{"id":55839,"date":"2023-07-03T12:52:58","date_gmt":"2023-07-03T12:52:58","guid":{"rendered":"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/?post_type=cpi_publications&#038;p=55839"},"modified":"2026-03-30T16:15:26","modified_gmt":"2026-03-30T16:15:26","slug":"o-efeito-domino-da-amazonia-como-o-desmatamento-pode-desencadear-uma-degradacao-generalizada","status":"publish","type":"cpi_publications","link":"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/pt-br\/publication\/o-efeito-domino-da-amazonia-como-o-desmatamento-pode-desencadear-uma-degradacao-generalizada\/","title":{"rendered":"O Efeito Domin\u00f3 da Amaz\u00f4nia: Como o Desmatamento Pode Desencadear uma Degrada\u00e7\u00e3o Generalizada"},"content":{"rendered":"\n<p><strong><span class=\"button\"><a href=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/pt-br\/publication\/video-o-efeito-domino-da-amazonia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">V\u00cdDEO: EFEITO&nbsp;DOMIN\u00d3<\/a><\/span><\/strong>&nbsp;<strong><span class=\"button\"><a href=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/pt-br\/publication\/video-rios-voadores-da-amazonia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">V\u00cdDEO: Rios&nbsp;voadores<\/a><\/span><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A Floresta Amaz\u00f4nica pode estar se aproximando de um ponto de n\u00e3o retorno, um est\u00e1gio cr\u00edtico de perda de vegeta\u00e7\u00e3o que provocaria um colapso clim\u00e1tico, com impactos ambientais, econ\u00f4micos e sociais devastadores. A perda de suas 400 bilh\u00f5es de \u00e1rvores resultaria em um volume de emiss\u00f5es de carbono equivalente a cinco anos de emiss\u00f5es globais, tornando efetivamente imposs\u00edvel alcan\u00e7ar a meta clim\u00e1tica e limitar o aquecimento global a 1,5\u00baC.<\/p>\n\n\n\n<p>Um estudo de 1990 simulou os efeitos do desmatamento no clima da Amaz\u00f4nia e indicou, pela primeira vez, a possibilidade de exist\u00eancia de um ponto de n\u00e3o retorno.<a id=\"_ftnref1\" href=\"#_ftn1\"><sup>[1]<\/sup><\/a> Os resultados mostraram que a extens\u00e3o do desmatamento na Amaz\u00f4nia poderia levar a um processo de degrada\u00e7\u00e3o generalizada, afetando a estabilidade do ecossistema e resultando na perda da maior parte da vegeta\u00e7\u00e3o florestal.<\/p>\n\n\n\n<p>Desde ent\u00e3o, as evid\u00eancias da exist\u00eancia de um ponto de n\u00e3o retorno na Amaz\u00f4nia cresceram.<sup><a id=\"_ftnref2\" href=\"#_ftn2\">[2]<\/a>,<a id=\"_ftnref3\" href=\"#_ftn3\">[3]<\/a><\/sup> Algumas partes da floresta j\u00e1 apresentam sinais de instabilidade, com perdas na capacidade de recupera\u00e7\u00e3o ap\u00f3s per\u00edodos de estiagem.<a id=\"_ftnref4\" href=\"#_ftn4\"><sup>[4]<\/sup><\/a> Al\u00e9m disso, algumas regi\u00f5es deixaram de ser sumidouros de carbono e se transformaram em fontes de carbono,<a id=\"_ftnref5\" href=\"#_ftn5\"><sup>[5]<\/sup><\/a> um destino poss\u00edvel para toda a floresta em um cen\u00e1rio de n\u00e3o retorno.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Nesta publica\u00e7\u00e3o, pesquisadores do Climate Policy Initiative\/Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica do Rio de Janeiro (CPI\/PUC-Rio) apresentam resultados in\u00e9ditos sobre os impactos do desmatamento em diferentes regi\u00f5es da floresta por meio da simula\u00e7\u00e3o de milh\u00f5es de cen\u00e1rios hipot\u00e9ticos nos pr\u00f3ximos 30 anos. A partir da ado\u00e7\u00e3o do modelo vegeta\u00e7\u00e3o-clima, os pesquisadores identificaram que, em m\u00e9dia, para cada 100 \u00e1rvores desmatadas, outras 22 \u00e1rvores morrem em \u00e1reas distantes do ponto de desmatamento devido \u00e0 falta de \u00e1gua.