{"id":41381,"date":"2021-10-04T15:11:16","date_gmt":"2021-10-04T15:11:16","guid":{"rendered":"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/?post_type=cpi_publications&#038;p=41381"},"modified":"2026-05-24T20:50:34","modified_gmt":"2026-05-24T20:50:34","slug":"mapeando-o-efeito-do-desmatamento-nas-chuvas-um-estudo-de-caso-do-estado-do-mato-grosso","status":"publish","type":"cpi_publications","link":"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/pt-br\/publication\/mapeando-o-efeito-do-desmatamento-nas-chuvas-um-estudo-de-caso-do-estado-do-mato-grosso\/","title":{"rendered":"Mapeando o Efeito do Desmatamento nas Chuvas: Um Estudo de Caso do Estado do Mato Grosso"},"content":{"rendered":"\n<h2 class=\"wp-block-heading\">A chuva e o papel da floresta Amaz\u00f4nica<\/h2>\n\n\n\n<p>A Floresta Amaz\u00f4nica presta uma s\u00e9rie de servi\u00e7os ecol\u00f3gicos fundamentais para o Brasil e outros locais, incluindo o sequestro de carbono e a regula\u00e7\u00e3o da qualidade do ar. Sem esses benef\u00edcios, o Brasil e outros pa\u00edses perderiam um dos principais pilares que sustentam seu desenvolvimento e exist\u00eancia. Nas discuss\u00f5es clim\u00e1ticas, a floresta costuma ser reduzida a um mecanismo de sequestro de carbono e a perda florestal \u00e9 usada apenas para contabilizar as emiss\u00f5es; no entanto, outro servi\u00e7o ecol\u00f3gico importante e que merece maior considera\u00e7\u00e3o \u00e9 a capacidade da floresta de controlar as chuvas em escala continental, algo que afeta a produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola, a gera\u00e7\u00e3o de energia e o abastecimento urbano de \u00e1gua.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Neste destaque, o Climate Policy Initiative\/Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica do Rio de Janeiro (CPI\/PUC-Rio) mostra que o desmatamento da Amaz\u00f4nia afeta as chuvas no estado do Mato Grosso &#8211; um dos mais importantes polos agr\u00edcolas do mundo, com mais de tr\u00eas milh\u00f5es de habitantes e oito usinas hidrel\u00e9tricas. <\/strong>Como estudo de caso, avalia-se que o desmatamento da regi\u00e3o do Rio Xingu pode reduzir em 7% a precipita\u00e7\u00e3o m\u00e9dia anual hist\u00f3rica do estado do Mato Grosso. Esse impacto varia consideravelmente entre as regi\u00f5es do estado e ao longo das esta\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas. A estimativa de redu\u00e7\u00e3o da esta\u00e7\u00e3o chuvosa motivada pelo desmatamento pode chegar a 8% da m\u00e9dia hist\u00f3rica das chuvas sazonais, sendo o centro e o norte do estado os locais mais afetados. No per\u00edodo de seca, o impacto estimado do desmatamento pode causar uma redu\u00e7\u00e3o de 15% da m\u00e9dia sazonal hist\u00f3rica, sendo que o centro e noroeste do estado os locais mais afetados.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Tabela 1. <\/strong>Impacto do Desmatamento na Redu\u00e7\u00e3o de Precipita\u00e7\u00e3o no Mato Grosso<\/p>\n\n\n\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1431\" height=\"865\" class=\"wp-image-41445\" style=\"width: 700px\" src=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Tabela-PT.jpg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Tabela-PT.jpg 1431w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Tabela-PT-300x181.jpg 300w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Tabela-PT-1024x619.jpg 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 1431px) 100vw, 1431px\" \/><\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Fonte: <\/strong>CPI\/PUC-Rio, 2021<\/em> <\/p>\n\n\n\n<p>A precipita\u00e7\u00e3o continental come\u00e7a no oceano, onde a energia do sol converte \u00e1gua salgada em vapor d&#8217;\u00e1gua que \u00e9, ent\u00e3o, transportado para as terras continentais pela circula\u00e7\u00e3o atmosf\u00e9rica. Com isso, cada parcela de ar percorre tipos de terreno diferentes, incluindo \u00e1reas densamente povoadas, enormes paisagens de monocultura de soja e \u00e1reas de floresta tropical densa. Cada tipo de terreno sustenta e mant\u00e9m a umidade de parcelas de ar de forma diferente. De todos esses tipos, as \u00e1reas florestais s\u00e3o as que mais mant\u00eam e umidificam o ar. A consequ\u00eancia desse processo \u00e9 clara: o ar que passa sobre a floresta traz mais chuvas. Por conseguinte, o desmatamento reduz as chuvas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Figura 1.<\/strong> Trajet\u00f3ria da Chuva<\/p>\n\n\n\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"900\" height=\"619\" class=\"wp-image-41475\" style=\"width: 900px\" src=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Figura-1-corte.jpg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Figura-1-corte.jpg 900w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Figura-1-corte-300x206.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 900px) 100vw, 900px\" \/><\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Fonte:<\/strong> CPI\/PUC-Rio, 2021<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Vale ressaltar que esse processo chuvoso ocorre em \u00e1reas enormes com milhares de quil\u00f4metros de extens\u00e3o, o que significa que o desmatamento da Amaz\u00f4nia afeta as chuvas n\u00e3o s\u00f3 no Brasil, mas tamb\u00e9m na Argentina e em outros pa\u00edses da Am\u00e9rica do Sul.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p id=\"F1\"><strong>Este destaque sintetiza as conclus\u00f5es do CPI\/PUC-Rio, usando um modelo de transporte atmosf\u00e9rico para atrelar o desmatamento na Amaz\u00f4nia \u00e0s chuvas no estado do Mato Grosso. Al\u00e9m disso, este estudo apresenta uma estrutura geral que pode ser adaptada como ferramenta de an\u00e1lise dos efeitos do desmatamento sobre as chuvas em diferentes locais.