{"id":56318,"date":"2023-07-28T09:00:00","date_gmt":"2023-07-28T09:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/?post_type=cpi_publications&#038;p=56318"},"modified":"2026-04-28T14:35:03","modified_gmt":"2026-04-28T14:35:03","slug":"qual-e-o-risco-climatico-para-os-produtores-rurais-na-caatinga-desafios-para-a-transicao-rural-justa","status":"publish","type":"cpi_publications","link":"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/pt-br\/publication\/qual-e-o-risco-climatico-para-os-produtores-rurais-na-caatinga-desafios-para-a-transicao-rural-justa\/","title":{"rendered":"Qual \u00c9 o Risco Clim\u00e1tico para os Produtores Rurais na Caatinga? Desafios para a Transi\u00e7\u00e3o Rural Justa"},"content":{"rendered":"\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"intro\">Introdu\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p>Pesquisas recentes preveem um aumento tanto no n\u00famero como na intensidade de eventos clim\u00e1ticos severos (Masson-Delmonte et al. 2021; Assad, Magalh\u00e3es 2014), o que exige respostas eficazes dos mais diferentes setores do pa\u00eds. Na agropecu\u00e1ria, esse cen\u00e1rio pressiona para a transi\u00e7\u00e3o para tecnologias de baixo carbono, capazes de diminuir o impacto do setor nas emiss\u00f5es de gases de efeito estufa, atualmente respons\u00e1vel por 25% das emiss\u00f5es brasileiras (SEEG 2021).<\/p>\n\n\n\n<p>O Nordeste, regi\u00e3o semi\u00e1rida, que apresenta, historicamente, baixos n\u00edveis de produtividade agropecu\u00e1ria e popula\u00e7\u00e3o com piores condi\u00e7\u00f5es de renda, tem sentido os impactos mais graves das secas (Marengo et al. 2022). Estudo sobre a vulnerabilidade clim\u00e1tica de diferentes regi\u00f5es do mundo aponta a Caatinga, a vegeta\u00e7\u00e3o que predomina no Nordeste e cobre 10% do territ\u00f3rio nacional, como uma das seis \u00e1reas mais vulner\u00e1veis \u00e0 variabilidade clim\u00e1tica (Seddon et al. 2016). <strong>Frente a esses desafios, este relat\u00f3rio analisa o risco clim\u00e1tico<\/strong><a href=\"#_ftn1\" id=\"_ftnref1\"><strong><sup><strong><sup>[1]<\/sup><\/strong><\/sup><\/strong><\/a><strong> a que est\u00e3o expostos os produtores rurais da regi\u00e3o.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Ao avaliar a vulnerabilidade agropecu\u00e1ria a eventos de seca, pesquisadores do Climate Policy Initiative\/Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica do Rio de Janeiro (CPI\/PUC-Rio) identificaram que os produtores com maior n\u00edvel de vulnerabilidade clim\u00e1tica s\u00e3o os agricultores familiares, que representam 79% do total das propriedades rurais na Caatinga. A partir da an\u00e1lise da produtividade das principais atividades exercidas (pecu\u00e1ria e lavoura tempor\u00e1ria), <strong>os pesquisadores constataram que, frente a epis\u00f3dios de seca, os munic\u00edpios com maior presen\u00e7a de agricultores familiares tiveram maiores perdas de produ\u00e7\u00e3o nas \u00faltimas tr\u00eas d\u00e9cadas<\/strong>. Os resultados apontam, ainda, que a vulnerabilidade clim\u00e1tica a qual esses produtores est\u00e3o expostos tem consequ\u00eancias n\u00e3o apenas a curto prazo. H\u00e1 tamb\u00e9m implica\u00e7\u00f5es severas a longo prazo, afetando a produ\u00e7\u00e3o agropecu\u00e1ria, bem como os indicadores de educa\u00e7\u00e3o, sa\u00fade e pobreza. <strong>Para evitar que o efeito das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas se propague no desenvolvimento de longo prazo da regi\u00e3o, a vulnerabilidade social precisa ser incorporada no desenho de pol\u00edticas p\u00fablicas para os produtores da Caatinga.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"risco\">Risco Clim\u00e1tico e Produtividade Agropecu\u00e1ria<\/h2>\n\n\n\n<p>Na Caatinga, a severidade de eventos extremos relacionados \u00e0 seca \u00e9 maior quando comparada a outros biomas. Nos \u00faltimos 60 anos, o n\u00edvel de precipita\u00e7\u00e3o na Caatinga foi menor que no restante do pa\u00eds, como mostra a Figura 1. Al\u00e9m do n\u00edvel de precipita\u00e7\u00e3o, \u00e9 importante observar tamb\u00e9m a capacidade de reten\u00e7\u00e3o de \u00e1gua do solo. Caracter\u00edsticas como vegeta\u00e7\u00e3o, composi\u00e7\u00e3o e temperatura alteram a umidade do solo, impactando diretamente a capacidade da produ\u00e7\u00e3o agropecu\u00e1ria da regi\u00e3o. A literatura recente de clima tem abordado essa quest\u00e3o ao criar \u00edndices de aridez, que incorporam outros fatores, al\u00e9m da precipita\u00e7\u00e3o, para medir o balan\u00e7o h\u00eddrico de determinada regi\u00e3o (Arora 2002; Dai 2013; Brito et al. 2018).<\/p>\n\n\n\n<p>Os produtores rurais da Caatinga enfrentam grandes desafios impostos pelo clima semi\u00e1rido. Com uma precipita\u00e7\u00e3o m\u00e9dia anual de 930mm, volume 39% menor do que nos demais biomas, eles precisam adaptar sua produ\u00e7\u00e3o \u00e0 concentra\u00e7\u00e3o de chuvas, que ocorrem durante apenas tr\u00eas a quatro meses do ano. Adicionalmente, processos de eros\u00e3o e perda de nutrientes do solo caracterizam o processo de desertifica\u00e7\u00e3o na regi\u00e3o, j\u00e1 em curso em 12,8% do semi\u00e1rido, de acordo com dados do Lapis\/UFAL (Domingues 2019). Com o aumento da temperatura m\u00e9dia da regi\u00e3o, as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas tornam ainda mais secos os locais com maior d\u00e9ficit h\u00eddrico.<\/p>\n\n\n\n<p>Este relat\u00f3rio apresenta um \u00edndice de aridez<a id=\"_ftnref2\" href=\"#_ftn2\"><sup>[2]<\/sup><\/a> que combina informa\u00e7\u00f5es de precipita\u00e7\u00e3o e evapotranspira\u00e7\u00e3o para avaliar o balan\u00e7o h\u00eddrico da Caatinga,<a id=\"_ftnref3\" href=\"#_ftn3\"><sup>[3]<\/sup><\/a> seguindo Cavalcanti (2018) e Albert, Bustos e Ponticelli (2021) e usando dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET). O \u00edndice de aridez calcula, para cada ano, a quantidade de \u00e1gua evapotranspirada relativa ao total da \u00e1gua precipitada. Quanto maior o \u00edndice, menor a capacidade de reten\u00e7\u00e3o de \u00e1gua na regi\u00e3o, portanto, maior a aridez do local. Assim, esse \u00edndice fornece uma m\u00e9trica da severidade de epis\u00f3dios de seca de acordo com a sua intensidade e dura\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A Figura 1b mostra que os n\u00edveis m\u00e9dios do \u00edndice de aridez s\u00e3o maiores para a Caatinga quando comparados com os demais biomas brasileiros. Al\u00e9m disso, nesse bioma, a varia\u00e7\u00e3o do \u00edndice \u00e9 muito maior que em outras regi\u00f5es. Isso implica dizer que a Caatinga enfrenta processos de seca n\u00e3o apenas com maior frequ\u00eancia, mas tamb\u00e9m com maior intensidade.