{"id":57646,"date":"2023-09-12T13:20:54","date_gmt":"2023-09-12T13:20:54","guid":{"rendered":"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/?post_type=cpi_publications&#038;p=57646"},"modified":"2026-05-09T07:46:43","modified_gmt":"2026-05-09T07:46:43","slug":"preservando-a-amazonia-estrategias-para-reduzir-o-desmatamento-em-assentamentos-rurais","status":"publish","type":"cpi_publications","link":"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/pt-br\/publication\/preservando-a-amazonia-estrategias-para-reduzir-o-desmatamento-em-assentamentos-rurais\/","title":{"rendered":"Preservando a Amaz\u00f4nia: Estrat\u00e9gias para Reduzir o Desmatamento em Assentamentos Rurais"},"content":{"rendered":"\n<p>O desmatamento \u00e9 um dos grandes respons\u00e1veis pelo aumento das emiss\u00f5es de carbono, agravando os efeitos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. Na \u00faltima d\u00e9cada, a Amaz\u00f4nia apresentou elevados \u00edndices de desmatamento, com salto acentuado de 74% entre 2018 e 2022.<a id=\"_ftnref1\" href=\"#_ftn1\"><sup>[1]<\/sup><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Reverter essa tend\u00eancia, zerando o desmatamento na regi\u00e3o at\u00e9 2030, \u00e9 uma prioridade do governo brasileiro.<a id=\"_ftnref2\" href=\"#_ftn2\"><sup>[2]<\/sup><\/a> A implementa\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas focadas em \u00e1reas de maior impacto \u00e9 indispens\u00e1vel para atingir esse objetivo. Com isso em vista, Gandour e Mour\u00e3o (2022) apontam a redu\u00e7\u00e3o do desmatamento nos assentamentos rurais da Amaz\u00f4nia como uma prioridade para prote\u00e7\u00e3o da floresta.<a id=\"_ftnref3\" href=\"#_ftn3\"><sup>[3]<\/sup><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Assentamentos rurais s\u00e3o \u00e1reas designadas para a reforma agr\u00e1ria, onde fam\u00edlias sem-terra s\u00e3o reassentadas para que possam cultivar a terra e ter melhores condi\u00e7\u00f5es de vida.<a id=\"_ftnref4\" href=\"#_ftn4\"><sup>[4]<\/sup><\/a> S\u00e3o parte essencial da estrat\u00e9gia do Estado brasileiro para promover maior igualdade na distribui\u00e7\u00e3o de terras e justi\u00e7a social.<a id=\"_ftnref5\" href=\"#_ftn5\"><sup>[5]<\/sup><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Apesar de relevantes para a reforma agr\u00e1ria, parte significativa do desmatamento na Amaz\u00f4nia ocorre nos assentamentos rurais. Mesmo ocupando somente 8% do territ\u00f3rio, 28% do desmatamento do bioma aconteceu nos assentamentos, entre 2012 e 2022.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Nesta publica\u00e7\u00e3o, pesquisadores do Climate Policy Initiative\/Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica do Rio de Janeiro (CPI\/PUC-Rio) analisam o desmatamento nos assentamentos da Amaz\u00f4nia entre 2012 e 2022. Eles identificam que o desmatamento em assentamentos \u00e9 altamente concentrado e indicam \u00e1reas priorit\u00e1rias para a atua\u00e7\u00e3o do governo no combate ao desmatamento na Amaz\u00f4nia.<\/strong><strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Onde atuar?<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Em 2022, 75% da perda florestal em \u00e1rea assentada na Amaz\u00f4nia ocorreu em apenas 5% dos 2.312 assentamentos do bioma. Al\u00e9m de concentra\u00e7\u00e3o, h\u00e1 persist\u00eancia: os mesmos assentamentos contribuem para a maior parte do desmatamento ao longo dos anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Alterar os padr\u00f5es de uso da terra em um pequeno grupo de assentamentos geraria impactos relevantes para a preserva\u00e7\u00e3o da floresta como um todo, a curto e a longo prazo. N\u00e3o apenas por um dos principais focos de desmatamento dos \u00faltimos anos ter ocorrido nesses assentamentos, mas tamb\u00e9m para evitar esse padr\u00e3o na pr\u00f3xima d\u00e9cada.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>O que fazer?<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Certas pol\u00edticas s\u00e3o imprescind\u00edveis para combater o desmatamento e devem ser aplicadas de forma abrangente nos assentamentos rurais. Isso inclui fortalecer o monitoramento ambiental, com puni\u00e7\u00f5es eficazes para quem desmata. A ado\u00e7\u00e3o de outras pol\u00edticas, no entanto, pode variar consoante o contexto espec\u00edfico de cada assentamento.