{"id":45859,"date":"2022-05-10T16:07:30","date_gmt":"2022-05-10T16:07:30","guid":{"rendered":"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/?post_type=cpi_publications&#038;p=45859"},"modified":"2026-04-11T21:32:43","modified_gmt":"2026-04-11T21:32:43","slug":"investimento-rural-credito-do-bndes-contribui-para-a-intensificacao-da-agropecuaria","status":"publish","type":"cpi_publications","link":"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/pt-br\/publication\/investimento-rural-credito-do-bndes-contribui-para-a-intensificacao-da-agropecuaria\/","title":{"rendered":"Investimento Rural: Cr\u00e9dito do BNDES Contribui para a  Intensifica\u00e7\u00e3o da Agropecu\u00e1ria"},"content":{"rendered":"\n<p>A aquisi\u00e7\u00e3o de m\u00e1quinas e equipamentos \u00e9 uma das principais modalidades de investimento na agropecu\u00e1ria brasileira. No ano agr\u00edcola de 2020\/21, as opera\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito rural para financiamento de m\u00e1quinas, equipamentos e ve\u00edculos totalizaram R$ 42 bilh\u00f5es,<a id=\"_ftnref1\" href=\"#_ftn1\"><sup>[1]<\/sup><\/a> montante correspondente a 53% do total de cr\u00e9dito para investimento rural. M\u00e1quinas e equipamentos t\u00eam enorme potencial para aumentar a produtividade agropecu\u00e1ria, contribuindo para a ado\u00e7\u00e3o de novas tecnologias e a moderniza\u00e7\u00e3o do campo.<\/p>\n\n\n\n<p>O Banco Nacional de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social (BNDES) tem papel preponderante nesse segmento, sendo a fonte de recursos para R$ 18 bilh\u00f5es de cr\u00e9dito para investimento rural no Brasil no ano agr\u00edcola de 2020\/21. Desse valor, 71% foi direcionado para m\u00e1quinas, equipamentos e ve\u00edculos. Compreender o impacto do cr\u00e9dito para m\u00e1quinas e equipamentos na atividade agropecu\u00e1ria e uso da terra \u00e9 fundamental para avaliar a atua\u00e7\u00e3o do BNDES no setor rural.<\/p>\n\n\n\n<p>O presente trabalho resulta de uma parceria entre pesquisadores do Climate Policy Initiative\/Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica do Rio de Janeiro (CPI\/PUC-Rio) e do BNDES. <strong>O estudo avalia os efeitos do cr\u00e9dito rural do BNDES para o investimento em m\u00e1quinas e equipamentos sobre a atividade agropecu\u00e1ria e o uso da terra no Brasil.<\/strong> Essa pesquisa contribui para os estudos sobre os impactos econ\u00f4micos, sociais e ambientais do cr\u00e9dito provido pelo BNDES. Ela aprofunda tamb\u00e9m pesquisas anteriores do CPI\/PUC-Rio sobre os efeitos do cr\u00e9dito rural e expande o entendimento sobre o cr\u00e9dito para investimento.<a id=\"_ftnref2\" href=\"#_ftn2\"><sup>[2]<\/sup><\/a> Este documento faz parte de uma agenda de pesquisa mais ampla sobre o cr\u00e9dito rural do BNDES, que inclui publica\u00e7\u00e3o anterior do CPI\/PUC-Rio<a id=\"_ftnref3\" href=\"#_ftn3\"><sup>[3]<\/sup><\/a> e o Relat\u00f3rio de Avalia\u00e7\u00e3o de Efetividade do BNDES.<a id=\"_ftnref4\" href=\"#_ftn4\"><sup>[4]<\/sup><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Os resultados encontrados revelam impactos importantes do cr\u00e9dito com recursos do BNDES. Um aumento da disponibilidade de cr\u00e9dito rural para equipamentos leva \u00e0 maior produtividade da agropecu\u00e1ria e \u00e0 substitui\u00e7\u00e3o de \u00e1reas de pastagem por \u00e1reas de lavoura no n\u00edvel municipal, sem aumento das press\u00f5es por desmatamento. Esses resultados est\u00e3o em linha com estudos anteriores do CPI\/PUC-Rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, algumas heterogeneidades de impacto s\u00e3o analisadas. A maior parte dos equipamentos utilizados na agropecu\u00e1ria s\u00e3o poupadores de trabalho. Por exemplo, tratores agr\u00edcolas e colheitadeiras reduzem o esfor\u00e7o dos trabalhadores nos per\u00edodos de plantio e colheita. Isto \u00e9, a utiliza\u00e7\u00e3o dessas m\u00e1quinas tem impacto maior sobre a produtividade do trabalho do que sobre a produtividade da terra. Deste modo, a avalia\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito para equipamentos foi aprofundada em duas dimens\u00f5es: 1) perfil do munic\u00edpio, diferenciando munic\u00edpios com alta ou baixa intensidade no uso de m\u00e3o de obra, e 2) tipo de equipamento financiado, focando em equipamentos identificados como poupadores de trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p>Os resultados desta an\u00e1lise mostram que os padr\u00f5es encontrados de aumento da produtividade, especialmente da lavoura, s\u00e3o mais expressivos em munic\u00edpios com alta intensidade no uso de m\u00e3o de obra (59% dos munic\u00edpios das regi\u00f5es Sudeste, Sul e Nordeste s\u00e3o de alta intensidade), e para empr\u00e9stimos destinados a equipamentos classificados como poupadores de trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p>O restante do trabalho est\u00e1 organizado da seguinte forma. A se\u00e7\u00e3o 1 descreve o cr\u00e9dito para m\u00e1quinas e equipamentos agr\u00edcolas concedido pelo BNDES e explica os dados usados na an\u00e1lise de impacto. A se\u00e7\u00e3o 2 apresenta as estimativas dos efeitos do cr\u00e9dito sobre vari\u00e1veis econ\u00f4micas e de uso da terra. A se\u00e7\u00e3o 3 caracteriza geograficamente os munic\u00edpios de acordo com a intensidade no uso de m\u00e3o de obra na agropecu\u00e1ria. A se\u00e7\u00e3o 4 apresenta a an\u00e1lise de impacto segmentada entre munic\u00edpios com diferentes intensidades no uso de m\u00e3o de obra. A se\u00e7\u00e3o 5 foca a an\u00e1lise no cr\u00e9dito utilizado para aquisi\u00e7\u00e3o de equipamentos poupadores de trabalho. A se\u00e7\u00e3o 6 conclui.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-background\" style=\"background-color:#c4d1c4\"><strong>SUSTENTABILIDADE E CR\u00c9DITO RURAL DO BNDES<\/strong><br><br>A abund\u00e2ncia de terras j\u00e1 desmatadas no Brasil oferece uma oportunidade de expandir a produ\u00e7\u00e3o agropecu\u00e1ria sem remover vegeta\u00e7\u00e3o nativa adicional. Segundo estimativas, podemos mais do que dobrar nossa produ\u00e7\u00e3o em \u00e1reas j\u00e1 dispon\u00edveis, isto \u00e9, sem necessidade de desflorestamento.<a id=\"_ftnref5\" href=\"#_ftn5\"><sup>[5]<\/sup><\/a> Para tanto, produtores devem investir na moderniza\u00e7\u00e3o de suas opera\u00e7\u00f5es, intensificando a produ\u00e7\u00e3o.<br><br>Al\u00e9m disso, as crescentes preocupa\u00e7\u00f5es mundiais com as florestas e as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas t\u00eam impactado as negocia\u00e7\u00f5es de acordos comerciais, com reflexo sobre nossas exporta\u00e7\u00f5es. Os mercados internacionais est\u00e3o cada vez mais exigentes em rela\u00e7\u00e3o a comprar produtos sustent\u00e1veis e com zero desmatamento. Consumidores e grandes compradores t\u00eam exigido a rastreabilidade das cadeias produtivas para identificar respons\u00e1veis por desmatamento e outros crimes ambientais. Assim, a prote\u00e7\u00e3o ambiental \u00e9 um fator cada vez mais determinante do sucesso econ\u00f4mico do Brasil.<br><br>A moderniza\u00e7\u00e3o e intensifica\u00e7\u00e3o da agropecu\u00e1ria requerem consider\u00e1veis recursos. O cr\u00e9dito para investimento permite aos produtores a expans\u00e3o de sua capacidade produtiva e a ado\u00e7\u00e3o de inova\u00e7\u00f5es e tecnologias sustent\u00e1veis. Os resultados das estima\u00e7\u00f5es nesse trabalho mostram que o cr\u00e9dito do BNDES para equipamentos na agropecu\u00e1ria aumenta a produtividade da terra sem expans\u00e3o da \u00e1rea de agropecu\u00e1ria e sem aumento do desmatamento. Observa-se a substitui\u00e7\u00e3o de \u00e1reas de pastagem por \u00e1reas de lavoura, que s\u00e3o em m\u00e9dia mais produtivas. Os padr\u00f5es de aumento de produtividade agropecu\u00e1ria s\u00e3o mais expressivos em munic\u00edpios com alta intensidade no uso de m\u00e3o de obra.