<\/strong><sup><a href=\"#N1\">[1]<\/a><\/sup><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">COMO O DESMATAMENTO AFETA A CHUVA: &nbsp;o estudo de caso do Mato Grosso<\/h2>\n\n\n\n<p id=\"F1\">Os n\u00edveis de chuva no estado do Mato Grosso v\u00eam diminuindo e o desmatamento pode acentuar essa redu\u00e7\u00e3o. A<a href=\"#F1\"> <\/a>Figura 2a mostra uma ligeira queda na precipita\u00e7\u00e3o m\u00e9dia anual geral no per\u00edodo de 35 anos entre 1985 e 2020. Os resultados deste estudo, no entanto, indicam que a precipita\u00e7\u00e3o pode diminuir ainda mais com o aumento do desmatamento. Al\u00e9m disso, a lacuna j\u00e1 acentuada entre os per\u00edodos de chuva e seca (Figura 2b) pode aumentar ainda mais.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Figura 2.<\/strong> Chuva no Mato Grosso, 1985-2015<\/p>\n\n\n<section class=\"block block-chart is-image\"><div is=\"chart\/image\" class=\"chart-image\">\n\t\t<script type=\"json\/props\">{\n    \"colors\": [\n        \"#F0562C\"\n    ]\n}<\/script>\n\n\t\t\n\t\t<div element=\"tabs\"><\/div>\n\n\t\t\t\t\t<a class=\"block-chart--image image--link\" href=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Figura-2a.jpg\" target=\"_blank\"><div class=\"image--wrap\"><img src='https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Figura-2a.jpg' class=\"image\" alt=\"Figura-2a\" style=\"max-width:100%\" \/><\/div><\/a><!-- image html = <a class=\"block-chart--image image--link\" href=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Figura-2a.jpg\" target=\"_blank\"><div class=\"image--wrap\"><img src='https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Figura-2a.jpg' class=\"image\" alt=\"Figura-2a\" style=\"max-width:100%\" \/><\/div><\/a>-->\t\t\t\t\t\t\t\n\t\t<div element=\"canvas\"><\/div>\n\n\t\t\t\t<group name=\"2a. Precipita\u00e7\u00e3o Anual\">\n\t\t\t<!-- tab -->\t\t\t\n\t\t<\/group>\n\t\t\t\t<group name=\"\">\n\t\t\t<!-- tab -->\t\t\t\n\t\t<\/group>\n\t\t\n\n\t\t\t\t<item-legend>M\u00e9dia Estadual<\/item-legend>\n\t\t\n\t\t\t<\/div><\/section>\n\n\n<p><em>Estes n\u00fameros mostram a precipita\u00e7\u00e3o m\u00e9dia anual (Figura 2a) e a precipita\u00e7\u00e3o m\u00e9dia mensal (Figura 2b) em cada munic\u00edpio do estado do Mato Grosso. Na Figura 2a, h\u00e1 uma ligeira tend\u00eancia de queda, principalmente entre 1985 e 2005, j\u00e1 a Figura 2b ilustra a diferen\u00e7a consider\u00e1vel entre a esta\u00e7\u00e3o seca (de maio a agosto) e a esta\u00e7\u00e3o chuvosa (de setembro a abril).<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Fonte:<\/strong> CPI\/PUC-Rio com dados de ERA5, 2021<\/em><\/p>\n\n\n\n<p id=\"F2\">Para aprofundar a investiga\u00e7\u00e3o desse fen\u00f4meno, o autor considerou o que aconteceria se o desmatamento se estendesse pelas Terras Ind\u00edgenas da Bacia do Rio Xingu (Figura 3). Essa bacia compreende onze Terras Ind\u00edgenas com extens\u00e3o total de 140.000 km<sup>2<\/sup>. Com exce\u00e7\u00e3o da regi\u00e3o norte, o entorno dessa \u00e1rea j\u00e1 foi completamente desmatado pela expans\u00e3o do plantio de soja e das pastagens para gado.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Figura 3.<\/strong> Territ\u00f3rios Ind\u00edgenas na Bacia do Rio Xingu<\/p>\n\n\n\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"2052\" height=\"1715\" class=\"wp-image-41454\" style=\"width: 900px\" src=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Figura-3-PT.jpg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Figura-3-PT.jpg 2052w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Figura-3-PT-300x251.jpg 300w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Figura-3-PT-1024x856.jpg 1024w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Figura-3-PT-1536x1284.jpg 1536w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Figura-3-PT-2048x1712.jpg 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 2052px) 100vw, 2052px\" \/><\/p>\n\n\n\n<p><em>Esta figura mostra a localiza\u00e7\u00e3o das Terras Ind\u00edgenas da Bacia do Rio Xingu. Essa \u00e9 a regi\u00e3o que, no cen\u00e1rio contrafactual, \u00e9 totalmente desmatada.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Fonte:<\/strong> CPI\/PUC-Rio com dados de FUNAI e MapBiomas, 2021<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Qual \u00e9 o volume de chuva que os territ\u00f3rios da Bacia do Rio Xingu proporcionam ao estado do Mato Grosso? Quais s\u00e3o as regi\u00f5es do estado que mais se beneficiam desse servi\u00e7o ecol\u00f3gico? Para responder a essas perguntas, \u00e9 preciso construir um cen\u00e1rio contrafactual em que todas as Terras Ind\u00edgenas do Xingu s\u00e3o desmatadas. Este exerc\u00edcio contrafactual indica uma redu\u00e7\u00e3o m\u00e9dia de 7% da precipita\u00e7\u00e3o m\u00e9dia anual hist\u00f3rica no estado do Mato Grosso.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"F3\">A Figura 4 ilustra a redu\u00e7\u00e3o das chuvas causada pelo desmatamento do Xingu nas esta\u00e7\u00f5es chuvosa e seca em termos de propor\u00e7\u00e3o da m\u00e9dia hist\u00f3rica. Durante a esta\u00e7\u00e3o chuvosa, o n\u00edvel de chuva deve diminuir at\u00e9 8% da m\u00e9dia hist\u00f3rica. O efeito \u00e9 muito mais pronunciado no per\u00edodo de seca, no qual o n\u00edvel de chuvas pode diminuir at\u00e9 15% da m\u00e9dia hist\u00f3rica. O centro do estado, onde est\u00e3o os produtores agr\u00edcolas mais produtivos, \u00e9 fortemente afetado nas duas esta\u00e7\u00f5es. O norte do estado, onde fica a Usina Hidrel\u00e9trica de Teles Pires, \u00e9 uma das \u00e1reas mais afetadas no per\u00edodo das chuvas. No entanto, devido aos padr\u00f5es de vento, as chuvas na parte leste do estado praticamente n\u00e3o se alteram.