<\/p>\n\n\n\n<p>Assentamentos diferentes podem demandar abordagens distintas por parte do governo. <strong>Identificar os fatores e atores que impulsionam a destrui\u00e7\u00e3o florestal em assentamentos rurais \u00e9 um passo crucial para estabelecer uma estrat\u00e9gia eficaz de interven\u00e7\u00e3o<\/strong>. <strong>Assim, \u00e9 poss\u00edvel decidir a combina\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas adequadas para complementar os esfor\u00e7os de comando e controle em cada situa\u00e7\u00e3o.<\/strong><strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-9d6595d7 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column has-background is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"background-color:#d3e3d4\">\n<p class=\"has-background\" style=\"background-color:#d3e3d4\"><strong>A Amaz\u00f4nia na Reforma Agr\u00e1ria<\/strong><br><br>No bioma Amaz\u00f4nia, concentra-se 70% da \u00e1rea assentada e 63% dos assentados do pa\u00eds. O movimento de reforma agr\u00e1ria ganhou for\u00e7a na regi\u00e3o a partir de 1970, com a cria\u00e7\u00e3o de projetos de coloniza\u00e7\u00e3o, nos quais a destrui\u00e7\u00e3o da floresta era incentivada. Em 1984, come\u00e7aram a ser criados os <strong>assentamentos convencionais<\/strong>, ainda voltados para a agropecu\u00e1ria. Entre o final dos anos 1990 e o in\u00edcio dos anos 2000, ganhou \u00edmpeto a implementa\u00e7\u00e3o de projetos com modelos de produ\u00e7\u00e3o sustent\u00e1veis que inclu\u00edssem as comunidades tradicionais e extrativistas do bioma.<br><br>A partir de meados dos anos 2000, a perspectiva ambiental passou a ser elemento central das pol\u00edticas de reforma agr\u00e1ria na Amaz\u00f4nia. Diretrizes foram estabelecidas para limitar os novos assentamentos convencionais \u00e0s \u00e1reas consolidadas e para priorizar a cria\u00e7\u00e3o de <strong>assentamentos ambientalmente diferenciados<\/strong>.<a id=\"_ftnref6\" href=\"#_ftn6\"><sup>[6]<\/sup><\/a> Estes \u00faltimos s\u00e3o caracterizados por seu foco em atividades compat\u00edveis com a floresta, incluindo, entre seus objetivos, a preserva\u00e7\u00e3o da Floresta Amaz\u00f4nica.<a id=\"_ftnref7\" href=\"#_ftn7\"><sup>[7]<\/sup><\/a> A \u00e1rea de assentamentos dessa modalidade aumentou de 1,7 para 12,4 milh\u00f5es de hectares entre 2004 e 2012. Desde ent\u00e3o, a expans\u00e3o de qualquer tipo de assentamento no bioma tem sido modesta, com um crescimento de apenas 1% da \u00e1rea assentada no bioma entre 2012 e 2022.<br><br>Atualmente, o bioma abriga 2.312 assentamentos; dos quais, 77% s\u00e3o convencionais, e 21% s\u00e3o ambientalmente diferenciados. Com extens\u00e3o maior, os assentamentos ambientalmente diferenciados representam cerca de 40% da \u00e1rea assentada, proporcionando, assim, mais hectares por fam\u00edlia, em conson\u00e2ncia com a demanda de espa\u00e7os mais amplos para o desenvolvimento de atividades sustent\u00e1veis.<br><br><strong>Tabela 1. <\/strong>Assentamentos no Bioma Amaz\u00f4nia, 2023<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-9d6595d7 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column has-background is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"background-color:#d3e3d4\">\n<div class=\"flourish-embed flourish-table\" data-src=\"visualisation\/14879468?502650\"><script src=\"https:\/\/public.flourish.studio\/resources\/embed.js\"><\/script><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<p class=\"has-background\" style=\"background-color:#d3e3d4\"><em><strong>Fonte: <\/strong>CPI\/PUC-Rio com dados de Acervo Fundi\u00e1rio\/Incra,<a id=\"_ftnref8\" href=\"#_ftn8\"><sup>[8]<\/sup><\/a> Assentamentos &#8211; Rela\u00e7\u00e3o de Projetos\/Incra,<a id=\"_ftnref9\" href=\"#_ftn9\"><sup>[9]<\/sup><\/a> Prodes\/Inpe<a id=\"_ftnref10\" href=\"#_ftn10\"><sup>[10]<\/sup><\/a> e Biomas do Brasil\/IBGE (2019),<a id=\"_ftnref11\" href=\"#_ftn11\"><sup>[11]<\/sup><\/a> 2023<br><strong>Nota:<\/strong> Por assentamentos convencionais, entendem-se os projetos das seguintes categorias: Projeto de Assentamento (PA) e Projeto de Assentamento Estadual (PE). Os assentamentos ambientalmente diferenciados compreendem: Projeto de Assentamento Agroextrativista (PAE), Projeto de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel (PDS) e Projeto de Assentamento Florestal (PAF). A modalidade \u201coutros\u201d abarca Projeto de Assentamento Conjunto (PAC), Projeto de Assentamento Dirigido (PAD), Projeto de Assentamento Municipal (PAM), Projeto de Assentamento Quilombola (PAQ), Projeto de Assentamento R\u00e1pido (PAR), Projeto de Assentamento Casulo (PCA) e Projeto Integrado de Coloniza\u00e7\u00e3o (PIC).