<br><br>O fortalecimento da pol\u00edtica de cr\u00e9dito do BNDES na dire\u00e7\u00e3o de maior intensifica\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o, ado\u00e7\u00e3o de boas pr\u00e1ticas e sustentabilidade deve contribuir para o avan\u00e7o do pa\u00eds em quest\u00f5es econ\u00f4micas, sociais e ambientais. Do ponto de vista econ\u00f4mico, a preserva\u00e7\u00e3o ambiental e da vegeta\u00e7\u00e3o nativa nas propriedades rurais s\u00e3o bens p\u00fablicos que, quando providos por agentes privados, s\u00e3o fornecidos abaixo do n\u00edvel socialmente desejado. Isso ocorre porque os custos e benef\u00edcios privados diferem do p\u00fablico. Ao alinhar o apoio governamental ao cr\u00e9dito rural com objetivos ambientais e de redu\u00e7\u00e3o do desmatamento, incentiva-se a provis\u00e3o desses bens p\u00fablicos.<br><br>De fato, movimentos importantes foram feitos recentemente para tornar a pol\u00edtica de cr\u00e9dito rural brasileira mais verde e a agropecu\u00e1ria mais sustent\u00e1vel. Para o Plano Safra 2020\/21, o Conselho Monet\u00e1rio Nacional (CMN) estabeleceu que produtores com Cadastro Ambiental Rural (CAR) validado se beneficiem de um aumento de at\u00e9 10% no limite de cr\u00e9dito de custeio utilizado para a aquisi\u00e7\u00e3o de determinados bens. Outra medida importante foi permitir o financiamento para a aquisi\u00e7\u00e3o de Cotas de Reserva Ambiental (CRA). Al\u00e9m disso, o Banco Central lan\u00e7ou a dimens\u00e3o Sustentabilidade de sua Agenda BC# em setembro de 2020. Duas iniciativas devem ser destacadas: 1) o an\u00fancio do Bureau Verde, que ser\u00e1 associado ao sistema do cr\u00e9dito rural e ir\u00e1 conter informa\u00e7\u00f5es sobre pr\u00e1ticas sustent\u00e1veis dos tomadores de empr\u00e9stimo; 2) o intuito de gerar incentivos para tornar o cr\u00e9dito rural mais verde. O Banco Central j\u00e1 sinalizou a possibilidade de continuar a aumentar os limites de cr\u00e9dito em at\u00e9 20% para produtores com caracter\u00edsticas sustent\u00e1veis. Nesse sentido, o alinhamento da pol\u00edtica de cr\u00e9dito do BNDES com pr\u00e1ticas sustent\u00e1veis estaria em conformidade com as medidas citadas, perpetuando assim essa tend\u00eancia para o restante do setor financeiro.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">1. CR\u00c9DITO BNDES PARA EQUIPAMENTOS<\/h2>\n\n\n\n<p>Para a an\u00e1lise dos impactos econ\u00f4micos e de uso da terra do cr\u00e9dito rural do BNDES, foram utilizadas as opera\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito do banco destinadas especificamente para a aquisi\u00e7\u00e3o de m\u00e1quinas e equipamentos agr\u00edcolas entre 2005 e 2019, per\u00edodo para o qual temos dados dispon\u00edveis. A maior parcela do volume de cr\u00e9dito para m\u00e1quinas e equipamentos \u00e9 destinada \u00e0 aquisi\u00e7\u00e3o de colheitadeiras e tratores que representaram, conjuntamente, 56% desses recursos entre 2005 e 2019.<\/p>\n\n\n\n<p>Adicionalmente, foram consideradas somente as opera\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito na modalidade indireta e associadas ao produto Finame, que \u00e9 direcionado ao financiamento da produ\u00e7\u00e3o e da aquisi\u00e7\u00e3o de m\u00e1quinas e equipamentos nacionais. Na modalidade indireta, os tomadores (produtores rurais e cooperativas) acessam os recursos atrav\u00e9s de bancos e outras institui\u00e7\u00f5es financeiras, que ficam respons\u00e1veis pelo risco da opera\u00e7\u00e3o. Nesse arranjo, o BNDES repassa os recursos para empr\u00e9stimo ao agente financeiro de acordo com as taxas e termos estipulados pelo banco para cada tipo de cr\u00e9dito. Em 2020, 57% do volume de empr\u00e9stimos do BNDES ao setor agropecu\u00e1rio foi concedido atrav\u00e9s do BNDES Finame.<a id=\"_ftnref6\" href=\"#_ftn6\"><sup>[6]<\/sup><\/a> Nessas opera\u00e7\u00f5es, \u00e9 poss\u00edvel identificar o tipo e a quantidade dos equipamentos financiados.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A seguir, s\u00e3o apresentadas algumas estat\u00edsticas descritivas do cr\u00e9dito rural para equipamentos. Uma an\u00e1lise mais ampla da atua\u00e7\u00e3o e evolu\u00e7\u00e3o do BNDES no cr\u00e9dito rural, assim como das caracter\u00edsticas do cr\u00e9dito para equipamentos, pode ser encontrada em publica\u00e7\u00e3o anterior do CPI\/PUC-Rio.<a id=\"_ftnref7\" href=\"#_ftn7\"><sup>[7]<\/sup><\/a>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A Figura 1 mostra a evolu\u00e7\u00e3o do volume de cr\u00e9dito do BNDES Finame destinado \u00e0 compra de m\u00e1quinas e equipamentos agr\u00edcolas, daqui em diante denominado \u201ccr\u00e9dito rural para equipamentos\u201d. Entre 2005 e 2019, ainda que com fortes oscila\u00e7\u00f5es, o cr\u00e9dito rural para equipamentos registrou aumento real de 97%, passando de R$ 4,9 bilh\u00f5es em 2005 para R$ 9,7 bilh\u00f5es em 2019 (em valores reais de dezembro de 2019).<a id=\"_ftnref8\" href=\"#_ftn8\"><sup>[8]<\/sup><\/a> No per\u00edodo analisado, o valor m\u00e1ximo de cr\u00e9dito foi observado em 2013, de R$ 19,7 bilh\u00f5es, e esteve associado a iniciativas governamentais ap\u00f3s a crise internacional de 2008.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Figura 1.<\/strong> Evolu\u00e7\u00e3o do Volume de Cr\u00e9dito Rural para Equipamentos, 2005 &#8211; 2019<\/p>\n\n\n\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1764\" height=\"947\" class=\"wp-image-46173\" style=\"width: 800px\" src=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/FIG01W.jpg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/FIG01W.jpg 1764w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/FIG01W-300x161.jpg 300w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/FIG01W-1024x550.jpg 1024w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/FIG01W-1536x825.jpg 1536w\" sizes=\"auto, (max-width: 1764px) 100vw, 1764px\" \/><\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Nota:<\/strong> Valores deflacionados pelo IPCA, tendo como refer\u00eancia dezembro de 2019.<br><strong>Fonte:<\/strong> CPI\/PUC-Rio com dados do BNDES, 2022<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>A Figura 2 apresenta as tr\u00eas principais institui\u00e7\u00f5es financeiras repassadoras de cr\u00e9dito rural para equipamentos em cada munic\u00edpio brasileiro no ano de 2019. As principais institui\u00e7\u00f5es s\u00e3o definidas como as que emprestam os maiores volumes de cr\u00e9dito em cada munic\u00edpio. \u00c9 poss\u00edvel observar que a import\u00e2ncia das institui\u00e7\u00f5es financeiras varia entre as regi\u00f5es. Nas regi\u00f5es Norte, Nordeste e Centro-Oeste, o Bradesco predomina (maior repassador, respectivamente, em 38%, 31% e 31% dos munic\u00edpios dessas regi\u00f5es).<a id=\"_ftnref9\" href=\"#_ftn9\"><sup>[9]<\/sup><\/a> A institui\u00e7\u00e3o DLL \u00e9 a principal repassadora na maior parte dos munic\u00edpios da regi\u00e3o Sudeste (maior repassadora em 32% dos munic\u00edpios). Na regi\u00e3o Sul, a maior participa\u00e7\u00e3o \u00e9 da cooperativa Sicredi (maior repassadora em 20% dos munic\u00edpios). No Centro-Oeste, o John Deere, tamb\u00e9m se destaca como o maior repassador em 15% dos munic\u00edpios da regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Os mapas revelam, adicionalmente, que muitos munic\u00edpios das regi\u00f5es Norte e Nordeste n\u00e3o tiveram acesso ao cr\u00e9dito rural para equipamentos do BNDES (munic\u00edpios mostrados na cor branca). Al\u00e9m disso, os mercados dessas duas regi\u00f5es parecem ser mais concentrados que os das demais regi\u00f5es. Os mapas referentes \u00e0 segunda ou \u00e0 terceira principal institui\u00e7\u00e3o financeira tamb\u00e9m mostram mais munic\u00edpios na cor branca no Norte e no Nordeste, indicando que, na aus\u00eancia da principal (ou segunda principal) institui\u00e7\u00e3o financeira, os produtores agropecu\u00e1rios muitas vezes n\u00e3o t\u00eam alternativa para obter empr\u00e9stimos. Na regi\u00e3o Nordeste, 65% dos munic\u00edpios contaram com apenas um repassador de cr\u00e9dito em 2019. Na regi\u00e3o Norte, esse percentual foi de 38%.