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Figura 4. <\/strong>Varia\u00e7\u00e3o Contrafactual nas Chuvas Devida ao Desmatamento na Bacia do Rio Xingu<\/p>\n\n\n<section class=\"block block-chart is-image\"><div is=\"chart\/image\" class=\"chart-image\">\n\t\t<script type=\"json\/props\">{\n    \"colors\": []\n}<\/script>\n\n\t\t\n\t\t<div element=\"tabs\"><\/div>\n\n\t\t\t\t\t<a class=\"block-chart--image image--link\" href=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Figura-4a-1.jpg\" target=\"_blank\"><div class=\"image--wrap\"><img src='https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Figura-4a-1.jpg' class=\"image\" alt=\"Figura-4a-1\" style=\"max-width:100%\" \/><\/div><\/a><!-- image html = <a class=\"block-chart--image image--link\" href=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Figura-4a-1.jpg\" target=\"_blank\"><div class=\"image--wrap\"><img src='https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Figura-4a-1.jpg' class=\"image\" alt=\"Figura-4a-1\" style=\"max-width:100%\" \/><\/div><\/a>-->\t\t\t\t\t<a class=\"block-chart--image image--link\" href=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Figura-4b-2.jpg\" target=\"_blank\"><div class=\"image--wrap\"><img src='https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Figura-4b-2.jpg' class=\"image\" alt=\"Figura-4b-2\" style=\"max-width:100%\" \/><\/div><\/a><!-- image html = <a class=\"block-chart--image image--link\" href=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Figura-4b-2.jpg\" target=\"_blank\"><div class=\"image--wrap\"><img src='https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Figura-4b-2.jpg' class=\"image\" alt=\"Figura-4b-2\" style=\"max-width:100%\" \/><\/div><\/a>-->\t\t\n\t\t<div element=\"canvas\"><\/div>\n\n\t\t\t\t<group name=\"4a. Esta\u00e7\u00e3o Chuvosa (%)\">\n\t\t\t<!-- tab -->\t\t\t\n\t\t<\/group>\n\t\t\t\t<group name=\"4b. Esta\u00e7\u00e3o Seca (%)\">\n\t\t\t<!-- tab -->\t\t\t\n\t\t<\/group>\n\t\t\n\n\t\t\n\t\t\t\t<div class=\"block-chart--note\"><p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone\" src=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Legenda-4-PT.jpg\" alt=\"Legenda\" width=\"128\" height=\"77\" \/><\/p>\n<\/div> \n\t\t\t<\/div><\/section>\n\n\n<p><em>Estes mapas mostram o impacto do desmatamento na regi\u00e3o do Xingu sobre as chuvas, em termos de propor\u00e7\u00e3o da m\u00e9dia hist\u00f3rica. Valores mais elevados (em amarelo) significam maior impacto do desmatamento nas chuvas. Na esta\u00e7\u00e3o seca (Figura 4a), o desmatamento na regi\u00e3o do Xingu pode diminuir as chuvas em at\u00e9 14% da m\u00e9dia hist\u00f3rica. Na esta\u00e7\u00e3o chuvosa, o desmatamento na regi\u00e3o do Xingu pode diminuir as chuvas em at\u00e9 8% da m\u00e9dia hist\u00f3rica.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Fonte:<\/strong> CPI\/PUC-Rio com dados de ERA5, FUNAI e MapBiomas, 2021<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Este exerc\u00edcio destaca uma s\u00e9rie de resultados importantes. Em primeiro lugar, os resultados mostram a import\u00e2ncia das \u00e1reas protegidas para a previsibilidade das chuvas e de todas as atividades econ\u00f4micas que elas ajudam a sustentar. Em segundo lugar, o impacto do desmatamento na redu\u00e7\u00e3o das chuvas \u00e9 consider\u00e1vel. A redu\u00e7\u00e3o de 8% nos n\u00edveis de chuva na esta\u00e7\u00e3o chuvosa e a de 15% na esta\u00e7\u00e3o seca afetar\u00e3o a produtividade agr\u00edcola, o abastecimento urbano de \u00e1gua e os reservat\u00f3rios das usinas hidrel\u00e9tricas. Terceiro, \u00e9 importante destacar que esses efeitos n\u00e3o s\u00e3o iguais entre as diversas regi\u00f5es do Mato Grosso e ao longo do ano. De modo geral, agricultura, energia e abastecimento urbano de \u00e1gua no Mato Grosso se beneficiam do aumento das chuvas, mas o m\u00eas que cada setor se beneficia mais de uma quantidade maior de chuva \u00e9 diferente. Essas varia\u00e7\u00f5es nos efeitos, portanto, geram diferen\u00e7as consider\u00e1veis na exposi\u00e7\u00e3o \u00e0s mudan\u00e7as na chuva induzidas pelo desmatamento, n\u00e3o apenas em diferentes regi\u00f5es, mas tamb\u00e9m em diferentes setores. Quem sair\u00e1 ganhando e quem sair\u00e1 perdendo com o desmatamento depende de um sistema complexo (embora previs\u00edvel) de transporte atmosf\u00e9rico. Por exemplo, a expans\u00e3o das pastagens na regi\u00e3o do Xingu pode beneficiar os pecuaristas locais em detrimento da diminui\u00e7\u00e3o das chuvas no per\u00edodo de cultivo para os produtores de soja na regi\u00e3o central do estado.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"F45\">O CPI\/PUC-Rio tamb\u00e9m detalhou o efeito do desmatamento na regi\u00e3o do Xingu sobre a precipita\u00e7\u00e3o, m\u00eas a m\u00eas. A Figura 5 ilustra o efeito nos meses da esta\u00e7\u00e3o chuvosa. Vale notar a varia\u00e7\u00e3o da magnitude e tamb\u00e9m da distribui\u00e7\u00e3o espacial dos efeitos ao longo dos meses. No per\u00edodo de chuvas, \u00e0 medida que os padr\u00f5es do vento mudam, os efeitos maiores se deslocam de oeste para leste. A Figura 6 apresenta um padr\u00e3o diferente no per\u00edodo de seca, sendo o centro do estado a regi\u00e3o mais afetada ao longo dos meses. Isso \u00e9 importante porque os setores se beneficiam do aumento das chuvas de forma diferente a cada m\u00eas. Por exemplo, os produtores de soja tiram maior proveito das chuvas durante os per\u00edodos de cultivo (de outubro a dezembro); j\u00e1 uma barragem a fio d&#8217;\u00e1gua se beneficia mais das chuvas nos momentos em que a demanda por energia chega ao m\u00e1ximo (de fevereiro a mar\u00e7o).