{"id":35874,"date":"2021-03-09T13:22:37","date_gmt":"2021-03-09T13:22:37","guid":{"rendered":"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/?post_type=cpi_publications&#038;p=35874"},"modified":"2026-04-02T16:16:18","modified_gmt":"2026-04-02T16:16:18","slug":"degradacao-florestal-na-amazonia-fenomeno-relacionado-ao-desmatamento-precisa-ser-alvo-de-politica-publica","status":"publish","type":"cpi_publications","link":"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/pt-br\/publication\/degradacao-florestal-na-amazonia-fenomeno-relacionado-ao-desmatamento-precisa-ser-alvo-de-politica-publica\/","title":{"rendered":"Degrada\u00e7\u00e3o Florestal na Amaz\u00f4nia: Fen\u00f4meno Relacionado ao Desmatamento Precisa Ser Alvo de Pol\u00edtica P\u00fablica"},"content":{"rendered":"\n<p id=\"1\">Ao longo das \u00faltimas d\u00e9cadas, o Brasil acumulou expressiva e bem-sucedida experi\u00eancia com pol\u00edticas p\u00fablicas de conserva\u00e7\u00e3o de florestas tropicais, particularmente aquelas de combate ao desmatamento em corte raso.<sup><a href=\"#Nota1\">[1]<\/a><\/sup> Tal foco de atua\u00e7\u00e3o justificava-se ante a urg\u00eancia para reduzir as maiores taxas de perda de floresta tropical do mundo.<sup><a href=\"#Nota2\">[2]<\/a><\/sup> No entanto, o desmatamento n\u00e3o \u00e9 o \u00fanico dano ambiental que assola a Amaz\u00f4nia Brasileira. A degrada\u00e7\u00e3o florestal, fen\u00f4meno caracterizado pela perda gradual de vegeta\u00e7\u00e3o, desponta como uma amea\u00e7a cada vez mais relevante na regi\u00e3o.<sup><a href=\"#Nota3\">[3]<\/a>,<a href=\"#Nota4\">[4]<\/a><\/sup><strong> Ainda que processos de degrada\u00e7\u00e3o possam parecer menos destrutivos do que aqueles de desmatamento, o combate \u00e0 degrada\u00e7\u00e3o deve ser uma prioridade para a pol\u00edtica p\u00fablica de conserva\u00e7\u00e3o brasileira<\/strong>. Afinal, a interrup\u00e7\u00e3o da perda florestal em est\u00e1gio mais inicial potencializa a capacidade de conserva\u00e7\u00e3o da vegeta\u00e7\u00e3o nativa no longo prazo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje, contudo, a degrada\u00e7\u00e3o florestal \u00e9 ainda um tema relativamente pouco conhecido e, portanto, raramente priorizado no \u00e2mbito de pol\u00edticas p\u00fablicas destinadas \u00e0 prote\u00e7\u00e3o de vegeta\u00e7\u00e3o nativa no Brasil. <strong>Um melhor entendimento da degrada\u00e7\u00e3o na Amaz\u00f4nia e particularmente da sua rela\u00e7\u00e3o emp\u00edrica com o desmatamento em corte raso \u00e9 um insumo chave no processo de decis\u00e3o para aloca\u00e7\u00e3o de recursos escassos para a execu\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica p\u00fablica<\/strong>. Com ele, o Brasil poderia focalizar esfor\u00e7os de maneira mais eficiente e reagir \u00e0 degrada\u00e7\u00e3o em tempo h\u00e1bil.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Visando contribuir para uma compreens\u00e3o mais robusta desse fen\u00f4meno, pesquisadores do Climate Policy Initiative\/PUC-Rio (CPI\/PUC-Rio) caracterizaram empiricamente a din\u00e2mica de degrada\u00e7\u00e3o e sua rela\u00e7\u00e3o com processos de desmatamento em corte raso na Amaz\u00f4nia. Este Destaque traz uma breve introdu\u00e7\u00e3o ao tema da degrada\u00e7\u00e3o tropical, resume os principais resultados do estudo e aponta alguns caminhos oportunos tanto para an\u00e1lise futura quanto para a pol\u00edtica p\u00fablica. <strong>Al\u00e9m de corroborar a relev\u00e2ncia do fen\u00f4meno para a Amaz\u00f4nia Brasileira, o estudo indica que a degrada\u00e7\u00e3o tem uma rela\u00e7\u00e3o pr\u00f3xima com o desmatamento. Em particular, os resultados mostram que essa rela\u00e7\u00e3o exibe expressiva varia\u00e7\u00e3o entre categorias fundi\u00e1rias, refor\u00e7ando a necessidade de uma abordagem diferenciada da pol\u00edtica p\u00fablica de conserva\u00e7\u00e3o florestal conforme diferentes estruturas de governan\u00e7a.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"has-vivid-red-color has-text-color wp-block-heading\"><strong>O QUE \u00c9 A DEGRADA\u00c7\u00c3O FLORESTAL?<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p id=\"5\">Neste projeto, define-se a degrada\u00e7\u00e3o florestal como <strong>a perda parcial de biomassa florestal<\/strong>. A Figura 1 ilustra, de forma simplificada, esse processo. Partindo de uma floresta intacta, a degrada\u00e7\u00e3o mina a integridade da cobertura vegetal atrav\u00e9s da remo\u00e7\u00e3o gradual da vegeta\u00e7\u00e3o ao longo do tempo. Assim, apesar de ainda conter floresta prim\u00e1ria, uma \u00e1rea degradada n\u00e3o possui as mesmas estrutura florestal, resili\u00eancia e fun\u00e7\u00f5es de uma floresta intacta.