{"id":89303,"date":"2025-03-31T11:54:42","date_gmt":"2025-03-31T11:54:42","guid":{"rendered":"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/?post_type=cpi_publications&#038;p=89303"},"modified":"2026-04-17T17:43:47","modified_gmt":"2026-04-17T17:43:47","slug":"o-desmatamento-corta-a-luz-itaipu-belo-monte-e-o-preco-da-floresta-perdida","status":"publish","type":"cpi_publications","link":"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/pt-br\/publication\/o-desmatamento-corta-a-luz-itaipu-belo-monte-e-o-preco-da-floresta-perdida\/","title":{"rendered":"O Desmatamento Corta a Luz: Itaipu, Belo Monte e o Pre\u00e7o da Floresta Perdida"},"content":{"rendered":"\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Introdu\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p>Itaipu e Belo Monte s\u00e3o as duas maiores Usinas Hidrel\u00e9tricas (UHEs) do Brasil, desempenhando um papel essencial no setor el\u00e9trico. Com capacidades instaladas de 14 GW e 11,2 GW, respectivamente, elas correspondem, juntas, a cerca de 11% da capacidade nacional de gera\u00e7\u00e3o de eletricidade. No entanto, a plena realiza\u00e7\u00e3o desse potencial depende diretamente da disponibilidade de \u00e1gua nos rios onde as usinas est\u00e3o situadas. O desmatamento na Floresta Amaz\u00f4nica modifica o regime de chuvas em bacias hidrogr\u00e1ficas, localizadas dentro e fora do bioma, reduzindo, por conseguinte, o fluxo dos rios e impactando negativamente a gera\u00e7\u00e3o de energia nas UHEs.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Pesquisadores do Climate Policy Initiative\/Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica do Rio de Janeiro (CPI\/PUC-Rio) e do Amaz\u00f4nia 2030 analisam o impacto das altera\u00e7\u00f5es dos padr\u00f5es de chuva, causadas pelo desmatamento, na gera\u00e7\u00e3o el\u00e9trica e na receita das UHEs Itaipu e Belo Monte. <\/strong>A an\u00e1lise identifica que, juntas, as UHEs est\u00e3o perdendo, anualmente, 3.780 GWh \u2014 o equivalente ao consumo de eletricidade de, aproximadamente, 1,5 milh\u00e3o de pessoas \u2014 e R$ 1,1 bilh\u00e3o em receita como consequ\u00eancia do desmatamento.<\/p>\n\n\n\n<p>A hidroeletricidade tem sido, historicamente, a principal fonte de gera\u00e7\u00e3o do sistema el\u00e9trico brasileiro, representando 48,6% da capacidade instalada e 60,2% da gera\u00e7\u00e3o total em 2023.<a id=\"_ftnref1\" href=\"#_ftn1\"><sup>[1]<\/sup><\/a> Esta publica\u00e7\u00e3o evidencia como as altera\u00e7\u00f5es nos regimes hidrol\u00f3gicos, decorrentes do desmatamento na Amaz\u00f4nia, colocam a resili\u00eancia da matriz el\u00e9trica em xeque, expondo a vulnerabilidade das duas maiores UHEs do Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>O primeiro estudo de caso avalia os efeitos do desmatamento na Amaz\u00f4nia na maior usina hidrel\u00e9trica do pa\u00eds, a UHE Itaipu. Situada no estado do Paran\u00e1, na fronteira com o Paraguai, a quil\u00f4metros de dist\u00e2ncia do bioma Amaz\u00f4nia, a usina representa 6% da matriz el\u00e9trica brasileira, tendo gerado o equivalente a 15,7%<a id=\"_ftnref2\" href=\"#_ftn2\"><sup>[2]<\/sup><\/a> da energia consumida no Brasil em 2023. Nesse caso, a perda potencial de gera\u00e7\u00e3o m\u00e9dia anual induzida pelo desmatamento \u00e9 estimada em 1.380 GWh, o que se traduz em uma perda anual de, aproximadamente, R$ 500 milh\u00f5es em receita. Essa cifra equivale a, aproximadamente, 6% do lucro m\u00e9dio recente da hidrel\u00e9trica.<\/p>\n\n\n\n<p>O segundo estudo de caso demonstra o impacto do desmatamento na UHE Belo Monte, a segunda maior hidrel\u00e9trica do pa\u00eds. Localizada no estado do Par\u00e1, dentro do bioma Amaz\u00f4nia, a usina corresponde a 5% da matriz el\u00e9trica nacional, tendo fornecido 5,9%<a id=\"_ftnref3\" href=\"#_ftn3\"><sup>[3]<\/sup><\/a> de toda a energia utilizada no pa\u00eds em 2023. A perda potencial de gera\u00e7\u00e3o m\u00e9dia anual decorrente do desmatamento \u00e9 estimada em 2.400 GWh, resultando em uma perda de R$ 638 milh\u00f5es por ano em receita \u2014 aproximadamente 20% do lucro antes dos juros, impostos, deprecia\u00e7\u00e3o e amortiza\u00e7\u00e3o (<em>Earnings before interest, taxes, depreciation and amortization<\/em> \u2013 EBITDA) da hidrel\u00e9trica.<\/p>\n\n\n\n<p>O estudo identifica, ainda, as \u00e1reas na Amaz\u00f4nia que impactam a gera\u00e7\u00e3o hidrel\u00e9trica nas usinas analisadas. A UHE Belo Monte tem uma \u00e1rea de influ\u00eancia concentrada, j\u00e1 a UHE Itaipu tem sua \u00e1rea de influ\u00eancia mais dispersa, uma vez que as trajet\u00f3rias de correntes de ar que chegam \u00e0 usina se estendem por v\u00e1rias regi\u00f5es do Brasil. O mapeamento das \u00e1reas priorit\u00e1rias para gera\u00e7\u00e3o de energia orienta uma melhor implementa\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas de conserva\u00e7\u00e3o e restaura\u00e7\u00e3o, permitindo o direcionamento adequado de recursos para mitigar os efeitos adversos sentidos pelo setor de energia.<\/p>\n\n\n\n<p>Os resultados apontam que atores relevantes do sistema el\u00e9trico brasileiro j\u00e1 v\u00eam sendo afetados pelo desmatamento na Amaz\u00f4nia. Com isso, torna-se estrat\u00e9gico e necess\u00e1rio que o setor el\u00e9trico participe ativamente da agenda ambiental. Uma maior integra\u00e7\u00e3o e defini\u00e7\u00e3o de estrat\u00e9gias que conciliem as pol\u00edticas de conserva\u00e7\u00e3o e restauro com aquelas de gera\u00e7\u00e3o de energia \u00e9 fundamental para a seguran\u00e7a do setor el\u00e9trico e para a potencializa\u00e7\u00e3o do restauro da floresta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-background\" style=\"background-color:#e6eaf5\"><strong>Cen\u00e1rio Hidrel\u00e9trico: Itaipu e Belo Monte<br><\/strong><br>A UHE Itaipu \u00e9 uma hidrel\u00e9trica binacional localizada no Rio Paran\u00e1, na fronteira entre o Brasil e o Paraguai. Sua barragem foi constru\u00edda entre os anos de 1975 e 1982, tendo iniciado suas opera\u00e7\u00f5es em 1984. \u00c9 a segunda maior usina hidrel\u00e9trica do mundo, contando com 20 unidades geradoras que totalizam uma capacidade instalada de 14.000 MW, aproximadamente 6% da capacidade da matriz el\u00e9trica do Brasil.