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Figura 2.<\/strong> Principais Fornecedores de Cr\u00e9dito Rural para Equipamentos por Munic\u00edpios, 2019<\/p>\n\n\n\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"2043\" height=\"2302\" class=\"wp-image-46176\" style=\"width: 800px\" src=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/FIG02W.jpg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/FIG02W.jpg 2043w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/FIG02W-266x300.jpg 266w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/FIG02W-909x1024.jpg 909w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/FIG02W-1363x1536.jpg 1363w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/FIG02W-1818x2048.jpg 1818w\" sizes=\"auto, (max-width: 2043px) 100vw, 2043px\" \/><\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Nota:<\/strong> As principais institui\u00e7\u00f5es financeiras s\u00e3o definidas como as que emprestam o maior volume de cr\u00e9dito em cada munic\u00edpio.<\/em><br><em><strong>Fonte:<\/strong> CPI\/PUC-Rio com dados do BNDES, 2022<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>A Figura 3 mostra a evolu\u00e7\u00e3o da participa\u00e7\u00e3o dos principais agentes financeiros no volume total de cr\u00e9dito rural para equipamentos em n\u00edvel nacional. \u00c9 poss\u00edvel observar que existe substancial varia\u00e7\u00e3o na participa\u00e7\u00e3o dos agentes entre os anos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Figura 3.<\/strong> Evolu\u00e7\u00e3o da Participa\u00e7\u00e3o dos Agentes Financeiros Repassadores de Cr\u00e9dito Rural para Equipamentos, 2005 &#8211; 2019<\/p>\n\n\n\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1924\" height=\"1284\" class=\"wp-image-46179\" style=\"width: 800px\" src=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/FIG03W.jpg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/FIG03W.jpg 1924w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/FIG03W-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/FIG03W-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/FIG03W-1536x1025.jpg 1536w\" sizes=\"auto, (max-width: 1924px) 100vw, 1924px\" \/><\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Fonte:<\/strong> CPI\/PUC-Rio com dados do BNDES, 2022<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>A estrat\u00e9gia de identifica\u00e7\u00e3o dos impactos do cr\u00e9dito adotada neste trabalho faz uso dessas varia\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito das institui\u00e7\u00f5es financeiras entre os anos apresentada na Figura 3. A intera\u00e7\u00e3o entre a diferente distribui\u00e7\u00e3o de agentes financeiros repassadores nos munic\u00edpios e a varia\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito agregada em n\u00edvel nacional de cada banco permite isolar a parte da varia\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito no munic\u00edpio que \u00e9 devida a fatores de oferta. Por exemplo, se o Bradesco dispuser de mais recursos do BNDES em determinado ano, o m\u00e9todo considera que os munic\u00edpios com maior presen\u00e7a do Bradesco possuem maior probabilidade de terem mais cr\u00e9dito dispon\u00edvel. Assim, esses componentes permitem estimar o impacto de aumentos de oferta de cr\u00e9dito rural para equipamentos sobre vari\u00e1veis de interesse, a saber: produ\u00e7\u00e3o agropecu\u00e1ria, produtividade e uso da terra.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">2. IMPACTOS DO CR\u00c9DITO PARA EQUIPAMENTOS<\/h2>\n\n\n\n<p>As estimativas de impacto do cr\u00e9dito rural para equipamentos s\u00e3o apresentadas a seguir. Os gr\u00e1ficos de barras representam os impactos estimados do aumento de 1% da oferta de cr\u00e9dito municipal para equipamentos nas vari\u00e1veis de interesse. Em termos t\u00e9cnicos, as estimativas s\u00e3o interpretadas como elasticidades.<\/p>\n\n\n\n<p>Os resultados indicam que o cr\u00e9dito rural para equipamentos estimula a produ\u00e7\u00e3o agropecu\u00e1ria. A Figura 4 mostra que o incremento de 1% na disponibilidade desse tipo de cr\u00e9dito est\u00e1 associado a um aumento de 0,02 pontos percentuais (p.p.) na participa\u00e7\u00e3o do PIB da agropecu\u00e1ria sobre o PIB total municipal. H\u00e1 crescimento de 0,13% no valor da produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola, mas o efeito estimado na produ\u00e7\u00e3o pecu\u00e1ria, representada pelo n\u00famero de cabe\u00e7as de gado, n\u00e3o \u00e9 estatisticamente significativo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Figura 4.<\/strong> Impacto do Cr\u00e9dito Rural do BNDES para Equipamentos sobre a Produ\u00e7\u00e3o Agropecu\u00e1ria, 2005 &#8211; 2019<\/p>\n\n\n\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1683\" height=\"964\" class=\"wp-image-46182\" style=\"width: 800px\" src=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/FIG04W.jpg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/FIG04W.jpg 1683w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/FIG04W-300x172.jpg 300w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/FIG04W-1024x587.jpg 1024w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/FIG04W-1536x880.jpg 1536w\" sizes=\"auto, (max-width: 1683px) 100vw, 1683px\" \/><\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Fonte:<\/strong> CPI\/PUC-Rio com dados do BNDES e do IBGE, 2022<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>A Figura 5 mostra os efeitos do cr\u00e9dito sobre o uso da terra. Um aumento da oferta de cr\u00e9dito n\u00e3o provoca mudan\u00e7as significativas na \u00e1rea total destinada \u00e0 agropecu\u00e1ria. No entanto, h\u00e1 um efeito discreto sobre a aloca\u00e7\u00e3o de terras entre as atividades rurais: um aumento de 1% do cr\u00e9dito rural para equipamentos leva a um aumento de 0,01% da \u00e1rea destinada \u00e0 lavoura e a uma redu\u00e7\u00e3o n\u00e3o significativa sobre a \u00e1rea de pastagens. Sobre a \u00e1rea de floresta (incluindo floresta plantada e floresta natural), apesar de positivo, o impacto n\u00e3o \u00e9 significativo. Desta forma, os resultados sugerem que os produtores rurais n\u00e3o aumentam as press\u00f5es por desmatamento quando t\u00eam maior disponibilidade de cr\u00e9dito.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Figura 5.<\/strong> Impacto do Cr\u00e9dito Rural do BNDES para Equipamentos sobre Uso da Terra, 2005-2019<\/p>\n\n\n\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1427\" height=\"963\" class=\"wp-image-46185\" style=\"width: 800px\" src=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/FIG05W.jpg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/FIG05W.jpg 1427w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/FIG05W-300x202.jpg 300w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/FIG05W-1024x691.jpg 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 1427px) 100vw, 1427px\" \/><\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Fonte:<\/strong> CPI\/PUC-Rio com dados do BNDES e do MapBiomas Cole\u00e7\u00e3o 6.0, 2022<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>A Figura 6 revela que o cr\u00e9dito atua como instrumento de intensifica\u00e7\u00e3o da atividade rural. Um aumento de 1% do cr\u00e9dito municipal para equipamentos resulta em alta expressiva de 0,18% da produtividade da terra agr\u00edcola e de 0,08% da produtividade da terra na pecu\u00e1ria.<a id=\"_ftnref10\" href=\"#_ftn10\"><sup>[10]<\/sup><\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Figura 6.