{"id":100273,"date":"2025-10-17T13:33:18","date_gmt":"2025-10-17T13:33:18","guid":{"rendered":"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/?post_type=cpi_publications&#038;p=100273"},"modified":"2026-04-21T15:56:31","modified_gmt":"2026-04-21T15:56:31","slug":"o-nexo-floresta-clima-para-a-amazonia-brasileira","status":"publish","type":"cpi_publications","link":"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/pt-br\/publication\/o-nexo-floresta-clima-para-a-amazonia-brasileira\/","title":{"rendered":"O Nexo Floresta-Clima para a Amaz\u00f4nia Brasileira"},"content":{"rendered":"\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Introdu\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p>As florestas tropicais ocupam posi\u00e7\u00e3o central na agenda clim\u00e1tica global. Elas armazenam vastos estoques de carbono, regulam chuvas e ciclos h\u00eddricos, abrigam uma das maiores biodiversidades do planeta e apoiam diretamente a subsist\u00eancia de milh\u00f5es de pessoas. Sua degrada\u00e7\u00e3o, por outro lado, compromete a estabilidade clim\u00e1tica e amea\u00e7a economias em escala global.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre essas florestas, a Amaz\u00f4nia brasileira se destaca por sua relev\u00e2ncia e vulnerabilidade. A floresta garante seguran\u00e7a h\u00eddrica para setores estrat\u00e9gicos da economia do pa\u00eds, como agricultura, energia e abastecimento urbano, e influencia o clima em grande parte da Am\u00e9rica do Sul.<a id=\"_ftnref1\" href=\"#_ftn1\"><sup>[1]<\/sup><\/a> Ao mesmo tempo, enfrenta press\u00f5es antr\u00f3picas cada vez maiores: em 2023, cerca de 14% da floresta original j\u00e1 havia sido perdida,<a id=\"_ftnref2\" href=\"#_ftn2\"><sup>[2]<\/sup><\/a> enquanto \u00e1reas remanescentes sofrem degrada\u00e7\u00e3o, causada por queimadas e extra\u00e7\u00e3o ilegal de madeira.<a id=\"_ftnref3\" href=\"#_ftn3\"><sup>[3]<\/sup><\/a> Nos \u00faltimos 35 anos, o desmatamento reduziu a precipita\u00e7\u00e3o regional em aproximadamente 21 mm por esta\u00e7\u00e3o seca, respondendo por cerca de 74% dessa queda.<a id=\"_ftnref4\" href=\"#_ftn4\"><sup>[4]<\/sup><\/a> Esses processos fragilizam o equil\u00edbrio ecol\u00f3gico e aproximam a Amaz\u00f4nia de um ponto de n\u00e3o retorno. A manuten\u00e7\u00e3o da floresta em p\u00e9, portanto, \u00e9 um ativo estrat\u00e9gico tanto para a estabilidade clim\u00e1tica quanto para a economia do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Neste relat\u00f3rio, pesquisadores do Climate Policy Initiative\/Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica do Rio de Janeiro (CPI\/PUC-Rio) e do projeto Amaz\u00f4nia 2030 demonstram como o restauro florestal pode impulsionar a economia da Amaz\u00f4nia, convertendo \u00e1reas degradadas em oportunidades de receita e desenvolvimento sustent\u00e1vel.<\/strong> Pesquisadores identificam que a restaura\u00e7\u00e3o de \u00e1reas degradadas poderia capturar at\u00e9 26 GtCO<sub>2<\/sub> apenas por meio da regenera\u00e7\u00e3o natural. O estudo tamb\u00e9m apresenta o potencial da aplica\u00e7\u00e3o do <strong>Mecanismo de Revers\u00e3o de Desmatamento (<em>Reversing Deforestation Mechanism<\/em> \u2013 RDM)<\/strong><a id=\"_ftnref5\" href=\"#_ftn5\"><sup>[5]<\/sup><\/a> na Amaz\u00f4nia brasileira, um mecanismo jurisdicional de remunera\u00e7\u00e3o por toneladas l\u00edquidas de carbono capturado, que foi desenvolvido pelo CPI\/PUC-Rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Os resultados mostram tamb\u00e9m o tamanho da oportunidade econ\u00f4mica: <strong>na Amaz\u00f4nia brasileira, em um horizonte de 30 anos, o RDM pode gerar at\u00e9 US$ 784 bilh\u00f5es com o pre\u00e7o de US$ 50 por tonelada de CO<sub>2<\/sub><\/strong>. Esse montante tem potencial para promover um reordenamento do uso da terra, conciliando aumento da produtividade agropecu\u00e1ria com a restaura\u00e7\u00e3o florestal e garantindo benef\u00edcios clim\u00e1ticos e econ\u00f4micos de longo prazo.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao alinhar pol\u00edticas e finan\u00e7as em torno da restaura\u00e7\u00e3o, o Brasil tem a chance de acelerar uma transforma\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica na Amaz\u00f4nia. Hoje, mecanismos financeiros existentes ainda n\u00e3o cobrem em larga escala a restaura\u00e7\u00e3o florestal. O RDM oferece um caminho para preencher essa lacuna. Dessa forma, <strong>o pa\u00eds pode se consolidar como l\u00edder clim\u00e1tico no caminho para a COP30, em Bel\u00e9m, e transformar a restaura\u00e7\u00e3o da Amaz\u00f4nia em vetor de crescimento econ\u00f4mico e valoriza\u00e7\u00e3o de seu maior patrim\u00f4nio natural: a floresta Amaz\u00f4nica.