{"id":96388,"date":"2025-08-05T12:15:16","date_gmt":"2025-08-05T12:15:16","guid":{"rendered":"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/?post_type=cpi_publications&#038;p=96388"},"modified":"2026-05-26T01:19:48","modified_gmt":"2026-05-26T01:19:48","slug":"mapeamento-de-financiamento-climatico-internacional-para-o-brasil","status":"publish","type":"cpi_publications","link":"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/pt-br\/publication\/mapeamento-de-financiamento-climatico-internacional-para-o-brasil\/","title":{"rendered":"Mapeamento de Financiamento Clim\u00e1tico Internacional para o Brasil"},"content":{"rendered":"\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Introdu\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>Com o objetivo de mobilizar recursos internacionais para a agenda clim\u00e1tica, o governo brasileiro tem adotado uma s\u00e9rie de iniciativas<\/strong>, que incluem a Plataforma Brasil de Investimentos Clim\u00e1ticos e para a Transforma\u00e7\u00e3o Ecol\u00f3gica (BIP),<a id=\"_ftnref1\" href=\"#_ftn1\"><sup>[1]<\/sup><\/a> o Programa de Mobiliza\u00e7\u00e3o de Capital Privado Externo e Prote\u00e7\u00e3o Cambial (Eco Invest Brasil),<a id=\"_ftnref2\" href=\"#_ftn2\"><sup>[2]<\/sup><\/a> a emiss\u00e3o de t\u00edtulos soberanos sustent\u00e1veis<a id=\"_ftnref3\" href=\"#_ftn3\"><sup>[3]<\/sup><\/a> e a retomada do Fundo Amaz\u00f4nia.<a id=\"_ftnref4\" href=\"#_ftn4\"><sup>[4]<\/sup><\/a> Essas iniciativas t\u00eam como objetivo comum alavancar o financiamento de projetos clim\u00e1ticos por meio de recursos internacionais e criar condi\u00e7\u00f5es de investimento favor\u00e1veis para que o capital privado estrangeiro financie projetos alinhados com a agenda clim\u00e1tica nacional.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O capital externo cumpre um papel relevante na complementa\u00e7\u00e3o dos recursos de fontes dom\u00e9sticas, p\u00fablicos e privados, necess\u00e1rios para a transi\u00e7\u00e3o para uma economia de baixo carbono<\/strong>. Ele pode colaborar, por exemplo, na redu\u00e7\u00e3o do custo do capital necess\u00e1rio para a implementa\u00e7\u00e3o de projetos clim\u00e1ticos, na cataliza\u00e7\u00e3o de investimento privado dom\u00e9stico atrav\u00e9s da redu\u00e7\u00e3o de riscos, al\u00e9m de financiar o desenvolvimento de capacidades para criar condi\u00e7\u00f5es mais favor\u00e1veis para o investimento clim\u00e1tico local e estabelecer par\u00e2metros de investimento de refer\u00eancia para institui\u00e7\u00f5es financeiras brasileiras.<a id=\"_ftnref5\" href=\"#_ftn5\"><sup>[5]<\/sup><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, <strong>para quantificar o investimento internacional em a\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas que j\u00e1 est\u00e1 fluindo para o Brasil e entender o impacto das iniciativas governamentais nos fluxos de financiamento, \u00e9 necess\u00e1rio entender o ponto de partida atual<\/strong>. Isso nos permitir\u00e1 acompanhar tend\u00eancias de financiamento clim\u00e1tico ao longo dos anos, identificar \u00e1reas para as quais \u00e9 desej\u00e1vel atrair investimentos, melhor direcionar recursos existentes, incluindo os escassos recursos p\u00fablicos e concessionais, e estudar maneiras de melhorar os incentivos econ\u00f4micos e as condi\u00e7\u00f5es facilitadoras (conhecido como \u201c<em>enabling conditions<\/em>\u201d, em ingl\u00eas) que permitir\u00e3o mobilizar o capital internacional para a transi\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>Este relat\u00f3rio tem como objetivo estabelecer essa linha de base. <strong>Pesquisadores do Climate Policy Initiative\/Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica do Rio de Janeiro (CPI\/PUC-Rio) analisaram e quantificaram os fluxos financeiros de origem internacional destinados \u00e0 a\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica no Brasil entre 2021 e 2022, comparando com n\u00fameros de 2019 e 2020, para identificar tend\u00eancias de crescimento. O trabalho identifica a regi\u00e3o de origem, o tipo de institui\u00e7\u00e3o que destinou o recurso, o instrumento utilizado no financiamento, o setor beneficiado e o uso clim\u00e1tico.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Os anos de 2021 e 2022 ficaram marcados pela retomada da economia ap\u00f3s a pandemia de Covid-19, que elevou a infla\u00e7\u00e3o e os custos de financiamento ao redor do globo. Paralelamente, a administra\u00e7\u00e3o do presidente Jair Bolsonaro distanciou o pa\u00eds das discuss\u00f5es de pol\u00edtica clim\u00e1tica internacional.<a id=\"_ftnref6\" href=\"#_ftn6\"><sup>[6]<\/sup><\/a><strong><sup> <\/sup>Apesar desse cen\u00e1rio, os n\u00fameros mapeados neste relat\u00f3rio trazem sinais positivos sobre a trajet\u00f3ria de financiamento internacional para o Brasil.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Ao comparar o crescimento dos fluxos de financiamento internacional para o Brasil com as tend\u00eancias globais no per\u00edodo mapeado, percebe-se que a trajet\u00f3ria brasileira est\u00e1 alinhada \u00e0 tend\u00eancia global de crescimento, mas com maior intensidade. <strong>Enquanto o financiamento clim\u00e1tico internacional cresceu 28% em todas as regi\u00f5es do globo (aumento de US$ 158 bilh\u00f5es para US$ 203 bilh\u00f5es) entre os bi\u00eanios 2019\u20132020 e 2021\u20132022, o financiamento clim\u00e1tico internacional para o Brasil cresceu 84% no mesmo per\u00edodo, atingindo R$ 26,6 bilh\u00f5es por ano em 2021\u20132022<\/strong> (Naran et al. 2024).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Esse crescimento foi liderado pelo setor de energia, com \u00eanfase no financiamento para projetos de gera\u00e7\u00e3o solar e e\u00f3lica. <\/strong>Enquanto o financiamento clim\u00e1tico global para sistemas de energia cresceu 53% no per\u00edodo (de US$ 335,5 bilh\u00f5es para US$ 514,5 bilh\u00f5es), o financiamento internacional para energia limpa no Brasil cresceu 165%.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Compreender o panorama atual do financiamento clim\u00e1tico internacional \u00e9 um passo fundamental para ampliar sua escala e efetividade. <\/strong>Ao estabelecer essa linha de base, este relat\u00f3rio busca oferecer subs\u00eddios concretos para balizar, ajustar e melhorar a efic\u00e1cia de medidas e iniciativas dom\u00e9sticas, calibrar a atua\u00e7\u00e3o de atores p\u00fablicos e privados e aprimorar as condi\u00e7\u00f5es que atraem capital externo. No entanto, para ter uma vis\u00e3o completa do financiamento clim\u00e1tico no Brasil, \u00e9 indispens\u00e1vel considerar tamb\u00e9m os fluxos dom\u00e9sticos, que representam a principal fonte de financiamento em muitos pa\u00edses emergentes. Avan\u00e7ar nessa dire\u00e7\u00e3o ser\u00e1 o foco da pr\u00f3xima etapa da agenda de pesquisa em financiamento clim\u00e1tico do CPI\/PUC-Rio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-background\" style=\"background-color:#dfe9f1\"><strong>PRINCIPAIS RESULTADOS<\/strong><br><br><strong>\u2022<\/strong> <strong>O financiamento clim\u00e1tico internacional para o Brasil atingiu R$ 26,6 bilh\u00f5es\/ano em 2021\u20132022, um aumento de 84% (R$ 12,1 bilh\u00f5es\/ano)<\/strong> em rela\u00e7\u00e3o a 2019\u20132020.<br><br><strong>\u2022<\/strong> <strong>A Europa Ocidental, liderada pela Fran\u00e7a, foi a principal regi\u00e3o provedora de financiamento clim\u00e1tico internacional para o Brasil em 2021\u20132022, concentrando 50% dos recursos mapeados (R$ 13,3 bilh\u00f5es\/ano)<\/strong>. Fontes p\u00fablicas forneceram 52% desse total e privadas, 48%.<br><br><strong>\u2022<\/strong> <strong>Em 2021\u20132022, 58% do financiamento clim\u00e1tico internacional teve origem em institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas (R$ 15,4 bilh\u00f5es\/ano)<\/strong>. Institui\u00e7\u00f5es Financeiras de Desenvolvimento (IFDs) multilaterais mobilizaram 71% do financiamento p\u00fablico (R$ 10,9 bilh\u00f5es\/ano), sendo 97% atrav\u00e9s de cr\u00e9dito a taxas comerciais.<br><br><strong>\u2022<\/strong> <strong>O financiamento clim\u00e1tico privado internacional mobilizou 42% do total mapeado em 2021-2022 (R$ 11,2 bilh\u00f5es\/ano), valor mais do que quatro vezes superior ao registrado em 2019\u20132020<\/strong>. Institui\u00e7\u00f5es Financeiras (IFs) comerciais lideraram esse crescimento, fornecendo 55% do financiamento privado (R$ 6,1 bilh\u00f5es) em 2021-2022, seguidas por corpora\u00e7\u00f5es com 41% (R$ 4,6 bilh\u00f5es).<br><br><strong>\u2022<\/strong> <strong>Instrumentos de financiamento comerciais representaram 89% dos fluxos mapeados em 2021-2022 (R$ 23,7 bilh\u00f5es\/ano)<\/strong>, incluindo cr\u00e9dito (65%) e <em>equity<\/em> (24%), e cresceram quase tr\u00eas vezes em rela\u00e7\u00e3o a 2019\u20132020. No mesmo per\u00edodo, o financiamento por doa\u00e7\u00f5es e cr\u00e9dito concessional caiu 43%.<br><br><strong>\u2022 Financiamento com objetivo exclusivo de mitiga\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica representou 80% do total mapeado em 2021-2022 (R$ 21,4 bilh\u00f5es\/ano)<\/strong>. J\u00e1 os projetos com algum componente de adapta\u00e7\u00e3o (incluindo objetivos m\u00faltiplos) somaram 20% do total (R$ 5,2 bilh\u00f5es\/ano), com maior concentra\u00e7\u00e3o nos setores de Agropecu\u00e1ria, Florestas, Outros Usos da Terra e Pesca (<em>Agriculture, Forestry, Other Land Uses and Fisheries<\/em> &#8211; AFOLU) (79% com componente de adapta\u00e7\u00e3o) e \u00c1gua e Saneamento (65%).<br><br><strong>\u2022<\/strong> <strong>O setor de Energia concentrou 53% dos recursos mapeados em 2021-2022<\/strong> (R$ 14,0 bilh\u00f5es\/ano) e foi respons\u00e1vel por 72% do crescimento total do financiamento internacional (R$ 8,7 bilh\u00f5es\/ano) entre 2019\u20132020 e 2021-2022. Os investimentos em gera\u00e7\u00e3o solar representaram 57% do financiamento do setor (R$ 7,9 bilh\u00f5es\/ano) e em gera\u00e7\u00e3o e\u00f3lica, 24% (R$ 3,3 bilh\u00f5es\/ano).<br><br><strong>\u2022<\/strong> <strong>O setor de AFOLU, que \u00e9 respons\u00e1vel por quase tr\u00eas quartos das emiss\u00f5es de Gases de Efeito Estufa (GEEs) do Brasil, recebeu apenas 11% do financiamento clim\u00e1tico internacional<\/strong> (R$ 2,9 bilh\u00f5es\/ano). O subsetor de Floresta representou apenas 2% do financiamento internacional total (R$ 0,6 bilh\u00e3o\/ano), mas 41% de todas as doa\u00e7\u00f5es mapeadas (R$ 0,3 bilh\u00e3o\/ano) em 2021-2022.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Metodologia<\/h2>\n\n\n\n<p>O panorama de financiamento clim\u00e1tico internacional quantificou fluxos financeiros de origem internacional para o Brasil com componentes de a\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica em 2021-2022. Essa metodologia parte da experi\u00eancia internacional do CPI de mapeamento de finan\u00e7as clim\u00e1ticas globais, regionais e nacionais, desenvolvida por mais de dez anos a partir do Panorama Global de Financiamento Clim\u00e1tico (<em>Global Landscape of Climate Finance<\/em> \u2013 GLCF) e est\u00e1 em constante aprimoramento (Naran et al. 2024).<\/p>\n\n\n\n<p>Financiamento clim\u00e1tico refere-se aos fluxos de capitais que possuem efeitos diretos ou indiretos na mitiga\u00e7\u00e3o de GEEs ou geram adapta\u00e7\u00e3o \u00e0s mudan\u00e7as do clima (Chiavari et al. 2024). Os fluxos podem ser direcionados tamb\u00e9m para atividades com benef\u00edcio duplo, quando contribuem tanto para a mitiga\u00e7\u00e3o quanto para a adapta\u00e7\u00e3o (UNFCCC sd). Neste relat\u00f3rio, entende-se como \u201cfinanciamento internacional\u201d as opera\u00e7\u00f5es cuja origem tenha ocorrido fora do Brasil ou em institui\u00e7\u00f5es internacionais.