<\/strong> Impacto do Cr\u00e9dito Rural para Equipamentos sobre a Produtividade da Agropecu\u00e1ria, 2005-2019<\/p>\n\n\n\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1686\" height=\"963\" class=\"wp-image-46188\" style=\"width: 800px\" src=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/FIG06W.jpg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/FIG06W.jpg 1686w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/FIG06W-300x171.jpg 300w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/FIG06W-1024x585.jpg 1024w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/FIG06W-1536x877.jpg 1536w\" sizes=\"auto, (max-width: 1686px) 100vw, 1686px\" \/><\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Fonte:<\/strong> CPI\/PUC-Rio com dados do BNDES, do IBGE e do MapBiomas Cole\u00e7\u00e3o 6.0, 2022<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, os resultados indicam que aumentos na disponibilidade de recursos levam a crescimento da produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola, mas sem resultados significativos para a produ\u00e7\u00e3o pecu\u00e1ria. Ao mesmo tempo, \u00e1reas de lavoura tomam espa\u00e7o de \u00e1reas de pastagem e n\u00e3o h\u00e1 aumento da \u00e1rea destinada \u00e0 agropecu\u00e1ria e, tamb\u00e9m, de desmatamento. Como consequ\u00eancia desses efeitos, h\u00e1 aumento da produtividade da terra, tanto na lavoura quanto na pecu\u00e1ria. Todos os efeitos analisados s\u00e3o maiores em magnitude para a lavoura, o que est\u00e1 em conson\u00e2ncia com o fato do cr\u00e9dito rural para equipamentos do BNDES ter papel mais relevante na agricultura.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">3. PERFIL DOS MUNIC\u00cdPIOS SEGUNDO A INTENSIDADE NO USO DE M\u00c3O DE OBRA<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"has-background\" style=\"background-color:#c4d1c4\"><strong>A LITERATURA ECON\u00d4MICA SOBRE MECANIZA\u00c7\u00c3O DA AGROPECU\u00c1RIA<\/strong><br><br>H\u00e1 amplo debate na literatura econ\u00f4mica sobre os impactos da mecaniza\u00e7\u00e3o da atividade rural. O trabalho seminal de Hayami e Ruttan (1970) sobre inova\u00e7\u00f5es induzidas explora como o padr\u00e3o de desenvolvimento tecnol\u00f3gico na agricultura depende do contexto local de cada pa\u00eds.<a id=\"_ftnref11\" href=\"#_ftn11\"><sup>[11]<\/sup><\/a> Nessa perspectiva, a ado\u00e7\u00e3o de insumos mec\u00e2nicos, classificados como poupadores de trabalho, \u00e9 mais intensa em pa\u00edses ou regi\u00f5es onde h\u00e1 maior escassez de m\u00e3o de obra.<sup><a id=\"_ftnref12\" href=\"#_ftn12\">[12]<\/a> <\/sup>O processo de mecaniza\u00e7\u00e3o, portanto, estaria associado \u00e0 redu\u00e7\u00e3o do custo do trabalho empregado na agricultura e, em geral, n\u00e3o teria impactos significativos sobre a produtividade da terra.<a id=\"_ftnref13\" href=\"#_ftn13\"><sup>[13]<\/sup><\/a><br><br>No entanto, a pesquisa emp\u00edrica mais recente revela que os efeitos da mecaniza\u00e7\u00e3o da agricultura podem ser mais complexos e diversos,<a id=\"_ftnref14\" href=\"#_ftn14\"><sup>[14]<\/sup><\/a> inclusive com impactos positivos sobre a produtividade da terra. Na Costa do Marfim<a id=\"_ftnref15\" href=\"#_ftn15\"><sup>[15]<\/sup><\/a> e na Z\u00e2mbia,<a id=\"_ftnref16\" href=\"#_ftn16\"><sup>[16]<\/sup><\/a>, por exemplo, a utiliza\u00e7\u00e3o mais intensiva de tratores est\u00e1 associada \u00e0 maior utiliza\u00e7\u00e3o de insumos complementares, como fertilizantes e outros componentes n\u00e3o mec\u00e2nicos, e ao aumento da produtividade da terra. Em Mianmar, o r\u00e1pido processo de mecaniza\u00e7\u00e3o foi motivado por diversos fatores al\u00e9m de economia de trabalho, tais como gest\u00e3o de riscos clim\u00e1ticos e diminui\u00e7\u00e3o de perdas na produ\u00e7\u00e3o.<a id=\"_ftnref17\" href=\"#_ftn17\"><sup>[17]<\/sup><\/a> Outros estudos apontam que os resultados da mecaniza\u00e7\u00e3o dependem tamb\u00e9m do contexto institucional local e do desenho das pol\u00edticas p\u00fablicas.<a id=\"_ftnref18\" href=\"#_ftn18\"><sup>[18]<\/sup><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Para explorar potenciais heterogeneidades do impacto do cr\u00e9dito para equipamentos no Brasil, esta se\u00e7\u00e3o aprofunda a an\u00e1lise anterior, separando os munic\u00edpios brasileiros em dois tipos: de alta ou baixa intensidade no uso de m\u00e3o de obra. Os munic\u00edpios com alta intensidade s\u00e3o aqueles cuja raz\u00e3o entre o n\u00famero de trabalhadores rurais e a \u00e1rea destinada \u00e0 agropecu\u00e1ria est\u00e3o acima da mediana.<sup><a id=\"_ftnref19\" href=\"#_ftn19\">[19]<\/a> <\/sup>Os munic\u00edpios abaixo da mediana, por sua vez, s\u00e3o classificados como de baixa intensidade no uso de m\u00e3o de obra.<\/p>\n\n\n\n<p>A intensidade do uso de m\u00e3o de obra \u00e9 analisada geograficamente na Figura 7 para o ano de 2006.<a id=\"_ftnref20\" href=\"#_ftn20\"><sup>[20]<\/sup><\/a> Em tons de vermelho, est\u00e3o os munic\u00edpios de baixa intensidade no uso de m\u00e3o de obra. Em vermelho escuro, os 25% munic\u00edpios com intensidade mais baixa, em vermelho claro, os munic\u00edpios entre o 25\u00ba e o 50\u00ba percentil. Em tons de azul, est\u00e3o os munic\u00edpios com alta intensidade. Em azul escuro, os munic\u00edpios entre o 50\u00ba e o 75\u00ba percentil. Em azul claro, os munic\u00edpios acima do 75\u00ba percentil. A figura revela que munic\u00edpios com baixa intensidade no uso de m\u00e3o de obra est\u00e3o localizados principalmente nas regi\u00f5es Norte e Centro-Oeste. J\u00e1 as regi\u00f5es Nordeste, Sudeste e Sul apresentam alta disponibilidade de trabalhadores rurais em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 \u00e1rea destinada \u00e0 agropecu\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Figura 7.<\/strong> Distribui\u00e7\u00e3o da Rela\u00e7\u00e3o de Trabalhadores Rurais sobre \u00c1rea da Agropecu\u00e1ria, 2006<\/p>\n\n\n\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"2063\" height=\"2118\" class=\"wp-image-46191\" style=\"width: 800px\" src=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/FIG07W.jpg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/FIG07W.jpg 2063w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/FIG07W-292x300.jpg 292w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/FIG07W-997x1024.jpg 997w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/FIG07W-1496x1536.jpg 1496w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/FIG07W-1995x2048.jpg 1995w\" sizes=\"auto, (max-width: 2063px) 100vw, 2063px\" \/><\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Fonte:<\/strong> CPI\/PUC-Rio com dados do Censo Agropecu\u00e1rio de 2006 do IBGE, 2022<\/em><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">4. IMPACTOS DO CR\u00c9DITO PARA EQUIPAMENTOS POR PERFIL DE MUNIC\u00cdPIO<\/h2>\n\n\n\n<p>Nessa se\u00e7\u00e3o, as estimativas de an\u00e1lise de impacto considerando a mediana separam os munic\u00edpios entre acima e abaixo do 50\u00ba percentil. J\u00e1 para as estimativas considerando os quartis, s\u00e3o inclu\u00eddos apenas os munic\u00edpios acima do 75\u00ba percentil e abaixo do 25\u00ba percentil. O intuito, neste caso, \u00e9 capturar os efeitos mais diferenciados desses dois tipos de munic\u00edpios.<\/p>\n\n\n\n<p>A Figura 8 mostra os impactos estimados do cr\u00e9dito rural para equipamentos sobre a produ\u00e7\u00e3o agropecu\u00e1ria entre munic\u00edpios com diferentes intensidades de m\u00e3o de obra. A figura traz as estimativas tanto para a especifica\u00e7\u00e3o com a mediana, quanto para a especifica\u00e7\u00e3o a partir dos quartis superior e inferior. Nas regress\u00f5es considerando a mediana, um aumento da disponibilidade de cr\u00e9dito rural nos munic\u00edpios com alta propor\u00e7\u00e3o de trabalhadores por \u00e1rea leva a crescimento em todas as vari\u00e1veis de produ\u00e7\u00e3o: para um aumento de 1% do cr\u00e9dito, ocorrem altas de 0,19% do PIB da agropecu\u00e1ria, aumento de 0,02 p.p. na participa\u00e7\u00e3o do PIB da agropecu\u00e1ria sobre o PIB total, 0,09% da produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola, e 0,06% da produ\u00e7\u00e3o da pecu\u00e1ria. J\u00e1 nos munic\u00edpios com baixa intensidade no uso de m\u00e3o de obra, um aumento de 1% do cr\u00e9dito leva a crescimento de 0,11% da produ\u00e7\u00e3o da pecu\u00e1ria. Para PIB da agropecu\u00e1ria, participa\u00e7\u00e3o do PIB da agropecu\u00e1ria sobre PIB total, e produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola, n\u00e3o h\u00e1 impactos significativos. Nas an\u00e1lises que fazem uso dos quartis extremos, os efeitos v\u00e3o na mesma dire\u00e7\u00e3o e, em geral, s\u00e3o de maior magnitude se comparados com as estimativas com base na mediana.