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O Potencial de Redu\u00e7\u00e3o de Emiss\u00f5es e Captura de Carbono na Amaz\u00f4nia<\/h2>\n\n\n\n<p>O bioma Amaz\u00f4nia ocupa mais de 420 milh\u00f5es de hectares no Brasil, praticamente metade do territ\u00f3rio brasileiro. Entre 1985 e 2024, quase 60 milh\u00f5es de hectares foram desmatados, mas ainda restam cerca de 290 milh\u00f5es de hectares de floresta que precisam ser preservados.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A Amaz\u00f4nia n\u00e3o \u00e9 homog\u00eanea<\/strong>: trata-se de um bioma marcado por grande diversidade ecol\u00f3gica e produtiva, com \u00e1reas que se diferenciam quanto ao potencial de captura de carbono e \u00e0 aptid\u00e3o agropecu\u00e1ria. Algumas regi\u00f5es, devido \u00e0s suas caracter\u00edsticas biol\u00f3gicas e do solo, apresentam capacidade muito maior de armazenar carbono, funcionando como verdadeiros reservat\u00f3rios naturais. Outras \u00e1reas, em contrapartida, t\u00eam maior voca\u00e7\u00e3o para a produ\u00e7\u00e3o agropecu\u00e1ria, especialmente a cria\u00e7\u00e3o de gado, que historicamente tem sido a principal causa de desmatamento da floresta.<\/p>\n\n\n\n<p>Como mostra a Figura 1, essas duas voca\u00e7\u00f5es frequentemente n\u00e3o coincidem: regi\u00f5es com alto potencial de captura de carbono muitas vezes n\u00e3o s\u00e3o as mais produtivas para a pecu\u00e1ria, e \u00e1reas mais adequadas \u00e0 atividade agropecu\u00e1ria tendem a apresentar menor capacidade de sequestro de carbono. Essa heterogeneidade cria uma oportunidade estrat\u00e9gica: <strong>o uso eficiente da terra na Amaz\u00f4nia permite conciliar o aumento da produ\u00e7\u00e3o agropecu\u00e1ria em \u00e1reas j\u00e1 desmatadas com a conserva\u00e7\u00e3o e a restaura\u00e7\u00e3o florestal, maximizando, com isso, tanto os ganhos econ\u00f4micos quanto os benef\u00edcios clim\u00e1ticos.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Figura 1.<\/strong> Par\u00e2metros de Sequestro de Carbono e Varia\u00e7\u00e3o da Produtividade Agropecu\u00e1ria na Amaz\u00f4nia Brasileira<\/p>\n\n\n\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"800\" height=\"360\" class=\"wp-image-100285\" style=\"width: 800px;\" src=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/f1-wp-1.png\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/f1-wp-1.png 1737w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/f1-wp-1-300x135.png 300w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/f1-wp-1-1024x460.png 1024w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/f1-wp-1-1536x691.png 1536w\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/p>\n\n\n\n<div class=\"flourish-embed flourish-photo-slider\" data-src=\"visualisation\/25285379?502650\"><script src=\"https:\/\/public.flourish.studio\/resources\/embed.js\"><\/script><noscript><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/public.flourish.studio\/visualisation\/25285379\/thumbnail\" width=\"100%\" alt=\"photo-slider visualization\"\/><\/noscript><\/div><br\/>\n\n\n\n<p><em><strong>Fonte:<\/strong> CPI\/PUC-Rio com base nos dados de Assun\u00e7\u00e3o et al. (2025), 2025<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>A an\u00e1lise acima precisa ser aprofundada em escala estadual. Isso porque cada estado da regi\u00e3o apresenta um contexto espec\u00edfico em termos da \u00e1rea de floresta que precisa ser protegida, da din\u00e2mica do desmatamento e do potencial de captura de carbono associado ao restauro florestal. Nesse sentido, a Figura 2 apresenta dados por estado (al\u00e9m dos totais para o bioma) de tr\u00eas dimens\u00f5es centrais para a redu\u00e7\u00e3o das emiss\u00f5es de gases de efeito estufa (GEE) brasileiras: floresta remanescente, desmatamento acumulado e potencial de captura de carbono.