<a id=\"_ftnref7\" href=\"#_ftn7\"><sup>[7]<\/sup><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Este exerc\u00edcio de mapeamento se limitou \u00e0 quantifica\u00e7\u00e3o dos fluxos de capital prim\u00e1rio de origem internacional direcionados a interven\u00e7\u00f5es que tragam benef\u00edcios diretos ou indiretos para mitiga\u00e7\u00e3o de GEEs ou adapta\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica. Esses fluxos incluem suporte para medidas de capacita\u00e7\u00e3o, bem como para o desenvolvimento e a implementa\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas. \u00c9 importante ressaltar que esse exerc\u00edcio n\u00e3o inclui: (i) transa\u00e7\u00f5es no mercado secund\u00e1rio; (ii) subven\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas ou subs\u00eddios p\u00fablicos, cuja fun\u00e7\u00e3o principal seja reembolsar os custos de investimento; (iii) investimentos em fabrica\u00e7\u00e3o, vendas e Pesquisa e Desenvolvimento (P&amp;D); (iv) gera\u00e7\u00e3o de energia baseada em combust\u00edveis f\u00f3sseis; e (v) efici\u00eancia energ\u00e9tica, quando baseada em melhorar o desempenho dos combust\u00edveis f\u00f3sseis.<\/p>\n\n\n\n<p>Este trabalho mapeou o financiamento internacional entre os anos de 2021 e 2022, comparando com n\u00fameros de 2019 e 2020, a fim de analisar as tend\u00eancias do financiamento clim\u00e1tico internacional para o Brasil. Os resultados s\u00e3o expostos em m\u00e9dia bianual para mitigar o impacto de flutua\u00e7\u00f5es de curto prazo e de disponibilidade de dados. Isso permite uma avalia\u00e7\u00e3o mais completa sobre os fluxos financeiros, inclusive acerca de atividades com cronogramas irregulares de divulga\u00e7\u00e3o de dados.<\/p>\n\n\n\n<p>Os fluxos financeiros analisados foram convertidos de d\u00f3lares americanos (US$) para reais (R$) a partir da taxa de c\u00e2mbio m\u00e9dia do ano correspondente, conforme fornecida pelo Banco Central, e posteriormente corrigidos pelo \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA), com refer\u00eancia em dezembro de 2022 (IBGE 2025).<\/p>\n\n\n\n<p>O Ap\u00eandice I inclui uma lista das bases de dados usadas para o levantamento de fluxos clim\u00e1ticos internacionais para o Brasil, expandida a partir do conjunto de dados usado no Panorama Global de Financiamento Clim\u00e1tico 2024 (Naran et al. 2024). Foram selecionados fluxos financeiros com destino ao Brasil e origem em outro pa\u00eds ou transregional<a id=\"_ftnref8\" href=\"#_ftn8\"><sup>[8]<\/sup><\/a> e, seguindo a metodologia de mapeamento de finan\u00e7as clim\u00e1ticas do CPI, foram adotadas medidas para maximizar a granularidade dos dados e evitar a dupla contagem.<\/p>\n\n\n\n<p>A Figura 1 ilustra a organiza\u00e7\u00e3o dos fluxos financeiros internacionais neste relat\u00f3rio. Os dados s\u00e3o apresentados conforme a origem dos recursos, fontes dos recursos, instrumentos, setores e uso clim\u00e1tico. O Ap\u00eandice II apresenta a lista detalhada de setores, subsetores e solu\u00e7\u00f5es considerados na an\u00e1lise de fluxos clim\u00e1ticos.<a id=\"_ftnref9\" href=\"#_ftn9\"><sup>[9]<\/sup><\/a> O Ap\u00eandice III inclui a lista de pa\u00edses inclu\u00eddos em cada regi\u00e3o de origem de recursos, enquanto as defini\u00e7\u00f5es de cada uma das categorias e subcategorias da Figura 1 est\u00e3o no Ap\u00eandice IV. O Ap\u00eandice V detalha a metodologia utilizada para o tratamento dos dados.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Figura 1.<\/strong> Ecossistema de Financiamento Clim\u00e1tico Internacional para o Brasil<\/p>\n\n\n\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"900\" height=\"887\" class=\"wp-image-97027\" style=\"width: 900px;\" src=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Fig01-MFCIB-PT-WP.jpg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Fig01-MFCIB-PT-WP.jpg 2014w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Fig01-MFCIB-PT-WP-300x296.jpg 300w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Fig01-MFCIB-PT-WP-1024x1009.jpg 1024w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Fig01-MFCIB-PT-WP-1536x1514.jpg 1536w\" sizes=\"auto, (max-width: 900px) 100vw, 900px\" \/><\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Nota:<\/strong> Os valores classificados como \u201cdesconhecido\u201d referem-se a fluxos de financiamento para os quais n\u00e3o foi poss\u00edvel identificar o ator financeiro respons\u00e1vel e\/ou o instrumento financeiro utilizado, devido \u00e0 limita\u00e7\u00e3o ou aus\u00eancia de informa\u00e7\u00f5es nos dados dispon\u00edveis.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Fonte: <\/strong>CPI\/PUC-Rio, 2025<\/em><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Financiamento Clim\u00e1tico Internacional para o Brasil<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>O financiamento clim\u00e1tico internacional para o Brasil atingiu uma m\u00e9dia de R$ 26,6 bilh\u00f5es por ano em 2021-2022<\/strong>, conforme detalhado na Figura 2, que descreve a regi\u00e3o de origem, as fontes dos recursos, os instrumentos financeiros utilizados, os setores beneficiados e o uso clim\u00e1tico.<sup><a id=\"_ftnref10\" href=\"#_ftn10\">[10]<\/a>,<a id=\"_ftnref11\" href=\"#_ftn11\">[11]<\/a><\/sup><\/p>\n\n\n\n<p>O valor mapeado de financiamento clim\u00e1tico internacional para o Brasil em 2021-2022 representou um aumento de 84% em rela\u00e7\u00e3o a 2019\u20132020, quando os investimentos totalizaram R$ 14,5 bilh\u00f5es\/ano. No mesmo per\u00edodo, o financiamento clim\u00e1tico internacional aumentou 28% em todas as regi\u00f5es do globo, passando de US$ 158 bilh\u00f5es\/ano para US$ 203 bilh\u00f5es\/ano (Buchner et al. 2023). Outras economias emergentes tiveram crescimentos mais pr\u00f3ximos da m\u00e9dia global: na \u00cdndia, o financiamento internacional para mitiga\u00e7\u00e3o cresceu 36% e para adapta\u00e7\u00e3o, 19% (Chakravarty et al. 2024).<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Regi\u00e3o de Origem<\/h2>\n\n\n\n<p>A Figura 3 lista os dez principais pa\u00edses que destinaram financiamento clim\u00e1tico internacional para o Brasil em 2021-2022. <strong>A regi\u00e3o da Europa Ocidental foi a principal respons\u00e1vel pela mobiliza\u00e7\u00e3o de financiamento clim\u00e1tico internacional para o pa\u00eds, destinando 50% dos recursos mapeados (R$ 13,3 bilh\u00f5es\/ano)<\/strong>. Atores p\u00fablicos da regi\u00e3o forneceram 52% desse total (R$ 6,9 bilh\u00f5es\/ano) e atores privados, 48% (R$ 6,4 bilh\u00f5es\/ano).<\/p>\n\n\n\n<p>A Fran\u00e7a destacou-se como a origem da maior parte do financiamento clim\u00e1tico internacional destinado ao Brasil em 2021-2022, com 13% do total mapeado (R$ 3,5 bilh\u00f5es\/ano). Desse valor, 47% foram mobilizados por IFDs bilaterais francesas (R$ 1,7 bilh\u00e3o\/ano) e 26% por institui\u00e7\u00f5es financeiras comerciais (R$ 0,9 bilh\u00e3o\/ano).<\/p>\n\n\n\n<p>Espanha e Reino Unido figuram como terceiro e quarto pa\u00edses em import\u00e2ncia, somando, respectivamente, 10% e 9% do financiamento internacional total (R$ 2,6 bilh\u00f5es\/ano e R$ 2,5 bilh\u00f5es\/ano). O financiamento privado representou a maior parte dos recursos origin\u00e1rios desses pa\u00edses (74% e 91%, respectivamente) e parcela significativa do financiamento privado total (17% e 21%).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Figura 2. <\/strong>Financiamento Clim\u00e1tico Internacional para o Brasil, 2021-2022<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/FIG02-MFCIB-PT-GL.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"900\" height=\"589\" class=\"wp-image-97030\" style=\"width: 900px;\" src=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Fig02-MFCIB-PT-WP-scaled.jpg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Fig02-MFCIB-PT-WP-scaled.jpg 2560w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Fig02-MFCIB-PT-WP-300x196.jpg 300w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Fig02-MFCIB-PT-WP-1024x669.jpg 1024w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Fig02-MFCIB-PT-WP-1536x1004.jpg 1536w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Fig02-MFCIB-PT-WP-2048x1339.jpg 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 900px) 100vw, 900px\" \/><\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/pt-br\/dataviz\/mapeamento-interativo-de-financiamento-climatico-internacional-para-o-brasil\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><span class=\"button\">Sankey interativo<\/span><\/a><\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Nota:<\/strong> Os valores classificados como \u201cdesconhecido\u201d referem-se a fluxos de financiamento para os quais n\u00e3o foi poss\u00edvel identificar o ator financeiro respons\u00e1vel e\/ou o instrumento financeiro utilizado, devido \u00e0 limita\u00e7\u00e3o ou aus\u00eancia de informa\u00e7\u00f5es nos dados dispon\u00edveis.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Fonte:<\/strong> CPI\/PUC-Rio com base nos dados de BNEF (2024), Climate Funds Update via ODI\/HBF (2024), IJ Global (2024), OECD-DAC Creditor System (2024), World Bank PPI (2024) e pesquisas com IFDs<a id=\"_ftnref12\" href=\"#_ftn12\"><strong><sup>[12]<\/sup><\/strong><\/a> e membros do IDFC (CPI 2024), 2025<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Figura 3. <\/strong>Maiores Fontes dos Recursos por Pa\u00eds e por Regi\u00e3o de Origem de Financiamento Clim\u00e1tico para o Brasil, 2021\u20132022<\/p>\n\n\n\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"900\" height=\"725\" class=\"wp-image-96416\" style=\"width: 900px;\" src=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/FIG03-fluxos-WP.png\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/FIG03-fluxos-WP.png 2466w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/FIG03-fluxos-WP-300x242.png 300w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/FIG03-fluxos-WP-1024x825.png 1024w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/FIG03-fluxos-WP-1536x1237.png 1536w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/FIG03-fluxos-WP-2048x1649.png 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 900px) 100vw, 900px\" \/><\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Fonte: <\/strong>CPI\/PUC-Rio com base nos dados de Bloomberg New Energy Finance &#8211; BNEF (2024), Climate Funds Update via ODI\/HBF (2024), IJ Global (2024), OECD-DAC Creditor System (2024), World Bank Private Participation in Infrastructure &#8211; PPI (2024) e pesquisas com Institui\u00e7\u00f5es Financeiras de Desenvolvimento e membros do IDFC (CPI 2024), 2025<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 o financiamento clim\u00e1tico proveniente dos Estados Unidos representou 9% do total mapeado (R$ 2,4 bilh\u00f5es\/ano), sendo 78% originado de fontes p\u00fablicas, com 52% canalizado atrav\u00e9s de contribui\u00e7\u00f5es para IFDs multilaterais.<\/p>\n\n\n\n<p>Am\u00e9rica Latina e Caribe foi a regi\u00e3o respons\u00e1vel por 18% dos fluxos mapeados (R$ 4,8 bilh\u00f5es\/ano) em 2021-2022. Do total, 78% (R$ 3,8 bilh\u00f5es\/ano) foram mobilizados por IFDs multilaterais, como o Banco de Desenvolvimento da Am\u00e9rica Latina e Caribe (CAF) e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), com recursos atribu\u00eddos aos pa\u00edses da regi\u00e3o de acordo com a sua participa\u00e7\u00e3o acion\u00e1ria nessas institui\u00e7\u00f5es. IFs comerciais mobilizaram 19% dos recursos provenientes da regi\u00e3o (R$ 0,9 bilh\u00e3o\/ano), os quais foram destinados exclusivamente ao setor de Energia.