<\/em><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>O Perfil do Desmatamento nas \u00c1reas Assentadas<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Apesar de ocuparem apenas 8% da Amaz\u00f4nia, 28% do desmatamento, entre 2012 e 2022,<a id=\"_ftnref12\" href=\"#_ftn12\"><sup>[12]<\/sup><\/a> ocorreu nos assentamentos rurais. Ao longo desse per\u00edodo, 17% do desmatamento no bioma aconteceu em 5% dos assentamentos (116 projetos). Em termos de \u00e1rea, isso quer dizer que quase um quinto do desmatamento est\u00e1 concentrado em 2,5% do bioma (Figura 1). H\u00e1, desse modo, uma oportunidade de reduzir rapidamente e em escala o desmatamento na regi\u00e3o com a implementa\u00e7\u00e3o de uma pol\u00edtica direcionada para esses assentamentos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Figura 1. <\/strong>Desmatamento em Assentamentos no Bioma Amaz\u00f4nia, 2012-2022<\/p>\n\n\n\n<div class=\"flourish-embed flourish-chart\" data-src=\"visualisation\/14887808?502650\"><script src=\"https:\/\/public.flourish.studio\/resources\/embed.js\"><\/script><\/div>\n\n\n\n<p><em><strong>Fonte: <\/strong>CPI\/PUC-Rio com dados de Acervo Fundi\u00e1rio\/Incra, Assentamentos &#8211; Rela\u00e7\u00e3o de Projetos\/Incra, Prodes\/Inpe e Biomas do Brasil\/IBGE (2019), 2023<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Os assentamentos que registraram os maiores \u00edndices de desmatamento em 2022 j\u00e1 estavam entre os principais respons\u00e1veis pelo desmatamento no bioma em anos anteriores. A Figura 2 apresenta o padr\u00e3o do desmatamento, na \u00faltima d\u00e9cada, nos 116 assentamentos rurais que mais desmataram em 2022. Dentre os 116, 23 estiveram entre os 5% que mais desmataram ao longo de todo o per\u00edodo analisado, e 68 deles estavam entre os principais respons\u00e1veis por ao menos metade do per\u00edodo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Figura 2. <\/strong>A Atua\u00e7\u00e3o dos 116 Assentamentos que Mais Desmataram em 2022 no Bioma Amaz\u00f4nia, 2012-2021<\/p>\n\n\n\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"900\" height=\"1332\" class=\"wp-image-57667\" style=\"width: 900px;\" src=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/f2-assent.png\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/f2-assent.png 1993w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/f2-assent-203x300.png 203w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/f2-assent-692x1024.png 692w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/f2-assent-1038x1536.png 1038w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/f2-assent-1384x2048.png 1384w\" sizes=\"auto, (max-width: 900px) 100vw, 900px\" \/><\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Fonte: <\/strong>CPI\/PUC-Rio com dados de Acervo Fundi\u00e1rio\/Incra, Assentamentos &#8211; Rela\u00e7\u00e3o de Projetos\/Incra, Prodes\/Inpe e Biomas do Brasil\/IBGE (2019), 2023<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m do padr\u00e3o observado nos assentamentos que mais desmatam, verifica-se tamb\u00e9m uma concentra\u00e7\u00e3o espacial. A Figura 3 mostra os assentamentos da Amaz\u00f4nia de acordo com o n\u00famero de vezes que eles estiveram entre os 116 (5%) assentamentos que mais desmataram. Nota-se que os assentamentos que mais desmatam costumam estar concentrados nas mesmas localidades, em geral, pr\u00f3ximo a rodovias federais. Esse padr\u00e3o aponta para o potencial de implementa\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas direcionadas para \u00e1reas priorit\u00e1rias no combate ao desmatamento.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Figura 3. <\/strong>Assentamentos no Bioma Amaz\u00f4nia por Participa\u00e7\u00e3o no Desmatamento, 2012-2022 <strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"900\" height=\"509\" class=\"wp-image-57670\" style=\"width: 900px;\" src=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/f3-assent.png\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/f3-assent.png 2072w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/f3-assent-300x170.png 300w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/f3-assent-1024x579.png 1024w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/f3-assent-1536x868.png 1536w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/f3-assent-2048x1157.png 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 900px) 100vw, 900px\" \/><\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Fonte: <\/strong>CPI\/PUC-Rio com dados de Acervo Fundi\u00e1rio\/Incra, Assentamentos &#8211; Rela\u00e7\u00e3o