<a id=\"_ftnref4\" href=\"#_ftn4\"><sup>[4]<\/sup><\/a> Em 2022, a usina forneceu 8,7%<a id=\"_ftnref5\" href=\"#_ftn5\"><sup>[5]<\/sup><\/a> da energia consumida no mercado brasileiro e 86,4% do mercado paraguaio.<br><br>A usina de Itaipu \u00e9 essencial para o sistema el\u00e9trico brasileiro.<a id=\"_ftnref6\" href=\"#_ftn6\"><sup>[6]<\/sup><\/a> A UHE \u00e9 capaz de prover, em poucos minutos, uma quantidade de pot\u00eancia el\u00e9trica na ordem de milhares de MW tanto para atender picos de consumo quanto para substituir outras fontes de energia, que eventual e repentinamente parem de funcionar. A usina tamb\u00e9m contribui para a manuten\u00e7\u00e3o da estabilidade do Sistema Interligado Nacional (SIN), garantindo a seguran\u00e7a t\u00e9cnica do escoamento de energia para os consumidores.<br><br>Dentro do bioma Amaz\u00f4nia, no rio Xingu, encontra-se a quarta maior hidrel\u00e9trica do mundo e maior hidrel\u00e9trica 100% brasileira,<a id=\"_ftnref7\" href=\"#_ftn7\"><sup>[7]<\/sup><\/a> a UHE Belo Monte, situada no norte do estado do Par\u00e1. Suas obras iniciaram em 2011 e se estenderam at\u00e9 2019; as opera\u00e7\u00f5es da usina come\u00e7aram em 2016. Belo Monte tem capacidade instalada de 11.233 MW, representando cerca de 5% da capacidade instalada da matriz el\u00e9trica nacional.<a id=\"_ftnref8\" href=\"#_ftn8\"><sup>[8]<\/sup><\/a> Em 2022, a usina forneceu 6%<a id=\"_ftnref9\" href=\"#_ftn9\"><sup>[9]<\/sup><\/a> da energia consumida no Brasil, evidenciando sua import\u00e2ncia para a economia nacional.<br><br>As duas usinas avaliadas neste estudo s\u00e3o do tipo fio d\u2019\u00e1gua. Esse tipo de configura\u00e7\u00e3o induz a gera\u00e7\u00e3o de energia el\u00e9trica aproveitando a for\u00e7a da vaz\u00e3o dos rios, utilizando pequenos reservat\u00f3rios de acumula\u00e7\u00e3o de \u00e1gua, se comparados \u00e0 capacidade de gera\u00e7\u00e3o. Evidencia-se, assim, a import\u00e2ncia da vaz\u00e3o dos rios, fortemente influenciada pelo regime de chuvas, para sua opera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Floresta e Gera\u00e7\u00e3o de Energia: Quantificando os Rios Voadores<\/h2>\n\n\n\n<p>O fen\u00f4meno dos rios voadores \u00e9 definido na literatura como as correntes de ar carregadas de umidade que, a partir da Amaz\u00f4nia, margeiam o leste da Cordilheira dos Andes no sentido norte-sul, transportando uma grande quantidade de umidade.<sup><a id=\"_ftnref10\" href=\"#_ftn10\">[10]<\/a>,<a id=\"_ftnref11\" href=\"#_ftn11\">[11]<\/a>,<a id=\"_ftnref12\" href=\"#_ftn12\">[12]<\/a>,<a id=\"_ftnref13\" href=\"#_ftn13\">[13]<\/a><\/sup> As florestas tropicais exercem um papel fundamental de recarga dessa umidade para as correntes de ar e, uma vez que o regime de chuvas nas bacias hidrogr\u00e1ficas \u00e9 influenciado por tais correntes, estas tornam-se essenciais para a produ\u00e7\u00e3o de energia.<a id=\"_ftnref14\" href=\"#_ftn14\"><sup>[14]<\/sup><\/a> Ara\u00fajo<a id=\"_ftnref15\" href=\"#_ftn15\"><sup>[15]<\/sup><\/a> estabelece, assim, um nexo entre o desmatamento e a perda de gera\u00e7\u00e3o de energia, ilustrado na Figura 1.<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme descrevem Pinto et al.,<a id=\"_ftnref16\" href=\"#_ftn16\"><sup>[16]<\/sup><\/a> quando as correntes de ar atravessam \u00e1reas desmatadas, n\u00e3o recebem a recarga de \u00e1gua que obteriam em \u00e1reas florestadas e, assim, ficam menos \u00famidas, o que diminui a incid\u00eancia de chuva ao longo do trajeto. Consequentemente, a vaz\u00e3o dos rios situados na trajet\u00f3ria das correntes de ar \u00e9 reduzida, o que, por fim, diminui a capacidade de gera\u00e7\u00e3o hidrel\u00e9trica nas usinas. Nesse sentido, a perda de vegeta\u00e7\u00e3o florestal impacta diretamente a produtividade das usinas hidrel\u00e9tricas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Figura 1.<\/strong> Nexo entre Desmatamento e Perda de Gera\u00e7\u00e3o de Energia<\/p>\n\n\n\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"800\" height=\"569\" class=\"wp-image-89628\" style=\"width: 800px;\" src=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/WP-F1-PT.png\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/WP-F1-PT.png 1635w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/WP-F1-PT-300x213.png 300w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/WP-F1-PT-1024x728.png 1024w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/WP-F1-PT-1536x1093.png 1536w\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Fonte: <\/strong>CPI\/PUC-Rio, 2024<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>A Figura 2 ilustra como as correntes de ar provenientes do Oceano Atl\u00e2ntico atravessam a Amaz\u00f4nia e cruzam as bacias dos rios Paran\u00e1 e Xingu, onde est\u00e3o localizadas, respectivamente, as UHEs Itaipu e Belo Monte. Apesar da trajet\u00f3ria das massas de ar variar ao longo do ano, elas atravessam parte relevante das bacias hidrogr\u00e1ficas em quest\u00e3o, indicando como o mecanismo descrito na Figura 1 afeta a gera\u00e7\u00e3o de hidreletricidade nas usinas abordadas neste estudo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Figura 2.