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Figura 1. <\/strong>Vari\u00e1veis Clim\u00e1ticas na Caatinga e Demais Biomas, 1961-2021<\/p>\n\n\n\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"900\" height=\"386\" class=\"wp-image-56353\" style=\"width: 900px;\" src=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/FIG01_Risco_Climatico_WP.jpg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/FIG01_Risco_Climatico_WP.jpg 2052w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/FIG01_Risco_Climatico_WP-300x129.jpg 300w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/FIG01_Risco_Climatico_WP-1024x439.jpg 1024w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/FIG01_Risco_Climatico_WP-1536x658.jpg 1536w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/FIG01_Risco_Climatico_WP-2048x877.jpg 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 900px) 100vw, 900px\" \/><\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Fonte: <\/strong>CPI\/PUC-Rio com base nos dados do INMET e IBGE, 2023<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Para medir o impacto do risco clim\u00e1tico na Caatinga, os pesquisadores do CPI\/PUC-Rio analisaram a produtividade das principais atividades exercidas pelos agricultores familiares do bioma. De acordo com dados do Censo Agropecu\u00e1rio 2017, a principal atividade exercida \u00e9 a pecu\u00e1ria, compreendendo 51% do total de estabelecimentos da agricultura familiar. A lavoura tempor\u00e1ria \u00e9 a segunda atividade mais frequente, abarcando 38% dos estabelecimentos da agricultura familiar (Figura 2a). Para avaliar o efeito de eventos de seca sobre a produtividade da lavoura, a an\u00e1lise foca nas duas principais culturas, feij\u00e3o e milho, em termos de n\u00famero de estabelecimentos e \u00e1rea total (Figura 2b).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Figura 2. <\/strong>Estabelecimentos de Agricultores Familiares por Atividade Econ\u00f4mica e Produ\u00e7\u00e3o Agr\u00edcola<br>na Caatinga<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-9d6595d7 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<p><strong>Figura 2a.<\/strong> Atividade Econ\u00f4mica<\/p>\n\n\n\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"420\" height=\"231\" class=\"wp-image-56356\" style=\"width: 420px;\" src=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/FIG02A_Risco_Climatico_WP.jpg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/FIG02A_Risco_Climatico_WP.jpg 862w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/FIG02A_Risco_Climatico_WP-300x165.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 420px) 100vw, 420px\" \/><\/p>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<p><strong>Figura 2b. <\/strong>Produ\u00e7\u00e3o Agr\u00edcola<\/p>\n\n\n\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"420\" height=\"288\" class=\"wp-image-56359\" style=\"width: 420px;\" src=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/FIG02B_Risco_Climatico_WP.jpg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/FIG02B_Risco_Climatico_WP.jpg 861w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/FIG02B_Risco_Climatico_WP-300x206.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 420px) 100vw, 420px\" \/><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<p><em><strong>Fonte: <\/strong>CPI\/PUC-Rio com base nos dados do Censo Agropecu\u00e1rio 2017 (IBGE), 2023<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>A Figura 3 apresenta a produtividade das principais atividades exercidas por agricultores familiares da Caatinga em compara\u00e7\u00e3o com outros biomas brasileiros, com base nos dados da Pesquisa Agr\u00edcola Municipal (PAM) e da Pesquisa da Pecu\u00e1ria Municipal (PPM), ambas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE 2020, 2019). \u00c9 relevante notar que os agricultores da Caatinga apresentam, historicamente, menor produtividade, produzindo menos (kg ou cabe\u00e7as de gado) por hectare.<a id=\"_ftnref4\" href=\"#_ftn4\"><sup>[4]<\/sup><\/a> A Caatinga n\u00e3o \u00e9 apenas menos produtiva, como tamb\u00e9m apresenta crescimento consideravelmente baixo ao longo das \u00faltimas tr\u00eas d\u00e9cadas. Ao contr\u00e1rio do que se observa em outros biomas, na Caatinga, n\u00e3o houve tend\u00eancia de aumento de produtividade na produ\u00e7\u00e3o de feij\u00e3o e milho nas \u00faltimas tr\u00eas d\u00e9cadas. Mais preocupante, na pecu\u00e1ria houve uma queda de produtividade, aumentando a discrep\u00e2ncia entre esse bioma e os demais.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Figura 3. <\/strong>Produtividade das Principais Atividades Exercidas pela Agricultura Familiar na Caatinga<\/p>\n\n\n\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"900\" height=\"816\" class=\"wp-image-56362\" style=\"width: 900px;\" src=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/FIG03_Risco_Climatico_WP.jpg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/FIG03_Risco_Climatico_WP.jpg 2100w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/FIG03_Risco_Climatico_WP-300x272.jpg 300w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/FIG03_Risco_Climatico_WP-1024x928.jpg 1024w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/FIG03_Risco_Climatico_WP-1536x1393.jpg 1536w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/FIG03_Risco_Climatico_WP-2048x1857.jpg 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 900px) 100vw, 900px\" \/><\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Fonte: <\/strong>CPI\/PUC-Rio com base nos dados do PAM, PPM e MapBiomas, 2023<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Num cen\u00e1rio hist\u00f3rico de baixa produtividade, a sensibilidade da agropecu\u00e1ria frente a choques clim\u00e1ticos<a id=\"_ftnref5\" href=\"#_ftn5\"><sup>[5]<\/sup><\/a> \u00e9 um desafio adicional enfrentado pelos produtores da Caatinga. A Figura 4 apresenta a sensibilidade da produtividade do feij\u00e3o, milho e pecu\u00e1ria a choques clim\u00e1ticos, medidos pelo \u00edndice de aridez.<a id=\"_ftnref6\" href=\"#_ftn6\"><sup>[6]<\/sup><\/a> Os munic\u00edpios na Caatinga apresentam sistematicamente menores n\u00edveis de produtividade quando comparados com os munic\u00edpios dos demais biomas. Para evidenciar a sensibilidade da queda de produtividade do feij\u00e3o quando o n\u00edvel de seca aumenta, a Figura 4a explicita o que acontece quando h\u00e1 varia\u00e7\u00e3o de uma unidade no \u00edndice de aridez ao redor do ponto m\u00e9dio de cada reta. Em valor absoluto, a Caatinga apresenta uma queda similar aos demais biomas de cerca de 45 kg\/ha quando h\u00e1 o aumento de uma unidade no \u00edndice de aridez. No entanto, considerando o menor n\u00edvel de produtividade, a queda na Caatinga \u00e9 de 16%, frente a uma queda de 6% nos demais biomas.<\/p>\n\n\n\n<p>A Figura 4b apresenta an\u00e1lise similar para o milho. A diferen\u00e7a na inclina\u00e7\u00e3o das retas evidencia que, em termos absolutos, o aumento de uma unidade no \u00edndice de aridez leva a uma queda de 155 kg\/ha na Caatinga e de 380 kg\/ha nos demais biomas. No entanto, considerando o baixo n\u00edvel de produtividade da Caatinga, isso representa uma perda de 35% de produtividade na Caatinga frente ao aumento na seca <em>versus<\/em> uma queda de 16% de produtividade nos demais biomas.