<sup><a href=\"#Nota5\">[5]<\/a><\/sup> \u00c0 medida que a degrada\u00e7\u00e3o avan\u00e7a, a perda de biomassa florestal se aproxima daquela observada em um cen\u00e1rio de desmatamento em corte raso, em que h\u00e1 remo\u00e7\u00e3o total, ou quase total, da cobertura vegetal.<\/p>\n\n\n<section class=\"block block-chart is-image\"><div is=\"chart\/image\" class=\"chart-image\">\n\t\t<script type=\"json\/props\">{\n    \"colors\": []\n}<\/script>\n\n\t\t\t\t<h2 class=\"block-chart--title\">Figura 1. Degrada\u00e7\u00e3o Florestal e Desmatamento em Corte Raso<\/h2> \n\t\t\n\t\t<div element=\"tabs\"><\/div>\n\n\t\t\t\t\t<a class=\"block-chart--image image--link\" href=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/1.jpg\" target=\"_blank\"><div class=\"image--wrap\"><img src='https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/1.jpg' class=\"image\" alt=\"1\" style=\"max-width:100%\" \/><\/div><\/a><!-- image html = <a class=\"block-chart--image image--link\" href=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/1.jpg\" target=\"_blank\"><div class=\"image--wrap\"><img src='https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/1.jpg' class=\"image\" alt=\"1\" style=\"max-width:100%\" \/><\/div><\/a>-->\t\t\t\t\t<a class=\"block-chart--image image--link\" href=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/2-1.jpg\" target=\"_blank\"><div class=\"image--wrap\"><img src='https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/2-1.jpg' class=\"image\" alt=\"2-1\" style=\"max-width:100%\" \/><\/div><\/a><!-- image html = <a class=\"block-chart--image image--link\" href=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/2-1.jpg\" target=\"_blank\"><div class=\"image--wrap\"><img src='https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/2-1.jpg' class=\"image\" alt=\"2-1\" style=\"max-width:100%\" \/><\/div><\/a>-->\t\t\t\t\t<a class=\"block-chart--image image--link\" href=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/3-3.jpg\" target=\"_blank\"><div class=\"image--wrap\"><img src='https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/3-3.jpg' class=\"image\" alt=\"3-3\" style=\"max-width:100%\" \/><\/div><\/a><!-- image html = <a class=\"block-chart--image image--link\" href=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/3-3.jpg\" target=\"_blank\"><div class=\"image--wrap\"><img src='https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/3-3.jpg' class=\"image\" alt=\"3-3\" style=\"max-width:100%\" \/><\/div><\/a>-->\t\t\t\t\t<a class=\"block-chart--image image--link\" href=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/4-2.jpg\" target=\"_blank\"><div class=\"image--wrap\"><img src='https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/4-2.jpg' class=\"image\" alt=\"4-2\" style=\"max-width:100%\" \/><\/div><\/a><!-- image html = <a class=\"block-chart--image image--link\" href=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/4-2.jpg\" target=\"_blank\"><div class=\"image--wrap\"><img src='https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/4-2.jpg' class=\"image\" alt=\"4-2\" style=\"max-width:100%\" \/><\/div><\/a>-->\t\t\n\t\t<div element=\"canvas\"><\/div>\n\n\t\t\t\t<group name=\"1. Floresta intacta\">\n\t\t\t<!-- tab -->\t\t\t\n\t\t<\/group>\n\t\t\t\t<group name=\"2. Degrada\u00e7\u00e3o em est\u00e1gio inicial\">\n\t\t\t<!-- tab -->\t\t\t\n\t\t<\/group>\n\t\t\t\t<group name=\"3. Degrada\u00e7\u00e3o em est\u00e1gio avan\u00e7ado\">\n\t\t\t<!-- tab -->\t\t\t\n\t\t<\/group>\n\t\t\t\t<group name=\"4. Desmatamento em corte raso\">\n\t\t\t<!-- tab -->\t\t\t\n\t\t<\/group>\n\t\t\n\n\t\t\n\t\t\t\t<div class=\"block-chart--note\"><p><em><strong>Fonte: <\/strong><\/em><i>CPI\/PUC-Rio, 2021<\/i><\/p>\n<\/div> \n\t\t\t<\/div><\/section>\n\n\n<p>O processo representado na Figura 1, em que uma floresta intacta passa por diversos est\u00e1gios de degrada\u00e7\u00e3o e culmina no desmatamento em corte raso, \u00e9 apenas um dos caminhos poss\u00edveis para uma \u00e1rea degradada. A degrada\u00e7\u00e3o pode ocorrer de forma mais ou menos gradual ao longo do tempo, dependendo do tipo de atividade que causa essa degrada\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, a degrada\u00e7\u00e3o n\u00e3o conduz necessariamente ao desmatamento em corte raso \u2014 uma \u00e1rea degradada pode ser intencionalmente mantida apenas com remanescente parcial de vegeta\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria, ou pode passar por um processo de regenera\u00e7\u00e3o e conter uma mistura de remanescente prim\u00e1rio e vegeta\u00e7\u00e3o secund\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"has-vivid-red-color has-text-color wp-block-heading\"><strong>A DEGRADA\u00c7\u00c3O NA AMAZ\u00d4NIA