<\/strong> Rios Voadores e as Bacias que Alimentam as UHEs Itaipu e Belo Monte<\/p>\n\n\n\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"650\" height=\"799\" class=\"wp-image-89631\" style=\"width: 650px;\" src=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/WP-F2-PT.png\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/WP-F2-PT.png 1527w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/WP-F2-PT-244x300.png 244w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/WP-F2-PT-833x1024.png 833w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/WP-F2-PT-1250x1536.png 1250w\" sizes=\"auto, (max-width: 650px) 100vw, 650px\" \/><\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Fonte:<\/strong> CPI\/PUC-Rio com base nos dados de Copernicus-ERA5 (2023), MapBiomas (2023), Aneel (2023) e IBGE (2021), 2025<\/em><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Os Efeitos do Desmatamento na UHE Itaipu<\/h2>\n\n\n\n<p>O primeiro estudo de caso analisa os impactos na usina hidrel\u00e9trica Itaipu, localizada no rio Paran\u00e1, na fronteira entre Brasil e Paraguai. Com in\u00edcio de opera\u00e7\u00e3o em 1984, ela tem, hoje, capacidade instalada de 14.000 MW, o suficiente para abastecer 50 milh\u00f5es de resid\u00eancias.<a id=\"_ftnref17\" href=\"#_ftn17\"><sup>[17]<\/sup><\/a> A usina est\u00e1 localizada a mais de 1.000 km da fronteira do bioma Amaz\u00f4nia, evidenciando a extens\u00e3o do impacto do desmatamento.<\/p>\n\n\n\n<p>Para estimar a influ\u00eancia da floresta na gera\u00e7\u00e3o da usina, o estudo toma como base o desmatamento de aproximadamente 710 mil km\u00b2, acumulado entre 1985 e 2022 no bioma Amaz\u00f4nia. O m\u00e9todo aplicado identifica as \u00e1reas de floresta que influenciam a vaz\u00e3o na usina, a partir do mapeamento das \u00e1reas que impactam o regime de chuvas nessas regi\u00f5es e, por conseguinte, o fluxo dos rios que alimentam as usinas. \u00c9 gerado, ent\u00e3o, um cen\u00e1rio hipot\u00e9tico como se n\u00e3o houvesse ocorrido desmatamento. Com isso, o modelo estima o volume de chuva que teria havido nos locais de influ\u00eancia para a UHE Itaipu, na hip\u00f3tese de aus\u00eancia de desmatamento no per\u00edodo analisado.<a id=\"_ftnref18\" href=\"#_ftn18\"><sup>[18]<\/sup><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>A Figura 3 apresenta as perdas acumuladas do potencial de energia gerada e receitas associadas. Aqui, considerou-se o per\u00edodo de 21 anos,<a id=\"_ftnref19\" href=\"#_ftn19\"><sup>[19]<\/sup><\/a> entre 2002 e 2022, no qual a perda acumulada de energia foi de 29.030 GWh,<a id=\"_ftnref20\" href=\"#_ftn20\"><sup>[20]<\/sup><\/a> que corresponde a uma perda m\u00e9dia anual de 1.382 GWh, quantidade equivalente ao consumo de 552 mil brasileiros em 2023.<sup><a id=\"_ftnref21\" href=\"#_ftn21\">[21]<\/a>,<a id=\"_ftnref22\" href=\"#_ftn22\">[22]<\/a>,<a id=\"_ftnref23\" href=\"#_ftn23\">[23]<\/a><\/sup><\/p>\n\n\n\n<p>Considerando o pre\u00e7o de venda de energia ao longo do per\u00edodo, o Pre\u00e7o de Liquida\u00e7\u00e3o de Diferen\u00e7as (PLD), essa perda em gera\u00e7\u00e3o de energia equivale a uma perda financeira acumulada de R$ 10,4 bilh\u00f5es, que representa, em m\u00e9dia, uma perda de R$ 500 milh\u00f5es por ano para a usina.<a id=\"_ftnref24\" href=\"#_ftn24\"><sup>[24]<\/sup><\/a> Avaliando os demonstrativos de resultados da Itaipu Binacional, detentora de 100% da UHE Itaipu, observa-se que essa perda representa aproximadamente 6% do lucro l\u00edquido m\u00e9dio da empresa.<a id=\"_ftnref25\" href=\"#_ftn25\"><sup>[25]<\/sup><\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Figura 3.<\/strong> Perda Acumulada de Gera\u00e7\u00e3o de Energia e Receita para UHE Itaipu, 2002-2022<\/p>\n\n\n\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"750\" height=\"329\" class=\"wp-image-89634\" style=\"width: 750px;\" src=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/WP-F3-PT.png\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/WP-F3-PT.png 1579w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/WP-F3-PT-300x132.png 300w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/WP-F3-PT-1024x449.png 1024w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/WP-F3-PT-1536x674.png 1536w\" sizes=\"auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Fonte: <\/strong>CPI\/PUC-Rio com base nos dados de Copernicus-ERA5 (2023), ONS (2023), CCEE (2023) e MapBiomas (2023), 2025<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>A Figura 4 identifica a \u00e1rea de floresta que \u00e9 atravessada pelas correntes de ar relevantes para a gera\u00e7\u00e3o de energia na UHE Itaipu, abrangendo regi\u00f5es tanto no Brasil quanto em outros pa\u00edses amaz\u00f4nicos. Parte dessa \u00e1rea est\u00e1 desmatada e outra segue conservada. Especificamente olhando para os 25% das \u00e1reas mais visitadas pelas trajet\u00f3rias de ventos (1.625.835 km\u00b2), 16,8% est\u00e3o desmatados, o que corresponde a 273.759 km\u00b2. Como a perda de receita da usina decorre da perda florestal observada no per\u00edodo, tal valor indica a import\u00e2ncia de a usina investir na conserva\u00e7\u00e3o e restaura\u00e7\u00e3o das \u00e1reas de floresta que s\u00e3o relevantes para a manuten\u00e7\u00e3o do fluxo dos rios que a alimentam.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Figura 4.<\/strong> \u00c1reas de Maior Relev\u00e2ncia para Gera\u00e7\u00e3o de Energia para UHE Itaipu<\/p>\n\n\n\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"650\" height=\"806\" class=\"wp-image-89637\" style=\"width: 650px;\" src=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/WP-F4-PT.png\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/WP-F4-PT.png 1351w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/WP-F4-PT-242x300.png 242w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/WP-F4-PT-825x1024.png 825w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/WP-F4-PT-1238x1536.png 1238w\" sizes=\"auto, (max-width: 650px) 100vw, 650px\" \/><\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Fonte:<\/strong> CPI\/PUC-Rio com base nos dados de Copernicus-ERA5 (2023), ONS (2023), CCEE (2023) e MapBiomas (2023), 2025<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>A partir da perda de receita estimada de R$ 500 milh\u00f5es anuais, verifica-se que a \u00e1rea da floresta Amaz\u00f4nica que exerce influ\u00eancia na gera\u00e7\u00e3o de eletricidade em Itaipu tem valor, na perpetuidade, de em m\u00e9dia R$ 4.731,07\/km\u00b2. Contudo, focando apenas nos 5% das \u00e1reas mais visitadas pelas trajet\u00f3rias de ventos \u2014 ou nos 5% de \u00e1rea mais relevante para a gera\u00e7\u00e3o de energia na usina, ilustrados na Figura 4 \u2014, o valor da floresta para a gera\u00e7\u00e3o de energia sobe para R$ 12.990,58\/km\u00b2.