de Projetos\/Incra, Prodes\/Inpe, Biomas do Brasil\/IBGE (2019) e DNIT\/SNV (2018),<a id=\"_ftnref13\" href=\"#_ftn13\"><sup>[13]<\/sup><\/a> 2023<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Vale notar tamb\u00e9m, que o desmatamento que ocorre nos 116 assentamentos que mais desmatam destr\u00f3i \u00e1reas maiores de floresta de uma s\u00f3 vez (Figura 4). Por exemplo, em 2022, 36% dos epis\u00f3dios de desmatamento destru\u00edram \u00e1reas de 100 ou mais hectares. Enquanto que nos demais assentamentos, esse n\u00famero foi de apenas 4%. Esse padr\u00e3o sugere uma poss\u00edvel associa\u00e7\u00e3o entre a perda florestal nos assentamentos que mais desmatam e a implementa\u00e7\u00e3o de atividades agropecu\u00e1rias de maior escala.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Figura 4. <\/strong>Desmatamento em \u00c1rea Assentada por Tamanho do Epis\u00f3dio de Desmatamento no Bioma Amaz\u00f4nia, 2012\u20132022<\/p>\n\n\n\n<div class=\"flourish-embed flourish-chart\" data-src=\"visualisation\/14889054?502650\"><script src=\"https:\/\/public.flourish.studio\/resources\/embed.js\"><\/script><\/div>\n\n\n\n<p><em><strong>Fonte: <\/strong>CPI\/PUC-Rio com dados de Acervo Fundi\u00e1rio\/Incra, Assentamentos &#8211; Rela\u00e7\u00e3o de Projetos\/Incra, Prodes\/Inpe e Biomas do Brasil\/IBGE (2019), 2023<\/em><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Pol\u00edticas P\u00fablicas para uso da terra nos assentamentos<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>O combate ao desmatamento em \u00e1reas assentadas da Amaz\u00f4nia exige uma atua\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica por parte dos governos. Mais de 70% do desmatamento em assentamentos ocorre em munic\u00edpios classificados como \u201csob press\u00e3o\u201d por Ver\u00edssimo et al. (2022).<a id=\"_ftnref14\" href=\"#_ftn14\"><sup>[14]<\/sup><\/a> Ou seja, comp\u00f5em a lista de munic\u00edpios j\u00e1 identificados pelo Minist\u00e9rio do Meio Ambiente e Mudan\u00e7a do Clima (MMA) para atua\u00e7\u00e3o priorit\u00e1ria ou s\u00e3o munic\u00edpios que desmataram mais de 100 km\u00b2 nos \u00faltimos tr\u00eas anos (Figura 5). O combate ao desmatamento em assentamentos, portanto, demanda uma atua\u00e7\u00e3o alinhada com a estrat\u00e9gia nacional.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Figura 5. <\/strong>Desmatamento em \u00c1rea Assentada por Tipo de Munic\u00edpio no Bioma Amaz\u00f4nia, 2012-2021 <strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<div class=\"flourish-embed flourish-chart\" data-src=\"visualisation\/14889465?502650\"><script src=\"https:\/\/public.flourish.studio\/resources\/embed.js\"><\/script><\/div>\n\n\n\n<p><em><strong>Fonte: <\/strong>CPI\/PUC-Rio com dados de Acervo Fundi\u00e1rio\/Incra, Assentamentos &#8211; Rela\u00e7\u00e3o de Projetos\/Incra, Prodes\/Inpe, Biomas do Brasil\/IBGE (2019) e Ver\u00edssimo et al. (2022), 2023<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Como a maior parte (95%) do desmatamento na Amaz\u00f4nia \u00e9 ilegal,<a id=\"_ftnref15\" href=\"#_ftn15\"><sup>[15]<\/sup><\/a> a atua\u00e7\u00e3o do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renov\u00e1veis (Ibama) \u00e9 fundamental para combater seu avan\u00e7o.<a id=\"_ftnref16\" href=\"#_ftn16\"><sup>[16]<\/sup><\/a> Com o enfraquecimento da atua\u00e7\u00e3o do Ibama na Amaz\u00f4nia nos \u00faltimos anos, houve um crescimento das taxas desmatamento,<a id=\"_ftnref17\" href=\"#_ftn17\"><sup>[17]<\/sup><\/a> um padr\u00e3o que se repete tamb\u00e9m nos assentamentos (Figura 6). Reverter essa tend\u00eancia e fortalecer os \u00f3rg\u00e3os de controle ambiental \u00e9 central para proteger a floresta.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Figura 6. <\/strong>N\u00famero de Multas por Infra\u00e7\u00f5es Contra Flora e Desmatamento nos Assentamentos, 2012-2022<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-9d6595d7 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<div class=\"flourish-embed flourish-chart\" data-src=\"visualisation\/14889579?502650\"><script src=\"https:\/\/public.flourish.studio\/resources\/embed.js\"><\/script><\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<div class=\"flourish-embed flourish-chart\" data-src=\"visualisation\/14889715?502650\"><script src=\"https:\/\/public.flourish.studio\/resources\/embed.js\"><\/script><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<p><em><strong>Fonte: <\/strong>CPI\/PUC-Rio com dados de Acervo Fundi\u00e1rio\/Incra, Assentamentos &#8211; Rela\u00e7\u00e3o de Projetos\/Incra, Prodes\/Inpe, Biomas do Brasil\/IBGE (2019) e Fiscaliza\u00e7\u00e3o &#8211; auto de infra\u00e7\u00e3o\/Ibama (2023),<a id=\"_ftnref18\" href=\"#_ftn18\"><sup>[18]<\/sup><\/a> 2023<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Embora os esfor\u00e7os de comando e controle sejam fundamentais, eles n\u00e3o s\u00e3o suficientes. Para al\u00e9m de punir a destrui\u00e7\u00e3o da floresta, \u00e9 importante incentivar pr\u00e1ticas que favore\u00e7am sua conserva\u00e7\u00e3o. A persist\u00eancia do desmatamento nos assentamentos indica que o pa\u00eds precisa de um quadro de ferramentas robusto, com o objetivo de n\u00e3o apenas reduzir, mas tamb\u00e9m de acabar com o desmatamento.<\/p>\n\n\n\n<p>Algumas li\u00e7\u00f5es podem ser apreendidas a partir do Projeto Assentamentos Sustent\u00e1veis.<a id=\"_ftnref19\" href=\"#_ftn19\"><sup>[19]<\/sup><\/a> O projeto \u00e9 uma iniciativa do terceiro setor<a id=\"_ftnref20\" href=\"#_ftn20\"><sup>[20]<\/sup><\/a> financiada pelo Fundo Amaz\u00f4nia que atuou em tr\u00eas assentamentos do Par\u00e1 entre 2012 e 2017, fornecendo assist\u00eancia t\u00e9cnica e administrativa aos assentados.<a id=\"_ftnref21\" href=\"#_ftn21\"><sup>[21]<\/sup><\/a> O projeto tinha por objetivo o fortalecimento da agricultura familiar na regi\u00e3o amaz\u00f4nica, atrav\u00e9s da integra\u00e7\u00e3o da transi\u00e7\u00e3o agroecol\u00f3gica, preserva\u00e7\u00e3o ambiental e reconhecimento dos servi\u00e7os ecossist\u00eamicos.<a id=\"_ftnref22\" href=\"#_ftn22\"><sup>[22]<\/sup><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Como parte do projeto, 350 fam\u00edlias tiveram acesso a pagamentos por servi\u00e7os ambientais (PSA). O PSA permite recompensar os assentados pela floresta preservada, promovendo seu desenvolvimento econ\u00f4mico de forma sustent\u00e1vel. Subsequentes estudos mostraram que essas fam\u00edlias aumentaram sua produ\u00e7\u00e3o e reduziram o desmatamento.<a id=\"_ftnref23\" href=\"#_ftn23\"><sup>[23]<\/sup><\/a> Tais resultados indicam que o PSA e a assist\u00eancia t\u00e9cnica incentivam a conserva\u00e7\u00e3o da floresta e promovem uma agropecu\u00e1ria mais produtiva e sustent\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>A regi\u00e3o Amaz\u00f4nica est\u00e1 bem posicionada para iniciativas de regenera\u00e7\u00e3o.<a id=\"_ftnref24\" href=\"#_ftn24\"><sup>[24]<\/sup><\/a> Isso \u00e9 demonstrado pelas extensas \u00e1reas de floresta secund\u00e1ria nos assentamentos (Figura 7). Em 2019, aproximadamente 2,1 milh\u00f5es de hectares tinham sido regenerados naturalmente, ocupando quase 25% de toda a \u00e1rea desmatada nos assentamentos amaz\u00f4nicos.<a id=\"_ftnref25\" href=\"#_ftn25\"><sup>[25]<\/sup><\/a> Na Figura 7, tamb\u00e9m \u00e9 poss\u00edvel ver que tanto os assentamentos que mais desmataram<a id=\"_ftnref26\" href=\"#_ftn26\"><sup>[26]<\/sup><\/a> quanto os demais t\u00eam uma fra\u00e7\u00e3o relevante da sua \u00e1rea desmatada ocupada por vegeta\u00e7\u00e3o secund\u00e1ria. Um indicativo de que, mesmo nos assentamentos onde h\u00e1 mais desmatamento, h\u00e1 espa\u00e7o para iniciativas de restauro florestal.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Figura 7. <\/strong>Vegeta\u00e7\u00e3o Secund\u00e1ria em \u00c1rea Assentada no Bioma Amaz\u00f4nia, 2012-2019<\/p>\n\n\n\n<div class=\"flourish-embed flourish-chart\" data-src=\"visualisation\/14889771?502650\"><script src=\"https:\/\/public.flourish.studio\/resources\/embed.js\"><\/script><\/div>\n\n\n\n<p><em><strong>Fonte: <\/strong>CPI\/PUC-Rio com dados de Acervo Fundi\u00e1rio\/Incra, Assentamentos &#8211; Rela\u00e7\u00e3o de Projetos\/Incra, Biomas do Brasil\/IBGE (2019) e MapBiomas (2022),<a id=\"_ftnref27\" href=\"#_ftn27\"><sup>[27]<\/sup><\/a> 2023<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo sem incentivos p\u00fablicos, quase um quarto da \u00e1rea desmatada nos assentamentos j\u00e1 est\u00e1 em processo de regenera\u00e7\u00e3o. Com um programa que remunerasse os assentados para promoverem a restaura\u00e7\u00e3o e o manejo da floresta, essa parcela poderia crescer rapidamente. Esses resultados indicam que pol\u00edticas de restauro ambiental podem ser uma estrat\u00e9gia promissora para a regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Conclus\u00e3o<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>A urg\u00eancia em proteger a Amaz\u00f4nia e zerar o desmatamento na regi\u00e3o at\u00e9 2030 demanda um direcionamento de esfor\u00e7os para a\u00e7\u00f5es com alto impacto e efeitos r\u00e1pidos. Por isso, alterar os padr\u00f5es de uso da terra nas \u00e1reas assentadas da regi\u00e3o deve ser prioridade nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>O desmatamento nos assentamentos est\u00e1 concentrado em um pequeno grupo, indicando que a\u00e7\u00f5es direcionadas tendem a ser eficientes. Assim, pol\u00edticas que priorizem essas \u00e1reas podem trazer resultados significativos para a preserva\u00e7\u00e3o da floresta como um todo.