<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, a Figura 4c apresenta a varia\u00e7\u00e3o na produtividade da pecu\u00e1ria. Em termos absolutos, na Caatinga, h\u00e1 uma queda na produtividade da pecu\u00e1ria de 0,1 cabe\u00e7a\/ha, enquanto nos demais biomas a rela\u00e7\u00e3o se inverte, ainda que seja baixa (aumento de 0,02 cabe\u00e7a\/ha). Em termos relativos, a queda percentual de produtividade \u00e9 expressiva na Caatinga: 9% <em>versus<\/em> aumento de 1% nos demais biomas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Figura 4. <\/strong>Sensibilidade da Produtividade Agropecu\u00e1ria ao Aumento da Aridez<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Figura 4a.<\/strong> Feij\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"900\" height=\"627\" class=\"wp-image-56365\" style=\"width: 900px;\" src=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/FIG04A_Risco_Climatico_WP.jpg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/FIG04A_Risco_Climatico_WP.jpg 1891w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/FIG04A_Risco_Climatico_WP-300x209.jpg 300w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/FIG04A_Risco_Climatico_WP-1024x713.jpg 1024w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/FIG04A_Risco_Climatico_WP-1536x1070.jpg 1536w\" sizes=\"auto, (max-width: 900px) 100vw, 900px\" \/><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Figura 4b.<\/strong> Milho<\/p>\n\n\n\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"900\" height=\"633\" class=\"wp-image-56368\" style=\"width: 900px;\" src=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/FIG04B_Risco_Climatico_WP.jpg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/FIG04B_Risco_Climatico_WP.jpg 1905w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/FIG04B_Risco_Climatico_WP-300x211.jpg 300w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/FIG04B_Risco_Climatico_WP-1024x720.jpg 1024w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/FIG04B_Risco_Climatico_WP-1536x1080.jpg 1536w\" sizes=\"auto, (max-width: 900px) 100vw, 900px\" \/><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Figura 4c.<\/strong> Pecu\u00e1ria<\/p>\n\n\n\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"900\" height=\"708\" class=\"wp-image-56371\" style=\"width: 900px;\" src=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/FIG04C_Risco_Climatico_WP.jpg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/FIG04C_Risco_Climatico_WP.jpg 1901w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/FIG04C_Risco_Climatico_WP-300x236.jpg 300w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/FIG04C_Risco_Climatico_WP-1024x806.jpg 1024w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/FIG04C_Risco_Climatico_WP-1536x1209.jpg 1536w\" sizes=\"auto, (max-width: 900px) 100vw, 900px\" \/><\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Nota: <\/strong>Cada ponto do gr\u00e1fico representa a m\u00e9dia de valores agrupados em intervalos do \u00cdndice de Aridez. Observa\u00e7\u00f5es est\u00e3o em n\u00edvel de munic\u00edpio-ano, abrangendo um per\u00edodo de 29 anos (1989-2018). Todas as regress\u00f5es incluem efeitos fixos de ano e munic\u00edpio. Erros padr\u00f5es est\u00e3o clusterizados em n\u00edvel municipal.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Fonte: <\/strong>CPI\/PUC-Rio com base nos dados do INMET, PAM, PPM, MapBiomas e IBGE, 2023<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Como se v\u00ea, a Caatinga \u00e9 um bioma de menor produtividade e maior sensibilidade a choques clim\u00e1ticos. Sendo assim, aumentar a resili\u00eancia dos produtores \u00e9 central para alcan\u00e7ar uma agropecu\u00e1ria sustent\u00e1vel. <\/strong>Ao analisar o Produto Interno Bruto (PIB) do setor agropecu\u00e1rio per capita na Caatinga, \u00e9 poss\u00edvel identificar discrep\u00e2ncia similar \u00e0 encontrada na produtividade. Enquanto outros biomas apresentam crescimento constante e salto acentuado, principalmente na \u00faltima d\u00e9cada, o PIB agropecu\u00e1rio per capita da Caatinga n\u00e3o acompanhou esse movimento (Figura 5).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Figura 5. <\/strong>PIB Agropecu\u00e1rio Per Capita, 2002-2020<\/p>\n\n\n\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"550\" height=\"369\" class=\"wp-image-56374\" style=\"width: 550px;\" src=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/FIG05_Risco_Climatico_WP.jpg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/FIG05_Risco_Climatico_WP.jpg 1335w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/FIG05_Risco_Climatico_WP-300x201.jpg 300w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/FIG05_Risco_Climatico_WP-1024x687.jpg 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 550px) 100vw, 550px\" \/><\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Nota: <\/strong>O PIB agropecu\u00e1rio per capita municipal foi calculado pela raz\u00e3o do valor adicionado referente \u00e0 atividade agropecu\u00e1ria no PIB municipal sobre a popula\u00e7\u00e3o calculada no Censo Agropecu\u00e1rio (quando dispon\u00edvel) ou das proje\u00e7\u00f5es intercensit\u00e1rias da popula\u00e7\u00e3o utilizada pelo Tribunal de Contas da Uni\u00e3o (TCU).<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Fonte: <\/strong>CPI\/PUC-Rio com base nos dados do IBGE, 2023<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Abrigando 36% das propriedades rurais do Brasil, a Caatinga \u00e9 fortemente dependente da agropecu\u00e1ria. Nesse bioma, 44% da popula\u00e7\u00e3o trabalha no setor agropecu\u00e1rio, em compara\u00e7\u00e3o com o n\u00edvel nacional de 36% (IBGE 2010). Contudo, os produtores da Caatinga se encontram em uma regi\u00e3o de maior vulnerabilidade social que os produtores de outros biomas.<\/p>\n\n\n\n<p>A Figura 6 mostra que o PIB per capita dos munic\u00edpios da Caatinga \u00e9 menor do que a m\u00e9dia dos demais biomas. Al\u00e9m disso, mesmo o Brasil tendo apresentado uma redu\u00e7\u00e3o de pessoas em situa\u00e7\u00e3o de pobreza nas \u00faltimas d\u00e9cadas,<a id=\"_ftnref7\" href=\"#_ftn7\"><sup>[7]<\/sup><\/a> a Figura 6 mostra que esse indicador \u00e9 sistematicamente maior na Caatinga, onde 54% das fam\u00edlias s\u00e3o benefici\u00e1rias do Programa Bolsa Fam\u00edlia.<a id=\"_ftnref8\" href=\"#_ftn8\"><sup>[8]<\/sup><\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Figura 6. <\/strong>Indicadores Socioecon\u00f4micos<\/p>\n\n\n\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"900\" height=\"373\" class=\"wp-image-56377\" style=\"width: 900px;\" src=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/FIG06_Risco_Climatico_WP.jpg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/FIG06_Risco_Climatico_WP.jpg 2097w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/FIG06_Risco_Climatico_WP-300x124.jpg 300w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/FIG06_Risco_Climatico_WP-1024x424.jpg 1024w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/FIG06_Risco_Climatico_WP-1536x637.jpg 1536w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/FIG06_Risco_Climatico_WP-2048x849.jpg 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 900px) 100vw, 900px\" \/><\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Nota: <\/strong>O PIB per capita municipal foi calculado pela raz\u00e3o do PIB municipal sobre a popula\u00e7\u00e3o calculada no Censo Agropecu\u00e1rio (quando dispon\u00edvel) ou sobre as proje\u00e7\u00f5es intercensit\u00e1rias da popula\u00e7\u00e3o utilizada pelo TCU.