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Figura 5.<\/strong> Varia\u00e7\u00e3o Contrafactual nas Chuvas Devida ao Desmatamento na Bacia do Rio Xingu na Esta\u00e7\u00e3o Chuvosa, M\u00eas a M\u00eas<\/p>\n\n\n<section class=\"block block-chart is-image\"><div is=\"chart\/image\" class=\"chart-image\">\n\t\t<script type=\"json\/props\">{\n    \"colors\": []\n}<\/script>\n\n\t\t\n\t\t<div element=\"tabs\"><\/div>\n\n\t\t\t\t\t<a class=\"block-chart--image image--link\" href=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Figura-5-1.jpg\" target=\"_blank\"><div class=\"image--wrap\"><img src='https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Figura-5-1.jpg' class=\"image\" alt=\"Figura-5-1\" style=\"max-width:100%\" \/><\/div><\/a><!-- image html = <a class=\"block-chart--image image--link\" href=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Figura-5-1.jpg\" target=\"_blank\"><div class=\"image--wrap\"><img src='https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Figura-5-1.jpg' class=\"image\" alt=\"Figura-5-1\" style=\"max-width:100%\" \/><\/div><\/a>-->\t\t\t\t\t<a class=\"block-chart--image image--link\" href=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Figura-5-2.jpg\" target=\"_blank\"><div class=\"image--wrap\"><img src='https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Figura-5-2.jpg' class=\"image\" alt=\"Figura-5-2\" style=\"max-width:100%\" \/><\/div><\/a><!-- image html = <a class=\"block-chart--image image--link\" href=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Figura-5-2.jpg\" target=\"_blank\"><div class=\"image--wrap\"><img src='https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Figura-5-2.jpg' class=\"image\" alt=\"Figura-5-2\" style=\"max-width:100%\" \/><\/div><\/a>-->\t\t\t\t\t<a class=\"block-chart--image image--link\" href=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Figura-5-3.jpg\" target=\"_blank\"><div class=\"image--wrap\"><img src='https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Figura-5-3.jpg' class=\"image\" alt=\"Figura-5-3\" style=\"max-width:100%\" \/><\/div><\/a><!-- image html = <a class=\"block-chart--image image--link\" href=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Figura-5-3.jpg\" target=\"_blank\"><div class=\"image--wrap\"><img src='https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Figura-5-3.jpg' class=\"image\" alt=\"Figura-5-3\" style=\"max-width:100%\" \/><\/div><\/a>-->\t\t\t\t\t<a class=\"block-chart--image image--link\" href=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Figura-5-4.jpg\" target=\"_blank\"><div class=\"image--wrap\"><img src='https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Figura-5-4.jpg' class=\"image\" alt=\"Figura-5-4\" style=\"max-width:100%\" \/><\/div><\/a><!-- image html = <a class=\"block-chart--image image--link\" href=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Figura-5-4.jpg\" target=\"_blank\"><div class=\"image--wrap\"><img src='https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Figura-5-4.jpg' class=\"image\" alt=\"Figura-5-4\" style=\"max-width:100%\" \/><\/div><\/a>-->\t\t\t\t\t<a class=\"block-chart--image image--link\" href=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Figura-5-5.jpg\" target=\"_blank\"><div class=\"image--wrap\"><img src='https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Figura-5-5.jpg' class=\"image\" alt=\"Figura-5-5\" style=\"max-width:100%\" \/><\/div><\/a><!-- image html = <a class=\"block-chart--image image--link\" href=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Figura-5-5.jpg\" target=\"_blank\"><div class=\"image--wrap\"><img src='https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Figura-5-5.jpg' class=\"image\" alt=\"Figura-5-5\" style=\"max-width:100%\" \/><\/div><\/a>-->\t\t\t\t\t<a class=\"block-chart--image image--link\" href=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Figura-5-6.jpg\" target=\"_blank\"><div class=\"image--wrap\"><img src='https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Figura-5-6.jpg' class=\"image\" alt=\"Figura-5-6\" style=\"max-width:100%\" \/><\/div><\/a><!-- image html = <a class=\"block-chart--image image--link\" href=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Figura-5-6.jpg\" target=\"_blank\"><div class=\"image--wrap\"><img src='https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Figura-5-6.jpg' class=\"image\" alt=\"Figura-5-6\" style=\"max-width:100%\" \/><\/div><\/a>-->\t\t\t\t\t<a class=\"block-chart--image image--link\" href=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Figura-5-7.jpg\" target=\"_blank\"><div class=\"image--wrap\"><img src='https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Figura-5-7.jpg' class=\"image\" alt=\"Figura-5-7\" style=\"max-width:100%\" \/><\/div><\/a><!-- image html = <a class=\"block-chart--image image--link\" href=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Figura-5-7.jpg\" target=\"_blank\"><div class=\"image--wrap\"><img src='https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Figura-5-7.jpg' class=\"image\" alt=\"Figura-5-7\" style=\"max-width:100%\" \/><\/div><\/a>-->\t\t\t\t\t<a class=\"block-chart--image image--link\" href=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/Fig_5_all_PT-scaled.jpg\" target=\"_blank\"><div class=\"image--wrap\"><img src='https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/Fig_5_all_PT-scaled.jpg' class=\"image\" alt=\"Fig_5_all_PT-scaled\" style=\"max-width:100%\" \/><\/div><\/a><!