"item\":\"https:\\\/\\\/www.climatepolicyinitiative.org\\\/pt-br\\\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"Publications\",\"item\":\"https:\\\/\\\/www.climatepolicyinitiative.org\\\/publication\\\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":3,\"name\":\"Quando a Fonte Seca: As Amea\u00e7as do Desmatamento da Amaz\u00f4nia para a Economia Brasileira\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.climatepolicyinitiative.org\\\/pt-br\\\/#website\",\"url\":\"https:\\\/\\\/www.climatepolicyinitiative.org\\\/pt-br\\\/\",\"name\":\"CPI\",\"description\":\"Climate Policy Initiative works to improve the most important energy and land use policies around the world, with a particular focus on finance.\",\"publisher\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.climatepolicyinitiative.org\\\/pt-br\\\/#organization\"},\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\\\/\\\/www.climatepolicyinitiative.org\\\/pt-br\\\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"pt-BR\"},{\"@type\":\"Organization\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.climatepolicyinitiative.org\\\/pt-br\\\/#organization\",\"name\":\"Climate Policy Initiative\",\"url\":\"https:\\\/\\\/www.climatepolicyinitiative.org\\\/pt-br\\\/\",\"logo\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.climatepolicyinitiative.org\\\/pt-br\\\/#\\\/schema\\\/logo\\\/image\\\/\",\"url\":\"https:\\\/\\\/www.climatepolicyinitiative.org\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2021\\\/07\\\/CPI_logo_cmyk_transparent.png\",\"contentUrl\":\"https:\\\/\\\/www.climatepolicyinitiative.org\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2021\\\/07\\\/CPI_logo_cmyk_transparent.png\",\"width\":1728,\"height\":720,\"caption\":\"Climate Policy Initiative\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.climatepolicyinitiative.org\\\/pt-br\\\/#\\\/schema\\\/logo\\\/image\\\/\"},\"sameAs\":[\"https:\\\/\\\/www.facebook.com\\\/ClimatePolicyInitiative\",\"https:\\\/\\\/x.com\\\/climatepolicy\",\"https:\\\/\\\/www.linkedin.com\\\/company\\\/climate-policy-initiative\\\/?lipi=urn:li:page:d_flagship3_search_srp_all;GvyQ8DliSYaW9eZhdq8RBQ==\",\"https:\\\/\\\/www.youtube.com\\\/channel\\\/UCE8V0iDgBU8mreZdBegVCcA\",\"https:\\\/\\\/en.wikipedia.org\\\/wiki\\\/Climate_Policy_Initiative\"]}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"Quando a Fonte Seca: As Amea\u00e7as do Desmatamento da Amaz\u00f4nia para a Economia Brasileira - CPI","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/pt-br\/publication\/quando-a-fonte-seca-as-ameacas-do-desmatamento-da-amazonia-para-a-economia-brasileira\/","og_locale":"pt_BR","og_type":"article","og_title":"Quando a Fonte Seca: As Amea\u00e7as do Desmatamento da Amaz\u00f4nia para a Economia Brasileira - CPI","og_description":"Estudo do CPI\/PUC-Rio e Amaz\u00f4nia 2030 investiga os impactos do desmatamento da floresta Amaz\u00f4nica em setores estrat\u00e9gicos da economia brasileira.","og_url":"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/pt-br\/publication\/quando-a-fonte-seca-as-ameacas-do-desmatamento-da-amazonia-para-a-economia-brasileira\/","og_site_name":"CPI","article_publisher":"https:\/\/www.facebook.com\/ClimatePolicyInitiative","article_modified_time":"2026-04-19T19:08:25+00:00","og_image":[{"width":936,"height":600,"url":"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/Thumb-SinteseRiosVoadores-3.jpg","type":"image\/jpeg"}],"twitter_card":"summary_large_image","twitter_site":"@climatepolicy","twitter_misc":{"Est. tempo de leitura":"22 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/pt-br\/publication\/quando-a-fonte-seca-as-ameacas-do-desmatamento-da-amazonia-para-a-economia-brasileira\/","url":"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/pt-br\/publication\/quando-a-fonte-seca-as-ameacas-do-desmatamento-da-amazonia-para-a-economia-brasileira\/","name":"Quando a Fonte Seca: As Amea\u00e7as do Desmatamento da Amaz\u00f4nia para a Economia Brasileira - CPI","isPartOf":{"@id":"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/pt-br\/#website"},"primaryImageOfPage":{"@id":"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/pt-br\/publication\/quando-a-fonte-seca-as-ameacas-do-desmatamento-da-amazonia-para-a-economia-brasileira\/#primaryimage"},"image":{"@id":"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/pt-br\/publication\/quando-a-fonte-seca-as-ameacas-do-desmatamento-da-amazonia-para-a-economia-brasileira\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/Thumb-SinteseRiosVoadores-3.jpg","datePublished":"2025-10-10T13:01:13+00:00","dateModified":"2026-04-19T19:08:25+00:00","breadcrumb":{"@id":"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/pt-br\/publication\/quando-a-fonte-seca-as-ameacas-do-desmatamento-da-amazonia-para-a-economia-brasileira\/#breadcrumb"},"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/pt-br\/publication\/quando-a-fonte-seca-as-ameacas-do-desmatamento-da-amazonia-para-a-economia-brasileira\/"]}]},{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/pt-br\/publication\/quando-a-fonte-seca-as-ameacas-do-desmatamento-da-amazonia-para-a-economia-brasileira\/#primaryimage","url":"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/Thumb-SinteseRiosVoadores-3.jpg","contentUrl":"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/Thumb-SinteseRiosVoadores-3.jpg","width":936,"height":600},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/pt-br\/publication\/quando-a-fonte-seca-as-ameacas-do-desmatamento-da-amazonia-para-a-economia-brasileira\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"Home","item":"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/pt-br\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Publications","item":"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/publication\/"},{"@type":"ListItem","position":3,"name":"Quando a Fonte Seca: As Amea\u00e7as do Desmatamento da Amaz\u00f4nia para a Economia Brasileira"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/pt-br\/#website","url":"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/pt-br\/","name":"CPI","description":"Climate Policy Initiative works to improve the most important energy and land use policies around the world, with a particular focus on finance.","publisher":{"@id":"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/pt-br\/#organization"},"potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/pt-br\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"pt-BR"},{"@type":"Organization","@id":"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/pt-br\/#organization","name":"Climate Policy Initiative","url":"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/pt-br\/","logo":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/pt-br\/#\/schema\/logo\/image\/","url":"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/CPI_logo_cmyk_transparent.png","contentUrl":"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/CPI_logo_cmyk_transparent.png","width":1728,"height":720,"caption":"Climate Policy Initiative"},"image":{"@id":"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/pt-br\/#\/schema\/logo\/image\/"},"sameAs":["https:\/\/www.facebook.com\/ClimatePolicyInitiative","https:\/\/x.com\/climatepolicy","https:\/\/www.linkedin.com\/company\/climate-policy-initiative\/?lipi=urn:li:page:d_flagship3_search_srp_all;GvyQ8DliSYaW9eZhdq8RBQ==","https:\/\/www.youtube.com\/channel\/UCE8V0iDgBU8mreZdBegVCcA","https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Climate_Policy_Initiative"]}]}},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/cpi_publications\/99595","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/cpi_publications"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/cpi_publications"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/233"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media\/100051"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=99595"}],"wp:term":[{"taxonomy":"programs","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/programs?post=99595"},{"taxonomy":"regions","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/regions?post=99595"},{"taxonomy":"topics","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/topics?post=99595"},{"taxonomy":"collaborations","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/collaborations?post=99595"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}