<\/p>\n\n\n\n<p>Mapear as categorias fundi\u00e1rias das \u00e1reas que afetam a gera\u00e7\u00e3o da UHE Itaipu \u00e9 crucial para direcionar pol\u00edticas de combate ao desmatamento e desenvolver mecanismos e instrumentos eficazes de conserva\u00e7\u00e3o e restaura\u00e7\u00e3o dessas \u00e1reas. Se, a partir da regi\u00e3o indicada na Figura 4, apenas o territ\u00f3rio brasileiro for selecionado, \u00e9 poss\u00edvel fazer uma an\u00e1lise das categorias fundi\u00e1rias mais prevalentes na trajet\u00f3ria dos ventos at\u00e9 a UHE Itaipu e que exercem influ\u00eancia significativa na opera\u00e7\u00e3o da usina. Verifica-se que Im\u00f3veis rurais privados, cadastrados no Sistema de Gest\u00e3o Fundi\u00e1ria (Sigef), s\u00e3o a principal categoria fundi\u00e1ria, correspondendo a 39,6% da \u00e1rea atravessada pelos ventos no Brasil. Em segundo lugar, est\u00e3o as Terras Ind\u00edgenas (TI), com 31,8%. A Figura 5 ilustra a distribui\u00e7\u00e3o dessas fra\u00e7\u00f5es por categoria fundi\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>A ado\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00f5es de conserva\u00e7\u00e3o e\/ou recupera\u00e7\u00e3o da floresta deve levar em considera\u00e7\u00e3o as categorias fundi\u00e1rias das \u00e1reas de influ\u00eancia das usinas. Para im\u00f3veis rurais cadastrados no Sigef, as a\u00e7\u00f5es devem ser norteadas, fundamentalmente, pela implementa\u00e7\u00e3o do C\u00f3digo Florestal, que imp\u00f5e obriga\u00e7\u00f5es de conserva\u00e7\u00e3o e\/ou recupera\u00e7\u00e3o dos passivos de \u00c1reas de Preserva\u00e7\u00e3o Permanente (APPs) e de Reserva Legal (RL). Adicionalmente, a implementa\u00e7\u00e3o de instrumentos econ\u00f4micos que gerem incentivos para a conserva\u00e7\u00e3o e\/ou o restauro da floresta \u00e9 essencial. No caso de TIs, a prote\u00e7\u00e3o da floresta adv\u00e9m tanto de a\u00e7\u00f5es de monitoramento e fiscaliza\u00e7\u00e3o por parte do poder p\u00fablico quanto de programas \u2014 como de Pagamento por Servi\u00e7os Ambientais (PSA) ou de Redu\u00e7\u00e3o das Emiss\u00f5es de Gases de Efeito Estufa Provenientes do Desmatamento e da Degrada\u00e7\u00e3o Florestal, Conserva\u00e7\u00e3o dos Estoques de Carbono Florestal, Manejo Sustent\u00e1vel de Florestas e Aumento de Estoques de Carbono Florestal (REDD+) \u2014 que beneficiem as popula\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas pela conserva\u00e7\u00e3o da regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Figura 5.<\/strong> Distribui\u00e7\u00e3o das Categorias Fundi\u00e1rias nos 25% da \u00c1rea de Maior Relev\u00e2ncia para UHE Itaipu<\/p>\n\n\n\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"750\" height=\"221\" class=\"wp-image-89640\" style=\"width: 750px;\" src=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/WP-F5-PT.png\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/WP-F5-PT.png 1561w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/WP-F5-PT-300x89.png 300w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/WP-F5-PT-1024x302.png 1024w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/WP-F5-PT-1536x454.png 1536w\" sizes=\"auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Fonte:<\/strong> CPI\/PUC-Rio com base nos dados de Copernicus-ERA5 (2023), MapBiomas (2023), Sicar (2023), Sigef\/Incra (2023) e Funai (2023), 2025<\/em><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Os Efeitos do Desmatamento na UHE Belo Monte<\/h2>\n\n\n\n<p>O segundo estudo de caso analisa os impactos na usina hidrel\u00e9trica Belo Monte, localizada no rio Xingu, no norte do estado do Par\u00e1, em meio \u00e0 floresta Amaz\u00f4nica. Com in\u00edcio de opera\u00e7\u00e3o em 2016, ela tem, hoje, capacidade instalada de 11.233 MW, o suficiente para abastecer 60 milh\u00f5es de pessoas.<a id=\"_ftnref26\" href=\"#_ftn26\"><sup>[26]<\/sup><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>A metodologia adotada para avaliar o impacto do desmatamento em Belo Monte \u00e9 equivalente \u00e0quela adotada para o estudo da UHE Itaipu. Tal como verificado no primeiro estudo de caso, a perda de energia \u00e9 consequ\u00eancia da menor vaz\u00e3o do rio onde a usina est\u00e1 localizada, em raz\u00e3o da menor incid\u00eancia de chuvas no local, advinda do efeito do desmatamento na floresta Amaz\u00f4nica.<\/p>\n\n\n\n<p>As perdas acumuladas de energia gerada e receitas associadas para a UHE Belo Monte est\u00e3o ilustradas na Figura 6. No per\u00edodo de an\u00e1lise, a perda acumulada de energia foi de 50.259 GWh. Esse valor corresponde a uma perda m\u00e9dia anual de 2.393 GWh, quantidade equivalente ao consumo de 956 mil brasileiros em 2023<a id=\"_ftnref27\" href=\"#_ftn27\"><sup>[27]<\/sup><\/a> e a 6,4% do total gerado pela UHE naquele ano. Ao levarmos em conta o pre\u00e7o da energia, a perda energ\u00e9tica no per\u00edodo ocasionou uma perda financeira acumulada de R$ 13,4 bilh\u00f5es. Na m\u00e9dia, isso representa uma perda de R$ 638 milh\u00f5es por ano para a usina. Avaliando os demonstrativos de resultados da Norte Energia, detentora de 100% da UHE Belo Monte, observa-se que a perda representa aproximadamente 21% do EBITDA da empresa.