-- image html = <a class=\"block-chart--image image--link\" href=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/Fig_5_all_PT-scaled.jpg\" target=\"_blank\"><div class=\"image--wrap\"><img src='https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/Fig_5_all_PT-scaled.jpg' class=\"image\" alt=\"Fig_5_all_PT-scaled\" style=\"max-width:100%\" \/><\/div><\/a>-->\t\t\n\t\t<div element=\"canvas\"><\/div>\n\n\t\t\t\t<group name=\"Set (%)\">\n\t\t\t<!-- tab -->\t\t\t\n\t\t<\/group>\n\t\t\t\t<group name=\"Out (%)\">\n\t\t\t<!-- tab -->\t\t\t\n\t\t<\/group>\n\t\t\t\t<group name=\"Nov (%)\">\n\t\t\t<!-- tab -->\t\t\t\n\t\t<\/group>\n\t\t\t\t<group name=\"Dez (%)\">\n\t\t\t<!-- tab -->\t\t\t\n\t\t<\/group>\n\t\t\t\t<group name=\"Jan (%)\">\n\t\t\t<!-- tab -->\t\t\t\n\t\t<\/group>\n\t\t\t\t<group name=\"Fev (%)\">\n\t\t\t<!-- tab -->\t\t\t\n\t\t<\/group>\n\t\t\t\t<group name=\"Mar (%)\">\n\t\t\t<!-- tab -->\t\t\t\n\t\t<\/group>\n\t\t\t\t<group name=\"Vis\u00e3o Geral\">\n\t\t\t<!-- tab -->\t\t\t\n\t\t<\/group>\n\t\t\n\n\t\t\n\t\t\t<\/div><\/section>\n\n\n<p><em>Estes mapas mostram o impacto do desmatamento na regi\u00e3o do Xingu sobre as chuvas no per\u00edodo de chuvas, em termos de propor\u00e7\u00e3o da m\u00e9dia hist\u00f3rica. Valores mais elevados (em amarelo) significam maior impacto do desmatamento nas chuvas. Cada mapa mostra o efeito do desmatamento nas chuvas naquele m\u00eas. Por exemplo, o desmatamento na Regi\u00e3o do Xingu pode diminuir as chuvas em dezembro em at\u00e9 7% da m\u00e9dia hist\u00f3rica desse m\u00eas.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Fonte:<\/strong> CPI\/PUC-Rio com dados de ERA5, FUNAI e MapBiomas, 2021<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Figura 6.<\/strong> Varia\u00e7\u00e3o Contrafactual nas Chuvas Devida ao Desmatamento na Bacia do Rio Xingu na Esta\u00e7\u00e3o Seca, M\u00eas a M\u00eas<\/p>\n\n\n<section class=\"block block-chart is-image\"><div is=\"chart\/image\" class=\"chart-image\">\n\t\t<script type=\"json\/props\">{\n    \"colors\": []\n}<\/script>\n\n\t\t\n\t\t<div element=\"tabs\"><\/div>\n\n\t\t\t\t\t<a class=\"block-chart--image image--link\" href=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Figure-6-1.jpg\" target=\"_blank\"><div class=\"image--wrap\"><img src='https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Figure-6-1.jpg' class=\"image\" alt=\"Figure-6-1\" style=\"max-width:100%\" \/><\/div><\/a><!-- image html = <a class=\"block-chart--image image--link\" href=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Figure-6-1.jpg\" target=\"_blank\"><div class=\"image--wrap\"><img src='https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Figure-6-1.jpg' class=\"image\" alt=\"Figure-6-1\" style=\"max-width:100%\" \/><\/div><\/a>-->\t\t\t\t\t<a class=\"block-chart--image image--link\" href=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Figure-6-2.jpg\" target=\"_blank\"><div class=\"image--wrap\"><img src='https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Figure-6-2.jpg' class=\"image\" alt=\"Figure-6-2\" style=\"max-width:100%\" \/><\/div><\/a><!-- image html = <a class=\"block-chart--image image--link\" href=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Figure-6-2.jpg\" target=\"_blank\"><div class=\"image--wrap\"><img src='https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Figure-6-2.jpg' class=\"image\" alt=\"Figure-6-2\" style=\"max-width:100%\" \/><\/div><\/a>-->\t\t\t\t\t<a class=\"block-chart--image image--link\" href=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Figure-6-3.jpg\" target=\"_blank\"><div class=\"image--wrap\"><img src='https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Figure-6-3.jpg' class=\"image\" alt=\"Figure-6-3\" style=\"max-width:100%\" \/><\/div><\/a><!-- image html = <a class=\"block-chart--image image--link\" href=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Figure-6-3.jpg\" target=\"_blank\"><div class=\"image--wrap\"><img src='https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Figure-6-3.jpg' class=\"image\" alt=\"Figure-6-3\" style=\"max-width:100%\" \/><\/div><\/a>-->\t\t\t\t\t<a class=\"block-chart--image image--link\" href=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Figure-6-4.jpg\" target=\"_blank\"><div class=\"image--wrap\"><img src='https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Figure-6-4.jpg' class=\"image\" alt=\"Figure-6-4\" style=\"max-width:100%\" \/><\/div><\/a><!-- image html = <a class=\"block-chart--image image--link\" href=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Figure-6-4.jpg\" target=\"_blank\"><div class=\"image--wrap\"><img src='https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Figure-6-4.jpg' class=\"image\" alt=\"Figure-6-4\" style=\"max-width:100%\" \/><\/div><\/a>-->\t\t\t\t\t<a class=\"block-chart--image image--link\" href=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Figure-6-5.jpg\" target=\"_blank\"><div class=\"image--wrap\"><img src='https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Figure-6-5.jpg' class=\"image\" alt=\"Figure-6-5\" style=\"max-width:100%\" \/><\/div><\/a><!-- image html = <a class=\"block-chart--image image--link\" href=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Figure-6-5.jpg\" target=\"_blank\"><div class=\"image--wrap\"><img src='https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Figure-6-5.jpg' class=\"image\" alt=\"Figure-6-5\" style=\"max-width:100%\" \/><\/div><\/a>-->\t\t\t\t\t<a class=\"block-chart--image image--link\" href=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/Fig_6_all_PT.jpg\" target=\"_blank\"><div class=\"image--wrap\"><img src='https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/Fig_6_all_PT.jpg' class=\"image\" alt=\"Fig_6_all_PT\" style=\"max-width:100%\" \/><\/div><\/a><!