BRASILEIRA<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>PRINCIPAIS CAUSAS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>No Brasil, as pr\u00e1ticas comumente associadas \u00e0 degrada\u00e7\u00e3o tropical s\u00e3o extra\u00e7\u00e3o madeireira e queimadas. A extra\u00e7\u00e3o madeireira requer o corte de esp\u00e9cies espec\u00edficas de \u00e1rvores, tipicamente selecionadas com base no valor comercial da sua madeira. Al\u00e9m da perda de vegeta\u00e7\u00e3o resultante da extra\u00e7\u00e3o em si, costuma haver comprometimento da biomassa tamb\u00e9m no entorno das \u00e1rvores cortadas, devido tanto \u00e0 abertura de estradas de acesso e p\u00e1tios de estocagem quanto ao dano ocasionado pela queda das \u00e1rvores sobre vegeta\u00e7\u00e3o pr\u00f3xima. Atividades l\u00edcitas de extra\u00e7\u00e3o madeireira devem seguir um plano de manejo para minimizar esse efeito colateral.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 as queimadas costumam destruir primeiro plantas mais fr\u00e1geis e, ap\u00f3s repetidas queimas do mesmo local, avan\u00e7ar sobre as mais resistentes. Como florestas tropicais s\u00e3o \u00famidas, elas n\u00e3o queimam facilmente de uma s\u00f3 vez. O primeiro contato com o fogo consome a vegeta\u00e7\u00e3o mais fr\u00e1gil e compromete a resili\u00eancia da remanescente, que se torna mais vulner\u00e1vel a queimadas subsequentes.<\/p>\n\n\n\n<p>A an\u00e1lise conduzida pelo CPI\/PUC-Rio usa dados do DEGRAD, produto do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) que utiliza imagens de sat\u00e9lite para produzir mapas anuais de \u00e1reas degradadas em toda a Amaz\u00f4nia Brasileira entre 2007 e 2016. Como o DEGRAD n\u00e3o oferece uma classifica\u00e7\u00e3o consistente do tipo e tampouco do est\u00e1gio de degrada\u00e7\u00e3o observada, a an\u00e1lise emp\u00edrica atualmente n\u00e3o contempla essa classifica\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong><strong>CARACTER\u00cdSTICAS GERAIS<\/strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>A degrada\u00e7\u00e3o florestal \u00e9 um fen\u00f4meno de magnitude expressiva na Amaz\u00f4nia, tipicamente afetando uma \u00e1rea bem maior do que o desmatamento em corte raso<\/strong>. Entre 2007 e 2016, registrou-se uma m\u00e9dia de 11.000 km<sup>2<\/sup> de floresta degradada por ano. Isso equivale ao dobro da m\u00e9dia anual de \u00e1rea desmatada nesse per\u00edodo. Enquanto o avan\u00e7o do desmatamento apresentou relativa estabilidade, principalmente de 2009 a 2016, <strong>a degrada\u00e7\u00e3o variou consideravelmente entre anos<\/strong>. O total de \u00e1rea degradada por ano atingiu o m\u00ednimo de 2.700 km<sup>2<\/sup> em 2014 e o m\u00e1ximo de 23.700 km<sup>2<\/sup> em 2016.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"6\">O padr\u00e3o de ocorr\u00eancia espacial indica que <strong>a degrada\u00e7\u00e3o florestal \u00e9 geograficamente concentrada ao longo do Arco do Desmatamento<\/strong>, que historicamente hospeda tamb\u00e9m a maior parte das \u00e1reas desmatadas na Amaz\u00f4nia.<sup><a href=\"#Nota6\">[6]<\/a><\/sup> Juntos, os estados do Mato Grosso e do Par\u00e1 re\u00fanem, em m\u00e9dia, 75% da \u00e1rea degradada e 64% da \u00e1rea desmatada a cada ano na Amaz\u00f4nia. Apesar dessa concentra\u00e7\u00e3o regional, <strong>o fen\u00f4meno apresenta baixa reincid\u00eancia local ao longo dos anos<\/strong>. Uma mesma \u00e1rea \u00e9 classificada como degradada, em m\u00e9dia, uma \u00fanica vez durante o per\u00edodo de an\u00e1lise.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, <strong>para a Amaz\u00f4nia como um todo,<\/strong> <strong>parece haver relativamente pouca convers\u00e3o da degrada\u00e7\u00e3o em desmatamento dentro do per\u00edodo de an\u00e1lise<\/strong>. Em m\u00e9dia, apenas 9% das \u00e1reas degradadas s\u00e3o convertidas em desmatamento em at\u00e9 tr\u00eas anos, tempo m\u00e9dio entre a ocorr\u00eancia desses dois eventos. N\u00e3o se deve concluir, contudo, que n\u00e3o h\u00e1 rela\u00e7\u00e3o pr\u00f3xima entre os fen\u00f4menos de degrada\u00e7\u00e3o e desmatamento.<strong> Afinal, por se tratar de uma m\u00e9dia para toda a Amaz\u00f4nia, o baixo percentual de convers\u00e3o pode ocultar diferen\u00e7as importantes quanto \u00e0s inten\u00e7\u00f5es por tr\u00e1s de diferentes padr\u00f5es de convers\u00e3o de floresta e, consequentemente, tamb\u00e9m quanto \u00e0 forma como essa convers\u00e3o \u00e9 executada.<\/strong> Essa ressalva motivou uma investiga\u00e7\u00e3o da rela\u00e7\u00e3o entre degrada\u00e7\u00e3o e desmatamento de acordo com a classe fundi\u00e1ria em que os fen\u00f4menos ocorrem.