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Os resultados evidenciam que o impacto do desmatamento n\u00e3o se restringe \u00e0 \u00e1rea desmatada<\/strong>. Assim sendo, pol\u00edticas p\u00fablicas destinadas a reduzir o desmatamento e incentivar a restaura\u00e7\u00e3o devem levar em conta esses efeitos colaterais. Para que tenham efic\u00e1cia, as pol\u00edticas de conserva\u00e7\u00e3o devem ultrapassar uma compreens\u00e3o limitada sobre a redu\u00e7\u00e3o do desmatamento. Isso implica direcionar esfor\u00e7os p\u00fablicos para \u00e1reas priorit\u00e1rias que possibilitem, efetivamente, a manuten\u00e7\u00e3o do equil\u00edbrio e da resili\u00eancia da floresta tropical, a fim de evitar o ponto de n\u00e3o retorno.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O ESTADO DA FLORESTA<\/h2>\n\n\n\n<p>As florestas tropicais proporcionam uma ampla gama de servi\u00e7os ecossist\u00eamicos, desde a regula\u00e7\u00e3o dos ciclos da \u00e1gua at\u00e9 a prote\u00e7\u00e3o contra eventos clim\u00e1ticos extremos.<sup><a id=\"_ftnref6\" href=\"#_ftn6\">[6]<\/a>,<a id=\"_ftnref7\" href=\"#_ftn7\">[7]<\/a><\/sup> A relev\u00e2ncia dessas florestas para o ciclo da \u00e1gua \u00e9 tamanha que sua conserva\u00e7\u00e3o se torna fundamental para as atividades econ\u00f4micas que dependem da chuva, como a agricultura e a gera\u00e7\u00e3o de energia. Al\u00e9m disso, a Amaz\u00f4nia possui a maior concentra\u00e7\u00e3o de biodiversidade do mundo e \u00e9 essencial para a subsist\u00eancia das popula\u00e7\u00f5es tradicionais. O colapso da Amaz\u00f4nia teria, assim, repercuss\u00f5es locais, nacionais e tamb\u00e9m mundiais.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar de sua import\u00e2ncia, a Floresta Amaz\u00f4nica continua enfrentando enorme press\u00e3o. As taxas de desmatamento cresceram nos \u00faltimos anos, levando \u00e0 perda de quase 20% da \u00e1rea original da Amaz\u00f4nia.<a id=\"_ftnref8\" href=\"#_ftn8\"><sup>[8]<\/sup><\/a> Ademais, a floresta restante n\u00e3o est\u00e1 totalmente preservada, pois pelo menos outros 20% foram impactados pela degrada\u00e7\u00e3o. Isso significa que a floresta perdeu parte de sua vegeta\u00e7\u00e3o e, portanto, \u00e9 menos capaz de fornecer servi\u00e7os ecossist\u00eamicos cruciais \u2013 principalmente o sequestro e o armazenamento de carbono.<a id=\"_ftnref9\" href=\"#_ftn9\"><sup>[9]<\/sup><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>A degrada\u00e7\u00e3o representa uma grande amea\u00e7a para a integridade da floresta. Estima-se que a degrada\u00e7\u00e3o foi respons\u00e1vel por quase 70% das emiss\u00f5es globais de carbono provenientes de florestas tropicais entre 2003 e 2014; enquanto o desmatamento provocou os 30% restantes.<a id=\"_ftnref10\" href=\"#_ftn10\"><sup>[10]<\/sup><\/a> A degrada\u00e7\u00e3o florestal ocorre de v\u00e1rias formas \u2014 inc\u00eandios florestais, extra\u00e7\u00e3o seletiva de madeira e o pr\u00f3prio desmatamento contribuem para a degrada\u00e7\u00e3o florestal ao comprometerem a integridade da vegeta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O desmatamento pode impulsionar a degrada\u00e7\u00e3o e acelerar o ritmo de perda florestal adicional para al\u00e9m das medi\u00e7\u00f5es atuais. Essa situa\u00e7\u00e3o se materializa de algumas maneiras, como atrav\u00e9s dos efeitos de borda. Ap\u00f3s uma \u00e1rea desmatada, a vegeta\u00e7\u00e3o ao longo da nova fronteira da floresta fica sujeita a condi\u00e7\u00f5es at\u00edpicas \u2014 como altera\u00e7\u00f5es de temperatura, luminosidade e vento \u2014 que podem interferir no equil\u00edbrio local do ecossistema e desencadear o in\u00edcio da degrada\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O desmatamento tamb\u00e9m pode impulsionar \u00e0 degrada\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s da mudan\u00e7a dos padr\u00f5es de chuva, que pode provocar a degrada\u00e7\u00e3o de \u00e1reas distantes