<\/p>\n\n\n\n<p>Pa\u00edses da \u00c1sia Oriental e Pac\u00edfico somaram 17% dos fluxos mapeados em 2021-2022 (R$ 4,6 bilh\u00f5es\/ano), com destaque para a China (12% do total ou R$ 3,1 bilh\u00f5es\/ano). O principal destino dos recursos chineses foi um projeto de instala\u00e7\u00e3o de planta solar de 1.100MW no Porto de A\u00e7u, no Rio de Janeiro, financiado por uma corpora\u00e7\u00e3o privada, sediada em Hong Kong, e realizado em cons\u00f3rcio com uma empresa p\u00fablica chinesa de engenharia. J\u00e1 o Jap\u00e3o foi respons\u00e1vel por 5% dos fluxos mapeados para o Brasil (R$ 1,3 bilh\u00e3o\/ano), sendo 81% de origem p\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Fontes dos Recursos<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>Em 2021-2022, fontes p\u00fablicas representaram 58% do financiamento clim\u00e1tico internacional para o Brasil (R$ 15,4 bilh\u00f5es\/ano)<\/strong>, com crescimento de 30% em rela\u00e7\u00e3o a 2019\u20132020.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>IFDs multilaterais<\/strong> foram as principais mobilizadoras de recursos para o pa\u00eds com R$ 10,9 bilh\u00f5es\/ano, representando 41% do total e 71% do financiamento p\u00fablico, sendo 97% desse montante atrav\u00e9s de cr\u00e9dito a taxas comerciais. As principais institui\u00e7\u00f5es respons\u00e1veis por esses fluxos foram o CAF com 23% dos recursos, o Banco Europeu de Investimentos (BEI) com 22% e o BID com 21%.<\/p>\n\n\n\n<p>Os recursos de <strong>IFDs bilaterais<\/strong><a id=\"_ftnref13\" href=\"#_ftn13\"><sup>[13]<\/sup><\/a> somaram 20% do financiamento p\u00fablico mapeado (R$ 3,2 bilh\u00f5es\/ano). Esses investimentos tiveram origem na Europa Ocidental (59%), \u00c1sia Oriental e Pac\u00edfico (22%) e Estados Unidos e Canad\u00e1 (18%) e se dividiram entre cr\u00e9dito (48%) e cr\u00e9dito concessional (45%), aplicados em projetos nos setores de Energia (48%) e Intersetoriais e Outros (33%).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Fundos clim\u00e1ticos multilaterais<\/strong> forneceram apenas R$ 0,11 bilh\u00e3o\/ano em financiamento clim\u00e1tico no bi\u00eanio 2021-2022, o equivalente a 1% do financiamento p\u00fablico mapeado. Esse valor correspondeu a apenas \u00b9\/<sub>6<\/sub>&nbsp;do financiamento de fundos clim\u00e1ticos no bi\u00eanio imediatamente anterior (2019\u20132020), quando R$ 0,70 bilh\u00e3o\/ano foram fornecidos.<a id=\"_ftnref14\" href=\"#_ftn14\"><sup>[14]<\/sup><\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>O financiamento clim\u00e1tico internacional privado cresceu quatro vezes entre 2019\u20132020 e 2021-2022, alcan\u00e7ando 42% do total mapeado em 2021-2022 (R$ 11,2 bilh\u00f5es\/ano)<\/strong>. O crescimento privado no per\u00edodo foi liderado por <strong>IFs comerciais <\/strong>que mobilizaram R$ 6,1 bilh\u00f5es\/ano em 2021-2022, contra R$ 0,5 bilh\u00e3o\/ano no per\u00edodo anterior, atingindo 55% do financiamento privado total. Essas institui\u00e7\u00f5es, representadas por grandes bancos internacionais, sediados majoritariamente na Europa Ocidental (74%), concentraram seus investimentos nos setores de Energia (83%), Transporte (9%) e \u00c1gua e Saneamento (8%), principalmente atrav\u00e9s de projetos de cr\u00e9dito (87%) e <em>equity<\/em> (9%).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O financiamento de Corpora\u00e7\u00f5es somou 41% do financiamento privado em 2021-2022 <\/strong>(R$ 4,6 bilh\u00f5es\/ano)<strong> <\/strong>e foi aplicado majoritariamente em projetos de energia (86%) atrav\u00e9s, exclusivamente, de investimentos de<em> equity <\/em>(100%). Empresas da \u00c1sia Oriental foram respons\u00e1veis por 62% do investimento de corpora\u00e7\u00f5es, seguidas por empresas sediadas na Europa Ocidental (33%).<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Instrumentos Financeiros<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>Instrumentos comerciais, <em>equity <\/em>e cr\u00e9dito representaram 89% dos fluxos mapeados em 2021-2022 (R$ 23,7 bilh\u00f5es\/ano) e cresceram quatro vezes em rela\u00e7\u00e3o a 2019\u20132020 (R$ 8,2 bilh\u00f5es\/ano)<\/strong>, conforme ilustra a<strong> <\/strong>Figura 4. Opera\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito representaram 65% do valor mapeado em 2021-2022 (R$ 17,3 bilh\u00f5es\/ano) e foram direcionadas principalmente para o setor de Energia (49%). Em rela\u00e7\u00e3o ao financiamento de cr\u00e9dito, 69% foram fornecidos por atores p\u00fablicos, com destaque para IFDs multilaterais (61%) e IFDs bilaterais (9%), e 31% por IFs comerciais privadas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Figura 4. <\/strong>Financiamento Clim\u00e1tico Internacional para o Brasil por Instrumento, 2019-2022<\/p>\n\n\n\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"800\" height=\"505\" class=\"wp-image-96419\" style=\"width: 800px;\" src=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Fig04-MFCIB-PT-WP.jpg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Fig04-MFCIB-PT-WP.jpg 1843w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Fig04-MFCIB-PT-WP-300x189.jpg 300w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Fig04-MFCIB-PT-WP-1024x647.jpg 1024w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Fig04-MFCIB-PT-WP-1536x970.jpg 1536w\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Nota:<\/strong> Os valores classificados como \u201cdesconhecido\u201d referem-se a fluxos de financiamento para os quais n\u00e3o foi poss\u00edvel identificar o ator financeiro respons\u00e1vel e\/ou o instrumento financeiro utilizado, devido \u00e0 limita\u00e7\u00e3o ou aus\u00eancia de informa\u00e7\u00f5es nos dados dispon\u00edveis.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Fonte:<\/strong> CPI\/PUC-Rio com base nos dados de Bloomberg New Energy Finance &#8211; BNEF (2024), Climate Funds Update via ODI\/HBF (2024), IJ Global (2024), OECD-DAC Creditor System (2024), World Bank Private Participation in Infrastructure &#8211; PPI (2024) e pesquisas com Institui\u00e7\u00f5es Financeiras de Desenvolvimento e membros do IDFC (CPI 2024), 2025<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Investimentos atrav\u00e9s de <em>equity<\/em> somaram 24% do total em 2021-2022<\/strong> (R$ 6,4 bilh\u00f5es\/ano). Fontes privadas forneceram 86% do capital para <em>equity<\/em>, com corpora\u00e7\u00f5es sendo respons\u00e1vel pela maior parte (71%). Projetos de gera\u00e7\u00e3o de energia solar receberam 72% do financiamento total de <em>equity<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Opera\u00e7\u00f5es com cr\u00e9dito concessional internacional representaram 6% do financiamento internacional para o Brasil<\/strong> em 2021-2022 (R$ 1,7 bilh\u00e3o\/ano), oriundos exclusivamente de atores p\u00fablicos. IFDs bilaterais foram respons\u00e1veis por 85% desse total, direcionando recursos para projetos Intersetoriais e Outros (45%) e AFOLU (28%).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Doa\u00e7\u00f5es representaram apenas 3% do total mapeado<\/strong> em 2021-2022 (R$ 0,8 bilh\u00e3o\/ano), sendo fornecidas majoritariamente por governos estrangeiros (75%). O setor de AFOLU foi destino de 47% das doa\u00e7\u00f5es mapeadas, sendo 41% para o subsetor de Florestas (R$ 0,31 bilh\u00e3o\/ano).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Juntos, o financiamento clim\u00e1tico por doa\u00e7\u00f5es e por cr\u00e9dito concessional ca\u00edram 43% entre 2019\u20132020 e 2021-2022, passando de R$ 4,4 bilh\u00f5es\/ano para R$ 2,5 bilh\u00f5es\/ano<\/strong>. Essa queda ocorreu entre todos os tipos de institui\u00e7\u00f5es com a exce\u00e7\u00e3o de Governos (aumento de 38% no per\u00edodo), incluindo IFD bilateral (queda de 38%), Fundos clim\u00e1ticos multilaterais (queda de 84%), IFDs multilaterais (queda de 72%) e Investidores institucionais (queda de 9%). Essa diminui\u00e7\u00e3o demonstra poss\u00edveis efeitos da pandemia de Covid-19 e da gest\u00e3o de pol\u00edtica clim\u00e1tica do governo federal do per\u00edodo na oferta de financiamento clim\u00e1tico de baixo custo.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Uso Clim\u00e1tico<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>O financiamento clim\u00e1tico internacional para o Brasil em 2021-2022 teve a maior parte de seus recursos (80%) destinados exclusivamente \u00e0 mitiga\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica<\/strong>, conforme tend\u00eancia mundial (Buchner et al. 2023).<a id=\"_ftnref15\" href=\"#_ftn15\"><sup>[15]<\/sup><\/a> Entre 2019\u20132020 e 2021-2022, os recursos internacionais para mitiga\u00e7\u00e3o cresceram 120%, saltando de R$ 9,7 bilh\u00f5es\/ano para R$ 21,4 bilh\u00f5es\/ano.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Recursos que contribuem tanto para a mitiga\u00e7\u00e3o quanto para a adapta\u00e7\u00e3o somaram R$ 3,8 bilh\u00f5es\/ano (14%)<\/strong>. O setor de AFOLU recebeu 45% desses recursos (R$ 1,7 bilh\u00e3o\/ano), destinados majoritariamente para projetos de agricultura sustent\u00e1vel e resiliente ao clima. Outros 26% desses valores com benef\u00edcios duplos foram canalizados para projetos intersetoriais, incluindo de desenvolvimento urbano (7%), servi\u00e7os financeiros e banc\u00e1rios (7%) e suporte a Micro, Pequenas e M\u00e9dias Empresas &#8211; MPMEs (6%).<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 <strong>o<\/strong> <strong>financiamento clim\u00e1tico internacional dedicado exclusivamente \u00e0 adapta\u00e7\u00e3o representou apenas 5% dos fluxos mapeados (R$ 1,4 bilh\u00e3o\/ano)<\/strong>. O setor de \u00c1gua e Saneamento recebeu 41% desses recursos (R$ 0,6 bilh\u00e3o\/ano).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Projetos com componentes de adapta\u00e7\u00e3o foram majoritariamente financiados por atores p\u00fablicos (89%)<\/strong>, diferentemente dos projetos exclusivos de mitiga\u00e7\u00e3o, que tiveram 50% de financiamento privado. As IFDs multilaterais foram o principal financiador dos projetos de adapta\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica no Brasil, direcionando 70% dos recursos p\u00fablicos. A predomin\u00e2ncia de financiamento p\u00fablico para adapta\u00e7\u00e3o dialoga com a tend\u00eancia global e demonstra que h\u00e1 espa\u00e7o para o crescimento de financiamento privado internacional para essa agenda no Brasil (Buchner et al. 2023).<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Setores<\/h2>\n\n\n\n<p>Esta se\u00e7\u00e3o explora o perfil de financiamento para cada setor mapeado, detalhando as fontes dos recursos, os instrumentos e os subsetores e as solu\u00e7\u00f5es que foram financiados dentro de cada setor.<\/p>\n\n\n\n<p>Mais da metade do financiamento clim\u00e1tico internacional para o Brasil em 2021-2022 ocorreu no setor de Energia com 53% (R$ 14,0 bilh\u00f5es\/ano), seguido por Intersetoriais e Outros com 20% (R$ 5,4 bilh\u00f5es\/ano), AFOLU com 11% (R$ 2,9 bilh\u00f5es\/ano), Transporte com 11% (R$ 2,9 bilh\u00f5es\/ano) e \u00c1gua e Saneamento com 5% (R$ 1,3 bilh\u00e3o\/ano) (Figura 5).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Figura 5.