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><strong>DEGRADA\u00c7\u00c3O E DESMATAMENTO POR CATEGORIA FUNDI\u00c1RIA<\/strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O recorte por categoria fundi\u00e1ria visa agrupar territ\u00f3rios que s\u00e3o mais semelhantes em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s normas que os regem e, portanto, tamb\u00e9m \u00e0 forma como os agentes que l\u00e1 est\u00e3o interagem com a floresta. A an\u00e1lise considera sete categorias fundi\u00e1rias: propriedades privadas pequenas, propriedades privadas m\u00e9dias ou grandes, territ\u00f3rio protegido (unidades de conserva\u00e7\u00e3o e terras ind\u00edgenas), assentamentos rurais, terras p\u00fablicas n\u00e3o designadas, terras n\u00e3o identificadas (para as quais n\u00e3o h\u00e1 informa\u00e7\u00e3o dispon\u00edvel sobre categoria fundi\u00e1ria) e outros (que re\u00fane categorias residuais).<\/p>\n\n\n<section class=\"block block-chart is-bar\"><div lazy is=\"chart\/bars.vertical\">\n\t\t<script type=\"json\/props\">{\n    \"min\": 0,\n    \"max\": 100.01,\n    \"axis\": [\n        \"0\",\n        \"20\",\n        \"40\",\n        \"60\",\n        \"80\",\n        \"100\"\n    ],\n    \"grid\": false,\n    \"minValue\": 0,\n    \"colors\": [\n        \"#3c3c3b\",\n        \"#9dbed6\",\n        \"#266fa5\",\n        \"#acbf69\",\n        \"#b53c36\",\n        \"#f9b08e\",\n        \"#f0562c\"\n    ],\n    \"stacked\": true,\n    \"valueLabel\": false,\n    \"totalLabel\": false,\n    \"showLegend\": \"yes\"\n}<\/script>\n\n\t\t\t\t<h2 class=\"block-chart--title\">Figura 2a. Distribui\u00e7\u00e3o do Desmatamento por Categoria Fundi\u00e1ria, 2007-2018<\/h2> \n\t\t\n\t\t<div element=\"canvas\"><\/div>\n\n\t\t\t\n\t\t<item-axis-y-title>Fra\u00e7\u00e3o da \u00c1rea Desmatada (%)<\/item-axis-y-title>\n\t\t\n\t\t\t\t<group name=\"Group 1\">\n\t\t\t\t\t\t<item value=\"1.08%; 8.45%; 17.79%; 5.77%; 23.87%; 28.29%; 14.74%\">2007<\/item>\n\t\t\t\t\t\t<item value=\"1.56%; 9.39%; 17.79%; 5.65%; 25.24%; 25.98%; 14.39%\">2008<\/item>\n\t\t\t\t\t\t<item value=\"2.27%; 8.20%; 20.02%; 9.82%; 30.86%; 15.26%; 13.56%\">2009<\/item>\n\t\t\t\t\t\t<item value=\"1.80%; 11.70%; 20.12%; 7.42%; 28.15%; 15.50%; 15.30%\">2010<\/item>\n\t\t\t\t\t\t<item value=\"1.85%; 9.48%; 19.40%; 7.07%; 28.53%; 18.19%; 15.48%\">2011<\/item>\n\t\t\t\t\t\t<item value=\"1.45%; 8.80%; 19.66%; 7.67%; 29.41%; 18.20%; 14.81%\">2012<\/item>\n\t\t\t\t\t\t<item value=\"1.23%; 8.71%; 21.23%; 7.00%; 28.30%; 19.47%; 14.05%\">2013<\/item>\n\t\t\t\t\t\t<item value=\"1.00%; 9.57%; 19.01%; 6.52%; 27.19%; 21.30%; 15.41%\">2014<\/item>\n\t\t\t\t\t\t<item value=\"1.20%; 9.25%; 21.46%; 6.16%; 24.06%; 24.29%; 13.57%\">2015<\/item>\n\t\t\t\t\t\t<item value=\"1.31%; 10.43%; 20.62%; 6.21%; 25.99%; 22.24%; 13.20%\">2016<\/item>\n\t\t\t\t\t\t<item value=\"0.84%; 9.69%; 20.73%; 7.10%; 25.96%; 22.99%; 12.67%\">2017<\/item>\n\t\t\t\t\t\t<item value=\"0.99%; 10.06%; 20.37%; 8.03%; 23.75%; 25.39%; 11.42%\">2018<\/item>\n\t\t\t\t\t<\/group>\n\t\t\n\t\t\t\t<item-legend>Outros<\/item-legend>\n\t\t\t\t<item-legend>\u00c1rea n\u00e3o identificada<\/item-legend>\n\t\t\t\t<item-legend>\u00c1rea n\u00e3o designada<\/item-legend>\n\t\t\t\t<item-legend>Territ\u00f3rio protegido<\/item-legend>\n\t\t\t\t<item-legend>Assentamento rural<\/item-legend>\n\t\t\t\t<item-legend>Propriedade privada m\u00e9dia\/grande<\/item-legend>\n\t\t\t\t<item-legend>Propriedade privada pequena<\/item-legend>\n\t\t\n\t\t\t\n\t\t<item-axis-x-title>Ano<\/item-axis-x-title>\n\t\t\n\t\t\t\t<div element=\"note\" class=\"block-chart--note\"><p><em><strong>Fonte: <\/strong>CPI\/PUC-Rio com base nos dados do PRODES\/INPE, Atlas Agropecu\u00e1rio\/Imaflora e Cadastro Nacional de Florestas P\u00fablicas\/Servi\u00e7o Florestal Brasileiro, 2021<\/em><\/p>\n<\/div> \n\t\t\t<\/div><\/section>\n\n<section class=\"block block-chart is-bar\"><div lazy is=\"chart\/bars.vertical\">\n\t\t<script type=\"json\/props\">{\n    \"min\": 0,\n    \"max\": 100.02,\n    \"axis\": [\n        \"0\",\n        \"20\",\n        \"40\",\n        \"60\",\n        \"80\",\n        \"100\"\n    ],\n    \"grid\": false,\n    \"minValue\": 0,\n    \"colors\": [\n        \"#3c3c3b\",\n        \"#9dbed6\",\n        \"#266fa5\",\n        \"#acbf69\",\n        \"#b53c36\",\n        \"#f9b08e\",\n        \"#f0562c\"\n    ],\n    \"stacked\": true,\n    \"valueLabel\": false,\n    \"totalLabel\": false,\n    \"showLegend\": \"yes\"\n}<\/script>\n\n\t\t\t\t<h2 class=\"block-chart--title\">Figura 2b. Distribui\u00e7\u00e3o da Degrada\u00e7\u00e3o por Categoria Fundi\u00e1ria, 2007-2016 <\/h2> \n\t\t\n\t\t<div element=\"canvas\"><\/div>\n\n\t\t\t\n\t\t<item-axis-y-title>Fra\u00e7\u00e3o da \u00c1rea Degradada (%)<\/item-axis-y-title>\n\t\t\n\t\t\t\t<group name=\"Group 1\">\n\t\t\t\t\t\t<item value=\"0.63%; 