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, conter o desmatamento em \u00e1reas assentadas n\u00e3o \u00e9 suficiente para garantir o sucesso da pol\u00edtica de acesso \u00e0 terra do Brasil. \u00c9 essencial que os assentados tenham condi\u00e7\u00f5es de desenvolver atividades econ\u00f4micas produtivas e sustent\u00e1veis. Isso requer a implementa\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas abrangentes que promovam a conserva\u00e7\u00e3o ambiental e incentivem atividades econ\u00f4micas compat\u00edveis com a floresta.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><em>Os autores gostariam de agradecer o apoio metodol\u00f3gico de Juliano Assun\u00e7\u00e3o e os coment\u00e1rios e sugest\u00f5es de Luciano Mattos (MDA), Cristina Leme Lopes e Jo\u00e3o Arbache. Tamb\u00e9m gostar\u00edamos de agradecer Natalie Hoover El Rashidy, Giovanna de Miranda e Camila Calado pelo trabalho de revis\u00e3o e edi\u00e7\u00e3o de texto e Nina Oswald Vieira pelo trabalho de design gr\u00e1fico.<\/em><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn1\" href=\"#_ftnref1\">[1]<\/a> Coordena\u00e7\u00e3o-Geral de Observa\u00e7\u00e3o da Terra. <em>Prodes Amaz\u00f4nia<\/em>. 2023. Data de acesso: 24 de maio de 2023. <a href=\"https:\/\/bit.ly\/3wLSbn5\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">bit.ly\/3wLSbn5<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn2\" href=\"#_ftnref2\">[2]<\/a>&nbsp;Na quinta edi\u00e7\u00e3o do Plano de Preven\u00e7\u00e3o e Combate ao Desmatamento na Amaz\u00f4nia Legal (PPCDAm), zerar o desmatamento at\u00e9 2030 foi definido como acabar com o desmatamento ilegal e compensar o desmatamento legal. <a href=\"http:\/\/bit.ly\/3DxGnsc\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">bit.ly\/3DxGnsc<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn3\" href=\"#_ftnref3\">[3]<\/a>&nbsp;Gandour, Clarissa e Jo\u00e3o Mour\u00e3o. <em>Coordena\u00e7\u00e3o Estrat\u00e9gica para o Combate ao Desmatamento na Amaz\u00f4nia: Prioridades para os Governos Federal e Estaduais<\/em>. Rio de Janeiro: Climate Policy Initiative, 2022. <a href=\"http:\/\/bit.ly\/CoordenacaoEstrategica\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">bit.ly\/CoordenacaoEstrategica<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn4\" href=\"#_ftnref4\">[4]<\/a>&nbsp;Chiavari, Joana, Cristina L. Lopes e Julia N. de Araujo. <em>Panorama dos Direitos de Propriedade no Brasil Rural<\/em>. Rio de Janeiro: Climate Policy Initiative, 2021. <a href=\"http:\/\/bit.ly\/PanoramaDireitosDePropriedade\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">bit.ly\/PanoramaDireitosDePropriedade<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn5\" href=\"#_ftnref5\">[5]<\/a>&nbsp;Souza, Maria Lucimar. <em>Assentamentos Rurais da Amaz\u00f4nia: Diretrizes para a Sustentabilidade<\/em>. Amaz\u00f4nia 2030, 2022. <a href=\"http:\/\/bit.ly\/3Y8fe8M\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">bit.ly\/3Y8fe8M<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn6\" href=\"#_ftnref6\">[6]<\/a>&nbsp;Souza, Maria Lucimar. <em>Assentamentos Rurais da Amaz\u00f4nia Diretrizes para a Sustentabilidade<\/em>. Amaz\u00f4nia 2030, 2022. <a href=\"http:\/\/bit.ly\/3Y8fe8M\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">bit.ly\/3Y8fe8M<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn7\" href=\"#_ftnref7\">[7]<\/a>&nbsp;Chiavari, Joana, Cristina L. Lopes e Julia N. de Araujo. <em>Panorama dos Direitos de Propriedade no Brasil Rural<\/em>. Rio de Janeiro: Climate Policy Initiative, 2021. <a href=\"http:\/\/bit.ly\/PanoramaDireitosDePropriedade\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">bit.ly\/PanoramaDireitosDePropriedade<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn8\" href=\"#_ftnref8\">[8]<\/a> Instituto Nacional de Coloniza\u00e7\u00e3o e Reforma Agr\u00e1ria (Incra). <em>Acervo Fundi\u00e1rio. Assentamentos Brasil<\/em>. Data de acesso: 28 de abril de 2023. <a