<\/strong> Financiamento Clim\u00e1tico Internacional para o Brasil por Setor, 2019-2022<\/p>\n\n\n\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"900\" height=\"688\" class=\"wp-image-97033\" style=\"width: 900px;\" src=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Fig05-MFCIB-PT-WP_1.jpg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Fig05-MFCIB-PT-WP_1.jpg 1872w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Fig05-MFCIB-PT-WP_1-300x229.jpg 300w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Fig05-MFCIB-PT-WP_1-1024x782.jpg 1024w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Fig05-MFCIB-PT-WP_1-1536x1173.jpg 1536w\" sizes=\"auto, (max-width: 900px) 100vw, 900px\" \/><\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Fonte:<\/strong> CPI\/PUC-Rio com base nos dados de Bloomberg New Energy Finance &#8211; BNEF (2024), Climate Funds Update via ODI\/HBF (2024), IJ Global (2024), OECD-DAC Creditor System (2024), World Bank Private Participation in Infrastructure &#8211; PPI (2024) e pesquisas com Institui\u00e7\u00f5es Financeiras de Desenvolvimento e membros do IDFC (CPI 2024), 2025<\/em><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Energia<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>Figura 6. <\/strong>Financiamento Clim\u00e1tico Internacional para o Setor de Energia no Brasil por Subsetor, 2021-2022<\/p>\n\n\n\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"900\" height=\"623\" class=\"wp-image-97036\" style=\"width: 900px;\" src=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Fig06-MFCIB-PT-WP.jpg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Fig06-MFCIB-PT-WP.jpg 2156w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Fig06-MFCIB-PT-WP-300x208.jpg 300w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Fig06-MFCIB-PT-WP-1024x709.jpg 1024w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Fig06-MFCIB-PT-WP-1536x1063.jpg 1536w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Fig06-MFCIB-PT-WP-2048x1417.jpg 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 900px) 100vw, 900px\" \/><\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Fonte: <\/strong>CPI\/PUC-Rio com base nos dados de Bloomberg New Energy Finance &#8211; BNEF (2024), Climate Funds Update via ODI\/HBF (2024), IJ Global (2024), OECD-DAC Creditor System (2024), World Bank Private Participation in Infrastructure &#8211; PPI (2024) e pesquisas com Institui\u00e7\u00f5es Financeiras de Desenvolvimento e membros do IDFC (CPI 2024), 2025<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>O investimento clim\u00e1tico internacional em Energia atingiu R$ 14,0 bilh\u00f5es\/ano em 2021-2022 (53% do total). Em rela\u00e7\u00e3o a 2019\u20132020, o financiamento para esse setor cresceu 165% (R$ 8,7 bilh\u00f5es\/ano) e foi respons\u00e1vel por 72% do aumento total em financiamento internacional no per\u00edodo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Figura 7.<\/strong> Financiamento Clim\u00e1tico Internacional para o Setor de Energia no Brasil por Fonte de Recursos, 2021-2022<\/p>\n\n\n\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"900\" height=\"365\" class=\"wp-image-96434\" style=\"width: 900px;\" src=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/FIG07-fluxos-WP.png\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/FIG07-fluxos-WP.png 2481w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/FIG07-fluxos-WP-300x122.png 300w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/FIG07-fluxos-WP-1024x415.png 1024w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/FIG07-fluxos-WP-1536x622.png 1536w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/FIG07-fluxos-WP-2048x830.png 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 900px) 100vw, 900px\" \/><\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Nota: <\/strong>Os valores classificados como \u201cdesconhecido\u201d referem-se a fluxos de financiamento para os quais n\u00e3o foi poss\u00edvel identificar o ator financeiro respons\u00e1vel e\/ou o instrumento financeiro utilizado, devido \u00e0 limita\u00e7\u00e3o ou aus\u00eancia de informa\u00e7\u00f5es nos dados dispon\u00edveis.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Fonte:<\/strong> CPI\/PUC-Rio com base nos dados de Bloomberg New Energy Finance &#8211; BNEF (2024), Climate Funds Update via ODI\/HBF (2024), IJ Global (2024), OECD-DAC Creditor System (2024), World Bank Private Participation in Infrastructure &#8211; PPI (2024) e pesquisas com Institui\u00e7\u00f5es Financeiras de Desenvolvimento e membros do IDFC (CPI 2024), 2025<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Fontes privadas mobilizaram 67% dos recursos para Energia, totalizando R$ 9,4 bilh\u00f5es\/ano. Esse valor representou 84% de todo o financiamento clim\u00e1tico privado para o Brasil em 2021-2022, colocando o setor como o principal mobilizador de capital privado internacional para projetos do clima no pa\u00eds. IFs comerciais (36%) e Corpora\u00e7\u00f5es (28%) concentraram a maior parte desses recursos privados.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Figura 8. <\/strong>Financiamento Clim\u00e1tico Internacional para o Setor de Energia no Brasil por Instrumento Financeiro, 2021-2022<\/p>\n\n\n\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"900\" height=\"313\" class=\"wp-image-96437\" style=\"width: 900px;\" src=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/FIG08-fluxos-WP.png\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/FIG08-fluxos-WP.png 2481w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/FIG08-fluxos-WP-300x104.png 300w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/FIG08-fluxos-WP-1024x356.png 1024w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/FIG08-fluxos-WP-1536x534.png 1536w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/FIG08-fluxos-WP-2048x712.png 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 900px) 100vw, 900px\" \/><\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Nota: <\/strong>Os valores classificados como \u201cdesconhecido\u201d referem-se a fluxos de financiamento para os quais n\u00e3o foi poss\u00edvel identificar o ator financeiro respons\u00e1vel e\/ou o instrumento financeiro utilizado, devido \u00e0 limita\u00e7\u00e3o ou aus\u00eancia de informa\u00e7\u00f5es nos dados dispon\u00edveis.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Fonte: <\/strong>CPI\/PUC-Rio com base nos dados de Bloomberg New Energy Finance &#8211; BNEF (2024), Climate Funds Update via ODI\/HBF (2024), IJ Global (2024), OECD-DAC Creditor System (2024), World Bank Private Participation in Infrastructure &#8211; PPI (2024) e pesquisas com Institui\u00e7\u00f5es Financeiras de Desenvolvimento e membros do IDFC (CPI 2024), 2025<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Instrumentos comerciais representaram quase a totalidade dos financiamentos para Energia, com 95% dos recursos mobilizados atrav\u00e9s de <em>equity <\/em>(35%) e de cr\u00e9dito a taxas comerciais (60%).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Projetos de gera\u00e7\u00e3o de energia solar e e\u00f3lica foram os principais respons\u00e1veis pela atra\u00e7\u00e3o de recursos internacionais para energia no Brasil em 2021-2022, somando 80% dos recursos do setor e 42% do total mapeado (R$ 11,2 bilh\u00f5es\/ano).<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>A gera\u00e7\u00e3o de energia solar somou R$ 7,9 bilh\u00f5es\/ano<\/strong> em financiamento internacional em 2021-2022, o que corresponde a 57% do financiamento em energia. Em rela\u00e7\u00e3o a 2019\u20132020, houve um crescimento de quase sete vezes nos recursos para energia solar. Esse crescimento vertiginoso se deu principalmente atrav\u00e9s de <em>equity<\/em> (58%) e est\u00e1 alinhado \u00e0 tend\u00eancia de alta na capacidade instalada de energia solar no pa\u00eds na \u00faltima d\u00e9cada (Nunes et al. 2025).<a id=\"_ftnref16\" href=\"#_ftn16\"><sup>[16]<\/sup><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>A Regi\u00e3o Sudeste do Brasil recebeu 48% do financiamento internacional para energia solar em 2021-2022, gra\u00e7as principalmente ao projeto da planta solar do Porto de A\u00e7u, no Rio de Janeiro, que somou 36% do total mapeado para energia solar. Os outros 12% de financiamento para energia solar da regi\u00e3o foram destinados a projetos localizados em Minas Gerais. A Regi\u00e3o Nordeste foi destino de 31% dos fluxos totais para energia solar, liderado pelo Rio Grande do Norte (18%), Cear\u00e1 (6%), Piau\u00ed (4%) e Pernambuco (3%). Financiamentos transregionais, fortalecendo linhas de cr\u00e9dito de implementa\u00e7\u00e3o de energia solar para Pequenas e M\u00e9dias Empresas (PMEs), representaram 20% (R$ 1,6 bilh\u00e3o\/ano) do financiamento para o setor solar.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A gera\u00e7\u00e3o de energia e\u00f3lica mobilizou R$ 3,3 bilh\u00f5es\/ano<\/strong> em 2021-2022 ou 24% do valor mapeado para o setor de energia. O financiamento para e\u00f3lica cresceu menos do que para energia solar, mas ainda assim teve um aumento de mais de duas vezes em rela\u00e7\u00e3o a 2019\u20132020. Os recursos internacionais para gera\u00e7\u00e3o de energia e\u00f3lica em 2021-2022 vieram exclusivamente de fontes privadas, sendo 95% mobilizado por IFs comerciais. Al\u00e9m disso, o financiamento para empreendimentos <em>off-shore<\/em> representou 52% do valor total, com R$ 1,7 bilh\u00e3o\/ano. J\u00e1 os empreendimentos<em> on-shore<\/em> se concentraram na Regi\u00e3o Nordeste: 40% para projetos na Bahia e 4% para o Rio Grande do Norte.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">AFOLU<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>Figura 9. <\/strong>Financiamento Clim\u00e1tico Internacional para o Setor de AFOLU no Brasil por Subsetor, 2021-2022<\/p>\n\n\n\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"900\" height=\"544\" class=\"wp-image-97039\" style=\"width: 900px;\" src=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Fig09-MFCIB-PT-WP.jpg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Fig09-MFCIB-PT-WP.jpg 2119w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Fig09-MFCIB-PT-WP-300x181.jpg 300w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Fig09-MFCIB-PT-WP-1024x619.jpg 1024w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Fig09-MFCIB-PT-WP-1536x928.jpg 1536w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Fig09-MFCIB-PT-WP-2048x1237.jpg 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 900px) 100vw, 900px\" \/><\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Fonte:<\/strong> CPI\/PUC-Rio com base nos dados de Bloomberg New Energy Finance &#8211; BNEF (2024), Climate Funds Update via ODI\/HBF (2024), IJ Global (2024), OECD-DAC Creditor System (2024), World Bank Private Participation in Infrastructure &#8211; PPI (2024) e pesquisas com Institui\u00e7\u00f5es Financeiras de Desenvolvimento e membros do IDFC (CPI 2024), 2025<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>O setor de Agropecu\u00e1ria, Florestas, Outros Usos da Terra e Pesca (AFOLU) \u00e9 respons\u00e1vel por tr\u00eas quartos das emiss\u00f5es de GEEs do Brasil (SEEG 2023), mas recebeu apenas 11% do financiamento clim\u00e1tico internacional em 2021-2022 (R$ 2,9 bilh\u00f5es\/ano).<\/p>\n\n\n\n<p>Atores p\u00fablicos mobilizaram 99% dos recursos para uso da terra, especialmente atrav\u00e9s de IFDs multilaterais (71%) e bilaterais (16%).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Figura 10.