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Fonte: <\/strong>CPI\/PUC-Rio com base nos dados do IBGE e PNUD, 2023<\/em><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"quem\">Quem est\u00e1 mais exposto ao risco clim\u00e1tico?<\/h2>\n\n\n\n<p>Os agricultores familiares constituem o grupo mais numeroso dos produtores rurais no Brasil, e um ter\u00e7o deles est\u00e1 localizado na Caatinga. No bioma, eles chefiam 79% dos estabelecimentos rurais, com um total de 1,36 milh\u00e3o de propriedades. S\u00e3o tamb\u00e9m os que t\u00eam menos acesso \u00e0 assist\u00eancia t\u00e9cnica (apenas 8%, frente \u00e0 m\u00e9dia nacional de 18%), sendo, em sua maior parte, assist\u00eancia advinda do governo. Em termos do acesso escasso \u00e0 \u00e1gua, 72% usam cisternas como principal fonte de \u00e1gua. Adicionalmente, a baixa escolaridade pode tornar desafiadora a ado\u00e7\u00e3o de tecnologias mais resilientes ao clima: 53% s\u00e3o analfabetos, e 37% possuem apenas ensino prim\u00e1rio (de Albuquerque et al. 2023).<\/p>\n\n\n\n<p>Choques clim\u00e1ticos podem afetar produtores de diferentes maneiras, podendo representar maiores riscos para alguns grupos espec\u00edficos. No caso dos agricultores familiares, o fato de 68% produzirem para consumo pr\u00f3prio sugere que poderiam apresentar maior vulnerabilidade clim\u00e1tica. Diante desse cen\u00e1rio desafiador, a Figura 7 exemplifica a sensibilidade da produtividade dos agricultores familiares da Caatinga frente a epis\u00f3dios de seca. Considerando o aumento de um desvio padr\u00e3o no \u00edndice de aridez do bioma para os munic\u00edpios com pouca presen\u00e7a de agricultura familiar (menos de 10% da \u00e1rea rural), h\u00e1 uma queda de 8% na produtividade do feij\u00e3o, 19% do milho e 3% da pecu\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Em contraposi\u00e7\u00e3o, nos munic\u00edpios com grande presen\u00e7a de agricultura familiar (mais de 90% da \u00e1rea rural), a queda \u00e9 de 15% para feij\u00e3o, 32% para milho e 12% para pecu\u00e1ria. <strong>Portanto, quanto maior a \u00e1rea ocupada pelos agricultores familiares no munic\u00edpio, maior a perda de produtividade frente a um evento de seca. Para desenhar pol\u00edticas efetivas que aumentem a resili\u00eancia desses produtores, \u00e9 importante compreender o n\u00edvel de exposi\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o \u00e0 vulnerabilidade clim\u00e1tica<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Figura 7. <\/strong>Agricultura Familiar e Perda de Produtividade Decorrente do Aumento de Aridez<\/p>\n\n\n\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"900\" height=\"242\" class=\"wp-image-56380\" style=\"width: 900px;\" src=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/FIG07_Risco_Climatico_WP.jpg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/FIG07_Risco_Climatico_WP.jpg 2239w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/FIG07_Risco_Climatico_WP-300x81.jpg 300w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/FIG07_Risco_Climatico_WP-1024x275.jpg 1024w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/FIG07_Risco_Climatico_WP-1536x413.jpg 1536w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/FIG07_Risco_Climatico_WP-2048x551.jpg 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 900px) 100vw, 900px\" \/><\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Nota: <\/strong>Devido \u00e0 aus\u00eancia de dados anuais, os dados de porcentagem da \u00e1rea da agricultura familiar foram interpolados entre os per\u00edodos de 1989-2005 e 2006-2017, a partir de dados do Censo Agropecu\u00e1rio, com a taxa de crescimento anualizada entre 2006 e 2017. Observa\u00e7\u00f5es est\u00e3o em n\u00edvel de munic\u00edpio-ano, abrangendo um per\u00edodo de 29 anos (1989-2018). Todas as regress\u00f5es incluem efeitos fixos de ano e munic\u00edpio. Erros padr\u00f5es est\u00e3o clusterizados em n\u00edvel municipal.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Fonte: <\/strong>CPI\/PUC-Rio com dados da PAM, PPM e MapBiomas, 2023<\/em><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"vulnera\">Vulnerabilidade Social e a Exposi\u00e7\u00e3o ao Risco Clim\u00e1tico<\/h2>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m de avaliar como o aumento da seca afeta a produ\u00e7\u00e3o agropecu\u00e1ria, \u00e9 importante compreender a dimens\u00e3o social dos impactos de eventos clim\u00e1ticos extremos na Caatinga. Esta se\u00e7\u00e3o apresenta a rela\u00e7\u00e3o entre o \u00edndice de aridez e algumas vari\u00e1veis socioecon\u00f4micas, focando em dimens\u00f5es que apresentam efeitos imediatos, como pobreza e mercado de trabalho, bem como dimens\u00f5es que apontam consequ\u00eancias de longo prazo, como sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>De modo geral, o aumento da seca est\u00e1 correlacionado com n\u00edveis mais altos de pobreza. A Figura 8 mostra como maiores \u00edndices de aridez est\u00e3o associados a menor renda per capita,<a href=\"#_ftn9\" id=\"_ftnref9\"><sup><strong><sup>[9]<\/sup><\/strong><\/sup><\/a><\/strong><strong> maior desigualdade de renda medida pelo \u00edndice de Gini<a href=\"#_ftn10\" id=\"_ftnref10\"><sup><strong><sup>[10]<\/sup><\/strong><\/sup><\/a><\/strong><strong> e maior propor\u00e7\u00e3o de pessoas em situa\u00e7\u00e3o de pobreza,<\/strong> o que corrobora evid\u00eancias encontradas anteriormente (Hidalgo et al. 2010). Para dimensionar o tamanho do desafio, a Figura 8 demonstra os resultados do aumento de uma unidade no \u00edndice de aridez: perda de 7% na renda per capita, aumento de 9% no \u00edndice de desigualdade social e aumento de 13% no n\u00famero de pessoas em situa\u00e7\u00e3o de pobreza.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Figura 8. <\/strong>Rela\u00e7\u00e3o entre Vari\u00e1veis Socioecon\u00f4micas e \u00cdndice de Aridez na Caatinga<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Figura 8a.<\/strong> Renda Per Capita<\/p>\n\n\n\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"900\" height=\"614\" class=\"wp-image-56383\" style=\"width: 900px;\" src=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/FIG08A_Risco_Climatico_WP.jpg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/FIG08A_Risco_Climatico_WP.jpg 1777w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/FIG08A_Risco_Climatico_WP-300x205.jpg 300w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/FIG08A_Risco_Climatico_WP-1024x699.jpg 1024w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/FIG08A_Risco_Climatico_WP-1536x1048.jpg 1536w\" sizes=\"auto, (max-width: 900px) 100vw, 900px\" \/><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Figura 8b.