-- image html = <a class=\"block-chart--image image--link\" href=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/Fig_6_all_PT.jpg\" target=\"_blank\"><div class=\"image--wrap\"><img src='https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/Fig_6_all_PT.jpg' class=\"image\" alt=\"Fig_6_all_PT\" style=\"max-width:100%\" \/><\/div><\/a>-->\t\t\n\t\t<div element=\"canvas\"><\/div>\n\n\t\t\t\t<group name=\"Abr (%)\">\n\t\t\t<!-- tab -->\t\t\t\n\t\t<\/group>\n\t\t\t\t<group name=\"Mai (%)\">\n\t\t\t<!-- tab -->\t\t\t\n\t\t<\/group>\n\t\t\t\t<group name=\"Jun (%)\">\n\t\t\t<!-- tab -->\t\t\t\n\t\t<\/group>\n\t\t\t\t<group name=\"Jul (%)\">\n\t\t\t<!-- tab -->\t\t\t\n\t\t<\/group>\n\t\t\t\t<group name=\"Ago (%)\">\n\t\t\t<!-- tab -->\t\t\t\n\t\t<\/group>\n\t\t\t\t<group name=\"Vis\u00e3o Geral\">\n\t\t\t<!-- tab -->\t\t\t\n\t\t<\/group>\n\t\t\n\n\t\t\n\t\t\t<\/div><\/section>\n\n\n<p><em>Esses mapas mostram o impacto do desmatamento na regi\u00e3o do Xingu sobre as chuvas no per\u00edodo de seca, em termos de propor\u00e7\u00e3o da m\u00e9dia hist\u00f3rica. Valores mais elevados (em amarelo) significam maior impacto do desmatamento nas chuvas. Cada mapa mostra o efeito do desmatamento nas chuvas naquele m\u00eas. Por exemplo, o desmatamento na Regi\u00e3o do Xingu pode diminuir as chuvas em abril em at\u00e9 12% da m\u00e9dia hist\u00f3rica desse m\u00eas.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Fonte:<\/strong> CPI\/PUC-Rio com dados de ERA5, FUNAI e MapBiomas, 2021<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Finalmente, \u00e9 importante reconhecer que todo estudo tem suas ressalvas. Este estudo n\u00e3o combina as sinergias da mudan\u00e7a clim\u00e1tica e do desmatamento de outras regi\u00f5es com o desmatamento do Xingu. Al\u00e9m disso, os efeitos hidrol\u00f3gicos do desmatamento no pr\u00f3prio Rio Xingu n\u00e3o s\u00e3o considerados, embora possam contribuir ainda mais para a diminui\u00e7\u00e3o da precipita\u00e7\u00e3o e do abastecimento h\u00eddrico de modo geral. Os diversos aspectos deste exerc\u00edcio contrafactual indicam o limite inferior do efeito do desmatamento sobre as chuvas.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Conclus\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p>As florestas tropicais oferecem uma variedade de servi\u00e7os ecol\u00f3gicos essenciais para as atividades socioecon\u00f4micas.&nbsp;Este estudo do CPI\/PUC-Rio apresenta uma estrutura para analisar os efeitos do desmatamento nas chuvas em regi\u00f5es localizadas a centenas ou milhares de quil\u00f4metros de dist\u00e2ncia de onde o desmatamento ocorreu. Essa ferramenta pode auxiliar no pleito dos governos e popula\u00e7\u00f5es pelo fortalecimento dos esfor\u00e7os de conserva\u00e7\u00e3o em pol\u00edticas espec\u00edficas que s\u00e3o conhecidas por gerar desmatamento. A ferramenta tamb\u00e9m pode ser adaptada a outras regi\u00f5es, tanto no Brasil quanto na Am\u00e9rica do Sul.<\/p>\n\n\n\n<p>O desmatamento da Bacia do Rio Xingu \u00e9 um caso que ilustra a enorme quantidade de atores que seriam impactados se a regi\u00e3o n\u00e3o for protegida, al\u00e9m da subsequente varia\u00e7\u00e3o generalizada das chuvas e secas. Identificar e quantificar os ganhos e perdas associados ao desmatamento \u00e9 um passo necess\u00e1rio para aumentar a transpar\u00eancia e a responsabiliza\u00e7\u00e3o (<em>accountability<\/em>) das pol\u00edticas p\u00fablicas na Floresta Amaz\u00f4nica.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Metodologia: Um modelo clim\u00e1tico que mede a rela\u00e7\u00e3o entre o desmatamento e a chuva<\/h2>\n\n\n\n<p>Da mesma forma que \u00e9 poss\u00edvel seguir um rio a montante at\u00e9 chegar \u00e0 sua nascente, \u00e9 poss\u00edvel seguir a dire\u00e7\u00e3o do vento para identificar seu trajeto a partir do oceano. Esse caminho \u00e9 chamado de trajet\u00f3ria regressa do transporte atmosf\u00e9rico. Os modelos de transporte atmosf\u00e9rico reconstroem a trajet\u00f3ria regressa de uma parcela de ar que se encontra acima de determinado local no momento da chuva. O autor usa dados m\u00e9dios mensais da velocidade e dire\u00e7\u00e3o do vento do ERA5 para construir trajet\u00f3rias regressas referentes a todos os meses entre 1985 e 2020.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"F6\">A Figura 7 mostra um conjunto de trajet\u00f3rias regressas de cinco dias no estado do Mato Grosso referentes a dois meses diferentes selecionados em 2002 para ilustrar como funcionam as trajet\u00f3rias regressas. Eles identificam um padr\u00e3o distinto ao longo dos meses do ano, com a esta\u00e7\u00e3o chuvosa recebendo ventos da Amaz\u00f4nia (de norte a sul), enquanto a esta\u00e7\u00e3o seca recebe ventos de fora da Amaz\u00f4nia (de leste a oeste). Cada linha azul representa uma trajet\u00f3ria de vento que termina em algum ponto de Mato Grosso, sendo que o vento cobre diversos tipos de terreno. A principal vari\u00e1vel explicativa do modelo \u00e9 a contagem de quantos pixels (locais) com cobertura florestal foram cobertos pelo vento. Quanto maior for essa vari\u00e1vel, maior a probabilidade de a parcela de ar manter e aumentar sua umidade.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Figura 7.