20.96%; 7.08%; 6.77%; 10.81%; 46.85%; 6.90%\">2007<\/item>\n\t\t\t\t\t\t<item value=\"0.46%; 15.07%; 6.40%; 22.15%; 7.92%; 43.20%; 4.81%\">2008<\/item>\n\t\t\t\t\t\t<item value=\"0.42%; 11.00%; 4.79%; 35.24%; 5.68%; 37.22%; 5.65%\">2009<\/item>\n\t\t\t\t\t\t<item value=\"0.86%; 15.45%; 15.40%; 15.54%; 10.91%; 36.15%; 5.69%\">2010<\/item>\n\t\t\t\t\t\t<item value=\"0.42%; 12.41%; 9.02%; 29.70%; 7.90%; 35.53%; 5.01%\">2011<\/item>\n\t\t\t\t\t\t<item value=\"0.88%; 23.65%; 10.23%; 27.58%; 6.26%; 26.97%; 4.42%\">2012<\/item>\n\t\t\t\t\t\t<item value=\"1.48%; 10.75%; 13.32%; 26.83%; 8.47%; 31.87%; 7.27%\">2013<\/item>\n\t\t\t\t\t\t<item value=\"2.00%; 23.78%; 11.06%; 23.66%; 7.49%; 25.92%; 6.09%\">2014<\/item>\n\t\t\t\t\t\t<item value=\"0.75%; 16.70%; 8.08%; 21.81%; 8.53%; 37.49%; 6.64%\">2015<\/item>\n\t\t\t\t\t\t<item value=\"2.07%; 7.77%; 19.88%; 24.03%; 23.16%; 16.27%; 6.84%\">2016<\/item>\n\t\t\t\t\t<\/group>\n\t\t\n\t\t\t\t<item-legend>Outros<\/item-legend>\n\t\t\t\t<item-legend>\u00c1rea n\u00e3o identificada<\/item-legend>\n\t\t\t\t<item-legend>\u00c1rea n\u00e3o designada<\/item-legend>\n\t\t\t\t<item-legend>Territ\u00f3rio protegido<\/item-legend>\n\t\t\t\t<item-legend>Assentamento rural<\/item-legend>\n\t\t\t\t<item-legend>Propriedade privada m\u00e9dia\/grande<\/item-legend>\n\t\t\t\t<item-legend>Propriedade privada pequena<\/item-legend>\n\t\t\n\t\t\t\n\t\t<item-axis-x-title>Ano<\/item-axis-x-title>\n\t\t\n\t\t\t\t<div element=\"note\" class=\"block-chart--note\"><p><em><strong>Fonte: <\/strong>CPI\/PUC-Rio com base nos dados do DEGRAD\/INPE, Atlas Agropecu\u00e1rio\/Imaflora e Cadastro Nacional de Florestas P\u00fablicas\/Servi\u00e7o Florestal Brasileiro, 2021<\/em><\/p>\n<\/div> \n\t\t\t<\/div><\/section>\n\n\n<p>A Figura 2 apresenta a distribui\u00e7\u00e3o do desmatamento e da degrada\u00e7\u00e3o anuais entre as categorias fundi\u00e1rias. A distribui\u00e7\u00e3o do desmatamento \u00e9 bastante est\u00e1vel entre anos, com parcelas semelhantes do dano anual ocorrendo em propriedades privadas (principalmente as m\u00e9dias ou grandes), assentamentos rurais e terras p\u00fablicas n\u00e3o designadas. J\u00e1 a degrada\u00e7\u00e3o apresenta expressiva varia\u00e7\u00e3o entre categorias e anos. Grande parte da degrada\u00e7\u00e3o ocorre dentro de propriedades privadas m\u00e9dias ou grandes e, em menor grau, em terras n\u00e3o identificadas. A menor participa\u00e7\u00e3o de pequenas propriedades privadas e de assentamentos rurais e a maior participa\u00e7\u00e3o de territ\u00f3rios protegidos contrastam, ainda, com o padr\u00e3o observado para o desmatamento.<\/p>\n\n\n<section class=\"block block-chart is-line\"><div lazy is=\"chart\/lines.line\">\n\t\t<script type=\"json\/props\">{\n    \"min\": 0,\n    \"max\": 64.5,\n    \"axisY\": [\n        0,\n        21.5,\n        43,\n        64.5\n    ],\n    \"axisX\": [\n        \"2007\",\n        \"2008\",\n        \"2009\",\n        \"2010\",\n        \"2011\",\n        \"2012\",\n        \"2013\",\n        \"2014\",\n        \"2015\"\n    ],\n    \"gridX\": false,\n    \"gridY\": false,\n    \"colors\": [\n        \"#b53c36\",\n        \"#a8bc61\",\n        \"#266fa5\"\n    ],\n    \"showLegend\": true\n}<\/script>\n\n\t\t\t\t<h2 class=\"block-chart--title\">Figura 3. Degrada\u00e7\u00e3o e Desmatamento por Categoria Fundi\u00e1ria, 2007-2015<\/h2> \n\t\t\t\n\t\t\t\n\t\t<item-axis-y-title>Fra\u00e7\u00e3o da \u00c1rea Degradada (%) <\/item-axis-y-title>\n\t\t\n\t\t\t\t<group name=\"Propriedade Privada Pequena\">\n\t\t\t\t\t\t<item value=\"31.88%; 10.25%; 14.22%; 17.99%; 15.28%; 23.83%; 21.89%; 27.89%; 30.00%\" dotted=\"false\" connected=\"false\">Degrada\u00e7\u00e3o e desmatamento no mesmo local<\/item>\n\t\t\t\t\t\t<item value=\"44.53%; 18.25%; 21.22%; 30.86%; 26.21%; 38.12%; 37.62%; 47.00%; 48.58%\" dotted=\"false\" connected=\"false\">Degrada\u00e7\u00e3o no local e desmatamento pr\u00f3ximo (at\u00e9 0,5km)<\/item>\n\t\t\t\t\t\t<item value=\"48.87%; 22.71%; 25.35%; 37.94%; 32.03%; 45.61%; 45.66%; 55.03%; 62.77%\" dotted=\"false\" connected=\"false\">Degrada\u00e7\u00e3o no local e desmatamento pr\u00f3ximo (at\u00e9 1km)<\/item>\n\t\t\t\t\t<\/group>\n\t\t\t\t<group name=\"Propriedade Privada M\u00e9dia\/Grande\">\n\t\t\t\t\t\t<item value=\"14.43%; 3.85%; 5.22%; 5.22%; 5.15%; 7.98%; 10.71%; 15.11%; 11.06%\" dotted=\"false\" connected=\"false\">Degrada\u00e7\u00e3o e desmatamento no mesmo local<\/item>\n\t\t\t\t\t\t<item value=\"21.26%; 7.00%; 9.26%; 9.67%; 9.83%; 13.82%; 19.35%; 23.37%; 19.81%\" dotted=\"false\" connected=\"false\">Degrada\u00e7\u00e3o no local e desmatamento pr\u00f3ximo (at\u00e9 0,5km)<\/item>\n\t\t\t\t\t\t<item value=\"25.76%; 10.09%; 12.80%; 13.74%; 13.84%; 19.38%; 25.60%; 28.40%; 