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Figura 8.<\/strong> Impacto do Cr\u00e9dito Rural do BNDES para Equipamentos sobre a Produ\u00e7\u00e3o Agropecu\u00e1ria \u2013 por Perfil Municipal, 2005 &#8211; 2019<\/p>\n\n\n\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"2097\" height=\"1311\" class=\"wp-image-46194\" style=\"width: 800px\" src=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/FIG08W.jpg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/FIG08W.jpg 2097w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/FIG08W-300x188.jpg 300w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/FIG08W-1024x640.jpg 1024w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/FIG08W-1536x960.jpg 1536w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/FIG08W-2048x1280.jpg 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 2097px) 100vw, 2097px\" \/><\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Nota:<\/strong> Munic\u00edpios s\u00e3o classificados como alta propor\u00e7\u00e3o de trabalhadores por \u00e1rea ou baixa propor\u00e7\u00e3o de trabalhadores por \u00e1rea.<br><strong>Fonte:<\/strong> CPI\/PUC-Rio com dados do BNDES e do IBGE, 2022<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>A Figura 9 mostra as estimativas de impacto sobre uso da terra. Na especifica\u00e7\u00e3o a partir da mediana, para os munic\u00edpios de alta propor\u00e7\u00e3o n\u00e3o h\u00e1 efeitos significativos sobre o uso da terra. J\u00e1 nos munic\u00edpios de baixa propor\u00e7\u00e3o de trabalhadores por \u00e1rea, um aumento de 1% do cr\u00e9dito est\u00e1 associado a um aumento nas \u00e1reas destinadas \u00e0 lavoura (0,01%) e tamb\u00e9m a um aumento discreto, por\u00e9m significativo, no total de \u00e1reas da agropecu\u00e1ria (0,002%). J\u00e1 na an\u00e1lise por quartil, nos munic\u00edpios com alta propor\u00e7\u00e3o, observa-se diminui\u00e7\u00e3o das \u00e1reas da agropecu\u00e1ria (-0,01%) e de lavoura (-0,01%) com aumento da \u00e1rea de floresta (+0,004%). Nos munic\u00edpios com baixa intensidade no uso de m\u00e3o de obra, h\u00e1 aumento na \u00e1rea de lavoura (0,02%) e redu\u00e7\u00e3o da \u00e1rea destinada \u00e0 pecu\u00e1ria (-0,02%) e de \u00e1rea de floresta (-0,003%). Portanto, h\u00e1 evid\u00eancia de um pequeno aumento do desmatamento quando o cr\u00e9dito \u00e9 expandido apenas para o subgrupo dos munic\u00edpios com as menores propor\u00e7\u00f5es de trabalhadores por \u00e1rea.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Figura 9.<\/strong> Impacto do Cr\u00e9dito Rural do BNDES para Equipamentos sobre Uso da Terra por Perfil Municipal, 2005 &#8211; 2019<\/p>\n\n\n\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"2097\" height=\"1174\" class=\"wp-image-46197\" style=\"width: 800px\" src=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/FIG09W.jpg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/FIG09W.jpg 2097w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/FIG09W-300x168.jpg 300w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/FIG09W-1024x573.jpg 1024w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/FIG09W-1536x860.jpg 1536w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/FIG09W-2048x1147.jpg 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 2097px) 100vw, 2097px\" \/><\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Nota:<\/strong> Munic\u00edpios s\u00e3o classificados como alta propor\u00e7\u00e3o de trabalhadores por \u00e1rea ou baixa propor\u00e7\u00e3o de trabalhadores por \u00e1rea.<br><strong>Fonte: <\/strong>CPI\/PUC-Rio com dados do BNDES e do MapBiomas Cole\u00e7\u00e3o 6.0, 2022<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Na Figura 10, s\u00e3o observados os impactos do cr\u00e9dito sobre as vari\u00e1veis de produtividade. Para os munic\u00edpios com alta intensidade no uso de m\u00e3o de obra na especifica\u00e7\u00e3o a partir da mediana, h\u00e1 crescimento importante de 0,22% da produtividade da lavoura. Considerando os munic\u00edpios de baixa intensidade no uso de m\u00e3o de obra, um aumento de 1% n\u00e3o gera impactos significativos na produtividade da lavoura, mas leva a um aumento de 0,14% da produtividade da pecu\u00e1ria. Na an\u00e1lise dos quartis, h\u00e1 aumento de 0,38% da produtividade da lavoura e estabilidade da produtividade da pecu\u00e1ria para munic\u00edpios de alta propor\u00e7\u00e3o de trabalhadores por \u00e1rea. Ao mesmo tempo, h\u00e1 aumento de 0,30% da produtividade da lavoura e de 0,12% da produtividade da pecu\u00e1ria nos munic\u00edpios de baixa propor\u00e7\u00e3o de trabalhadores por \u00e1rea. Assim, a produtividade da lavoura aumenta relativamente mais que a produtividade da pecu\u00e1ria nos munic\u00edpios com alta intensidade no uso de m\u00e3o de obra. J\u00e1 para os munic\u00edpios de baixa intensidade, apenas a pecu\u00e1ria tem aumento de produtividade.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Figura 10.<\/strong> Impacto do Cr\u00e9dito Rural do BNDES para Equipamentos sobre a Produtividade da Agropecu\u00e1ria \u2013 por Perfil Municipal, 2005 &#8211; 2019<\/p>\n\n\n\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"2087\" height=\"1203\" class=\"wp-image-46200\" style=\"width: 800px\" src=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/FIG10W.jpg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/FIG10W.jpg 2087w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/FIG10W-300x173.jpg 300w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/FIG10W-1024x590.jpg 1024w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/FIG10W-1536x885.jpg 1536w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/FIG10W-2048x1181.jpg 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 2087px) 100vw, 2087px\" \/><\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Nota:<\/strong> Munic\u00edpios s\u00e3o classificados como alta propor\u00e7\u00e3o de trabalhadores por \u00e1rea ou baixa propor\u00e7\u00e3o de trabalhadores por \u00e1rea.<br><strong>Fonte:<\/strong> CPI\/PUC-Rio com dados do BNDES, do IBGE e do MapBiomas Cole\u00e7\u00e3o 6.0, 2022<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, a an\u00e1lise desagregada revela que o cr\u00e9dito para equipamentos tem impactos distintos para diferentes perfis de munic\u00edpios. Por exemplo, munic\u00edpios com alta intensidade no uso de m\u00e3o de obra t\u00eam respostas mais relevantes em produ\u00e7\u00e3o comparativamente a vari\u00e1veis de uso da terra, o que pode ser explicado pelo fato de terra ser um fator de produ\u00e7\u00e3o mais escasso e j\u00e1 estar com a ocupa\u00e7\u00e3o mais consolidada nessas localidades. Al\u00e9m disso, nesses munic\u00edpios, a produtividade da lavoura mostra aumentos mais expressivos que a produtividade da pecu\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">5. IMPACTOS DO CR\u00c9DITO PARA EQUIPAMENTOS POUPADORES DE TRABALHO POR PERFIL DE MUNIC\u00cdPIO<\/h2>\n\n\n\n<p>Esta se\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de considerar as heterogeneidades entre os munic\u00edpios, restringe a an\u00e1lise ao cr\u00e9dito para a aquisi\u00e7\u00e3o de equipamentos poupadores de m\u00e3o de obra. Essa categoria constitui a maior parte do cr\u00e9dito para equipamentos e inclui tratores, colheitadeiras e equipamentos de prepara\u00e7\u00e3o de solo. Entre 2005 e 2019, a categoria de equipamentos poupadores de trabalho representou 68% do cr\u00e9dito para equipamentos.