<\/strong> \u00cdndice de Gini<\/p>\n\n\n\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"900\" height=\"723\" class=\"wp-image-56386\" style=\"width: 900px;\" src=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/FIG08B_Risco_Climatico_WP.jpg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/FIG08B_Risco_Climatico_WP.jpg 1775w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/FIG08B_Risco_Climatico_WP-300x241.jpg 300w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/FIG08B_Risco_Climatico_WP-1024x823.jpg 1024w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/FIG08B_Risco_Climatico_WP-1536x1234.jpg 1536w\" sizes=\"auto, (max-width: 900px) 100vw, 900px\" \/><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Figura 8c.<\/strong> Propor\u00e7\u00e3o de Pessoas em Situa\u00e7\u00e3o de Pobreza<\/p>\n\n\n\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"900\" height=\"714\" class=\"wp-image-56389\" style=\"width: 900px;\" src=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/FIG08C_Risco_Climatico_WP.jpg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/FIG08C_Risco_Climatico_WP.jpg 1773w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/FIG08C_Risco_Climatico_WP-300x238.jpg 300w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/FIG08C_Risco_Climatico_WP-1024x812.jpg 1024w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/FIG08C_Risco_Climatico_WP-1536x1218.jpg 1536w\" sizes=\"auto, (max-width: 900px) 100vw, 900px\" \/><\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Nota: <\/strong>Observa\u00e7\u00f5es est\u00e3o em n\u00edvel de munic\u00edpio-ano, abrangendo os anos de 1991, 2000 e 2010. Os dados de aridez referem-se ao log da m\u00e9dia do \u00edndice de aridez dos \u00faltimos tr\u00eas anos de cada per\u00edodo de an\u00e1lise. Todas as regress\u00f5es incluem efeitos fixos de ano e munic\u00edpio. Erros padr\u00f5es est\u00e3o clusterizados em n\u00edvel municipal.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Fonte: <\/strong>CPI\/PUC-Rio com base nos dados do INMET e IBGE, 2023<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Esses gr\u00e1ficos, bem como os demais apresentados at\u00e9 aqui, mostram apenas correla\u00e7\u00f5es. \u00c9 poss\u00edvel que a seca, de fato, tenha ocasionado um choque negativo de renda devido \u00e0 perda da produ\u00e7\u00e3o agropecu\u00e1ria e tenha colocado o estabelecimento em situa\u00e7\u00e3o de pobreza. No entanto, tamb\u00e9m \u00e9 poss\u00edvel que as pessoas mais pobres n\u00e3o tenham possibilidade de morar em locais em que a terra \u00e9 mais produtiva, se concentrando justamente em locais com maior exposi\u00e7\u00e3o \u00e0 seca.<\/p>\n\n\n\n<p>Considerando o contexto de subsist\u00eancia da produ\u00e7\u00e3o agropecu\u00e1ria na Caatinga, epis\u00f3dios de seca que levam \u00e0 perda de produ\u00e7\u00e3o est\u00e3o diretamente relacionados \u00e0 disponibilidade de alimentos e \u00e0 capacidade de os pais proverem nutri\u00e7\u00e3o adequada a crian\u00e7as na primeira inf\u00e2ncia, fase central para o desenvolvimento humano (Glewwe et al. 2001). De modo a analisar poss\u00edveis efeitos de longo prazo da seca sobre a dimens\u00e3o de sa\u00fade, a Figura 9 aponta uma rela\u00e7\u00e3o positiva entre o \u00edndice de aridez e as taxas de mortalidade infantil na Caatinga, em linha com evid\u00eancias anteriores para o semi\u00e1rido brasileiro (Rocha, Soares 2015). <strong>O aumento de uma unidade no \u00edndice de aridez est\u00e1 correlacionado com um aumento de 10% na taxa de mortalidade.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Figura 9. <\/strong>Rela\u00e7\u00e3o entre Mortalidade Infantil e \u00cdndice de Aridez<\/p>\n\n\n\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"900\" height=\"605\" class=\"wp-image-56392\" style=\"width: 900px;\" src=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/FIG09_Risco_Climatico_WP.jpg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/FIG09_Risco_Climatico_WP.jpg 1777w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/FIG09_Risco_Climatico_WP-300x202.jpg 300w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/FIG09_Risco_Climatico_WP-1024x689.jpg 1024w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/FIG09_Risco_Climatico_WP-1536x1033.jpg 1536w\" sizes=\"auto, (max-width: 900px) 100vw, 900px\" \/><\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Nota: <\/strong>Observa\u00e7\u00f5es est\u00e3o em n\u00edvel de munic\u00edpio-ano, abrangendo um per\u00edodo de 24 anos (1996 a 2020). Todas as regress\u00f5es incluem efeitos fixos de ano e munic\u00edpio. Erros padr\u00f5es est\u00e3o clusterizados em n\u00edvel municipal.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Fonte: <\/strong>CPI\/PUC-Rio com base nos dados do INMET e SIM, 2023<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Esses efeitos da seca sobre a sa\u00fade s\u00e3o ampliados ao longo do tempo, uma vez que podem afetar diretamente outras dimens\u00f5es relacionadas ao bem-estar de longo prazo, como n\u00edvel educacional e gera\u00e7\u00e3o de renda (Maccini Yang 2009). Por exemplo, a literatura aponta evid\u00eancia s\u00f3lida sobre como baixos n\u00edveis de nutri\u00e7\u00e3o explicam baixas taxas de matr\u00edcula escolar (Alderman et al. 2001). <strong>No contexto da Caatinga, a Figura 10 mostra que existe correla\u00e7\u00e3o entre choques clim\u00e1ticos e taxas de atraso escolar, com n\u00edveis maiores de seca relacionados a maiores taxas de atraso escolar para o ensino fundamental.<\/strong><a href=\"#_ftn11\" id=\"_ftnref11\"><strong><sup><strong><sup>[11]<\/sup><\/strong><\/sup><\/strong><\/a><strong> O aumento de uma unidade no \u00edndice de aridez est\u00e1 correlacionado a um aumento de 19% na taxa de atraso escolar. O efeito relativo do aumento do \u00edndice \u00e9 ainda maior que o crescimento identificado na taxa de mortalidade infantil.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Figura 10.<\/strong> Rela\u00e7\u00e3o entre Atraso Escolar e \u00cdndice de Aridez<\/p>\n\n\n\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"900\" height=\"700\" class=\"wp-image-56395\" style=\"width: 900px;\" src=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/FIG010_Risco_Climatico_WP.jpg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/FIG010_Risco_Climatico_WP.jpg 1777w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/FIG010_Risco_Climatico_WP-300x233.jpg 300w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/FIG010_Risco_Climatico_WP-1024x797.jpg 1024w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/FIG010_Risco_Climatico_WP-1536x1195.jpg 1536w\" sizes=\"auto, (max-width: 900px) 100vw, 900px\" \/><\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Nota: <\/strong>Observa\u00e7\u00f5es est\u00e3o em n\u00edvel de munic\u00edpio-ano, abrangendo os anos de 1991, 2000 e 2010. Os dados de aridez referem-se ao log da m\u00e9dia do \u00edndice de aridez dos \u00faltimos tr\u00eas anos de cada per\u00edodo de an\u00e1lise. Todas as regress\u00f5es incluem efeitos fixos de ano e munic\u00edpio. Erros padr\u00f5es est\u00e3o clusterizados em n\u00edvel municipal.