<\/strong> Financiamento Clim\u00e1tico Internacional para o Setor de AFOLU no Brasil por Fonte de Recursos, 2021-2022<\/p>\n\n\n\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"900\" height=\"313\" class=\"wp-image-96443\" style=\"width: 900px;\" src=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/FIG10-fluxos-WP.png\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/FIG10-fluxos-WP.png 2481w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/FIG10-fluxos-WP-300x104.png 300w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/FIG10-fluxos-WP-1024x357.png 1024w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/FIG10-fluxos-WP-1536x535.png 1536w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/FIG10-fluxos-WP-2048x713.png 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 900px) 100vw, 900px\" \/><\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Fonte: <\/strong>CPI\/PUC-Rio com base nos dados de Bloomberg New Energy Finance &#8211; BNEF (2024), Climate Funds Update via ODI\/HBF (2024), IJ Global (2024), OECD-DAC Creditor System (2024), World Bank Private Participation in Infrastructure &#8211; PPI (2024) e pesquisas com Institui\u00e7\u00f5es Financeiras de Desenvolvimento e membros do IDFC (CPI 2024), 2025<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>O setor de uso da terra mobilizou 0,8 bilh\u00e3o\/ano atrav\u00e9s de instrumentos concessionais, 27% do financiamento para o setor, sendo R$ 0,4 bilh\u00e3o\/ano (14%) em cr\u00e9dito concessional e R$ 0,4 bilh\u00e3o\/ano (13%) em doa\u00e7\u00f5es, o que representa 47% de todas as doa\u00e7\u00f5es com objetivos clim\u00e1ticos mapeadas para o Brasil em 2021-2022. Cr\u00e9dito concentrou 71% do financiamento do setor, direcionado para agricultura.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Figura 11.<\/strong> Financiamento Clim\u00e1tico Internacional para o Setor de AFOLU no Brasil por Instrumento Financeiro, 2021-2022<\/p>\n\n\n\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"900\" height=\"274\" class=\"wp-image-96446\" style=\"width: 900px;\" src=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/FIG11-fluxos-WP.png\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/FIG11-fluxos-WP.png 2481w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/FIG11-fluxos-WP-300x91.png 300w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/FIG11-fluxos-WP-1024x312.png 1024w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/FIG11-fluxos-WP-1536x468.png 1536w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/FIG11-fluxos-WP-2048x624.png 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 900px) 100vw, 900px\" \/><\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Nota:<\/strong> Os valores classificados como \u201cdesconhecido\u201d referem-se a fluxos de financiamento para os quais n\u00e3o foi poss\u00edvel identificar o ator financeiro respons\u00e1vel e\/ou o instrumento financeiro utilizado, devido \u00e0 limita\u00e7\u00e3o ou aus\u00eancia de informa\u00e7\u00f5es nos dados dispon\u00edveis.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Fonte: <\/strong>CPI\/PUC-Rio com base nos dados de Bloomberg New Energy Finance &#8211; BNEF (2024), Climate Funds Update via ODI\/HBF (2024), IJ Global (2024), OECD-DAC Creditor System (2024), World Bank Private Participation in Infrastructure &#8211; PPI (2024) e pesquisas com Institui\u00e7\u00f5es Financeiras de Desenvolvimento e membros do IDFC (CPI 2024), 2025<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>No \u00e2mbito de AFOLU, <strong>Agricultura<\/strong> mobilizou R$ 2,1 bilh\u00f5es\/ano em 2021-2022. Do total dos recursos, 87% foram provenientes de IFDs multilaterais, majoritariamente para projetos de suporte \u00e0 agricultura sustent\u00e1vel e de fortalecimento da resili\u00eancia clim\u00e1tica no campo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Florestas<\/strong> receberam R$ 0,6 bilh\u00e3o\/ano em fluxos internacionais, apenas 2% do financiamento internacional em 2021-2022. Desse total, 54% foi canalizado atrav\u00e9s de doa\u00e7\u00f5es (R$ 0,3 bilh\u00e3o\/ano), o que representou 41% de todas as doa\u00e7\u00f5es com objetivos clim\u00e1ticos mapeadas em 2021-2022. Governos internacionais (43%) e IFDs bilaterais (35%) ofereceram a maior parte desses recursos.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Transporte<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>Figura 12.<\/strong> Financiamento Clim\u00e1tico Internacional para o Setor de Transporte no Brasil por Subsetor, 2021-2022<\/p>\n\n\n\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"900\" height=\"563\" class=\"wp-image-97042\" style=\"width: 900px;\" src=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Fig12-MFCIB-PT-WP.jpg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Fig12-MFCIB-PT-WP.jpg 2059w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Fig12-MFCIB-PT-WP-300x188.jpg 300w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Fig12-MFCIB-PT-WP-1024x641.jpg 1024w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Fig12-MFCIB-PT-WP-1536x962.jpg 1536w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Fig12-MFCIB-PT-WP-2048x1282.jpg 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 900px) 100vw, 900px\" \/><\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Fonte: <\/strong>CPI\/PUC-Rio com base nos dados de Bloomberg New Energy Finance &#8211; BNEF (2024), Climate Funds Update via ODI\/HBF (2024), IJ Global (2024), OECD-DAC Creditor System (2024), World Bank Private Participation in Infrastructure &#8211; PPI (2024) e pesquisas com Institui\u00e7\u00f5es Financeiras de Desenvolvimento e membros do IDFC (CPI 2024), 2025<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>O setor de Transportes recebeu R$ 2,9 bilh\u00f5es\/ano em financiamento clim\u00e1tico internacional em 2021-2022, representando 11% do total mapeado. O valor mapeado aumentou mais de tr\u00eas vezes em rela\u00e7\u00e3o a 2019\u20132020, quando apenas R$ 0,88 bilh\u00e3o\/ano foram investidos atrav\u00e9s de recursos internacionais no setor.<\/p>\n\n\n\n<p>O metr\u00f4 de S\u00e3o Paulo concentrou 94% dos fluxos mapeados para Transporte em 2021-2022 (R$ 2,7 bilh\u00f5es\/ano), com financiamento atrav\u00e9s de dois projetos distintos.<\/p>\n\n\n\n<p>A constru\u00e7\u00e3o da Linha 6 do metr\u00f4 de S\u00e3o Paulo mobilizou R$ 1,4 bilh\u00e3o\/ano atrav\u00e9s de uma Parceria P\u00fablico-Privada (PPP) com <em>equity<\/em> de corpora\u00e7\u00f5es internacionais que fazem parte da Concession\u00e1ria Linha Universidade, a respons\u00e1vel pela obra. Esses recursos foram somados a aportes dom\u00e9sticos, incluindo do governo do estado de S\u00e3o Paulo e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social (BNDES), caracterizando a Linha 6 como o maior projeto de infraestrutura em curso na Am\u00e9rica Latina (Martins 2025).<\/p>\n\n\n\n<p>O outro projeto refere-se \u00e0 expans\u00e3o da Linha 2 do metr\u00f4 de S\u00e3o Paulo, que recebeu R$ 1,4 bilh\u00e3o\/ano em cr\u00e9dito do CAF. Na data de realiza\u00e7\u00e3o, essa opera\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito representou o maior financiamento j\u00e1 realizado pelo CAF no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>Recursos p\u00fablicos representaram 59% do financiamento para Transporte, sendo 53% atrav\u00e9s de IFDs multilaterais, incluindo os recursos do CAF para a Linha 2 do metr\u00f4 de S\u00e3o Paulo. J\u00e1 os recursos privados foram exclusivamente direcionados para a Linha 5, tanto provenientes de corpora\u00e7\u00f5es quanto de institui\u00e7\u00f5es financeiras comerciais.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Figura 13.<\/strong> Financiamento Clim\u00e1tico Internacional para o Setor de Transporte no Brasil por Fonte de Recursos, 2021-2022<\/p>\n\n\n\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"900\" height=\"274\" class=\"wp-image-96452\" style=\"width: 900px;\" src=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/FIG13-fluxos-WP.png\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/FIG13-fluxos-WP.png 2482w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/FIG13-fluxos-WP-300x91.png 300w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/FIG13-fluxos-WP-1024x311.png 1024w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/FIG13-fluxos-WP-1536x467.png 1536w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/FIG13-fluxos-WP-2048x623.png 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 900px) 100vw, 900px\" \/><\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Fonte: <\/strong>CPI\/PUC-Rio com base nos dados de Bloomberg New Energy Finance &#8211; BNEF (2024), Climate Funds Update via ODI\/HBF (2024), IJ Global (2024), OECD-DAC Creditor System (2024), World Bank Private Participation in Infrastructure &#8211; PPI (2024) e pesquisas com Institui\u00e7\u00f5es Financeiras de Desenvolvimento e membros do IDFC (CPI 2024), 2025<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>O financiamento clim\u00e1tico internacional para Transporte no Brasil usou exclusivamente instrumentos a taxas comerciais, atrav\u00e9s de cr\u00e9dito (53%) \u2014 no financiamento da Linha 2 \u2014 e <em>equity<\/em> (47%) \u2014 no financiamento da Linha 6.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Figura 14. <\/strong>Financiamento Clim\u00e1tico Internacional para o Setor de Transporte no Brasil por Instrumento Financeiro, 2021-2022<\/p>\n\n\n\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"900\" height=\"274\" class=\"wp-image-96455\" style=\"width: 900px;\" src=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/FIG14-fluxos-WP.png\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/FIG14-fluxos-WP.png 2482w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/FIG14-fluxos-WP-300x91.png 300w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/FIG14-fluxos-WP-1024x311.png 1024w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/FIG14-fluxos-WP-1536x467.png 1536w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/FIG14-fluxos-WP-2048x623.png 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 900px) 100vw, 900px\" \/><\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Nota: <\/strong>Os valores classificados como \u201cdesconhecido\u201d referem-se a fluxos de financiamento para os quais n\u00e3o foi poss\u00edvel identificar o ator financeiro respons\u00e1vel e\/ou o instrumento financeiro utilizado, devido \u00e0 limita\u00e7\u00e3o ou aus\u00eancia de informa\u00e7\u00f5es nos dados dispon\u00edveis.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Fonte: <\/strong>CPI\/PUC-Rio com base nos dados de Bloomberg New Energy Finance &#8211; BNEF (2024), Climate Funds Update via ODI\/HBF (2024), IJ Global (2024), OECD-DAC Creditor System (2024), World Bank Private Participation in Infrastructure &#8211; PPI (2024) e pesquisas com Institui\u00e7\u00f5es Financeiras de Desenvolvimento e membros do IDFC (CPI 2024), 2025<\/em><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">\u00c1gua e Saneamento<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>Figura 15.<\/strong> Financiamento Clim\u00e1tico Internacional para o Setor de \u00c1gua e Saneamento no Brasil por Subsetor, 2021-2022<\/p>\n\n\n\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"900\" height=\"562\" class=\"wp-image-97045\" style=\"width: 900px;\" src=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Fig15-MFCIB-PT-WP.jpg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Fig15-MFCIB-PT-WP.jpg 2050w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Fig15-MFCIB-PT-WP-300x187.jpg 300w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Fig15-MFCIB-PT-WP-1024x640.jpg 1024w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Fig15-MFCIB-PT-WP-1536x960.jpg 1536w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Fig15-MFCIB-PT-WP-2048x1280.jpg 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 900px) 100vw, 900px\" \/><\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Fonte:<\/strong> CPI\/PUC-Rio com base nos dados de Bloomberg New Energy Finance &#8211; BNEF (2024), Climate Funds Update via ODI\/HBF (2024), IJ Global (2024), OECD-DAC Creditor System (2024), World Bank Private Participation in Infrastructure &#8211; PPI (2024) e pesquisas com Institui\u00e7\u00f5es Financeiras de Desenvolvimento e membros do IDFC (CPI 2024), 2025<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Com R$ 1,3 bilh\u00e3o\/ano, o setor de \u00c1gua e Saneamento representou 5% do financiamento clim\u00e1tico internacional para o pa\u00eds em 2021-2022. Esse setor agrupa, principalmente, projetos de financiamento para programas de saneamento ou tratamento de esgoto municipais e estaduais no Brasil e tem impacto significativo em adapta\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica, com 65% dos fluxos contribuindo para esse uso clim\u00e1tico.