<\/p>\n\n\n\n<p>A Figura 11 mostra os efeitos desse cr\u00e9dito sobre a produ\u00e7\u00e3o agropecu\u00e1ria. Na especifica\u00e7\u00e3o considerando os munic\u00edpios acima da mediana no uso de m\u00e3o de obra, um aumento de 1% do cr\u00e9dito leva a um aumento de 0,23% da produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola, e varia\u00e7\u00f5es n\u00e3o significantes nos demais indicadores de produ\u00e7\u00e3o. Para munic\u00edpios com baixa propor\u00e7\u00e3o de trabalhadores por \u00e1rea, ocorre um aumento de 0,20% do PIB da agropecu\u00e1ria e da produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola e um aumento de 0,01% na produ\u00e7\u00e3o pecu\u00e1ria. Para a participa\u00e7\u00e3o do PIB da agropecu\u00e1ria sobre o PIB total, h\u00e1 um aumento de 0,01 p.p.. Na an\u00e1lise do primeiro e do \u00faltimo quartis, os efeitos s\u00e3o mais expressivos. Nos munic\u00edpios de alta intensidade, os crescimentos s\u00e3o de 0,34% do PIB da agropecu\u00e1ria, 0,04 p.p. na participa\u00e7\u00e3o do PIB da agropecu\u00e1ria sobre o PIB total e 0,38% da produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola. H\u00e1 tamb\u00e9m uma redu\u00e7\u00e3o de 0,01% na produ\u00e7\u00e3o da pecu\u00e1ria. Nos munic\u00edpios de baixa intensidade no uso de m\u00e3o de obra, a participa\u00e7\u00e3o da agropecu\u00e1ria no PIB aumenta em 0,02 p.p., a produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola aumenta em 0,22% e a produ\u00e7\u00e3o da pecu\u00e1ria em 0,05%.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Figura 11.<\/strong> Impacto do Cr\u00e9dito Rural do BNDES para Equipamentos Poupadores de Trabalho sobre a Produ\u00e7\u00e3o Agropecu\u00e1ria por Perfil Municipal, 2005 &#8211; 2019<\/p>\n\n\n\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"2097\" height=\"1274\" class=\"wp-image-46203\" style=\"width: 800px\" src=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/FIG11W.jpg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/FIG11W.jpg 2097w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/FIG11W-300x182.jpg 300w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/FIG11W-1024x622.jpg 1024w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/FIG11W-1536x933.jpg 1536w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/FIG11W-2048x1244.jpg 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 2097px) 100vw, 2097px\" \/><\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Nota:<\/strong> Munic\u00edpios s\u00e3o classificados como alta propor\u00e7\u00e3o de trabalhadores por \u00e1rea ou baixa propor\u00e7\u00e3o de trabalhadores por \u00e1rea.<br><strong>Fonte:<\/strong> CPI\/PUC-Rio com dados do BNDES e do IBGE, 2022<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>A Figura 12 mostra os impactos do cr\u00e9dito para equipamentos poupadores de trabalho sobre o uso da terra. Na especifica\u00e7\u00e3o a partir da mediana, h\u00e1 crescimento da \u00e1rea destinada \u00e0 lavoura e redu\u00e7\u00e3o da \u00e1rea destinada \u00e0 pecu\u00e1ria, sendo que os efeitos s\u00e3o de maior magnitude para os munic\u00edpios de baixa intensidade no uso de m\u00e3o de obra. Esses efeitos maiores sobre uso da terra nos munic\u00edpios de baixa intensidade de m\u00e3o de obra s\u00e3o esperados, pois s\u00e3o \u00e1reas onde a terra \u00e9 mais abundante e os usos da terra menos consolidados, como no Centro-Oeste e no Norte do pa\u00eds. Na especifica\u00e7\u00e3o considerando os quartis, h\u00e1 uma diminui\u00e7\u00e3o de 0,01% nas \u00e1reas de lavoura nos munic\u00edpios de alta intensidade. Para o quartil de munic\u00edpios de baixa intensidade, h\u00e1 um aumento de 0,03% em \u00e1reas de lavoura e diminui\u00e7\u00e3o de 0,01% em \u00e1reas de floresta.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Figura 12.<\/strong> Impacto do Cr\u00e9dito Rural do BNDES para Equipamentos Poupadores de Trabalho sobre o Uso da Terra por Perfil Municipal, 2005-2019<\/p>\n\n\n\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"2107\" height=\"1167\" class=\"wp-image-46206\" style=\"width: 800px\" src=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/FIG12W.jpg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/FIG12W.jpg 2107w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/FIG12W-300x166.jpg 300w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/FIG12W-1024x567.jpg 1024w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/FIG12W-1536x851.jpg 1536w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/FIG12W-2048x1134.jpg 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 2107px) 100vw, 2107px\" \/><\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Nota:<\/strong> Munic\u00edpios s\u00e3o classificados como alta propor\u00e7\u00e3o de trabalhadores por \u00e1rea ou baixa propor\u00e7\u00e3o de trabalhadores por \u00e1rea.<br><strong>Fonte: <\/strong>CPI\/PUC-Rio com dados do BNDES e do MapBiomas Cole\u00e7\u00e3o 6.0, 2022<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Na Figura 13, s\u00e3o observados os impactos do cr\u00e9dito para equipamentos poupadores de trabalho sobre a produtividade da agropecu\u00e1ria. Em todas as regress\u00f5es, h\u00e1 aumento da produtividade da lavoura, sendo que o efeito \u00e9 mais expressivo quando se analisa os munic\u00edpios com alta intensidade no uso de m\u00e3o de obra e na especifica\u00e7\u00e3o considerando os quartis. Para a produtividade da pecu\u00e1ria, h\u00e1 aumento significativo apenas para os munic\u00edpios de baixa intensidade de m\u00e3o de obra.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Figura 13.<\/strong> Impacto do Cr\u00e9dito Rural do BNDES para Equipamentos Poupadores de Trabalho sobre a Produtividade da Agropecu\u00e1ria por Perfil Municipal, 2005 &#8211; 2019<\/p>\n\n\n\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"2096\" height=\"1175\" class=\"wp-image-46209\" style=\"width: 800px\" src=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/FIG13W.jpg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/FIG13W.jpg 2096w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/FIG13W-300x168.jpg 300w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/FIG13W-1024x574.jpg 1024w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/FIG13W-1536x861.jpg 1536w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/FIG13W-2048x1148.jpg 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 2096px) 100vw, 2096px\" \/><\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Nota<\/em><\/strong><em><strong>:<\/strong> Munic\u00edpios s\u00e3o classificados como alta propor\u00e7\u00e3o de trabalhadores por \u00e1rea ou baixa propor\u00e7\u00e3o de trabalhadores por \u00e1rea.<br><strong>Fonte:<\/strong> CPI\/PUC-Rio com dados do BNDES, do IBGE e do MapBiomas Cole\u00e7\u00e3o 6.0, 2022<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Assim, a an\u00e1lise mostra que os efeitos sobre produ\u00e7\u00e3o e uso da terra s\u00e3o maiores quando focamos no cr\u00e9dito destinado ao financiamento de equipamentos poupadores de trabalho, principalmente nos munic\u00edpios de alta intensidade no uso de m\u00e3o de obra.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">6. CONCLUS\u00c3O<\/h2>\n\n\n\n<p>Este trabalho avaliou o cr\u00e9dito rural do BNDES destinado ao financiamento de m\u00e1quinas e equipamentos agr\u00edcolas sobre a atividade agropecu\u00e1ria e o uso da terra. Os resultados encontrados mostram que a disponibilidade de cr\u00e9dito contribui para a intensifica\u00e7\u00e3o da atividade agropecu\u00e1ria, corroborando pesquisas anteriores do CPI\/PUC-Rio. Al\u00e9m disso, os resultados mostram que o cr\u00e9dito rural para equipamentos resulta em mudan\u00e7as pequenas nas \u00e1reas destinadas \u00e0 agropecu\u00e1ria e n\u00e3o leva ao desmatamento. De fato, as estimativas sugerem uma discreta convers\u00e3o de \u00e1reas de pastagem, que s\u00e3o historicamente menos produtivas, em \u00e1reas de lavoura.