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Fonte: <\/strong>CPI\/PUC-Rio com base nos dados do INMET e IBGE, 2023<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, a Figura 11 exibe a rela\u00e7\u00e3o entre choques clim\u00e1ticos e a taxa total de desocupa\u00e7\u00e3o<a id=\"_ftnref12\" href=\"#_ftn12\"><sup>[12]<\/sup><\/a> da popula\u00e7\u00e3o de 18 anos ou mais de idade,<a id=\"_ftnref13\" href=\"#_ftn13\"><sup>[13]<\/sup><\/a> mostrando que mais seca est\u00e1 associada a maior desemprego nos munic\u00edpios da Caatinga. Novamente, o gr\u00e1fico exemplifica que o aumento do \u00edndice est\u00e1 relacionado a um aumento de 20% na taxa de desocupa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Desta forma, considerando a rela\u00e7\u00e3o entre choques clim\u00e1ticos e diversas dimens\u00f5es da vida dos agricultores familiares, encontramos um componente social relevante para desenhar pol\u00edticas que visem aumentar a resili\u00eancia dos produtores na Caatinga. A pol\u00edtica social aparece como um componente complementar essencial, considerando as barreiras econ\u00f4micas de acesso a insumos e t\u00e9cnicas resilientes, bem como os impactos de curto e longo prazo \u00e0s condi\u00e7\u00f5es de vida dos agricultores.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Figura 11.<\/strong> Rela\u00e7\u00e3o entre Taxa de Desocupa\u00e7\u00e3o e \u00cdndice de Aridez<\/p>\n\n\n\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"900\" height=\"631\" class=\"wp-image-56398\" style=\"width: 900px;\" src=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/FIG011_Risco_Climatico_WP.jpg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/FIG011_Risco_Climatico_WP.jpg 1996w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/FIG011_Risco_Climatico_WP-300x210.jpg 300w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/FIG011_Risco_Climatico_WP-1024x718.jpg 1024w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/FIG011_Risco_Climatico_WP-1536x1077.jpg 1536w\" sizes=\"auto, (max-width: 900px) 100vw, 900px\" \/><\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Nota: <\/strong>Observa\u00e7\u00f5es est\u00e3o em n\u00edvel de munic\u00edpio-ano, abrangendo os anos de 2000 e 2010. Os dados de aridez referem-se ao log da m\u00e9dia do \u00edndice de aridez dos \u00faltimos tr\u00eas anos de cada per\u00edodo de an\u00e1lise. Todas as regress\u00f5es incluem efeitos fixos de ano e munic\u00edpio. Erros padr\u00f5es est\u00e3o clusterizados em n\u00edvel municipal.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Fonte: <\/strong>CPI\/PUC-Rio com base nos dados do INMET e Censo\/IBGE, 2023<\/em><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"conclusao\">Conclus\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p>Com um cen\u00e1rio de baixa produtividade agropecu\u00e1ria e alta vulnerabilidade socioecon\u00f4mica, a Caatinga se apresenta como uma regi\u00e3o altamente vulner\u00e1vel aos impactos das mudan\u00e7as do clima. <strong>Avaliando o risco clim\u00e1tico a que est\u00e3o expostos os produtores rurais da regi\u00e3o, este relat\u00f3rio apontou que deve ser dada especial aten\u00e7\u00e3o aos agricultores familiares, o grupo mais vulner\u00e1vel a eventos clim\u00e1ticos extremos. Frente a epis\u00f3dios de seca severa, os munic\u00edpios com maior presen\u00e7a de agricultores familiares s\u00e3o os que apresentaram maior perda de produtividade na pecu\u00e1ria e na lavoura tempor\u00e1ria nas \u00faltimas tr\u00eas d\u00e9cadas.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m da vulnerabilidade na produ\u00e7\u00e3o, a vulnerabilidade socioecon\u00f4mica da regi\u00e3o incorpora uma importante dimens\u00e3o ao debate. As an\u00e1lises apontam que eventos clim\u00e1ticos extremos afetam n\u00e3o apenas a produ\u00e7\u00e3o agropecu\u00e1ria no curto prazo, mas tamb\u00e9m podem ter efeitos de longo prazo ao gerar danos sociais expressivos como baixa educa\u00e7\u00e3o e sa\u00fade e alta pobreza.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Um primeiro passo que se apresenta para o avan\u00e7o da agenda de transi\u00e7\u00e3o rural justa na Caatinga \u00e9 a promo\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas que incentivem a ado\u00e7\u00e3o de tecnologias que impulsionem a transi\u00e7\u00e3o para uma agricultura de baixo carbono. No entanto, frente aos desafios caracterizados neste relat\u00f3rio, a agenda tamb\u00e9m deve incorporar pol\u00edticas focadas em aumentar a resili\u00eancia e a capacidade de adapta\u00e7\u00e3o dos produtores que est\u00e3o mais expostos a choques clim\u00e1ticos, em especial os agricultores familiares. Al\u00e9m disso, \u00e9 central incluir um componente social no desenho de pol\u00edticas p\u00fablicas voltadas para os produtores da regi\u00e3o. Se n\u00e3o forem incorporadas pol\u00edticas que promovam o desenvolvimento social, os efeitos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas podem ampliar e gerar consequ\u00eancias severas no longo prazo, aumentando ainda mais as desigualdades sociais.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"referencias\">Refer\u00eancias<\/h2>\n\n\n\n<p>Albert, Christoph, Paula Bustos e Jacopo Ponticelli. \u201cThe Effects of Climate Change on Labor and Capital Reallocation\u201d. <em>National Bureau of Economic Research<\/em> (2021). <a href=\"http:\/\/bit.ly\/3N0SiVh\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><u>bit.ly\/3N0SiVh<\/u><\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Alderman, Harold, Jere R. Behrman, Victor Lavy e Rekha Menon. \u201cChild Health and School Enrollment: A Longitudinal Analysis\u201d. <em>The Journal of Human Resources<\/em> 36, n\u00ba 1 (2001): 185-205. <a href=\"http:\/\/bit.ly\/46uUBYm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><u>bit.ly\/46uUBYm<\/u><\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Alderman, Harold, John Hoddinott e Bill Kinsey. \u201cLong term consequences of early childhood malnutrition\u201d. <em>Oxford Economic Papers<\/em> 58, n\u00ba 3 (2006): 450\u2013474. <a href=\"http:\/\/bit.ly\/3PpSbUE\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><u>bit.ly\/3PpSbUE<\/u><\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Arora, Vivek K. \u201cThe use of the aridity index to assess climate change effect on annual runoff\u201d<em>.