<a id=\"_ftnref28\" href=\"#_ftn28\"><sup>[28]<\/sup><\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Figura 6. <\/strong>Perda Acumulada de Gera\u00e7\u00e3o de Energia e de Receita para UHE Belo Monte, 2002-2022<\/p>\n\n\n\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"750\" height=\"420\" class=\"wp-image-89643\" style=\"width: 750px;\" src=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/WP-F6-PT.png\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/WP-F6-PT.png 1412w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/WP-F6-PT-300x168.png 300w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/WP-F6-PT-1024x573.png 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Fonte:<\/strong> CPI\/PUC-Rio com base nos dados de Copernicus-ERA5 (2023), ONS (2023), CCEE (2023) e MapBiomas (2023), 2025<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>A Figura 7 identifica as \u00e1reas de floresta relevantes para a gera\u00e7\u00e3o de energia na UHE Belo Monte. Diferente de Itaipu, \u00e9 poss\u00edvel ver que, para esta usina, a regi\u00e3o de maior valor \u00e9 muito mais concentrada, especificamente no leste do Par\u00e1 e oeste do Maranh\u00e3o. Isso se deve \u00e0 localiza\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica de Belo Monte, que est\u00e1 mais pr\u00f3xima do oceano, sendo influenciada por correntes de ar que percorrem dist\u00e2ncias menores e s\u00e3o canalizadas atrav\u00e9s da regi\u00e3o de influ\u00eancia em quest\u00e3o. Essas \u00e1reas est\u00e3o localizadas no arco do desmatamento, regi\u00e3o onde encontram-se os maiores \u00edndices de desmatamento da Amaz\u00f4nia, junto \u00e0 expans\u00e3o da fronteira agr\u00edcola.<a id=\"_ftnref29\" href=\"#_ftn29\"><sup>[29]<\/sup><\/a> De fato, na regi\u00e3o por onde passam as 25% correntes de ar mais influentes para a opera\u00e7\u00e3o de Belo Monte, j\u00e1 foram desmatados 213.841 km\u00b2 de um total de 1.659.021 km\u00b2. Isso equivale a 12,8% da \u00e1rea atravessada. No caso das 5% correntes mais influentes, o percentual de desmatamento \u00e9 ainda maior, chegando a 27,5%. Esses dados evidenciam a grande relev\u00e2ncia de se implementar a\u00e7\u00f5es de restauro para garantir a seguran\u00e7a energ\u00e9tica de Belo Monte.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Figura 7.<\/strong> \u00c1reas de Maior Relev\u00e2ncia para Gera\u00e7\u00e3o de Energia para UHE Belo Monte<\/p>\n\n\n\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"650\" height=\"776\" class=\"wp-image-89646\" style=\"width: 650px;\" src=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/WP-F7-PT.png\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/WP-F7-PT.png 1350w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/WP-F7-PT-251x300.png 251w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/WP-F7-PT-858x1024.png 858w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/WP-F7-PT-1286x1536.png 1286w\" sizes=\"auto, (max-width: 650px) 100vw, 650px\" \/><\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Fonte:<\/strong> CPI\/PUC-Rio com base nos dados de Copernicus-ERA5 (2023), ONS (2023), CCEE (2023) e MapBiomas (2023), 2025<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>A partir da perda de receita anual estimada, verifica-se que a \u00e1rea da floresta Amaz\u00f4nica que exerce influ\u00eancia na gera\u00e7\u00e3o de eletricidade em Belo Monte tem valor, na perpetuidade, de em m\u00e9dia R$ 4.511\/km\u00b2. Focando nos 5% de \u00e1rea mais relevante para a gera\u00e7\u00e3o de energia na usina, ilustrados na Figura 7, o valor m\u00e9dio da floresta para a gera\u00e7\u00e3o de energia sobe para R$ 85.395\/km\u00b2, substancialmente maior do que o observado para as regi\u00f5es que afetam a gera\u00e7\u00e3o da UHE Itaipu. Essa diferen\u00e7a est\u00e1 associada \u00e0 maior abrang\u00eancia da \u00e1rea de influ\u00eancia da UHE Itaipu, de modo que a perda financeira dessa usina se dilui por milhares de quil\u00f4metros de floresta.<\/p>\n\n\n\n<p>Considerando a regi\u00e3o de alta influ\u00eancia na gera\u00e7\u00e3o da UHE Belo Monte, apontada na Figura 8, a an\u00e1lise da malha fundi\u00e1ria localizada na Amaz\u00f4nia brasileira revela que Im\u00f3veis rurais privados cadastrados no Sigef s\u00e3o a principal categoria fundi\u00e1ria, com 29% da \u00e1rea atravessada pelos ventos, como mostra a Figura 8. Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o (UCs) de Uso Sustent\u00e1vel, representando aproximadamente 23%, ficam em segundo lugar.<\/p>\n\n\n\n<p>Como j\u00e1 abordado, as a\u00e7\u00f5es para a promo\u00e7\u00e3o do restauro e\/ou da conserva\u00e7\u00e3o em Im\u00f3veis rurais cadastrados no Sigef devem priorizar a implementa\u00e7\u00e3o do C\u00f3digo Florestal e a ado\u00e7\u00e3o de mecanismos financeiros que incentivem a ado\u00e7\u00e3o de pr\u00e1ticas indutoras de prote\u00e7\u00e3o e\/ou recupera\u00e7\u00e3o florestal. Do ponto de vista das UCs de Uso Sustent\u00e1vel, al\u00e9m de pol\u00edticas p\u00fablicas de conserva\u00e7\u00e3o, de inclus\u00e3o rural e produ\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel, mecanismos de remunera\u00e7\u00e3o da conserva\u00e7\u00e3o, como PSA e REDD+, tamb\u00e9m devem ser considerados.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Figura 8.