<\/p>\n\n\n\n<p>As an\u00e1lises desagregadas, por sua vez, mostram que os efeitos de aumento de produ\u00e7\u00e3o e produtividade, principalmente da lavoura, s\u00e3o mais expressivos em munic\u00edpios com alta propor\u00e7\u00e3o de trabalhadores por \u00e1rea e para o cr\u00e9dito destinado ao financiamento de m\u00e1quinas e equipamentos poupadores de m\u00e3o de obra.<\/p>\n\n\n\n<p>Esses resultados indicam que o cr\u00e9dito para equipamentos modifica as decis\u00f5es dos produtores. O cr\u00e9dito disponibilizado pelo BNDES para o investimento no setor agropecu\u00e1rio \u00e9 um instrumento efetivo para pol\u00edticas p\u00fablicas que alinhem est\u00edmulo \u00e0 produ\u00e7\u00e3o com conserva\u00e7\u00e3o ambiental.<\/p>\n\n\n\n<p>Desta forma, o cr\u00e9dito do BNDES pode ter impactos para al\u00e9m dos objetivos expl\u00edcitos das linhas de financiamento. Os efeitos estimados do cr\u00e9dito do BNDES para equipamentos agr\u00edcolas n\u00e3o est\u00e3o vinculados aos requerimentos de produ\u00e7\u00e3o nacional dos insumos financiados. Nesse sentido, o cr\u00e9dito tem impactos ambientais e na efici\u00eancia da produ\u00e7\u00e3o agropecu\u00e1ria, em complemento aos objetivos do BNDES na promo\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria e expans\u00e3o da produtividade da economia brasileira. Desta forma, \u00e9 importante considerar os aspectos ambientais e de produtividade agropecu\u00e1ria na formula\u00e7\u00e3o das pol\u00edticas de cr\u00e9dito do banco.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">FONTE DOS DADOS<\/h2>\n\n\n\n<p>A an\u00e1lise utilizou dados em painel de 4.790 munic\u00edpios brasileiros entre 2005 e 2019, constru\u00eddos a partir de diversas fontes. Para o cr\u00e9dito rural para equipamentos, foram utilizados dados do BNDES que cont\u00eam a data de libera\u00e7\u00e3o dos recursos, munic\u00edpio, agente financeiro, equipamento, valor total do financiamento, valor do investimento e tipo de equipamento financiado. Os seguintes dados municipais foram obtidos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE): (i) PIB e PIB da Agropecu\u00e1ria municipais;<a id=\"_ftnref21\" href=\"#_ftn21\"><sup>[21]<\/sup><\/a> (ii) produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola, atrav\u00e9s da Pesquisa Agr\u00edcola Municipal (PAM);<a id=\"_ftnref22\" href=\"#_ftn22\"><sup>[22]<\/sup><\/a> (iii) produ\u00e7\u00e3o pecu\u00e1ria, atrav\u00e9s da Pesquisa da Pecu\u00e1ria Municipal (PPM);<sup><a id=\"_ftnref23\" href=\"#_ftn23\">[23]<\/a> <\/sup>e (iv) n\u00famero de trabalhadores rurais atrav\u00e9s do Censo Agropecu\u00e1rio de 2006.<a id=\"_ftnref24\" href=\"#_ftn24\"><sup>[24]<\/sup><\/a> Finalmente, dados relacionados ao uso da terra (\u00e1reas de lavoura, pecu\u00e1ria e floresta) foram obtidos atrav\u00e9s do MapBiomas (cole\u00e7\u00e3o 6.0) \u2013 uma base de dados gerada por imagens de sat\u00e9lite.<a id=\"_ftnref25\" href=\"#_ftn25\"><sup>[25]<\/sup><\/a><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">METODOLOGIA<\/h2>\n\n\n\n<p>A avalia\u00e7\u00e3o rigorosa dos efeitos do cr\u00e9dito sobre vari\u00e1veis de produ\u00e7\u00e3o e uso da terra \u00e9 metodologicamente complexa. Por um lado, um aumento do cr\u00e9dito permite aos produtores financiar suas atividades e, assim, aumentar sua produ\u00e7\u00e3o. Por outro lado, os bancos tendem a concentrar a oferta de cr\u00e9dito em munic\u00edpios com maior potencial produtivo. H\u00e1, portanto, um problema de causalidade reversa \u2013 uma maior quantidade de cr\u00e9dito rural \u00e9 causa ou consequ\u00eancia de uma atividade agropecu\u00e1ria mais robusta? Em linha com pesquisas anteriores, os pesquisadores do CPI\/PUC-Rio e do BNDES conseguiram isolar o efeito de interesse atrav\u00e9s de uma t\u00e9cnica econom\u00e9trica denominada <em>shift-share<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>As varia\u00e7\u00f5es em n\u00edvel nacional do volume de cr\u00e9dito repassado pelos agentes financeiros geram varia\u00e7\u00f5es locais distintas no volume de cr\u00e9dito rural para equipamentos em cada munic\u00edpio. Isso ocorre porque os agentes est\u00e3o localizados de forma heterog\u00eanea nos munic\u00edpios e t\u00eam participa\u00e7\u00f5es nos mercados locais de cr\u00e9dito tamb\u00e9m distintas. Essa variabilidade permite que os pesquisadores identifiquem os efeitos do cr\u00e9dito no n\u00edvel de local.<\/p>\n\n\n\n<p>A an\u00e1lise usa uma abordagem de <em>shift-share<\/em> modificada para prever os choques de cr\u00e9dito no n\u00edvel municipal, utilizando a varia\u00e7\u00e3o nas participa\u00e7\u00f5es de mercado (<em>market shares<\/em>) dos agentes financeiros e estimando as varia\u00e7\u00f5es de oferta dos agentes de um ano para outro. Isso permite distinguir os efeitos de demanda do munic\u00edpio dos efeitos de oferta de cr\u00e9dito. Desse modo, a metodologia supera o problema de endogeneidade de causalidade reversa associado com a possibilidade de os financiadores privilegiarem produtores ou regi\u00f5es com maior potencial agropecu\u00e1rio. O estudo completo e mais detalhes sobre a metodologia estar\u00e3o dispon\u00edveis no artigo cient\u00edfico.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-css-opacity is-style-default\" \/>\n\n\n\n<p><em>Este texto \u00e9 de exclusiva responsabilidade dos autores, n\u00e3o refletindo, necessariamente, a opini\u00e3o do BNDES. <\/em><br><em>Os autores gostariam de agradecer Juliano Assun\u00e7\u00e3o, Gabriel Campos, Leila Pereira e Mariana Stussi pelos coment\u00e1rios e sugest\u00f5es, Natalie Hoover El Rashidy e Giovanna de Miranda pelo trabalho de revis\u00e3o e edi\u00e7\u00e3o de texto e Julia Berry pelo trabalho de design gr\u00e1fico.<\/em><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-css-opacity\" \/>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn1\" href=\"#_ftnref1\">[1]<\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Banco Central do Brasil. Sistema de Opera\u00e7\u00f5es do Cr\u00e9dito Rural e do Proagro. <a href=\"http:\/\/bit.ly\/3em1xNX\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">bit.ly\/3em1xNX<\/a>. <\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn2\" href=\"#_ftnref2\">[2]<\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Souza, Priscila, Stela Herschmann e Juliano Assun\u00e7\u00e3o. <em>Pol\u00edtica de Cr\u00e9dito Rural no Brasil: Agropecu\u00e1ria, Prote\u00e7\u00e3o Ambiental e Desenvolvimento Econ\u00f4mico<\/em>. Rio de Janeiro: Climate Policy Initiative, 2020. <u><a href=\"http:\/\/bit.ly\/3gpuydv\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">bit.ly\/3gpuydv<\/a><\/u>.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn3\" href=\"#_ftnref3\">[3]<\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Souza, Priscila, Andr\u00e9 Sant\u2019Anna, Luciano Machado, Barbara Intropidi e Pedro Vogt. <em>Cr\u00e9dito para Investimento da Agropecu\u00e1ria Brasileira e o Papel do BNDES<\/em>. Rio de Janeiro: Climate Policy Initiative, 2021. <a href=\"https:\/\/bit.ly\/3EFcqWd\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">bit.ly\/3EFcqWd<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn4\" href=\"#_ftnref4\">[4]<\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Sant\u2019Anna, Andr\u00e9, Luciano Machado e Priscila Souza. <em>Avalia\u00e7\u00e3o de Efetividade dos Financiamentos do BNDES para Compra de M\u00e1quinas e Equipamentos Agr\u00edcolas<\/em>. Relat\u00f3rio de Avalia\u00e7\u00e3o de Efetividade. Rio de Janeiro: BNDES, 2021. <u><a href=\"http:\/\/bit.ly\/3v2iYfn\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">bit.ly\/3v2iYfn<\/a><\/u>.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn5\" href=\"#_ftnref5\">[5]<\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Antonaccio, Luiza, Juliano Assun\u00e7\u00e3o, Joana Chiavari, Cristina Lopes, Amanda Schutze e Ma\u00edna Celidonio. <em>Ensuring Greener Economic Growth for Brazil<\/em>. Rio de Janeiro: Climate Policy Initiative, 2018. <u><a href=\"http:\/\/bit.ly\/33ARO0F\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">bit.ly\/33ARO0F<\/a><\/u>.