<\/strong> Trajet\u00f3rias Regressas de Transporte Atmosf\u00e9rico, 2002<\/p>\n\n\n<section class=\"block block-chart is-image\"><div is=\"chart\/image\" class=\"chart-image\">\n\t\t<script type=\"json\/props\">{\n    \"colors\": []\n}<\/script>\n\n\t\t\n\t\t<div element=\"tabs\"><\/div>\n\n\t\t\t\t\t<a class=\"block-chart--image image--link\" href=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Figura-7a.jpg\" target=\"_blank\"><div class=\"image--wrap\"><img src='https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Figura-7a.jpg' class=\"image\" alt=\"Figura-7a\" style=\"max-width:100%\" \/><\/div><\/a><!-- image html = <a class=\"block-chart--image image--link\" href=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Figura-7a.jpg\" target=\"_blank\"><div class=\"image--wrap\"><img src='https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Figura-7a.jpg' class=\"image\" alt=\"Figura-7a\" style=\"max-width:100%\" \/><\/div><\/a>-->\t\t\t\t\t<a class=\"block-chart--image image--link\" href=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Figura-7b.jpg\" target=\"_blank\"><div class=\"image--wrap\"><img src='https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Figura-7b.jpg' class=\"image\" alt=\"Figura-7b\" style=\"max-width:100%\" \/><\/div><\/a><!-- image html = <a class=\"block-chart--image image--link\" href=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Figura-7b.jpg\" target=\"_blank\"><div class=\"image--wrap\"><img src='https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Figura-7b.jpg' class=\"image\" alt=\"Figura-7b\" style=\"max-width:100%\" \/><\/div><\/a>-->\t\t\n\t\t<div element=\"canvas\"><\/div>\n\n\t\t\t\t<group name=\"7a. Trajet\u00f3rias Regressas em Fevereiro de 2002\">\n\t\t\t<!-- tab -->\t\t\t\n\t\t<\/group>\n\t\t\t\t<group name=\"7b. Trajet\u00f3rias Regressas em Julho de 2002\">\n\t\t\t<!-- tab -->\t\t\t\n\t\t<\/group>\n\t\t\n\n\t\t\n\t\t\t\t<div class=\"block-chart--note\"><p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"\" src=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Legenda-7-PT.jpg\" alt=\"Legenda figura 7\" width=\"228\" height=\"63\" \/><\/p>\n<\/div> \n\t\t\t<\/div><\/section>\n\n\n<p><em>Estes mapas ilustram as trajet\u00f3rias regressas do transporte atmosf\u00e9rico relativas a dois meses espec\u00edficos (fevereiro de 2002 e julho de 2002). A linha azul representa a trajet\u00f3ria do vento a partir do oceano at\u00e9 um ponto no estado do Mato Grosso. Vale notar que as dire\u00e7\u00f5es das trajet\u00f3rias variam consideravelmente entre os dois meses. Este \u00e9 um padr\u00e3o geral, com a esta\u00e7\u00e3o chuvosa sendo caracterizada por trajet\u00f3rias de norte a sul e a esta\u00e7\u00e3o seca, por trajet\u00f3rias de leste a oeste.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Fonte:<\/strong> CPI\/PUC-Rio com dados de ERA5, 2021<\/em><\/p>\n\n\n\n<p id=\"F7\">Al\u00e9m da variabilidade natural da contagem de pixels florestais ao longo dos meses de um ano, a contagem m\u00e9dia ao longo dos anos tem apresentado um decl\u00ednio constante devido ao desmatamento, conforme mostra a Figura 8a, que ilustra os desvios da contagem m\u00e9dia de pixels florestais por ano em rela\u00e7\u00e3o a cada munic\u00edpio do estado do Mato Grosso. Este constante decl\u00ednio causa uma queda anual do volume m\u00e9dio de chuva.<\/p>\n\n\n\n<p>Para contar os pixels florestais pelas trajet\u00f3rias, o CPI\/PUC-Rio usa dados do MapBiomas sobre a Pan-Amaz\u00f4nia de 1985 a 2018. Esses dados classificam o uso das terras em todo o territ\u00f3rio amaz\u00f4nico por meio de dados de sat\u00e9lite. Originalmente com resolu\u00e7\u00e3o de 30 metros, os dados s\u00e3o convertidos para 0,25 graus, onde cada pixel armazena a propor\u00e7\u00e3o de 30 metros de pixels classificados como florestas.<\/p>\n\n\n\n<p>Para estimar formalmente o efeito da contagem florestal sobre as chuvas, usa-se o estimador de efeitos fixos descrito na Equa\u00e7\u00e3o 1:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center has-medium-font-size\">\ud835\udc93<sub>\ud835\udc8d\ud835\udc8e\ud835\udc9a<\/sub>= \ud835\udefc + \ud835\udf37<sub>\ud835\udc8e<\/sub>\ud835\udc84<sub>\ud835\udc8d\ud835\udc8e\ud835\udc9a<\/sub> + \ud835\udec4<sub>\ud835\udc8d\ud835\udc8e<\/sub> + \ud835\udec4<sub>\ud835\udc9a<\/sub> + \ud835\udec4\ud835\udf32<sub>\ud835\udc8d\ud835\udc8e\ud835\udc9a<\/sub> + \ud835\udf50<sub>\ud835\udc8d\ud835\udc8e\ud835\udc9a<\/sub><\/p>\n\n\n\n<p>Os par\u00e2metros de interesse s\u00e3o \ud835\udf37<sub>\ud835\udc8e<\/sub>, que representam o efeito da contagem florestal (\ud835\udc84<sub>\ud835\udc8d\ud835\udc8e\ud835\udc9a<\/sub>) sobre a chuva (\ud835\udc93<sub>\ud835\udc8d\ud835\udc8e\ud835\udc9a<\/sub>)<sub> <\/sub>referente a cada m\u00eas do ano. Outras vari\u00e1veis, como a dist\u00e2ncia total percorrida (\ud835\udf32<sub>\ud835\udc8d\ud835\udc8e\ud835\udc9a<\/sub>) e os efeitos fixos de localiza\u00e7\u00e3o-m\u00eas e ano (\ud835\udec4<sub>\ud835\udc8d\ud835\udc8e,<\/sub>\ud835\udec4<sub>\ud835\udc9a<\/sub>), s\u00e3o usadas como controles para uma gama de poss\u00edveis vari\u00e1veis&nbsp; que oferecem uma explica\u00e7\u00e3o alternativa para a rela\u00e7\u00e3o observada entre as chuvas e a contagem florestal.&nbsp; A Figura 8b apresenta o principal resultado desta regress\u00e3o. Cada coeficiente \ud835\udf37<sub>\ud835\udc8e<\/sub> representa o efeito do aumento de um desvio padr\u00e3o na vari\u00e1vel de contagem florestal sobre a chuva, medida em equivalente de mil\u00edmetro por dia. Os erros-padr\u00e3o mostram que, considerando-se o modelo, a incerteza relativa ao efeito \u00e9 baixa.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Figura 8.