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre 2019\u20132020 e 2021\u20132022, o financiamento clim\u00e1tico internacional para \u00c1gua e Saneamento cresceu 36%, com atores privados passando a financiar R$ 0,52 bilh\u00e3o\/ano em compara\u00e7\u00e3o com R$ 0,04 bilh\u00e3o\/ano no per\u00edodo anterior.<\/p>\n\n\n\n<p>Fontes p\u00fablicas representaram 61% do financiamento clim\u00e1tico internacional para \u00c1gua e Saneamento, mobilizados por IFDs multilaterais (52%) e IFDs bilaterais (9%), com atua\u00e7\u00e3o destacada do BID e do CAF financiando programas de saneamento b\u00e1sico municipais e estaduais. Fontes privadas representaram 39% desses recursos, provenientes de IFs comerciais, exclusivamente destinados a projetos de saneamento e deb\u00eantures ambientais de munic\u00edpios nacionais.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Figura 16.<\/strong> Financiamento Clim\u00e1tico Internacional para o Setor de \u00c1gua e Saneamento no Brasil por Fonte de Recursos, 2021-2022<\/p>\n\n\n\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"900\" height=\"274\" class=\"wp-image-96461\" style=\"width: 900px;\" src=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/FIG16-fluxos-WP.png\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/FIG16-fluxos-WP.png 2481w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/FIG16-fluxos-WP-300x91.png 300w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/FIG16-fluxos-WP-1024x312.png 1024w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/FIG16-fluxos-WP-1536x467.png 1536w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/FIG16-fluxos-WP-2048x623.png 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 900px) 100vw, 900px\" \/><\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Fonte: <\/strong>CPI\/PUC-Rio com base nos dados de Bloomberg New Energy Finance &#8211; BNEF (2024), Climate Funds Update via ODI\/HBF (2024), IJ Global (2024), OECD-DAC Creditor System (2024), World Bank Private Participation in Infrastructure &#8211; PPI (2024) e pesquisas com Institui\u00e7\u00f5es Financeiras de Desenvolvimento e membros do IDFC (CPI 2024), 2025<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>O financiamento clim\u00e1tico internacional para \u00c1gua e Saneamento no Brasil usou majoritariamente instrumentos de cr\u00e9dito, sendo 90% de cr\u00e9dito a taxas comerciais e 9% a taxas concessionais.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Figura 17.<\/strong> Financiamento Clim\u00e1tico Internacional para o Setor de \u00c1gua e Saneamento no Brasil por Instrumento Financeiro, 2021-2022<\/p>\n\n\n\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"900\" height=\"291\" class=\"wp-image-96464\" style=\"width: 900px;\" src=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/FIG17-fluxos-WP.png\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/FIG17-fluxos-WP.png 2481w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/FIG17-fluxos-WP-300x97.png 300w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/FIG17-fluxos-WP-1024x331.png 1024w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/FIG17-fluxos-WP-1536x496.png 1536w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/FIG17-fluxos-WP-2048x661.png 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 900px) 100vw, 900px\" \/><\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Nota:<\/strong> Os valores classificados como \u201cdesconhecido\u201d referem-se a fluxos de financiamento para os quais n\u00e3o foi poss\u00edvel identificar o ator financeiro respons\u00e1vel e\/ou o instrumento financeiro utilizado, devido \u00e0 limita\u00e7\u00e3o ou aus\u00eancia de informa\u00e7\u00f5es nos dados dispon\u00edveis.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Fonte: <\/strong>CPI\/PUC-Rio com base nos dados de Bloomberg New Energy Finance &#8211; BNEF (2024), Climate Funds Update via ODI\/HBF (2024), IJ Global (2024), OECD-DAC Creditor System (2024), World Bank Private Participation in Infrastructure &#8211; PPI (2024) e pesquisas com Institui\u00e7\u00f5es Financeiras de Desenvolvimento e membros do IDFC (CPI 2024), 2025<\/em><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Intersetoriais e Outros<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>Figura 18. <\/strong>Financiamento Clim\u00e1tico Internacional para o Setor Intersetoriais e Outros no Brasil por Subsetor, 2021-2022<\/p>\n\n\n\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"900\" height=\"588\" class=\"wp-image-97048\" style=\"width: 900px;\" src=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Fig18-MFCIB-PT-WP.jpg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Fig18-MFCIB-PT-WP.jpg 2152w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Fig18-MFCIB-PT-WP-300x196.jpg 300w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Fig18-MFCIB-PT-WP-1024x670.jpg 1024w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Fig18-MFCIB-PT-WP-1536x1004.jpg 1536w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Fig18-MFCIB-PT-WP-2048x1339.jpg 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 900px) 100vw, 900px\" \/><\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Fonte: <\/strong>CPI\/PUC-Rio com base nos dados de Bloomberg New Energy Finance &#8211; BNEF (2024), Climate Funds Update via ODI\/HBF (2024), IJ Global (2024), OECD-DAC Creditor System (2024), World Bank Private Participation in Infrastructure &#8211; PPI (2024) e pesquisas com Institui\u00e7\u00f5es Financeiras de Desenvolvimento e membros do IDFC (CPI 2024), 2025<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>O setor Intersetoriais e Outros agrupa financiamento para projetos que atravessam diferentes setores (Intersetoriais) e que n\u00e3o se encaixam nos demais setores (Outros). Do total de R$ 5,4 bilh\u00f5es\/ano mapeados para Intersetoriais e Outros em 2021-2022, 73% foram direcionados para Projetos intersetoriais, com destaque para o Apoio \u00e0 pol\u00edtica e ao desenvolvimento de capacidades (38%), Servi\u00e7os banc\u00e1rios e financeiros (24%) e Linhas de cr\u00e9dito (7%), assim como para o Apoio \u00e0 MPMEs (4%).<\/p>\n\n\n\n<p>O financiamento para esse setor teve 99% de origem p\u00fablica, com destaque para as IFDs multilaterais, que mobilizaram 75% (R$ 4,1 bilh\u00f5es\/ano), e para as IFDs bilaterais, que direcionaram 19% (R$ 1,0 bilh\u00e3o\/ano), financiando a constru\u00e7\u00e3o de capacidades nacionais para o combate \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. Cr\u00e9dito foi o instrumento respons\u00e1vel por 90% do financiamento, sendo 74% (R$ 4,0 bilh\u00f5es\/ano) a taxas comerciais e 16% (R$ 0,9 bilh\u00e3o\/ano) a taxas concessionais.<\/p>\n\n\n\n<p>O subsetor de <strong>Apoio \u00e0 pol\u00edtica e ao desenvolvimento de capacidades<\/strong>, que engloba projetos que fortalecem pol\u00edticas clim\u00e1ticas governamentais, prote\u00e7\u00e3o ambiental em geral e a\u00e7\u00f5es da sociedade civil, recebeu R$ 2,1 bilh\u00f5es\/ano de financiamento internacional em 2021-2022. Desse total, 91% foram fornecidos por IFDs multilaterais, seguido por Governos (7%).<\/p>\n\n\n\n<p>O financiamento para <strong>Servi\u00e7os banc\u00e1rios e financeiros<\/strong>, que inclui o suporte a opera\u00e7\u00f5es financeiras para desenvolvimento sustent\u00e1vel, somou R$ 1,3 bilh\u00e3o\/ano em 2021-2022, com 96% desse total sendo direcionado por IFDs multilaterais. J\u00e1 o financiamento para <strong>Linhas de cr\u00e9dito <\/strong>clim\u00e1ticas de institui\u00e7\u00f5es financeiras nacionais totalizou R$ 0,36 bilh\u00e3o\/ano em 2021-2022.<\/p>\n\n\n\n<p>Dentro da categoria \u201cOutros\u201d (27% do valor de \u201cIntersetoriais e Outros\u201d), o subsetor de <strong>Sa\u00fade<\/strong> somou R$ 0,6 bilh\u00e3o\/ano em financiamento em 2021-2022, com 72% desse valor sendo direcionado para o fortalecimento do sistema de sa\u00fade no Brasil.<a id=\"_ftnref17\" href=\"#_ftn17\"><sup>[17]<\/sup><\/a> J\u00e1 projetos para <strong>Desenvolvimento Urbano<\/strong> somaram R$ 0,4 bilh\u00e3o\/ano em financiamento, sendo 80% fornecido por IFDs multilaterais.<\/p>\n\n\n\n<p>Este estudo registrou apenas R$ 0,08 bilh\u00e3o\/ano de financiamento internacional para o subsetor de <strong>Ind\u00fastria<\/strong> no bi\u00eanio 2021-2022, com destaque para projetos ligados \u00e0 extra\u00e7\u00e3o de minerais cr\u00edticos para a transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica. O rigor metodol\u00f3gico para a caracteriza\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica dos fluxos nesta publica\u00e7\u00e3o limita a capacidade de mensura\u00e7\u00e3o do investimento clim\u00e1tico internacional em Ind\u00fastria no Brasil devido \u00e0s limita\u00e7\u00f5es das bases de dados utilizadas. Contudo, existem outros estudos que se dedicam a esses dados, como o da Bloomberg, apresentado no<em> Brazil Transition Factbook<\/em>, que aponta investimentos em ind\u00fastria limpa no pa\u00eds na ordem de US$ 1,5 bilh\u00e3o entre 2018 e 2024 (Nunes et al. 2025), considerando fontes nacionais e internacionais.<\/p>\n\n\n\n<p><span class=\"button\"><a href=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Mapeamento-de-Financiamento-Climatico-Internacional-para-o-Brasil.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Relat\u00f3rio Completo (em pdf)<\/a><\/span><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Refer\u00eancias<\/h2>\n\n\n\n<p>Arbache, Jorge e Emilio L\u00e8bre La Rovere. <em>Transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica e powershoring na Am\u00e9rica Latina e Caribe: Oportunidades, desafios e pol\u00edticas p\u00fablicas<\/em>. Rio de Janeiro: Banco de Desenvolvimento da Am\u00e9rica Latina e Caribe (CAF), 2023. <u><a href=\"http:\/\/bit.ly\/4epjMzS\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">bit.ly\/4epjMzS<\/a><\/u>.<\/p>\n\n\n\n<p>Brasil. <em>A NDC do Brasil: Determina\u00e7\u00e3o nacional em contribuir e transformar<\/em>. 2024. <u><a href=\"http:\/\/bit.ly\/4n7Hpkq\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">bit.ly\/4n7Hpkq<\/a><\/u>.<\/p>\n\n\n\n<p>Buchner, Barbara, Baysa Naran, Rajashree Padmanabhi, Sean Stout, Costanza Strinati et al. <em>Global Landscape of Climate Finance 2023<\/em>. Londres: Climate Policy Initiative, 2023. <u><a href=\"http:\/\/bit.ly\/4ecPj83\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">bit.ly\/4ecPj83<\/a><\/u>.<\/p>\n\n\n\n<p>Chakravarty, Malini, Uma Pal, Jaspreet Kaur, Anup Kumar Samal, Aanandita Sikka et al. <em>Landscape of Green Finance in India<\/em>. Climate Policy Initiative, 2024. <u><a href=\"http:\/\/bit.ly\/461EQKu\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">bit.ly\/461EQKu<\/a><\/u>.<\/p>\n\n\n\n<p>Chiavari, Joana, Priscila Souza, Miguel Motta, Renan Florias e Eduardo Minsky. <em>Panorama de Financiamento Clim\u00e1tico para Uso da Terra no Brasil 2021-2023<\/em>. Rio de Janeiro: Climate Policy Initiative, 2024. <u><a href=\"http:\/\/bit.ly\/43Rzyju\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">bit.ly\/43Rzyju<\/a><\/u>.