<\/strong> Distribui\u00e7\u00e3o das Categorias Fundi\u00e1rias na UHE Belo Monte<\/p>\n\n\n\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"800\" height=\"254\" class=\"wp-image-89649\" style=\"width: 800px;\" src=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/WP-F8-PT.png\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/WP-F8-PT.png 1562w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/WP-F8-PT-300x95.png 300w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/WP-F8-PT-1024x325.png 1024w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/WP-F8-PT-1536x488.png 1536w\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Fonte: <\/strong>CPI\/PUC-Rio com base nos dados de Copernicus-ERA5 (2023), MapBiomas (2023), Sicar (2023), Sigef\/Incra (2023) e Funai (2023), 2025<\/em><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Implica\u00e7\u00f5es para Pol\u00edtica P\u00fablica<\/h2>\n\n\n\n<p>Os impactos do desmatamento na Amaz\u00f4nia v\u00e3o al\u00e9m da Regi\u00e3o Norte, afetando a seguran\u00e7a energ\u00e9tica e a economia em todo o pa\u00eds. As evid\u00eancias apresentadas nesta publica\u00e7\u00e3o demonstram que a perda florestal j\u00e1 compromete significativamente a gera\u00e7\u00e3o hidrel\u00e9trica das duas maiores usinas do Brasil, resultando em perdas anuais superiores a R$ 1,1 bilh\u00e3o e na redu\u00e7\u00e3o da oferta de energia limpa suficiente para abastecer mais de 1,5 milh\u00e3o de consumidores.<a id=\"_ftnref30\" href=\"#_ftn30\"><sup>[30]<\/sup><\/a> Esse cen\u00e1rio pode comprometer a capacidade de o SIN atender \u00e0 demanda nacional, aumentando o risco de maior utiliza\u00e7\u00e3o de usinas termel\u00e9tricas. Essas usinas possuem custos operacionais mais elevados \u2014 o que pode encarecer a energia el\u00e9trica \u2014 e, em sua maioria, dependem de combust\u00edveis f\u00f3sseis, induzindo o aumento das emiss\u00f5es de gases de efeito estufa e intensificando as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas.<\/p>\n\n\n\n<p>Para mitigar esses impactos, \u00e9 essencial adotar pol\u00edticas p\u00fablicas que combatam o desmatamento, controlem a degrada\u00e7\u00e3o florestal e incentivem a restaura\u00e7\u00e3o de \u00e1reas cr\u00edticas para a manuten\u00e7\u00e3o dos regimes hidrol\u00f3gicos. A preserva\u00e7\u00e3o da floresta n\u00e3o apenas fortalece a seguran\u00e7a energ\u00e9tica do pa\u00eds, como tamb\u00e9m evita preju\u00edzos econ\u00f4micos e reduz a necessidade de uso de fontes mais caras e poluentes. A redu\u00e7\u00e3o na capacidade de gera\u00e7\u00e3o hidrel\u00e9trica compromete diretamente o fluxo de receita das usinas, afetando os lucros dos empreendimentos e colocando em risco sua sustentabilidade financeira. Diante desse cen\u00e1rio, \u00e9 fundamental que as empresas do setor el\u00e9trico assumam um papel ativo na defesa de pol\u00edticas ambientais eficazes, reconhecendo que sua viabilidade econ\u00f4mica est\u00e1 diretamente ligada \u00e0 manuten\u00e7\u00e3o da floresta em p\u00e9.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma estrat\u00e9gia fundamental para aprimorar essas pol\u00edticas \u00e9 o mapeamento das \u00e1reas da Amaz\u00f4nia que s\u00e3o mais estrat\u00e9gicas para a manuten\u00e7\u00e3o da gera\u00e7\u00e3o hidrel\u00e9trica. Identificar e priorizar essas regi\u00f5es permitir\u00e1 direcionar esfor\u00e7os para a implementa\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas e mecanismos de financiamento voltados \u00e0 conserva\u00e7\u00e3o e restaura\u00e7\u00e3o. Para que essas iniciativas sejam eficazes, \u00e9 indispens\u00e1vel considerar as especificidades fundi\u00e1rias de cada \u00e1rea, garantindo que as solu\u00e7\u00f5es propostas sejam adequadas \u00e0s realidades locais e contem com o engajamento dos diversos atores envolvidos.<\/p>\n\n\n\n<p>O conjunto de evid\u00eancias aqui apresentado demonstra a necessidade de se estruturar pol\u00edticas p\u00fablicas que integrem a conserva\u00e7\u00e3o ambiental e a seguran\u00e7a energ\u00e9tica, garantindo um modelo sustent\u00e1vel para a matriz el\u00e9trica nacional. O alinhamento entre o setor el\u00e9trico, o governo e os demais atores ser\u00e1 determinante para viabilizar solu\u00e7\u00f5es que conciliem a prote\u00e7\u00e3o da floresta com a estabilidade do fornecimento de energia, promovendo benef\u00edcios ambientais e econ\u00f4micos de longo prazo. Para fundamentar esse planejamento, \u00e9 essencial que a pesquisa aqui desenvolvida seja ampliada para considerar os impactos do desmatamento em outras usinas do pa\u00eds e nos reservat\u00f3rios de relev\u00e2ncia, bem como suas intera\u00e7\u00f5es com din\u00e2micas clim\u00e1ticas.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn1\" href=\"#_ftnref1\"><sup>[1]<\/sup><\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;EPE. <em>Anu\u00e1rio Estat\u00edstico de Energia El\u00e9trica 2024 &#8211; Ano base 2023<\/em>. 2024. <a href=\"https:\/\/bit.ly\/3BdxE0D\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><u>bit.ly\/3BdxE0D<\/u><\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn2\" href=\"#_ftnref2\"><sup>[2]<\/sup><\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Itaipu Binacional. <em>Gera\u00e7\u00e3o<\/em>. sd. Data de acesso: 17 de dezembro de 2024. <a href=\"http:\/\/bit.ly\/3VGZCct\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><u>bit.ly\/3VGZCct<\/u><\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn3\" href=\"#_ftnref3\"><sup>[3]<\/sup><\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Norte Energia. <em>Relat\u00f3rio de Sustentabilidade 2023<\/em>. 2024. <a href=\"http:\/\/bit.ly\/3XejVyT\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><u>bit.ly\/3XejVyT<\/u><\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn4\" href=\"#_ftnref4\"><sup>[4]<\/sup><\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Considerando uma capacidade instalada total de 226 GW. Para saber mais: EPE. <em>Anu\u00e1rio Estat\u00edstico de Energia El\u00e9trica 2024 &#8211; Ano base 2023<\/em>. 