href=\"http:\/\/bit.ly\/44ytbyD\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">bit.ly\/44ytbyD<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn9\" href=\"#_ftnref9\">[9]<\/a>&nbsp;Instituto Nacional de Coloniza\u00e7\u00e3o e Reforma Agr\u00e1ria (Incra). <em>Assentamentos &#8211; Rela\u00e7\u00e3o de Projetos<\/em>. Data de acesso: 28 de abril de 2023. <a href=\"http:\/\/bit.ly\/3EjGUyv\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">bit.ly\/3EjGUyv<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn10\" href=\"#_ftnref10\">[10]<\/a> Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Coordena\u00e7\u00e3o-Geral de Observa\u00e7\u00e3o da Terra (OBT) e Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amaz\u00f4nia Legal por Sat\u00e9lite (Prodes). <em>Downloads<\/em>. Data de acesso: 24 de maio de 2023. <a href=\"http:\/\/bit.ly\/3L7iH27\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">bit.ly\/3L7iH27<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn11\" href=\"#_ftnref11\">[11]<\/a> Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE). <em>Biomas do Brasil: shapefile, 2019<\/em>. 2019. Data de acesso: 16 se setembro de 2020. <a href=\"http:\/\/bit.ly\/4690QQH\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">bit.ly\/4690QQH<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn12\" href=\"#_ftnref12\">[12]<\/a>&nbsp;Esses n\u00fameros n\u00e3o consideram os assentamentos dos seguintes tipos: Resex, RDS, Flona e FLOE. Eles correspondem, na realidade, a unidades de conserva\u00e7\u00e3o de uso sustent\u00e1vel reconhecidas pelo Instituto Nacional de Coloniza\u00e7\u00e3o e Reforma Agr\u00e1ria (Incra) como parte do Programa Nacional de Reforma Agr\u00e1ria (PRNA) para terem acesso a pol\u00edticas p\u00fablicas associadas aos programas voltados para benefici\u00e1rios da reforma agr\u00e1ria. Se fossem considerados, os assentamentos ocupariam 14% da \u00e1rea do bioma e responderiam por 30% do desmatamento posterior a 2012.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn13\" href=\"#_ftnref13\">[13]<\/a>&nbsp;Departamento Nacional da Infraestrutura de Transportes (DNIT) e Sistema Nacional de Via\u00e7\u00e3o (SNV). <em>Plano Nacional de Via\u00e7\u00e3o e Sistema Nacional de Via\u00e7\u00e3o<\/em>. 2018. Data de acesso: 22 de fevereiro de 2019. <a href=\"http:\/\/bit.ly\/3YZH9bj\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">bit.ly\/3YZH9bj<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn14\" href=\"#_ftnref14\">[14]<\/a>&nbsp;Ver\u00edssimo et al. <em>As 5 Amaz\u00f4nias: bases para o desenvolvimento sustent\u00e1vel da Amaz\u00f4nia Legal<\/em>. Amaz\u00f4nia 2030, 2022. <a href=\"https:\/\/bit.ly\/3qFHtzl\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">bit.ly\/3qFHtzl<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn15\" href=\"#_ftnref15\">[15]<\/a> Azevedo, Tasso et al. <em>Relat\u00f3rio Anual do Desmatamento no Brasil<\/em>. MapBiomas, 2023. <a href=\"http:\/\/bit.ly\/3rKKzlY\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">bit.ly\/3rKKzlY<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn16\" href=\"#_ftnref16\">[16]<\/a> Gandour, Clarissa e Juliano Assun\u00e7\u00e3o. O Brasil Sabe como Deter o Desmatamento na Amaz\u00f4nia: Monitoramento e Fiscaliza\u00e7\u00e3o Funcionam e devem ser Fortalecidos. Rio de Janeiro: Climate Policy Initiative, 2019. <a href=\"http:\/\/bit.ly\/3Khr36O\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">bit.ly\/3Khr36O<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn17\" href=\"#_ftnref17\">[17]<\/a>&nbsp;Gandour, Clarissa. <em>Pol\u00edticas P\u00fablicas para Prote\u00e7\u00e3o da Floresta Amaz\u00f4nica: O que Funciona e Como Melhorar<\/em>. Rio de Janeiro: Climate Policy Initiative, 2021. <a href=\"http:\/\/bit.ly\/Pol\u00edticasProte\u00e7\u00e3oAMZ\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">bit.ly\/Pol\u00edticasProte\u00e7\u00e3oAMZ<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn18\" href=\"#_ftnref18\">[18]<\/a>&nbsp;Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renov\u00e1veis (Ibama). <em>Fiscaliza\u00e7\u00e3o &#8211; auto de infra\u00e7\u00e3o<\/em>. 2023. Data de acesso: 21 de outubro de 2023. <a href=\"http:\/\/bit.ly\/3qTy5IA\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">bit.ly\/3qTy5IA<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn19\" href=\"#_ftnref19\">[19]<\/a>&nbsp;Souza, Maria Lucimar e Ane Alencar. <em>Assentamentos Sustent\u00e1veis na Amaz\u00f4nia<\/em>. IPAM, 2021. <a href=\"http:\/\/bit.ly\/3OcOWxK\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">bit.ly\/3OcOWxK<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn20\" href=\"#_ftnref20\">[20]<\/a>&nbsp;O projeto foi liderado pelo Instituto de Pesquisa Ambiental da Amaz\u00f4nia (IPAM).