28.50%\" dotted=\"false\" connected=\"false\">Degrada\u00e7\u00e3o no local e desmatamento pr\u00f3ximo (at\u00e9 1km)<\/item>\n\t\t\t\t\t<\/group>\n\t\t\t\t<group name=\"Assentamento Rural\">\n\t\t\t\t\t\t<item value=\"29.83%; 13.80%; 15.60%; 13.85%; 16.45%; 19.73%; 15.91%; 20.23%; 23.56%\" dotted=\"false\" connected=\"false\">Degrada\u00e7\u00e3o e desmatamento no mesmo local<\/item>\n\t\t\t\t\t\t<item value=\"45.38%; 27.61%; 26.85%; 25.91%; 32.15%; 31.87%; 34.34%; 42.49%; 46.25%\" dotted=\"false\" connected=\"false\">Degrada\u00e7\u00e3o no local e desmatamento pr\u00f3ximo (at\u00e9 0,5km)<\/item>\n\t\t\t\t\t\t<item value=\"50.24%; 33.44%; 31.86%; 31.66%; 38.84%; 37.08%; 45.83%; 55.21%; 64.50%\" dotted=\"false\" connected=\"false\">Degrada\u00e7\u00e3o no local e desmatamento pr\u00f3ximo (at\u00e9 1km)<\/item>\n\t\t\t\t\t<\/group>\n\t\t\t\t<group name=\"Territ\u00f3rio Protegido\">\n\t\t\t\t\t\t<item value=\"14.49%; 1.53%; 1.53%; 3.06%; 1.40%; 2.33%; 1.44%; 2.63%; 3.95%\" dotted=\"false\" connected=\"false\">Degrada\u00e7\u00e3o e desmatamento no mesmo local<\/item>\n\t\t\t\t\t\t<item value=\"25.33%; 4.56%; 4.02%; 6.35%; 3.53%; 3.76%; 2.68%; 5.22%; 7.66%\" dotted=\"false\" connected=\"false\">Degrada\u00e7\u00e3o no local e desmatamento pr\u00f3ximo (at\u00e9 0,5km)<\/item>\n\t\t\t\t\t\t<item value=\"31.77%; 8.31%; 7.29%; 9.53%; 6.05%; 5.07%; 3.81%; 7.20%; 11.46%\" dotted=\"false\" connected=\"false\">Degrada\u00e7\u00e3o no local e desmatamento pr\u00f3ximo (at\u00e9 1km)<\/item>\n\t\t\t\t\t<\/group>\n\t\t\t\t<group name=\"\u00c1rea N\u00e3o Designada\">\n\t\t\t\t\t\t<item value=\"29.06%; 8.46%; 9.87%; 9.65%; 8.96%; 12.31%; 10.33%; 24.56%; 20.58%\" dotted=\"false\" connected=\"false\">Degrada\u00e7\u00e3o e desmatamento no mesmo local<\/item>\n\t\t\t\t\t\t<item value=\"42.52%; 16.65%; 17.31%; 19.50%; 18.17%; 20.77%; 21.42%; 33.28%; 37.26%\" dotted=\"false\" connected=\"false\">Degrada\u00e7\u00e3o no local e desmatamento pr\u00f3ximo (at\u00e9 0,5km)<\/item>\n\t\t\t\t\t\t<item value=\"49.25%; 22.24%; 22.99%; 25.95%; 23.82%; 25.16%; 29.70%; 36.34%; 49.04%\" dotted=\"false\" connected=\"false\">Degrada\u00e7\u00e3o no local e desmatamento pr\u00f3ximo (at\u00e9 1km)<\/item>\n\t\t\t\t\t<\/group>\n\t\t\t\t<group name=\"\u00c1rea N\u00e3o Identificada\">\n\t\t\t\t\t\t<item value=\"10.02%; 3.58%; 5.08%; 3.96%; 3.86%; 4.99%; 11.46%; 4.93%; 11.05%\" dotted=\"false\" connected=\"false\">Degrada\u00e7\u00e3o e desmatamento no mesmo local<\/item>\n\t\t\t\t\t\t<item value=\"18.54%; 9.31%; 10.54%; 8.45%; 6.93%; 10.16%; 20.70%; 10.78%; 18.93%\" dotted=\"false\" connected=\"false\">Degrada\u00e7\u00e3o no local e desmatamento pr\u00f3ximo (at\u00e9 0,5km)<\/item>\n\t\t\t\t\t\t<item value=\"24.39%; 13.92%; 14.73%; 12.83%; 9.67%; 14.65%; 26.47%; 15.35%; 25.77%\" dotted=\"false\" connected=\"false\">Degrada\u00e7\u00e3o no local e desmatamento pr\u00f3ximo (at\u00e9 1km)<\/item>\n\t\t\t\t\t<\/group>\n\t\t\n\t\t\t\n\t\t<item-axis-x-title>Ano<\/item-axis-x-title>\n\t\t\n\t\t\t\t<item-legend>Degrada\u00e7\u00e3o e desmatamento no mesmo local<\/item-legend>\n\t\t\t\t<item-legend>Degrada\u00e7\u00e3o no local e desmatamento pr\u00f3ximo (at\u00e9 0,5km)<\/item-legend>\n\t\t\t\t<item-legend>Degrada\u00e7\u00e3o no local e desmatamento pr\u00f3ximo (at\u00e9 1km)<\/item-legend>\n\t\t\t<\/div>\n\t\n\t\t<div class=\"block-chart--note\"><p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/como-ler-1-scaled.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-35927 size-full\" src=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/como-ler-1-scaled.jpg\" alt=\"Como ler o gr\u00e1fico?\" width=\"2560\" height=\"1543\" srcset=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/como-ler-1-scaled.jpg 2560w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/como-ler-1-300x181.jpg 300w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/como-ler-1-1024x617.jpg 1024w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/como-ler-1-1536x926.jpg 1536w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/como-ler-1-2048x1234.jpg 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 2560px) 100vw, 2560px\" \/><\/a><\/p>\n<p class=\"p1\"><em><strong>Nota:<\/strong> Os gr\u00e1ficos apresentam a fra\u00e7\u00e3o da \u00e1rea degradada em cada ano e categoria fundi\u00e1ria que foi sucedida de desmatamento em at\u00e9 tr\u00eas anos. Foram consideradas \u00e1reas desmatadas no mesmo local em que houve degrada\u00e7\u00e3o (convers\u00e3o de degrada\u00e7\u00e3o em desmatamento) e no seu entorno (desmatamento pr\u00f3ximo \u00e0 degrada\u00e7\u00e3o).