<\/p>\n\n\n\n<p>de A. Fernandes, Pedro, Lwazi Gwebu, Lisa Johansson, Chavi Meattle, Jack-Vincent Radmore et al. <em>The South African Climate Finance Landscape 2023<\/em>. Presidential Climate Commission, South Africa, 2023. <u><a href=\"http:\/\/bit.ly\/3ThkNQV\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">bit.ly\/3ThkNQV<\/a><\/u>.<\/p>\n\n\n\n<p>Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE). IPCA &#8211; <em>\u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo<\/em>. 2023. Data de acesso: 12 de dezembro de 2024. <u><a href=\"http:\/\/bit.ly\/4e7rGhd\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">bit.ly\/4e7rGhd<\/a><\/u>.<\/p>\n\n\n\n<p>Martins, Andr\u00e9. <em>Linha 6-Laranja pode ganhar mais seis esta\u00e7\u00f5es antes da inaugura\u00e7\u00e3o; veja detalhes<\/em>. Exame. 2025. Data de acesso: 1 de abril de 2025. <u><a href=\"http:\/\/bit.ly\/44j69yC\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">bit.ly\/44j69yC<\/a><\/u>.<\/p>\n\n\n\n<p>Minist\u00e9rio do Meio Ambiente e Mudan\u00e7a do Clima (MMA). Plano Clima: <em>Estrat\u00e9gias gerais e planos setoriais para mitiga\u00e7\u00e3o e adapta\u00e7\u00e3o<\/em>. sd. <u><a href=\"http:\/\/bit.ly\/3SY15t9\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">bit.ly\/3SY15t9<\/a><\/u>.<\/p>\n\n\n\n<p>Naran, Baysa, Barbara Buchner, Matthew Price, Sean Stout, Maddy Taylor et al. <em>Global Landscape of Climate Finance 2024: Insights for COP29<\/em>. Londres: Climate Policy Initiative, 2024. <u><a href=\"http:\/\/bit.ly\/3Yg9v1R\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">bit.ly\/3Yg9v1R<\/a><\/u>.<\/p>\n\n\n\n<p>Nunes, Vinicius, Rafael Rabliogio e Luiza Dem\u00f4ro.<em> Brazil Transition Factbook 2025<\/em>. Bloomberg Philanthropies e BloombergNEF, 2025. <u><a href=\"http:\/\/bit.ly\/44l5Jb4\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">bit.ly\/44l5Jb4<\/a><\/u>.<\/p>\n\n\n\n<p>Organisation for Economic Co-operation and Development (OECD). OECD <em>Economic Surveys: Brazil 2023<\/em>. 2023. <u><a href=\"http:\/\/bt.ly\/44j1bBY\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">bt.ly\/44j1bBY<\/a><\/u>.<\/p>\n\n\n\n<p>Sistema de Estimativa de Emiss\u00e3o de Gases (SEEG). <em>Emiss\u00f5es Totais<\/em>. 2023. Data de acesso: 27 de junho de 2025. <u><a href=\"http:\/\/bit.ly\/443Iylx\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">bit.ly\/443Iylx<\/a><\/u>.<\/p>\n\n\n\n<p>United Nations Climate Change &#8211; UNFCCC. <em>Introduction to Climate Finance<\/em>. sd. Data de acesso: 14 de agosto de 2024. <u><a href=\"http:\/\/bit.ly\/3Ujsabq\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">bit.ly\/3Ujsabq<\/a><\/u>.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Agradecimentos<\/h2>\n\n\n\n<p><em>Este relat\u00f3rio \u00e9 financiado por Gordon and Betty Moore Foundation e Norway\u2019s International Climate and Forest Initiative (NICFI).<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Os autores gostariam de agradecer a Maria Gabrielle Correa pelos coment\u00e1rios e sugest\u00f5es e Renan Florias e Julia Niemeyer pelo tratamento de dados. Agradecimentos tamb\u00e9m a Natalie Hoover El Rashidy, Giovanna de Miranda, Camila Calado e Rafaela Cabral pela revis\u00e3o e edi\u00e7\u00e3o do texto, e Nina Oswald Vieira e Meyrele Nascimento pela elabora\u00e7\u00e3o das figuras e formata\u00e7\u00e3o do texto.<\/em><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn1\" href=\"#_ftnref1\">[1]<\/a> Lan\u00e7ada pelo governo federal em outubro de 2024, a BIP busca conectar projetos brasileiros a institui\u00e7\u00f5es financeiras interessadas em investir em tr\u00eas setores estrat\u00e9gicos: solu\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas naturais, ind\u00fastria e mobilidade, e energia.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn2\" href=\"#_ftnref2\">[2]<\/a> O Eco Invest Brasil opera por meio de quatro sublinhas de cr\u00e9dito, que incluem uma linha de <em>blended finance<\/em> para mobilizar investimentos privados externos, uma linha para oferecer liquidez e mitigar os efeitos da volatilidade cambial, um mecanismo de fomento ao hedge cambial e um cr\u00e9dito voltado \u00e0 estrutura\u00e7\u00e3o de projetos sustent\u00e1veis. Essas medidas ajudam a reduzir os riscos para investidores internacionais e aumentar a atratividade do Brasil como destino para investimentos clim\u00e1ticos.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn3\" href=\"#_ftnref3\">[3]<\/a> Um total de US$ 4 bilh\u00f5es em t\u00edtulos de d\u00edvida sustent\u00e1veis foram emitidos pelo governo federal entre 2023 e 2024. Esses recursos s\u00e3o destinados ao financiamento de projetos com impacto ambiental e social positivo, promovendo investimentos que contribuam para o desenvolvimento sustent\u00e1vel do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn4\" href=\"#_ftnref4\">[4]<\/a> Institu\u00eddo em 2008 para captar doa\u00e7\u00f5es para investimentos em a\u00e7\u00f5es de preven\u00e7\u00e3o, monitoramento e combate ao desmatamento na Amaz\u00f4nia e paralisado em 2019, ap\u00f3s o Governo Bolsonaro propor mudan\u00e7as na estrutura de governan\u00e7a, o Fundo Amaz\u00f4nia teve seu financiamento retomado em 2023 com o an\u00fancio de novos aportes de doadores e novos desembolsos para projetos. At\u00e9 o final de 2023, o fundo j\u00e1 havia internalizado R$ 3,5 bilh\u00f5es para financiar a\u00e7\u00f5es de preven\u00e7\u00e3o, monitoramento e combate ao desmatamento, al\u00e9m de promover a conserva\u00e7\u00e3o e o uso sustent\u00e1vel da Amaz\u00f4nia Legal.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn5\" href=\"#_ftnref5\">[5]<\/a> O custo de cr\u00e9dito no pa\u00eds \u00e9 significativamente mais elevado que em pa\u00edses desenvolvidos (OECD 2023).<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn6\" href=\"#_ftnref6\">[6]<\/a> A \u00e1rea desmatada na Amaz\u00f4nia aumentou 59,5% entre 2019 e 2022, e houve uma queda de 38% no n\u00famero de multas aplicadas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renov\u00e1veis (Ibama) por crimes contra a flora, em compara\u00e7\u00e3o com o per\u00edodo 2015-2018. A falta de transpar\u00eancia e mudan\u00e7as na governan\u00e7a do Fundo Amaz\u00f4nia, feitas unilateralmente, levaram ao congelamento do Fundo em 2019, comprometendo projetos de preserva\u00e7\u00e3o em curso. Al\u00e9m disso, em carta aberta, fundos de investimento com US$ 3,7 trilh\u00f5es alertaram o governo do Brasil em 2020 sobre a possibilidade de reconsiderar investimentos devido ao aumento no desmatamento.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn7\" href=\"#_ftnref7\">[7]<\/a> Para institui\u00e7\u00f5es multilaterais com participa\u00e7\u00e3o acion\u00e1ria do Brasil, considerou-se a integridade do financiamento incluindo a parcela do fluxo financeiro que corresponde \u00e0 propor\u00e7\u00e3o do capital acion\u00e1rio brasileiro.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn8\" href=\"#_ftnref8\">[8]<\/a> Recursos provenientes de organismos multilaterais, como bancos de desenvolvimento ou fundos multilaterais, foram considerados em sua integridade, independente da participa\u00e7\u00e3o financeira do Brasil nessas organiza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn9\" href=\"#_ftnref9\">[9]<\/a><strong> <\/strong>Este trabalho adotou uma taxonomia de setores, subsetores e solu\u00e7\u00f5es semelhante ao Panorama de Financiamento Clim\u00e1tico para Uso da Terra no Brasil (Chiavari et al. 2024), publicado em outubro de 2024, por\u00e9m com algumas distin\u00e7\u00f5es. Financiamentos para Bioenergia e Biocombust\u00edveis, que foram destacados no relat\u00f3rio para uso da terra, est\u00e3o aqui retratados no setor de Energia. Os resultados encontrados s\u00e3o 10,4% superiores ao mapeado na se\u00e7\u00e3o Desenvolvimento e Coopera\u00e7\u00e3o Internacional em Chiavari et al. (2024). Contudo, as mensagens e tend\u00eancias permanecem consistentes.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn10\" href=\"#_ftnref10\">[10]<\/a><sup> <\/sup>O financiamento mapeado de organiza\u00e7\u00f5es multilaterais \u00e9 apresentado na categoria \u201cregi\u00e3o de origem\u201d de acordo com as contribui\u00e7\u00f5es proporcionais de cada pa\u00eds para o capital total das organiza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn11\" href=\"#_ftnref11\">[11]<\/a> A categoria de origem \u201cOutros\u201d inclui fluxos de pa\u00edses n\u00e3o inclusos nas demais regi\u00f5es e fluxos internacionais de pa\u00eds de origem desconhecida ou confidencial.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn12\" href=\"#_ftnref12\">[12]<\/a> Essas institui\u00e7\u00f5es compartilham informa\u00e7\u00f5es detalhadas sobre seus portf\u00f3lios com o CPI com a condi\u00e7\u00e3o de que ser\u00e3o utilizadas exclusivamente para an\u00e1lises e relat\u00f3rios agregados. A titularidade dos dados permanece com as institui\u00e7\u00f5es que os forneceram, e o CPI n\u00e3o est\u00e1 autorizado a divulgar publicamente dados espec\u00edficos de institui\u00e7\u00f5es ou de projetos.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn13\" href=\"#_ftnref13\">[13]<\/a> IFDs bilaterais refere-se a organiza\u00e7\u00f5es que s\u00e3o propriedades de um \u00fanico pa\u00eds e que direcionam recursos financeiros internacionalmente.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn14\" href=\"#_ftnref14\">[14]<\/a> Em ambos os bi\u00eanios, a metodologia do mapeamento para fundos clim\u00e1ticos multilaterais considerou apenas projetos cuja informa\u00e7\u00e3o do valor do financiamento para o Brasil estava dispon\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn15\" href=\"#_ftnref15\">[15]<\/a> Em 2021-2022, 91% do financiamento clim\u00e1tico global foi direcionado para mitiga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn16\" href=\"#_ftnref16\">[16]<\/a> BNEF estimou que a adi\u00e7\u00e3o em capacidade instalada de energia solar no Brasil aumentou de 3 GW\/ano em 2019 para 14 GW\/ano em 2022.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn17\" href=\"#_ftnref17\">[17]<\/a> Os projetos direcionados ao setor de sa\u00fade vieram em sua maioria da base de dados da Organiza\u00e7\u00e3o para a Coopera\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Econ\u00f4mico (OCDE), que identificou componentes diretamente ligados \u00e0 adapta\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica dentre financiamentos internacionais para Sa\u00fade no Brasil e destacou esses valores dentre o total dos projetos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Novo estudo do CPI\/PUC-Rio analisa e quantifica o financiamento clim\u00e1tico internacional no Brasil entre 2021 e 2022 em compara\u00e7\u00e3o aos n\u00fameros de 2019 e 2020.<\/p>\n","protected":false},"author":233,"featured_media":97054,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":true},"programs":[1241,1771],"regions":[1377],"topics":[1351,1911,1339,1902,1243],"collaborations":[],"class_list":["post-96388","cpi_publications","type-cpi_publications","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","programs-brazil-policy-center","programs-panorama-de-financiamento-climatico","regions-brasil","topics-agricultura-sustentavel","topics-climate-finance-pt-br","topics-credito-rural","topics-panoramas-de-financiamento-climatico","topics-uso-da-terra"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.5 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Mapeamento de Financiamento Clim\u00e1tico Internacional para o Brasil - CPI<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/pt-br\/publication\/mapeamento-de-financiamento-climatico-internacional-para-o-brasil\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Mapeamento de Financiamento Clim\u00e1tico Internacional para o Brasil - CPI\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Novo estudo do CPI\/PUC-Rio analisa e quantifica o financiamento clim\u00e1tico internacional no Brasil entre 2021 e 2022 em compara\u00e7\u00e3o aos n\u00fameros de 2019 e 2020.