das regi\u00f5es desmatadas. <strong>Esta publica\u00e7\u00e3o demonstra como os fen\u00f4menos desmatamento e degrada\u00e7\u00e3o est\u00e3o conectados e oferece uma poss\u00edvel explica\u00e7\u00e3o sobre o porqu\u00ea de uma parcela relevante da degrada\u00e7\u00e3o ocorrer longe das \u00e1reas desmatadas<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O EFEITO DOMIN\u00d3: DESMATAMENTO, CHUVAS E DEGRADA\u00c7\u00c3O<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>O efeito domin\u00f3 que conecta o desmatamento e a degrada\u00e7\u00e3o resulta da rela\u00e7\u00e3o entre a floresta e o ciclo da \u00e1gua (Figura 1)<\/strong>. O ciclo da \u00e1gua se inicia no oceano, onde a energia do Sol evapora a \u00e1gua e leva a umidade para o ar. Em seguida, essa umidade \u00e9 transportada para as terras continentais e gera precipita\u00e7\u00e3o. A \u00e1gua precipitada fica no subsolo e\/ou se desloca para os rios e, eventualmente, retorna ao oceano, fechando o ciclo. Em uma floresta tropical, no entanto, essa din\u00e2mica muda completamente. Quando chove, as \u00e1rvores absorvem a \u00e1gua do solo e, por um processo de transpira\u00e7\u00e3o, devolvem-na \u00e0 atmosfera, reciclando efetivamente a chuva e recarregando a umidade das nuvens. <strong>Essa umidade \u00e9, ent\u00e3o, transportada pelo vento, criando o mecanismo conhecido como \u201crios voadores\u201d. Cerca de metade da chuva na Amaz\u00f4nia \u00e9 reciclada pelas \u00e1rvores<\/strong>.<a id=\"_ftnref11\" href=\"#_ftn11\"><sup>[11]<\/sup><\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Figura 1.<\/strong> A Rela\u00e7\u00e3o entre Ciclo da \u00c1gua e Florestas Tropicais<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/gl-domino-f1-pt.png\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"900\" height=\"691\" class=\"wp-image-55916\" style=\"width: 900px;\" src=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/domino-f1-pt.png\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/domino-f1-pt.png 2080w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/domino-f1-pt-300x230.png 300w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/domino-f1-pt-1024x786.png 1024w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/domino-f1-pt-1536x1179.png 1536w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/domino-f1-pt-2048x1572.png 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 900px) 100vw, 900px\" \/><\/a><\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Fonte:<\/strong> CPI\/PUC-Rio, 2023<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido, menos \u00e1rvores implica menos transpira\u00e7\u00e3o, o que significa que a atmosfera n\u00e3o ser\u00e1 recarregada e, consequentemente, produzir\u00e1 menos chuva em outros locais. Assim, para a floresta, o desmatamento reduz efetivamente a disponibilidade de \u00e1gua em outras partes da floresta, uma vez que as \u00e1rvores afetadas transpiram menos e eventualmente morrem. Essa situa\u00e7\u00e3o causa a degrada\u00e7\u00e3o de outras regi\u00f5es da floresta e reduz ainda mais o volume de \u00e1gua que se move na dire\u00e7\u00e3o do vento. <strong>O desmatamento gera um efeito domin\u00f3 de degrada\u00e7\u00e3o (Figura 2)<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Figura 2. <\/strong>O Efeito Domin\u00f3 do Desmatamento<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/gl-domino-f2-pt.png\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"900\" height=\"761\" class=\"wp-image-55919\" style=\"width: 900px;\" src=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/domino-f2-pt.png\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/domino-f2-pt.png 2124w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/domino-f2-pt-300x254.png 300w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/domino-f2-pt-1024x866.png 