2024. <a href=\"https:\/\/bit.ly\/3BdxE0D\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><u>bit.ly\/3BdxE0D<\/u><\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn5\" href=\"#_ftnref5\"><sup>[5]<\/sup><\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Itaipu Binacional. <em>Participa\u00e7\u00e3o nos mercados<\/em>. sd. Data de acesso: 17 de dezembro de 2024. <a href=\"https:\/\/bit.ly\/3BnNdTX\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><u>bit.ly\/3BnNdTX<\/u><\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn6\" href=\"#_ftnref6\"><sup>[6]<\/sup><\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Itaipu Binacional. <em>Desempenho operacional<\/em>. sd. Data de acesso: 20 de dezembro de 2024. <a href=\"https:\/\/bit.ly\/49OzylC\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><u>bit.ly\/49OzylC<\/u><\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn7\" href=\"#_ftnref7\"><sup>[7]<\/sup><\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Lu, Marcus. \u201cThese are the world\u2019s largest hydroelectric dams\u201d. <em>World Economic Forum<\/em>. 2022. Data de acesso: 17 de dezembro de 2024. <a href=\"http:\/\/bit.ly\/3ZJgG2y\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><u>bit.ly\/3ZJgG2y<\/u><\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn8\" href=\"#_ftnref8\"><sup>[8]<\/sup><\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Considerando uma capacidade instalada total de 226 GW. Para saber mais: EPE. <em>Anu\u00e1rio Estat\u00edstico de Energia El\u00e9trica 2024 &#8211; Ano base 2023<\/em>. 2024. <a href=\"https:\/\/bit.ly\/3BdxE0D\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><u>bit.ly\/3BdxE0D<\/u><\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn9\" href=\"#_ftnref9\"><sup>[9]<\/sup><\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Norte Energia. <em>Belo Monte fecha 2022 com recorde de produ\u00e7\u00e3o anual de energia<\/em>. 2023. Data de acesso: 17 de dezembro de 2024. <a href=\"http:\/\/bit.ly\/4gAEGvG\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><u>bit.ly\/4gAEGvG<\/u><\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn10\" href=\"#_ftnref10\"><sup>[10]<\/sup><\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Nobre, Ant\u00f4nio D. <em>The Future Climate of Amazonia: Scientific Assessment Report.<\/em> S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos: Articulaci\u00f3n Regional Amaz\u00f4nica, 2014. <a href=\"http:\/\/bit.ly\/4gxLzid\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><u>bit.ly\/4gxLzid<\/u><\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn11\" href=\"#_ftnref11\"><sup>[11]<\/sup><\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Marengo, Jos\u00e9 A. et al. \u201cChanges in Climate and Land Use Over the Amazon Region: Current and Future Variability and Trends\u201d. <em>Frontiers in Earth Science<\/em> 6 (2018). <a href=\"http:\/\/bit.ly\/3UOflVT\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><u>bit.ly\/3UOflVT<\/u><\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn12\" href=\"#_ftnref12\"><sup>[12]<\/sup><\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Marengo, Jos\u00e9 A. et al. \u201cClimatology of the Low-Level Jet East of the Andes as Derived from the NCEP-NCAR Reanalyses: Characteristics and Temporal Variability\u201d.<em> Journal of Climate<\/em> 17, n\u00ba 12 (2004): 2261-2280. <a href=\"http:\/\/bit.ly\/3ZArXnr\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><u>bit.ly\/3ZArXnr<\/u><\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn13\" href=\"#_ftnref13\"><sup>[13]<\/sup><\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Ara\u00fajo, Rafael e Jo\u00e3o Mour\u00e3o. <em>O Efeito Domin\u00f3 da Amaz\u00f4nia: Como o Desmatamento Pode Desencadear uma Degrada\u00e7\u00e3o Generalizada<\/em>. Rio de Janeiro: Climate Policy Initiative, 2023. <a href=\"https:\/\/bit.ly\/Efeito-Domino\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><u>bit.ly\/Efeito-Domino<\/u><\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn14\" href=\"#_ftnref14\"><sup>[14]<\/sup><\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Ara\u00fajo, Rafael. \u201cThe value of tropical forests to hydropower\u201d. <em>Energy Economics<\/em> 129 (2024). <a href=\"https:\/\/bit.ly\/3ys5Cgl\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><u>bit.ly\/3ys5Cgl<\/u><\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref15\" id=\"_ftn15\"><sup>[15]<\/sup><\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Ibid.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn16\" href=\"#_ftnref16\"><sup>[16]<\/sup><\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Pinto, Gustavo R. S. et al.<em> (Des)matando as Hidrel\u00e9tricas: A Amea\u00e7a do Desmatamento na Amaz\u00f4nia para a Energia do Brasil<\/em>. Rio de Janeiro: Climate Policy Initiative, 2024. <a href=\"https:\/\/bit.ly\/DesmatandoAsHidreletricas\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><u>bit.ly\/DesmatandoAsHidreletricas<\/u><\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn17\" href=\"#_ftnref17\"><sup>[17]<\/sup><\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Itaipu Binacional. <em>Desempenho operacional<\/em>. sd. Data de acesso: 20 de dezembro de 2024. <a href=\"http:\/\/bit.ly\/49OzylC\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><u>bit.ly\/49OzylC<\/u><\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn18\" href=\"#_ftnref18\"><sup>[18]<\/sup><\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Pinto, Gustavo R. S. et al. <em>(Des)matando as Hidrel\u00e9tricas: A Amea\u00e7a do Desmatamento na Amaz\u00f4nia para a Energia do Brasil<\/em>. Rio de Janeiro: Climate Policy Initiative, 2024. <a href=\"https:\/\/bit.ly\/DesmatandoAsHidreletricas\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><u>bit.ly\/DesmatandoAsHidreletricas<\/u><\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn19\" href=\"#_ftnref19\"><sup>[19]<\/sup><\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;A an\u00e1lise se inicia em 2002, pois o pre\u00e7o de energia passa a se tornar mais est\u00e1vel a partir desse per\u00edodo, o que diminui um potencial vi\u00e9s nos impactos financeiros.