\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/pt-br\/publication\/mapeamento-de-financiamento-climatico-internacional-para-o-brasil\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"CPI\" \/>\n<meta property=\"article:publisher\" content=\"https:\/\/www.facebook.com\/ClimatePolicyInitiative\" \/>\n<meta property=\"article:modified_time\" content=\"2026-05-26T01:19:48+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Fluxos-internacionais-Capa.jpg\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"1719\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"1153\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:type\" content=\"image\/jpeg\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:site\" content=\"@climatepolicy\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Est. tempo de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"35 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\\\/\\\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.climatepolicyinitiative.org\\\/pt-br\\\/publication\\\/mapeamento-de-financiamento-climatico-internacional-para-o-brasil\\\/\",\"url\":\"https:\\\/\\\/www.climatepolicyinitiative.org\\\/pt-br\\\/publication\\\/mapeamento-de-financiamento-climatico-internacional-para-o-brasil\\\/\",\"name\":\"Mapeamento de Financiamento Clim\u00e1tico Internacional para o Brasil - CPI\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.climatepolicyinitiative.org\\\/pt-br\\\/#website\"},\"primaryImageOfPage\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.climatepolicyinitiative.org\\\/pt-br\\\/publication\\\/mapeamento-de-financiamento-climatico-internacional-para-o-brasil\\\/#primaryimage\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.climatepolicyinitiative.org\\\/pt-br\\\/publication\\\/mapeamento-de-financiamento-climatico-internacional-para-o-brasil\\\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\\\/\\\/www.climatepolicyinitiative.org\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2025\\\/08\\\/Fluxos-internacionais-Capa.jpg\",\"datePublished\":\"2025-08-05T12:15:16+00:00\",\"dateModified\":\"2026-05-26T01:19:48+00:00\",\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.climatepolicyinitiative.org\\\/pt-br\\\/publication\\\/mapeamento-de-financiamento-climatico-internacional-para-o-brasil\\\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\\\/\\\/www.climatepolicyinitiative.org\\\/pt-br\\\/publication\\\/mapeamento-de-financiamento-climatico-internacional-para-o-brasil\\\/\"]}]},{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.climatepolicyinitiative.org\\\/pt-br\\\/publication\\\/mapeamento-de-financiamento-climatico-internacional-para-o-brasil\\\/#primaryimage\",\"url\":\"https:\\\/\\\/www.climatepolicyinitiative.org\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2025\\\/08\\\/Fluxos-internacionais-Capa.jpg\",\"contentUrl\":\"https:\\\/\\\/www.climatepolicyinitiative.org\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2025\\\/08\\\/Fluxos-internacionais-Capa.jpg\",\"width\":1719,\"height\":1153},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.climatepolicyinitiative.org\\\/pt-br\\\/publication\\\/mapeamento-de-financiamento-climatico-internacional-para-o-brasil\\\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"Home\",\"item\":\"https:\\\/\\\/www.climatepolicyinitiative.org\\\/pt-br\\\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"Publications\",\"item\":\"https:\\\/\\\/www.climatepolicyinitiative.org\\\/publication\\\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":3,\"name\":\"Mapeamento de Financiamento Clim\u00e1tico Internacional para o Brasil\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.climatepolicyinitiative.org\\\/pt-br\\\/#website\",\"url\":\"https:\\\/\\\/www.climatepolicyinitiative.org\\\/pt-br\\\/\",\"name\":\"CPI\",\"description\":\"Climate Policy Initiative works to improve the most important energy and land use policies around the world, with a particular focus on finance.\",\"publisher\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.climatepolicyinitiative.org\\\/pt-br\\\/#organization\"},\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\\\/\\\/www.climatepolicyinitiative.org\\\/pt-br\\\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"pt-BR\"},{\"@type\":\"Organization\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.climatepolicyinitiative.org\\\/pt-br\\\/#organization\",\"name\":\"Climate Policy Initiative\",\"url\":\"https:\\\/\\\/www.climatepolicyinitiative.org\\\/pt-br\\\/\",\"logo\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.climatepolicyinitiative.org\\\/pt-br\\\/#\\\/schema\\\/logo\\\/image\\\/\",\"url\":\"https:\\\/\\\/www.climatepolicyinitiative.org\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2021\\\/07\\\/CPI_logo_cmyk_transparent.png\",\"contentUrl\":\"https:\\\/\\\/www.climatepolicyinitiative.org\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2021\\\/07\\\/CPI_logo_cmyk_transparent.png\",\"width\":1728,\"height\":720,\"caption\":\"Climate Policy Initiative\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.climatepolicyinitiative.org\\\/pt-br\\\/#\\\/schema\\\/logo\\\/image\\\/\"},\"sameAs\":[\"https:\\\/\\\/www.facebook.com\\\/ClimatePolicyInitiative\",\"https:\\\/\\\/x.com\\\/climatepolicy\",\"https:\\\/\\\/www.linkedin.com\\\/company\\\/climate-policy-initiative\\\/?lipi=urn:li:page:d_flagship3_search_srp_all;GvyQ8DliSYaW9eZhdq8RBQ==\",\"https:\\\/\\\/www.youtube.com\\\/channel\\\/UCE8V0iDgBU8mreZdBegVCcA\",\"https:\\\/\\\/en.wikipedia.org\\\/wiki\\\/Climate_Policy_Initiative\"]}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"Mapeamento de Financiamento Clim\u00e1tico Internacional para o Brasil - CPI","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/pt-br\/publication\/mapeamento-de-financiamento-climatico-internacional-para-o-brasil\/","og_locale":"pt_BR","og_type":"article","og_title":"Mapeamento de Financiamento Clim\u00e1tico Internacional para o Brasil - CPI","og_description":"Novo estudo do CPI\/PUC-Rio analisa e quantifica o financiamento clim\u00e1tico internacional no Brasil entre 2021 e 2022 em compara\u00e7\u00e3o aos n\u00fameros de 2019 e 2020.","og_url":"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/pt-br\/publication\/mapeamento-de-financiamento-climatico-internacional-para-o-brasil\/","og_site_name":"CPI","article_publisher":"https:\/\/www.facebook.com\/ClimatePolicyInitiative","article_modified_time":"2026-05-26T01:19:48+00:00","og_image":[{"width":1719,"height":1153,"url":"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Fluxos-internacionais-Capa.jpg","type":"image\/jpeg"}],"twitter_card":"summary_large_image","twitter_site":"@climatepolicy","twitter_misc":{"Est. tempo de leitura":"35 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/pt-br\/publication\/mapeamento-de-financiamento-climatico-internacional-para-o-brasil\/","url":"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/pt-br\/publication\/mapeamento-de-financiamento-climatico-internacional-para-o-brasil\/","name":"Mapeamento de Financiamento Clim\u00e1tico Internacional para o Brasil - CPI","isPartOf":{"@id":"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/pt-br\/#website"},"primaryImageOfPage":{"@id":"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/pt-br\/publication\/mapeamento-de-financiamento-climatico-internacional-para-o-brasil\/#primaryimage"},"image":{"@id":"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/pt-br\/publication\/mapeamento-de-financiamento-climatico-internacional-para-o-brasil\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Fluxos-internacionais-Capa.jpg","datePublished":"2025-08-05T12:15:16+00:00","dateModified":"2026-05-26T01:19:48+00:00","breadcrumb":{"@id":"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/pt-br\/publication\/mapeamento-de-financiamento-climatico-internacional-para-o-brasil\/#breadcrumb"},"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/pt-br\/publication\/mapeamento-de-financiamento-climatico-internacional-para-o-brasil\/"]}]},{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/pt-br\/publication\/mapeamento-de-financiamento-climatico-internacional-para-o-brasil\/#primaryimage","url":"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Fluxos-internacionais-Capa.jpg","contentUrl":"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Fluxos-internacionais-Capa.jpg","width":1719,"height":1153},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/pt-br\/publication\/mapeamento-de-financiamento-climatico-internacional-para-o-brasil\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"Home","item":"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/pt-br\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Publications","item":"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/publication\/"},{"@type":"ListItem","position":3,"name":"Mapeamento de Financiamento Clim\u00e1tico Internacional para o Brasil"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/pt-br\/#website","url":"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/pt-br\/","name":"CPI","description":"Climate Policy Initiative works to improve the most important energy and land use policies around the world, with a particular focus on finance.","publisher":{"@id":"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/pt-br\/#organization"},"potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/pt-br\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"pt-BR"},{"@type":"Organization","@id":"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/pt-br\/#organization","name":"Climate Policy Initiative","url":"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/pt-br\/","logo":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/pt-br\/#\/schema\/logo\/image\/","url":"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/CPI_logo_cmyk_transparent.png","contentUrl":"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/CPI_logo_cmyk_transparent.png","width":1728,"height":720,"caption":"Climate Policy Initiative"},"image":{"@id":"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/pt-br\/#\/schema\/logo\/image\/"},"sameAs":["https:\/\/www.facebook.com\/ClimatePolicyInitiative","https:\/\/x.com\/climatepolicy","https:\/\/www.linkedin.com\/company\/climate-policy-initiative\/?lipi=urn:li:page:d_flagship3_search_srp_all;GvyQ8DliSYaW9eZhdq8RBQ==","https:\/\/www.youtube.com\/channel\/UCE8V0iDgBU8mreZdBegVCcA","https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Climate_Policy_Initiative"]}]}},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/cpi_publications\/96388","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/cpi_publications"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/cpi_publications"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/233"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media\/97054"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=96388"}],"wp:term":[{"taxonomy":"programs","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/programs?post=96388"},{"taxonomy":"regions","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/regions?post=96388"},{"taxonomy":"topics","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/topics?post=96388"},{"taxonomy":"collaborations","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/collaborations?post=96388"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}