<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn21\" href=\"#_ftnref21\">[21]<\/a>&nbsp;Como parte do projeto, (i) cerca de 2.700 fam\u00edlias receberam informa\u00e7\u00f5es sobre a regula\u00e7\u00e3o ambiental e fundi\u00e1ria do pa\u00eds, (ii) 1.300 tiveram apoio administrativo para se registrarem no Cadastro Ambiental Rural (CAR), (iii) 650 receberam assist\u00eancia t\u00e9cnica para o desenvolvimento de atividades compat\u00edveis com a floresta (intensifica\u00e7\u00e3o da pecu\u00e1ria, sistemas agroflorestais e horticultura) e (iv) 350 tiveram acesso a pagamentos por servi\u00e7os ambientais, que poderiam somar R$ 1.680,00 por ano. O recebimento do montante era condicionado ao cumprimento de requisitos, como a preserva\u00e7\u00e3o da cobertura vegetal e a absten\u00e7\u00e3o de usar o fogo como t\u00e9cnica de manejo.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn22\" href=\"#_ftnref22\">[22]<\/a>&nbsp;Souza, Maria Lucimar. Assentamentos Rurais da Amaz\u00f4nia Diretrizes para a Sustentabilidade. Amaz\u00f4nia 2030, 2022. <a href=\"http:\/\/bit.ly\/3Y8fe8M\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">bit.ly\/3Y8fe8M<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn23\" href=\"#_ftnref23\">[23]<\/a> Demarchi et al. Beyond Reducing Deforestation: Impacts of REDD+ project on Household Livelihoods. Center for Environmental Economics \u2013 Montpellier (CEE \u2013 M). Working paper, 2022. <a href=\"https:\/\/bit.ly\/47KDAK4\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">bit.ly\/47KDAK4<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn24\" href=\"#_ftnref24\">[24]<\/a>&nbsp;Assun\u00e7\u00e3o, Juliano, Cl\u00e1udio Almeida e Clarissa Gandour. O Brasil Precisa Monitorar sua Regenera\u00e7\u00e3o Tropical: Sistema de Monitoramento Remoto \u00e9 Tecnologicamente Fact\u00edvel, mas Precisa de Apoio da Pol\u00edtica P\u00fablica. Rio de Janeiro: Climate Policy Initiative, 2020. <a href=\"https:\/\/bit.ly\/Regenera\u00e7\u00e3oTropical\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">bit.ly\/Regenera\u00e7\u00e3oTropical<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn25\" href=\"#_ftnref25\">[25]<\/a>&nbsp;Os dados de vegeta\u00e7\u00e3o secund\u00e1ria foram criados pelo MapBiomas. Quando comparado \u00e0 perda de vegeta\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria da cole\u00e7\u00e3o \u201cHist\u00f3rico do Desmatamento 1987-2019\u201d, os cerca de 2,1 milh\u00f5es de hectares de vegeta\u00e7\u00e3o secund\u00e1ria correspondem a 24,4% da perda de vegeta\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria nos assentamentos. Se for considerada a \u00e1rea desmatada at\u00e9 o ano Prodes 2019, segundo os dados do Prodes\/Inpe, os mesmos 2,1 milh\u00f5es de hectares correspondem a 16% da \u00e1rea desmatada nos assentamentos.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn26\" href=\"#_ftnref26\">[26]<\/a>&nbsp;Nesse caso em particular, consideramos os 116 assentamentos (5%) que mais desmataram em 2019, pois esse \u00e9 o ano mais recente para qual os dados de vegeta\u00e7\u00e3o secund\u00e1ria est\u00e3o dispon\u00edveis.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn27\" href=\"#_ftnref27\">[27]<\/a>&nbsp;MapBiomas. <em>Hist\u00f3rico do Desmatamento 1987 &#8211; 2019 &#8211; Cole\u00e7\u00e3o 6.0. 2022<\/em>. Data de acesso: 26 de junho de 2023. <a href=\"http:\/\/brasil.mapbiomas.org\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">brasil.mapbiomas.org<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>An\u00e1lise do desmatamento nos assentamentos da Amaz\u00f4nia entre 2012 e 2022, identificando \u00e1reas priorit\u00e1rias para a atua\u00e7\u00e3o do governo no combate ao desmatamento na regi\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"author":233,"featured_media":57649,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false},"programs":[1241],"regions":[1242,1377],"topics":[1800,1320],"collaborations":[],"class_list":["post-57646","cpi_publications","type-cpi_publications","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","programs-brazil-policy-center","regions-amazonia","regions-brasil","topics-desmatamento","topics-uso-da-terra-e-conservacao"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.5 - 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