<\/em><\/p>\n<p><em><strong>Fonte:<\/strong> CPI\/PUC-Rio com base nos dados do DEGRAD\/INPE, PRODES\/INPE, Atlas Agropecu\u00e1rio\/Imaflora e Cadastro Nacional de Florestas P\u00fablicas\/Servi\u00e7o Florestal Brasileiro, 2021<\/em><\/p>\n<\/div><\/section>\n\n\n<p>H\u00e1, afinal, um padr\u00e3o de degrada\u00e7\u00e3o seguida de desmatamento em alguma dessas categorias fundi\u00e1rias? A Figura 3 sugere que sim. Ainda que a convers\u00e3o local da degrada\u00e7\u00e3o em desmatamento se mantenha baixa ou moderada em todas as categorias fundi\u00e1rias, os dados apontam para expressiva ocorr\u00eancia de desmatamento posterior \u00e0 degrada\u00e7\u00e3o no entorno da \u00e1rea degradada. Nesse sentido, <strong>a degrada\u00e7\u00e3o pode n\u00e3o ser um precursor para o desmatamento naquele exato local, mas ela pode servir como um alerta de que aquela regi\u00e3o ser\u00e1 alvo de pr\u00e1ticas de desmatamento em breve<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>A Figura 3 indica, ainda, que a rela\u00e7\u00e3o entre degrada\u00e7\u00e3o e desmatamento varia entre categorias fundi\u00e1rias. Apesar de n\u00e3o ser poss\u00edvel identificar os motivos por tr\u00e1s dessas diferen\u00e7as a partir dos dados utilizados no estudo, a an\u00e1lise levanta algumas interpreta\u00e7\u00f5es prov\u00e1veis. Observam-se tr\u00eas principais padr\u00f5es. Primeiro, a convers\u00e3o de \u00e1reas degradadas em desmatamento \u00e9 consistentemente baixa em territ\u00f3rios protegidos, mesmo levando em conta o desmatamento que ocorre no entorno da degrada\u00e7\u00e3o. Considerando que a prote\u00e7\u00e3o desses territ\u00f3rios adv\u00e9m de puni\u00e7\u00f5es mais severas para crimes ambientais neles cometidos, uma poss\u00edvel explica\u00e7\u00e3o para essa baixa convers\u00e3o \u00e9 que avan\u00e7ar com a remo\u00e7\u00e3o total da vegeta\u00e7\u00e3o, que carrega maior risco de detec\u00e7\u00e3o, simplesmente n\u00e3o compensa.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo, e no outro extremo, pequenas propriedades privadas e assentamentos rurais exibem expressiva ocorr\u00eancia de degrada\u00e7\u00e3o seguida de desmatamento pr\u00f3ximo. Nessas categorias, at\u00e9 a convers\u00e3o local de degrada\u00e7\u00e3o em desmatamento \u00e9 relativamente alta. \u00c9 prov\u00e1vel que esse padr\u00e3o esteja relacionado ao alto custo de desmatar uma floresta tropical. Para pequenos propriet\u00e1rios e assentados, que tipicamente n\u00e3o t\u00eam acesso a volumosos recursos financeiros, a degrada\u00e7\u00e3o pode servir como uma forma de remover a cobertura vegetal aos poucos e com menor custo.<\/p>\n\n\n\n<p>Terceiro, propriedade privadas m\u00e9dias ou grandes, \u00e1reas p\u00fablicas n\u00e3o designadas e \u00e1reas n\u00e3o identificadas apresentam um padr\u00e3o intermedi\u00e1rio. A convers\u00e3o local de degrada\u00e7\u00e3o em desmatamento \u00e9 baixa, mas h\u00e1 evid\u00eancia de que uma fra\u00e7\u00e3o moderada da \u00e1rea degradada est\u00e1 pr\u00f3xima de locais que ser\u00e3o desmatados. Especula-se que essas categorias sejam menos homog\u00eaneas do que as discutidas anteriormente e que, portanto, o padr\u00e3o detectado englobe uma variedade de perfis de degrada\u00e7\u00e3o e desmatamento.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, h\u00e1 ind\u00edcios de que a parcela da degrada\u00e7\u00e3o sucedida por desmatamento local ou no entorno cresceu nos anos finais da amostra em todas as categorias fundi\u00e1rias. Isso pode apontar para uma crescente relev\u00e2ncia da degrada\u00e7\u00e3o como precursor e, portanto, indicador do desmatamento.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"has-vivid-red-color has-text-color wp-block-heading\"><strong>PR\u00d3XIMOS PASSOS PARA PESQUISA E POL\u00cdTICA P\u00daBLICA<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m de ocorrer em escala, a degrada\u00e7\u00e3o florestal exibe uma rela\u00e7\u00e3o pr\u00f3xima com o desmatamento em corte raso na Amaz\u00f4nia Brasileira. Para algumas categorias fundi\u00e1rias espec\u00edficas, ela parece ser um precursor relevante do desmatamento. A degrada\u00e7\u00e3o pode, portanto, servir como um indicador de dano ambiental iminente e ajudar a focalizar esfor\u00e7os de pol\u00edtica p\u00fablica de conserva\u00e7\u00e3o. Por outro lado, nos casos em que a degrada\u00e7\u00e3o n\u00e3o se converte em desmatamento, \u00e9 importante entender a motiva\u00e7\u00e3o para se degradar um ativo ambiental sem que haja uso econ\u00f4mico do solo posteriormente.