1024w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/domino-f2-pt-1536x1300.png 1536w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/domino-f2-pt-2048x1733.png 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 900px) 100vw, 900px\" \/><\/a><\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Fonte:<\/strong> CPI\/PUC-Rio, 2023<\/em><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">MODELAGEM DO IMPACTO DO DESMATAMENTO SOBRE A DEGRADA\u00c7\u00c3O E A RESILI\u00caNCIA FLORESTAL<\/h2>\n\n\n\n<p>A resili\u00eancia refere-se \u00e0 capacidade da floresta restaurar seu equil\u00edbrio e sua funcionalidade, como o armazenamento de carbono e a presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os ecossist\u00eamicos essenciais, ap\u00f3s um per\u00edodo de seca ou estresse ambiental.<a id=\"_ftnref12\" href=\"#_ftn12\"><sup>[12]<\/sup><\/a> Na Amaz\u00f4nia, o ponto de n\u00e3o retorno representa uma perda extrema de resili\u00eancia florestal. Isso implica dizer que existe um padr\u00e3o de desmatamento que tem o potencial de, essencialmente, desencadear a morte da floresta inteira. No entanto, tamb\u00e9m pode existir um padr\u00e3o menos extremo (mas igualmente devastador) de desmatamento e extin\u00e7\u00e3o. Evid\u00eancias indicam que podem existir tamb\u00e9m pontos de n\u00e3o retorno locais, a partir dos quais regi\u00f5es espec\u00edficas da Amaz\u00f4nia perdem sua capacidade de se recuperar de per\u00edodos de seca. Em outras palavras, o ponto de n\u00e3o retorno n\u00e3o \u00e9, necessariamente, um \u00fanico evento cumulativo, mas pode ser uma s\u00e9rie de eventos que corroem a resili\u00eancia geral da floresta. <strong>Entender a din\u00e2mica do efeito domin\u00f3 pode ajudar os formuladores de pol\u00edticas a focalizarem esfor\u00e7os em \u00e1reas cr\u00edticas de conserva\u00e7\u00e3o para evitar pontos de n\u00e3o retorno locais e tamb\u00e9m o colapso de toda a floresta<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Os pesquisadores do CPI\/PUC-Rio constru\u00edram um modelo vegeta\u00e7\u00e3o-clima que possibilita investigar a exist\u00eancia e a extens\u00e3o de um efeito domin\u00f3 na Amaz\u00f4nia, al\u00e9m de identificar \u00e1reas priorit\u00e1rias para a\u00e7\u00f5es de conserva\u00e7\u00e3o e restaura\u00e7\u00e3o. Esse modelo considera dois elementos-chave. O primeiro elemento \u00e9 <strong>espacial<\/strong>, o que significa que, em determinado momento, \u00e9 imprescind\u00edvel entender como a vegeta\u00e7\u00e3o de uma regi\u00e3o impacta outras partes da floresta. O outro elemento \u00e9 <strong>temporal<\/strong>, o que significa que o estado de conserva\u00e7\u00e3o de uma determinada \u00e1rea afeta a resist\u00eancia de sua vegeta\u00e7\u00e3o no futuro.<\/p>\n\n\n\n<p>O modelo vegeta\u00e7\u00e3o-clima do CPI\/PUC-Rio estima o impacto do movimento vento acima e o estado da floresta hoje na floresta do futuro. Essa abordagem possibilita uma avalia\u00e7\u00e3o em larga escala dos impactos do desmatamento em diferentes regi\u00f5es ao longo dos pr\u00f3ximos 30 anos, simulando milh\u00f5es de cen\u00e1rios hipot\u00e9ticos de desmatamento. <strong>A an\u00e1lise concluiu que, em m\u00e9dia, para cada 100 \u00e1rvores desmatadas, a degrada\u00e7\u00e3o destr\u00f3i outras 22 \u00e1rvores por falta de \u00e1gua<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>A Figura 3 ilustra o impacto do efeito domin\u00f3 do desmatamento em toda a floresta, seguindo as trajet\u00f3rias dos rios voadores. Atualmente, cerca de 20% da Amaz\u00f4nia j\u00e1 foi desmatada. Ainda que o desmatamento fosse completamente interrompido agora, haveria um adicional de 13% de \u00e1reas degradadas nos pr\u00f3ximos 30 anos (Cen\u00e1rio A). Se, no entanto, o desmatamento continuar at\u00e9 o limiar de 40% da floresta, haver\u00e1 mais 20% de degrada\u00e7\u00e3o da floresta nos pr\u00f3ximos 30 anos (Cen\u00e1rio B). Nesse patamar, a Amaz\u00f4nia perderia cerca de 60% de sua densidade vegetal, e a floresta tropical entraria em colapso clim\u00e1tico. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Figura 3.<\/strong> Estimativa de Cen\u00e1rios de Desmatamento no Per\u00edodo de 30 Anos<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/gl-domino-f3-pt.png\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"900\" height=\"622\" class=\"wp-image-55922\" style=\"width: 900px;\" src=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/domino-f3-pt.png\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/domino-f3-pt.png 2080w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/domino-f3-pt-300x207.png 300w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/domino-f3-pt-1024x707.png 1024w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/domino-f3-pt-1536x1061.png 1536w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/domino-f3-pt-2048x1415.png 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 900px) 100vw, 900px\" \/><\/a><\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Fonte:<\/strong> CPI\/PUC-Rio, 2023<\/em><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">LI\u00c7\u00d5ES APRENDIDAS<\/h2>\n\n\n\n<p>O aumento do desmatamento na Amaz\u00f4nia aproxima cada vez mais a floresta da perda total de resili\u00eancia, podendo desencadear um ponto de n\u00e3o retorno antes do esperado. Os pesquisadores do CPI\/PUC-Rio desenvolveram um modelo que os formuladores de pol\u00edticas podem adotar para quantificar e estimar o impacto de longo alcance do desmatamento em outras regi\u00f5es da floresta. Tendo em vista que os tomadores de decis\u00e3o buscam identificar abordagens para conter o desmatamento e promover a restaura\u00e7\u00e3o, \u00e9 fundamental que as pol\u00edticas p\u00fablicas levem em conta a complexa rela\u00e7\u00e3o existente entre as florestas e o clima. <strong>Atrav\u00e9s da aplica\u00e7\u00e3o do modelo vegeta\u00e7\u00e3o-clima os formuladores de pol\u00edticas poder\u00e3o identificar as \u00e1reas priorit\u00e1rias de conserva\u00e7\u00e3o e restaura\u00e7\u00e3o para evitar um efeito domin\u00f3 catastr\u00f3fico de desmatamento, degrada\u00e7\u00e3o e redu\u00e7\u00e3o do abastecimento de \u00e1gua dentro e fora da floresta<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><em>Os autores gostariam de agradecer \u00e0 Amazon Web Services por fornecer a capacidade computacional e a assist\u00eancia t\u00e9cnica necess\u00e1ria para executar a an\u00e1lise de dados da publica\u00e7\u00e3o, em particular Ilan Gleiser e Evan Bollig. Tamb\u00e9m gostar\u00edamos de agradecer a Natalie Hoover El Rashidy, Giovanna de Miranda, Gustavo Pinto e Camila Calado pela edi\u00e7\u00e3o e revis\u00e3o do texto e Nina Oswald Vieira pela formata\u00e7\u00e3o e design gr\u00e1fico.<\/em><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn1\" href=\"#_ftnref1\">[1]<\/a> Shukla, Jagadish, Carlos Nobre e Piers Sellers. \u201cAmazon deforestation and climate change.\u201d <em>Science<\/em> 247, n\u00ba 4948 (1990): 1322-1325. <a href=\"http:\/\/bit.ly\/42j4V2a\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><u>bit.ly\/42j4V2a<\/u><\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn2\" href=\"#_ftnref2\">[2]<\/a> Panisset, J\u00e9ssica S. et al. \u201cContrasting patterns of the extreme drought episodes of 2005, 2010 and 2015 in the Amazon Basin.