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn20\" href=\"#_ftnref20\"><sup>[20]<\/sup><\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Para as estimativas realizadas, foram utilizados os dados de gera\u00e7\u00e3o de eletricidade disponibilizados pelo Operador Nacional do Sistema (ONS). O acesso foi realizado em junho de 2023 e, como informado pelo ONS, os dados podem ser alterados ap\u00f3s a sua divulga\u00e7\u00e3o. Para saber mais, acesse: ONS. <em>Gera\u00e7\u00e3o por usina em base hor\u00e1ria<\/em>. 2023. Data de acesso: 30 de junho de 2023. <a href=\"http:\/\/bit.ly\/3XwJBql\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><u>bit.ly\/3XwJBql<\/u><\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn21\" href=\"#_ftnref21\"><sup>[21]<\/sup><\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Foi considerado o consumo total de 532 TWh em 2023. Para saber mais: EPE. <em>Anu\u00e1rio Estat\u00edstico de Energia El\u00e9trica 2024: Ano base 2023<\/em>. 2024. <a href=\"https:\/\/bit.ly\/3BdxE0D\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><u>bit.ly\/3BdxE0D<\/u><\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn22\" href=\"#_ftnref22\"><sup>[22]<\/sup><\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Foi considerada uma popula\u00e7\u00e3o de 212,6 milh\u00f5es. Para saber mais: Belandi, Caio. <em>Popula\u00e7\u00e3o estimada do pa\u00eds chega a 212,6 milh\u00f5es de habitantes em 2024<\/em>. Ag\u00eancia IBGE Not\u00edcias. 2024. Data de acesso: 20 de dezembro de 2024. <a href=\"http:\/\/bit.ly\/3ZXmLtL\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><u>bit.ly\/3ZXmLtL<\/u><\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn23\" href=\"#_ftnref23\"><sup>[23]<\/sup><\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Considerando um consumo de 532 TWh e uma popula\u00e7\u00e3o de 212,6 milh\u00f5es, o consumo per capita estimado foi de 2.502 kWh.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn24\" href=\"#_ftnref24\"><sup>[24]<\/sup><\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;\u00c9 importante destacar que, ao utilizar o Pre\u00e7o de Liquida\u00e7\u00e3o de Diferen\u00e7as como refer\u00eancia para o pre\u00e7o da energia, o Mecanismo de Realoca\u00e7\u00e3o de Energia (MRE) n\u00e3o \u00e9 considerado. As usinas participantes desse mecanismo s\u00e3o compensadas quando sua produ\u00e7\u00e3o fica abaixo de um determinado limite. Durante um per\u00edodo espec\u00edfico, o MRE redistribui o excedente de energia gerado por algumas usinas para aquelas que produziram menos do que suas garantias f\u00edsicas. Embora esse mecanismo ajude a mitigar as perdas potenciais de gera\u00e7\u00e3o identificadas neste estudo, sua efic\u00e1cia depende da exist\u00eancia de energia excedente para redistribui\u00e7\u00e3o. Se os efeitos do desmatamento forem sist\u00eamicos e impactarem um n\u00famero significativo de usinas, a capacidade do MRE de mitigar perdas ser\u00e1 substancialmente comprometida.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn25\" href=\"#_ftnref25\"><sup>[25]<\/sup><\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Foram considerados os lucros dos \u00faltimos sete anos.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn26\" href=\"#_ftnref26\"><sup>[26]<\/sup><\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Santana, J\u00e9ssica. <em>Belo Monte celebra 5 anos de opera\u00e7\u00e3o plena<\/em>. Norte Energia. 2024. Data de acesso: 17 de dezembro de 2024. <a href=\"http:\/\/bit.ly\/41CWuSw\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><u>bit.ly\/41CWuSw<\/u><\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn27\" href=\"#_ftnref27\"><sup>[27]<\/sup><\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Considerando um consumo per capita de 2.502 kWh (ver notas de rodap\u00e9 19-21).<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn28\" href=\"#_ftnref28\"><sup>[28]<\/sup><\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Por ser um empreendimento recente, a UHE Belo Monte ainda n\u00e3o apresenta lucros por estar amortizando os investimentos para constru\u00e7\u00e3o. Por isso, comparou-se o impacto com seu EBITDA m\u00e9dio dos \u00faltimos cinco anos.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn29\" href=\"#_ftnref29\"><sup>[29]<\/sup><\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;IPAM. <em>Arco do desmatamento<\/em>. sd. Data de acesso: 17 de dezembro de 2024. <a href=\"https:\/\/bit.ly\/49FQI4O\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><u>bit.ly\/49FQI4O<\/u><\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn30\" href=\"#_ftnref30\"><sup>[30]<\/sup><\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Tais valores foram obtidos somando as perdas m\u00e9dias de receita para as duas UHEs e traduzindo a soma da perda m\u00e9dia de energia em consumo m\u00e9dio por consumidor (2.502 kWh).<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><em>Este relat\u00f3rio contou com apoio financeiro de Instituto Ita\u00fasa e Norway\u2019s International Climate and Forest Initiative (NICFI).<br><br>Os autores gostariam de agradecer a Salo Coslovsky, Augusto Monnerat e Thiago Nasseh pelo suporte para pesquisa; Juliano Assun\u00e7\u00e3o, Beto Ver\u00edssimo e Natalie Hoover pelos coment\u00e1rios e sugest\u00f5es; Rafael Ara\u00fajo e grupo emp\u00edrico do CPI\/PUC-Rio pelas discuss\u00f5es; Giovanna de Miranda e Camila Calado pela revis\u00e3o e edi\u00e7\u00e3o do texto; e Meyrele Nascimento e Nina Oswald Vieira pela elabora\u00e7\u00e3o das figuras e formata\u00e7\u00e3o do texto.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estudo do CPI\/PUC-Rio e Amaz\u00f4nia 2030 analisa o impacto das altera\u00e7\u00f5es nos padr\u00f5es de chuva, causadas pelo desmatamento, na gera\u00e7\u00e3o el\u00e9trica e na receita das duas maiores usinas hidrel\u00e9tricas do Brasil: Itaipu e Belo 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