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, a pol\u00edtica p\u00fablica deve adotar uma abordagem diferenciada, com medidas moldadas conforme as diversas pr\u00e1ticas de convers\u00e3o de floresta observadas nas diferentes categorias fundi\u00e1rias. A pesquisa, por sua vez, deve apoiar o desenho e a execu\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica p\u00fablica, buscando entender como a estrutura de governan\u00e7a de cada categoria fundi\u00e1ria influencia padr\u00f5es de degrada\u00e7\u00e3o e subsequente desmatamento. Este estudo traz um primeiro olhar sobre como formuladores de pol\u00edtica p\u00fablica podem compreender a degrada\u00e7\u00e3o tropical e usar esse conhecimento para fortalecer o combate \u00e0 perda florestal em suas diversas manifesta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"has-vivid-red-color has-text-color wp-block-heading\"><strong>DADOS<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>A an\u00e1lise explora um rico conjunto de dados espacialmente expl\u00edcitos (raster), criado a partir de diversas fontes publicamente dispon\u00edveis. As principais vari\u00e1veis e suas fontes s\u00e3o: \u00e1reas degradadas, proveniente do DEGRAD\/INPE; \u00e1reas desmatadas, proveniente do PRODES\/INPE; e malha fundi\u00e1ria, proveniente do Atlas Agropecu\u00e1rio\/Imaflora e do Cadastro Nacional de Florestas P\u00fablicas\/Servi\u00e7o Florestal Brasileiro.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"has-vivid-red-color has-text-color wp-block-heading\"><strong>NOTA METODOL\u00d3GICA<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>A an\u00e1lise busca caracterizar o fen\u00f4meno da degrada\u00e7\u00e3o florestal e investigar sua rela\u00e7\u00e3o com o desmatamento em corte raso entre 2007 e 2018. A amostra espacial engloba \u00e1reas de floresta tropical no Bioma Amaz\u00f4nia que foram degradadas e\/ou desmatadas no per\u00edodo de interesse. A base de dados constru\u00edda, um <em>raster<\/em> com resolu\u00e7\u00e3o de 30 metros, contempla dados georreferenciados de degrada\u00e7\u00e3o e desmatamento ao longo do tempo, assim como de categoria fundi\u00e1ria para todo o Bioma Amaz\u00f4nia. O estudo relaciona eventos de degrada\u00e7\u00e3o e desmatamento tanto em uma mesma \u00e1rea quanto por proximidade e estratifica os resultados pelas categorias fundi\u00e1rias de interesse. Devido ao grande n\u00famero de observa\u00e7\u00f5es na base de dados (quase 2 bilh\u00f5es), utiliza-se um m\u00e9todo de amostragem aleat\u00f3ria (variando entre 2.5% e 15% do universo de observa\u00e7\u00f5es) para constru\u00e7\u00e3o da base de an\u00e1lise.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/DQ-Degradacao-Florestal-Amazonia.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><span class=\"button\">LEIA A VERS\u00c3O EM PDF DA PUBLICA\u00c7\u00c3O AQUI<\/span><\/a><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\" \/>\n\n\n\n<p id=\"Nota1\"><a href=\"#1\">[1]<\/a> Para um resumo de avalia\u00e7\u00f5es de pol\u00edticas de conserva\u00e7\u00e3o: Gandour, Clarissa. <em>Por Que Proteger a Amaz\u00f4nia?<\/em> Climate Policy Initiative, 2019. <a href=\"http:\/\/bit.ly\/2MMVLuf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">bit.ly\/2MMVLuf<\/a><\/p>\n\n\n\n<p id=\"Nota2\"><a href=\"#1\">[2]<\/a> Hansen, Matthew C. et al. \u201cHumid tropical forest clearing from 2000 to 2005 quantified by using multitemporal and multiresolution remotely sensed data\u201d. <em>Proceedings of the National Academy of Sciences <\/em>105, n\u00ba 27 (2008): 9439\u20139444.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"Nota3\"><a href=\"#1\">[3]<\/a> Rappaport, Danielle I. et al. \u201cQuantifying long-term changes in carbon stocks and forest structure from Amazon forest degradation\u201d. <em>Environmental Research Letters <\/em>13, n\u00ba 6 (2018): 065013.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"Nota4\"><a href=\"#1\">[4]<\/a> Matricardi, Eraldo A. T. et al. \u201cLong-term forest degradation surpasses deforestation in the Brazilian Amazon\u201d. <em>Science<\/em> 369, n\u00ba 6509 (2020): 1378-1382.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"Nota5\"><a href=\"#5\">[5]<\/a> Longo, Marcos et al. \u201cAboveground biomass variability across intact and degraded forests in the Brazilian Amazon\u201d. <em>Global Biogeochemical Cycles<\/em> 30, n\u00ba 11 (2016): 1639-1660.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"Nota6\"><a href=\"#6\">[6]<\/a> O Arco do Desmatamento refere-se a uma ampla faixa do territ\u00f3rio do Bioma Amaz\u00f4nia que se estende do oeste do Maranh\u00e3o e sul do Par\u00e1 em dire\u00e7\u00e3o a oeste, passando por Mato Grosso, Rond\u00f4nia e Acre.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Visando contribuir para uma compreens\u00e3o mais robusta desse fen\u00f4meno, pesquisadores do CPI\/PUC-Rio caracterizaram empiricamente a din\u00e2mica de degrada\u00e7\u00e3o e sua rela\u00e7\u00e3o com processos de desmatamento em corte 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