<\/em> <em>Journal of Hydrology <\/em>265, n\u00ba 1-4 (2002): 164-177. <a href=\"http:\/\/bit.ly\/3opJMpm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><u>bit.ly\/3opJMpm<\/u><\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Assad, E. D. e Magalh\u00e3es, A. R. (eds.). <em>PBMC: Impactos, vulnerabilidades e adapta\u00e7\u00e3o \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. Contribui\u00e7\u00e3o do Grupo de Trabalho 2 do Painel Brasileiro de Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas ao Primeiro Relat\u00f3rio da Avalia\u00e7\u00e3o Nacional sobre Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas. <\/em>Rio de Janeiro: COPPE, 2014. <a href=\"http:\/\/bit.ly\/3oSqZTF\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><u>bit.ly\/3oSqZTF<\/u><\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Brito, S. S. B., A. P. M. A. Cunha, C. C. Cunningham, R. C. Alval\u00e1, J. A. Marengo, e M. A. Carvalho. \u201cFrequency, duration, and severity of drought in the semiarid Northeast Brazil region\u201d<em>. International Journal of Climatology<\/em> 38, n\u00ba 2 (2018): 517-529. <a href=\"http:\/\/bit.ly\/3NdiNXt\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><u>bit.ly\/3NdiNXt<\/u><\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Cavalcanti, Francisco. \u201cVoters Sometimes Provide the Wrong Incentives: The Lesson of the Brazilian Drought Industry\u201d. <em>Munich Personal RePEc Archiv<\/em>e, 2018. <a href=\"http:\/\/bit.ly\/3oVJxCp\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><u>bit.ly\/3oVJxCp<\/u><\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Dai, Aiguo. \u201cIncreasing drought under global warming in observations and models\u201d. <em>Nature Climate Change <\/em>3(2013): 52-58. <a href=\"http:\/\/bit.ly\/43lhSK8\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><u>bit.ly\/43lhSK8<\/u><\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>de Albuquerque, Amanda, Juliano Assun\u00e7\u00e3o, Pablo Castro, Natalie Hoover El Rashidy e Giovanna de Miranda. <em>Agricultores Familiares da Caatinga e do Cerrado: Mapeamento para a Promo\u00e7\u00e3o de uma Transi\u00e7\u00e3o Rural Justa no Brasil<\/em>. Rio de Janeiro: Climate Policy Initiative, 2023. <a href=\"http:\/\/bit.ly\/TransicaoJustaRural\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><u>bit.ly\/TransicaoJustaRural<\/u><\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Do, Truong Lam, Trung Thanh Nguyen e Ulrike Grote. \u2018Livestock Production, Rural Poverty, and Perceived Shocks: Evidence from Panel Data for Vietnam\u201d. <em>The Journal of Development Studies<\/em> 55, n\u00ba 1 (2017): 99-119. <a href=\"http:\/\/bit.ly\/3PQBke7\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><u>bit.ly\/3PQBke7<\/u><\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Domingues, Filipe. <em>Desertifica\u00e7\u00e3o atinge 13% do semi\u00e1rido brasileiro e amea\u00e7a conserva\u00e7\u00e3o da caatinga<\/em>. G1. 2019. Data de acesso: 10 de maio de 2023. <a href=\"http:\/\/bit.ly\/4347DsG\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><u>bit.ly\/4347DsG<\/u><\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Glewwe, Paul, Hanan Jacoby e Elizabeth King. \u201cEarly Childhood Nutrition and Academic Achievement: A Longitudinal Analysis.\u201d <em>Journal of Public Economics<\/em> 81, n\u00ba 3 (2001): 345\u2013368. <a href=\"http:\/\/bit.ly\/42VefcI\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><u>bit.ly\/42VefcI<\/u><\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Hidalgo, F. Daniel, Suresh Naidu, Simeon Nichter e Neal Richardson. \u201cEconomic Determinants of Land Invasions\u201d. <em>The Review of Economics and Statistics<\/em> 92, n\u00ba 3 (2010): 505-523. <a href=\"http:\/\/bit.ly\/3NnFqax\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><u>bit.ly\/3NnFqax<\/u><\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE). <em>Censo 2010<\/em>. 2010. Data de acesso: 10 de mar\u00e7o de 2023. <a href=\"http:\/\/bit.ly\/3sqhZTl\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><u>bit.ly\/3sqhZTl<\/u><\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE). <em>PAM &#8211; Produ\u00e7\u00e3o Agr<\/em>\u00ed<em>cola Municipal<\/em>. 2020. Data de acesso: 10 de mar\u00e7o de 2023. <a href=\"http:\/\/bit.ly\/3NEZkz7\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><u>bit.ly\/3NEZkz7<\/u><\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE). <em>PPM &#8211; Pesquisa da Pecu\u00e1ria Municipal.<\/em> 2019. Data de acesso: 10 de mar\u00e7o de 2023. <a href=\"http:\/\/bit.ly\/3Pmd2s0\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><u>bit.ly\/3Pmd2s0<\/u><\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE). <em>Desemprego<\/em>. 2023.<em> <\/em>Data de acesso: 20 de junho de 2023. <a href=\"http:\/\/bit.ly\/3NqBki2\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><u>bit.ly<\/u><\/a><u><a href=\"http:\/\/bit.ly\/3NqBki2\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/<\/a><\/u><a href=\"http:\/\/bit.ly\/3NqBki2\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><u>3NqBki2<\/u><\/a>. <\/p>\n\n\n\n<p>Maccini, Sharon e Dean Yang. \u201cUnder the Weather: Health, Schooling, and Economic Consequences of Early-Life Rainfall\u201d. <em>American Economic Review<\/em> 99, n\u00ba 3 (2009): 1006-1026. <a href=\"https:\/\/bit.ly\/46gQTRX\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><u>bit.ly\/46gQTRX<\/u><\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Marengo, Jose A., Marcelo V. Galdos, Andrew Challinor, Ana Paula Cunha, Fabio R. Marin et al. \u201cDrought in Northeast Brazil: A review of agricultural and policy adaptation options for food security\u201d. <em>Climate Resilience and Sustainability<\/em> 1, n\u00ba 1 (2022). <a href=\"http:\/\/bit.ly\/3NbiE6W\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><u>bit.ly\/3NbiE6W<\/u><\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Masson-Delmotte, Val\u00e9rie et al. (eds). <em>IPCC, 2021: Climate Change 2021: The Physical Science Basis. Contribution of Working Group I to the Sixth Assessment Report of the Intergovernmental Panel on Climate Change<\/em>. Cambridge, New York: Cambridge University Press, 2021. <a href=\"http:\/\/bit.ly\/42pPYLR\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><u>bit.ly\/42pPYLR<\/u><\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>MapBiomas v. 5.0. <em>Sistema de Valida\u00e7\u00e3o e Refinamento de Alertas de Desmatamento com Imagens&nbsp; de Alta Resolu\u00e7\u00e3o<\/em>. 2020. Data de acesso: 15 de janeiro de 2023. <a href=\"http:\/\/bit.ly\/mapbiomas\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">bit.ly\/mapbiomas<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Minist\u00e9rio da Mulher, Fam\u00edlia e dos Direitos Humanos. <em>Fatos e N\u00fameros: Fam\u00edlias e Filhos no Brasil<\/em>. Observat\u00f3rio Nacional da Fam\u00edlia, 2021. <a href=\"http:\/\/bit.ly\/3CcHY6d\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">bit.ly\/3CcHY6d<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Rocha, Rudi e Rodrigo Soares. \u201cWater scarcity and birth outcomes in the Brazilian semiarid.\u201d <em>Journal of Development Economics<\/em> 112 (2015): 72-91. <a href=\"http:\/\/bit.ly\/42rTQvZ\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><u>bit.ly\/42rTQvZ<\/u><\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Seddon, Alistair W. R., Marc Macias-Fauria, Peter R. Long, David Benz e Kathy J. Willis. \u201cSensitivity of global terrestrial ecosystems to climate variability\u201d. <em>Nature <\/em>531 (2016): 229-232. <a href=\"http:\/\/bit.ly\/42jBltu\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><u>bit.ly\/42jBltu<\/u><\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Sistema de Estimativa de Emiss\u00e3o de Gases (SEEG). <em>Emiss\u00f5es Totais<\/em>. 