<\/strong> Contagem Florestal e Precipita\u00e7\u00e3o, 1985-2015<\/p>\n\n\n<section class=\"block block-chart is-image\"><div is=\"chart\/image\" class=\"chart-image\">\n\t\t<script type=\"json\/props\">{\n    \"colors\": []\n}<\/script>\n\n\t\t\n\t\t<div element=\"tabs\"><\/div>\n\n\t\t\t\t\t<a class=\"block-chart--image image--link\" href=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Figura-8a.jpg\" target=\"_blank\"><div class=\"image--wrap\"><img src='https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Figura-8a.jpg' class=\"image\" alt=\"Figura-8a\" style=\"max-width:100%\" \/><\/div><\/a><!-- image html = <a class=\"block-chart--image image--link\" href=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Figura-8a.jpg\" target=\"_blank\"><div class=\"image--wrap\"><img src='https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Figura-8a.jpg' class=\"image\" alt=\"Figura-8a\" style=\"max-width:100%\" \/><\/div><\/a>-->\t\t\t\t\t<a class=\"block-chart--image image--link\" href=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Figura-8b.jpg\" target=\"_blank\"><div class=\"image--wrap\"><img src='https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Figura-8b.jpg' class=\"image\" alt=\"Figura-8b\" style=\"max-width:100%\" \/><\/div><\/a><!-- image html = <a class=\"block-chart--image image--link\" href=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Figura-8b.jpg\" target=\"_blank\"><div class=\"image--wrap\"><img src='https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Figura-8b.jpg' class=\"image\" alt=\"Figura-8b\" style=\"max-width:100%\" \/><\/div><\/a>-->\t\t\n\t\t<div element=\"canvas\"><\/div>\n\n\t\t\t\t<group name=\"8a. Contagem florestal\">\n\t\t\t<!-- tab -->\t\t\t\n\t\t<\/group>\n\t\t\t\t<group name=\"8b. Cobertura Florestal na Precipita\u00e7\u00e3o\">\n\t\t\t<!-- tab -->\t\t\t\n\t\t<\/group>\n\t\t\n\n\t\t\n\t\t\t<\/div><\/section>\n\n\n<p><em>A Figura 8a apresenta a evolu\u00e7\u00e3o da vari\u00e1vel de contagem florestal (na forma de desvios em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 m\u00e9dia) ao longo dos anos em cada munic\u00edpio do estado do Mato Grosso. Valores abaixo de zero significam que a contagem florestal est\u00e1 abaixo da m\u00e9dia hist\u00f3rica. Destaca-se a queda constante em todas as s\u00e9ries devido ao aumento do desmatamento. A Figura 8b apresenta os coeficientes estimados do modelo de clima emp\u00edrico descrito na equa\u00e7\u00e3o 1. Para cada m\u00eas (m) h\u00e1 um coeficiente estimado <\/em>\ud835\udf37<sub>\ud835\udc5a<\/sub><em>. As pequenas linhas verticais mostram o desvio-padr\u00e3o estimado. A magnitude do efeito \u00e9 mais forte nos meses da esta\u00e7\u00e3o chuvosa, mesmo que, proporcionalmente, esse efeito seja mais forte nos meses de seca.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Fonte:<\/strong> CPI\/PUC-Rio com dados de ERA5 e MapBiomas, 2021<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Existem duas diferen\u00e7as principais entre o modelo da Equa\u00e7\u00e3o 1 e os modelos encontrados atualmente na literatura. Primeiro, a vari\u00e1vel de contagem florestal (\ud835\udc84<sub>\ud835\udc8d\ud835\udc8e\ud835\udc9a<\/sub>) poderia ser substitu\u00edda por uma vari\u00e1vel de \u00cdndice de \u00c1rea Foliar (IAF). Para tal, o IAF teria que ser inserido em cen\u00e1rios contrafactuais de desmatamento, uma tarefa que n\u00e3o \u00e9 simples, j\u00e1 que o IAF varia com o uso da terra e com a \u00e9poca do ano. Em segundo lugar, as trajet\u00f3rias regressas s\u00e3o calculadas usando dados m\u00e9dios mensais sobre o vento, e n\u00e3o dados hor\u00e1rios. Essa restri\u00e7\u00e3o simplifica muito o gerenciamento de dados e as necessidades computacionais. O estudo de caso do estado do Mato Grosso, por exemplo, pode ser realizado com um computador pessoal. Formalmente, essas duas diferen\u00e7as podem incluir erros de medida em nossa vari\u00e1vel explicativa da contagem florestal. Esse erro de medida pode distorcer as estimativas, subestimando o efeito do desmatamento sobre as chuvas.<\/p>\n\n\n\n<p>O pr\u00f3ximo passo \u00e9 usar este modelo em combina\u00e7\u00e3o com um cen\u00e1rio contrafactual de desmatamento para entender o impacto do desmatamento localizado nas chuvas. Neste estudo, o autor considerou um cen\u00e1rio em que todas as Terras Ind\u00edgenas do Xingu s\u00e3o desmatadas. Esse desmatamento impactar\u00e1 a vari\u00e1vel de contagem florestal e, consequentemente, os n\u00edveis de chuva. Quais locais ser\u00e3o afetados depende das trajet\u00f3rias regressas. Apesar da grande varia\u00e7\u00e3o ao longo do tempo nos percursos de cada trajet\u00f3ria, o trajeto m\u00e9dio ajuda a elucidar os padr\u00f5es de circula\u00e7\u00e3o atmosf\u00e9rica. O efeito m\u00e9dio, portanto, resulta no impacto que se espera do desmaento sobre as chuvas.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-css-opacity\" \/>\n\n\n\n<p><em>O autor gostaria de agradecer Jennifer Roche pelo trabalho de edi\u00e7\u00e3o do texto original em ingl\u00eas, Natalie Hoover El Rashidy e Giovanna de Miranda pelo trabalho de revis\u00e3o e edi\u00e7\u00e3o dos textos e Meyrele Nascimento e Nina Oswald Vieira pelo trabalho de design gr\u00e1fico.<\/em><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-css-opacity\" \/>\n\n\n\n<p id=\"N1\"><a href=\"#F1\">[1]<\/a> Spracklen, Dominick, et al. \u201cThe Effects of Tropical Vegetation on Rainfall\u201d. <em>Annual Review of Environment and Resources<\/em> 43 (193-218): 2018. <a href=\"https:\/\/bit.ly\/3zPtaXF\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">bit.ly\/3zPtaXF<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Neste destaque, o CPI\/PUC-Rio mostra que o desmatamento da Amaz\u00f4nia afeta as chuvas 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