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn6\" href=\"#_ftnref6\">[6]<\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Banco Nacional de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social. <em>Estat\u00edsticas Operacionais do Sistema BNDES<\/em>. <a href=\"http:\/\/bit.ly\/3kjnkcA\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><u>bit.ly\/3kjnkcA<\/u><\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn7\" href=\"#_ftnref7\">[7]<\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Souza, Priscila, Andr\u00e9 Sant\u00b4Anna, Luciano Machado, Barbara Intropidi e Pedro Vogt. <em>Cr\u00e9dito para Investimento da Agropecu\u00e1ria Brasileira e o Papel do BNDES<\/em>. Rio de Janeiro: Climate Policy Initiative, 2021. <a href=\"https:\/\/bit.ly\/3EFcqWd\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">bit.ly\/3EFcqWd<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn8\" href=\"#_ftnref8\">[8]<\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Valor deflacionado pelo \u00cdndice de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA).<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn9\" href=\"#_ftnref9\">[9]<\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Para esse c\u00e1lculo, foram considerados apenas os munic\u00edpios que receberam algum cr\u00e9dito rural para equipamentos em 2019.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn10\" href=\"#_ftnref10\">[10]<\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp; A produtividade agr\u00edcola foi definida como valor da produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 \u00e1rea destinada \u00e0 lavoura no munic\u00edpio. A produtividade da pecu\u00e1ria foi definida como n\u00famero de cabe\u00e7as de gado sobre a \u00e1rea destinada \u00e0 pastagem.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn11\" href=\"#_ftnref11\">[11]<\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp; Hayami, Yujiro e V. W. Ruttan. <em>Factor Prices and Technical Change in Agricultural Development: The United States and Japan, 1880-1960<\/em>. Chicago: Journal of Political Economy, 1970. <a href=\"http:\/\/bit.ly\/3rCXof1\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><u>bit.ly\/3rCXof1<\/u><\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn12\" href=\"#_ftnref12\">[12]<\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp; Jap\u00e3o e Estados Unidos s\u00e3o exemplos paradigm\u00e1ticos. No Jap\u00e3o, onde a terra era um fator de produ\u00e7\u00e3o relativamente mais escasso do que o trabalho, o desenvolvimento tecnol\u00f3gico da agricultura ao longo do s\u00e9culo XIX priorizou a ado\u00e7\u00e3o de insumos qu\u00edmicos e biol\u00f3gicos (como fertilizantes e defensivos) que expandiram a produtividade da terra. Nos Estados Unidos, onde o trabalho era o fator de produ\u00e7\u00e3o proporcionalmente mais escasso, predominaram inova\u00e7\u00f5es mec\u00e2nicas (tais como tratores e colheitadeiras), que permitiram o cultivo de \u00e1reas maiores com o mesmo contingente de m\u00e3o de obra.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn13\" href=\"#_ftnref13\">[13]<\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp; Binswanger, Hans. <em>Agricultural Mechanization: A Comparative Historical Perspective<\/em>. The World Bank Research Observer, 1986. <a href=\"http:\/\/bit.ly\/3Oo4Owo\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><u>bit.ly\/3Oo4Owo<\/u><\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn14\" href=\"#_ftnref14\">[14]<\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp; Daum, Thomas e Regina Birner. <em>Agricultural mechanization in Africa: Myths, realities and an emerging research agenda<\/em>. Global Food Security, 2020. <a href=\"http:\/\/bit.ly\/3vqZjVk\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><u>bit.ly\/3vqZjVk<\/u><\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn15\" href=\"#_ftnref15\">[15]<\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp; Mano, Yukichi, Kazushi Takahashi e Keijiro Otsuka. <em>Mechanization in land preparation and agricultural intensification: The case of rice farming in the Cote d\u2019Ivoire.<\/em> Agricultural Economics, 2020. <a href=\"http:\/\/bit.ly\/3K0SLlC\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><u>bit.ly\/3K0SLlC<\/u><\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn16\" href=\"#_ftnref16\">[16]<\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp; Adu-Baffour, Ferdinand, Thomas Daum e Regina Birner. <em>Can small farms benefit from big companies\u2019 initiatives to promote mechanization in Africa? A case study from Zambia.<\/em> Food Policy, 2019. <a href=\"http:\/\/bit.ly\/3jW8EyN\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><u>bit.ly\/3jW8EyN<\/u><\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn17\" href=\"#_ftnref17\">[17]<\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp; Belton, Ben, Myat Thida Wina, Xiaobo Zhang e Mateusz Filipski. <em>The rapid rise of agricultural mechanization in Myanmar.<\/em> Food Policy, 2021. <a href=\"http:\/\/bit.ly\/391nORm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><u>bit.ly\/391nORm<\/u><\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn18\" href=\"#_ftnref18\">[18]<\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp; Daum, Thomas e Regina Birner. <em>The neglected governance challenges of agricultural mechanisation in Africa \u2013 insights from Ghana. <\/em>Food Security, 2017. <a href=\"http:\/\/bit.ly\/3EtM36f\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><u>bit.ly\/3EtM36f<\/u><\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn19\" href=\"#_ftnref19\">[19]<\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp; Para o c\u00e1lculo da mediana, foram considerados apenas munic\u00edpios que registraram cr\u00e9dito rural para equipamentos positivo.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn20\" href=\"#_ftnref20\">[20]<\/a>&nbsp;&nbsp; O ano de 2006 foi escolhido para a classifica\u00e7\u00e3o pela disponibilidade de dados do Censo Agropecu\u00e1rio e por ser um ano inicial na base de cr\u00e9dito rural para equipamentos que este trabalho utiliza.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn21\" href=\"#_ftnref21\">[21]<\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp; IBGE. <em>Produto Interno Bruto dos<\/em> <em>Munic\u00edpios<\/em>. 2019. <a href=\"https:\/\/bit.ly\/3JCbq7a\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><u>bit.ly\/3JCbq7a<\/u><\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn22\" href=\"#_ftnref22\">[22]<\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp; IBGE. <em>Produ\u00e7\u00e3o Agr\u00edcola Municipal.<\/em> 2019. <a href=\"https:\/\/bit.ly\/3hTDO9E\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><u>bit.ly\/3hTDO9E<\/u><\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn23\" href=\"#_ftnref23\">[23]<\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp; IBGE. <em>Pesquisa da Pecu\u00e1ria Municipal.<\/em> 2019. <a href=\"http:\/\/bit.ly\/346Szi9\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><u>bit.ly\/346Szi9<\/u><\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn24\" href=\"#_ftnref24\">[24]<\/a>&nbsp;&nbsp; IBGE. <em>Censo Agropecu\u00e1rio 2006<\/em>. <a href=\"https:\/\/bit.ly\/3GyqpgX\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><u>bit.ly\/3GyqpgX<\/u><\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn25\" href=\"#_ftnref25\">[25]<\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp; MapBiomas. <em>Cobertura e Transi\u00e7\u00f5es Munic\u00edpios<\/em> (Cole\u00e7\u00e3o 6.0). 2020. <a href=\"http:\/\/bit.ly\/3iGk4HP\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><u>bit.ly\/3iGk4HP<\/u><\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O estudo avalia os efeitos do cr\u00e9dito rural do BNDES para o investimento em m\u00e1quinas e equipamentos sobre a atividade agropecu\u00e1ria e o uso da terra no Brasil. 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