\u201d <em>International Journal of Climatology<\/em> 38, n\u00ba 2 (2018): 1096-1104. <a href=\"http:\/\/bit.ly\/43Aqyfm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><u>bit.ly\/43Aqyfm<\/u><\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn3\" href=\"#_ftnref3\">[3]<\/a> Hirota, Marina et al. \u201cThe climatic sensitivity of the forest, savanna and forest\u2013savanna transition in tropical South America\u201d. <em>New Phytologist<\/em> 187, n\u00ba 3 (2010): 707-719. <a href=\"http:\/\/bit.ly\/3IPdgnw\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><u>bit.ly\/3IPdgnw<\/u><\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn4\" href=\"#_ftnref4\">[4]<\/a> Boulton, Chris A., Timothy M. Lenton e Niklas Boers. \u201cPronounced loss of Amazon rainforest resilience since the early 2000s\u201d. <em>Nature Climate Change<\/em> 12 (2022): 271-278. <a href=\"http:\/\/bit.ly\/43eSmWP\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><u>bit.ly\/43eSmWP<\/u><\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn5\" href=\"#_ftnref5\">[5]<\/a> Gatti, Luciana V. et al. \u201cAmazonia as a carbon source linked to deforestation and climate change\u201d. <em>Nature<\/em> 595 (2021): 388-393. <a href=\"http:\/\/bit.ly\/43buCTN\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><u>bit.ly\/43buCTN<\/u><\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn6\" href=\"#_ftnref6\">[6]<\/a> Nobre, Antonio Donato. <em>O futuro clim\u00e1tico da Amaz\u00f4nia: relat\u00f3rio de avalia\u00e7\u00e3o cient\u00edfica<\/em>. S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos: ARA: CCST-INPE: INPA, 2014. <a href=\"http:\/\/bit.ly\/3WK4lcz\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><u>bit.ly\/3WK4lcz<\/u><\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn7\" href=\"#_ftnref7\">[7]<\/a> IPCC. <em>Climate Change and Land: an IPCC special report on climate change, desertification, land degradation, sustainable land management, food security, and greenhouse gas fluxes in terrestrial ecosystems<\/em>. 2019. <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2UZbTMP\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><u>bit.ly\/2UZbTMP<\/u><\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn8\" href=\"#_ftnref8\">[8]<\/a> SPA. <em>Amazon Assessment Report<\/em>. 2021. <a href=\"http:\/\/bit.ly\/45A7GPC\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><u>bit.ly\/45A7GPC<\/u><\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn9\" href=\"#_ftnref9\">[9]<\/a> Lapola, David et al. \u201cThe drivers and impacts of Amazon forest Degradation\u201d. <em>Science<\/em> 379, n\u00ba 6630 (2023). <a href=\"http:\/\/bit.ly\/3C099ku\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><u>bit.ly\/3C099ku<\/u><\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn10\" href=\"#_ftnref10\">[10]<\/a> Baccini, A. et al. \u201cTropical forests are a net carbon source based on aboveground measurements of gain and loss\u201d. <em>Science<\/em> 358, n\u00ba 6360 (2017): 230-234. <a href=\"http:\/\/bit.ly\/43bQnCF\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><u>bit.ly\/43bQnCF<\/u><\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn11\" href=\"#_ftnref11\">[11]<\/a> Salati, Eneas, Attilio Dall\u2019Olio, Eiichi Matsui e Joel R. Gat. \u201cRecycling of water in the Amazon basin: an isotopic study\u201d. <em>Water resources research<\/em> 15, n\u00ba 5 (1979): 1250-1258. <a href=\"http:\/\/bit.ly\/3OL4Zoc\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><u>bit.ly\/3OL4Zoc<\/u><\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn12\" href=\"#_ftnref12\">[12]<\/a> Boulton, Chris A., Timothy M. Lenton e Niklas Boers. \u201cPronounced loss of Amazon rainforest resilience since the early 2000s\u201d. <em>Nature Climate Change<\/em> 12 (2022): 271-278. <a href=\"http:\/\/bit.ly\/43eSmWP\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><u>bit.ly\/43eSmWP<\/u><\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisadores do CPI\/PUC-Rio apresentam resultados in\u00e9ditos sobre os impactos do desmatamento em diferentes regi\u00f5es da floresta. 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