2021. Data de acesso: 10 de fevereiro de 2023. <a href=\"http:\/\/bit.ly\/3JneYh3\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">bit.ly\/3JneYh3<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><em>Os autores gostariam de agradecer Priscila Souza pela supervis\u00e3o metodol\u00f3gica, Natalie Hoover El Rashidi, Giovanna de Miranda e Camila Calado pela revis\u00e3o e edi\u00e7\u00e3o do texto e Meyrele Nascimento pela elabora\u00e7\u00e3o das figuras e formata\u00e7\u00e3o do texto.<\/em><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><span class=\"button\"><a href=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/Risco-Climatico-na-Caatinga.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Leia a vers\u00e3o em PDF do relat\u00f3rio<\/a><\/span><\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn1\" href=\"#_ftnref1\">[1]<\/a> O conceito de risco clim\u00e1tico compreende os poss\u00edveis impactos negativos de eventos clim\u00e1ticos nas vidas das pessoas. No presente estudo, o conceito \u00e9 acionado com o intuito de identificar n\u00edveis de vulnerabilidade e exposi\u00e7\u00e3o dos produtores rurais da Caatinga aos impactos negativos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn2\" href=\"#_ftnref2\">[2]<\/a> O \u00edndice de aridez pode ser calculado atrav\u00e9s da equa\u00e7\u00e3o: <em>AI<sub>m,t<\/sub> = <\/em><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"170\" height=\"61\" class=\"wp-image-56347\" style=\"width: 170px;\" src=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/REL-Risco-Climatico-export-formula.jpg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/REL-Risco-Climatico-export-formula.jpg 340w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/REL-Risco-Climatico-export-formula-300x108.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 170px) 100vw, 170px\" \/>&nbsp;onde <em>t <\/em><span style=\"text-decoration: underline;\">indexa<\/span> o ano, <em>j<\/em> o m\u00eas do ano, <em>t<\/em> e <em>m <\/em>o munic\u00edpio.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn3\" href=\"#_ftnref3\">[3]<\/a> Para mais informa\u00e7\u00f5es sobre o c\u00e1lculo do \u00edndice, ver: SPEI. <em>About the SPEI<\/em>. sd. Data de acesso: 10 de fevereiro de 2023. <a href=\"http:\/\/bit.ly\/3BZuTx2\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">bit.ly\/3BZuTx2<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn4\" href=\"#_ftnref4\">[4]<\/a> Para o c\u00e1lculo da produtividade da pecu\u00e1ria, usou-se dados de \u00e1rea de pastagem do MapBiomas v. 5.0 (2020).<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn5\" href=\"#_ftnref5\">[5]<\/a> O conceito de choque clim\u00e1tico compreende distintos eventos adversos relacionados ao clima, como secas, excesso de chuvas, inunda\u00e7\u00f5es e tempestades (Do, Nguyen e Grote 2017). As mudan\u00e7as clim\u00e1ticas aumentam a exposi\u00e7\u00e3o a choques clim\u00e1ticos.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn6\" href=\"#_ftnref6\">[6]<\/a> Neste estudo, os gr\u00e1ficos de sensibilidade apresentam o resultado de regress\u00f5es onde a vari\u00e1vel dependente \u00e9 o log da produtividade e a vari\u00e1vel independente \u00e9 o log do \u00edndice de aridez, tendo como controles efeitos-fixo de munic\u00edpio e ano. Para efeitos de visualiza\u00e7\u00e3o, os munic\u00edpios foram agregados em bins de igual tamanho, num total de 20 bins, e o eixo Y foi transformado novamente em seu valor absoluto atrav\u00e9s da fun\u00e7\u00e3o exponencial.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn7\" href=\"#_ftnref7\">[7]<\/a> A classifica\u00e7\u00e3o \u201cpessoas em situa\u00e7\u00e3o de pobreza\u201d refere-se \u00e0 propor\u00e7\u00e3o dos indiv\u00edduos com renda domiciliar per capita igual ou inferior a R$ 140,00 mensais, considerando valores de agosto de 2010. O universo de indiv\u00edduos \u00e9 limitado \u00e0queles que vivem em domic\u00edlios particulares permanentes (IBGE 2010).<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn8\" href=\"#_ftnref8\">[8]<\/a> O n\u00famero total de fam\u00edlias foi estimado com base na popula\u00e7\u00e3o total da Caatinga dividido por 3,07, que \u00e9 o tamanho m\u00e9dio da fam\u00edlia brasileira, de acordo com a Pesquisa de Or\u00e7amentos Familiares (POF\/IBGE) 2017-2018 (Minist\u00e9rio da Mulher, Fam\u00edlia e dos Direitos Humanos 2021).<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn9\" href=\"#_ftnref9\">[9]<\/a> Os dados de renda domiciliar per capita s\u00e3o referentes a indiv\u00edduos residentes em domic\u00edlios particulares, considerando valores de 01 de agosto de 2010 (IBGE 2010).<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn10\" href=\"#_ftnref10\">[10]<\/a> O \u00edndice de Gini mede o grau de desigualdade existente na distribui\u00e7\u00e3o de indiv\u00edduos, segundo a renda domiciliar per capita. Seu valor varia de zero, quando n\u00e3o h\u00e1 desigualdade (a renda domiciliar per capita de todos os indiv\u00edduos tem o mesmo valor), a um, quando a desigualdade \u00e9 m\u00e1xima (apenas um indiv\u00edduo det\u00e9m toda a renda). O universo de indiv\u00edduos \u00e9 limitado \u00e0queles que vivem em domic\u00edlios particulares permanentes.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn11\" href=\"#_ftnref11\">[11]<\/a> A classifica\u00e7\u00e3o \u201dtaxa de atraso para ensino fundamental\u201d refere-se ao percentual da popula\u00e7\u00e3o de 6 a 14 anos de idade que frequenta o ensino fundamental com um ano de atraso idade-s\u00e9rie (IBGE 2010).<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn12\" href=\"#_ftnref12\">[12]<\/a> O IBGE define como taxa de desocupa\u00e7\u00e3o a porcentagem de pessoas na for\u00e7a de trabalho que se encontram desempregadas (IBGE 2023).<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn13\" href=\"#_ftnref13\">[13]<\/a> Os dados referem-se ao percentual da popula\u00e7\u00e3o economicamente ativa (PEA) nessa faixa et\u00e1ria que estava desocupada, ou seja, que n\u00e3o estava ocupada na semana anterior \u00e0 data do Censo, mas havia procurado trabalho ao longo do m\u00eas anterior \u00e0 data desta pesquisa (IBGE 2010).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O estudo avalia a vulnerabilidade agropecu\u00e1ria a eventos de seca na Caatinga, analisando o risco clim\u00e1tico a que est\u00e3o expostos os produtores rurais da regi\u00e3o.  <\/p>\n","protected":false},"author":233,"featured_media":56564,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false},"programs":[1241],"regions":[1377,1789],"topics":[1351,1790,1343],"collaborations":[],"class_list":["post-56318","cpi_publications","type-cpi_publications","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","programs-brazil-policy-center","regions-brasil","regions-caatinga-pt-br","topics-agricultura-sustentavel","topics-justa-transicao","topics-pequenos-proprietarios"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.3 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Qual \u00c9 o Risco Clim\u00e1tico para os Produtores Rurais na Caatinga? 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