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Figura 2. <\/strong>\u00c1rea de Floresta (2024), Desmatamento Acumulado (1985-2024) e Potencial de Captura de Carbono para os Estados da Amaz\u00f4nia Brasileira<\/p>\n\n\n\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"800\" height=\"417\" class=\"wp-image-100470\" style=\"width: 800px;\" src=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/wp-pt-nexinho-f2.png\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/wp-pt-nexinho-f2.png 1773w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/wp-pt-nexinho-f2-300x156.png 300w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/wp-pt-nexinho-f2-1024x534.png 1024w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/wp-pt-nexinho-f2-1536x800.png 1536w\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Fonte: <\/strong>CPI\/PUC-Rio com base nos dados de Hansen (2023), Santoro M. e Cartus, O. (2021) e MapBiomas (2025), 2025<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>A trajet\u00f3ria hist\u00f3rica do desmatamento nos estados da Amaz\u00f4nia mostra padr\u00f5es claros de aumento e revers\u00e3o. O desmatamento apresentou crescimento at\u00e9 2003, queda acentuada entre 2003 e 2010, seguida de um per\u00edodo de aumento moderado e, a partir de 2022, sinais de nova revers\u00e3o. A Figura 3 ilustra a evolu\u00e7\u00e3o do desmatamento por estado. Notadamente, a redu\u00e7\u00e3o da import\u00e2ncia relativa do desmatamento no Mato Grosso em compara\u00e7\u00e3o a outros estados, especialmente o Amazonas, evidencia o avan\u00e7o do &#8220;Arco do Desmatamento&#8221;, regi\u00e3o de fronteira agr\u00edcola historicamente marcada por altas taxas de supress\u00e3o florestal. Essa trajet\u00f3ria demonstra que altas tend\u00eancias de desmatamento podem ser revertidas, desde que acompanhadas de pol\u00edticas p\u00fablicas consistentes de fiscaliza\u00e7\u00e3o ambiental e incentivos \u00e0 preserva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Figura 3.<\/strong> Trajet\u00f3ria do Desmatamento (1985-2024) por Estado Brasileiro no Bioma Amaz\u00f4nico<\/p>\n\n\n\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"800\" height=\"479\" class=\"wp-image-100291\" style=\"width: 800px;\" src=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/f3-wp-1.png\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/f3-wp-1.png 2159w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/f3-wp-1-300x180.png 300w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/f3-wp-1-1024x613.png 1024w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/f3-wp-1-1536x920.png 1536w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/f3-wp-1-2048x1227.png 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Fonte:<\/strong> CPI\/PUC-Rio com base nos dados de MapBiomas (2025), 2025<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>As diferen\u00e7as entre estados ajudam a orientar prioridades de a\u00e7\u00e3o. O Par\u00e1 concentra o maior desmatamento acumulado e, por consequ\u00eancia, o maior potencial de captura de carbono, conforme evidenciado na Figura 4. O Mato Grosso aparece em segundo lugar, embora sua participa\u00e7\u00e3o relativa no desmatamento total do bioma tenha diminu\u00eddo ao longo do tempo. Em termos de estoque florestal atual, o Amazonas det\u00e9m a maior \u00e1rea de floresta em 2024, seguido pelo Par\u00e1, o que evidencia combina\u00e7\u00f5es distintas de risco e oportunidade: lugares com grande floresta remanescente requerem alta prote\u00e7\u00e3o, enquanto \u00e1reas com passivo elevado oferecem margens relevantes de captura por restauro.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Figura 4.<\/strong> Potencial de Captura de CO<sub>2<\/sub> por Estado Brasileiro no Bioma Amaz\u00f4nia<\/p>\n\n\n\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"800\" height=\"427\" class=\"wp-image-100294\" style=\"width: 800px;\" src=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/f4-wp-1.png\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/f4-wp-1.png 1836w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/f4-wp-1-300x160.png 300w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/f4-wp-1-1024x547.png 1024w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/f4-wp-1-1536x821.png 1536w\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Fonte:<\/strong> CPI\/PUC-Rio com base nos dados de Hansen (2023) e MapBiomas (2025), 2025<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>A an\u00e1lise realizada neste estudo indica que, por meio de regenera\u00e7\u00e3o natural nas \u00e1reas j\u00e1 desmatadas, seria poss\u00edvel capturar at\u00e9 26 GtCO<sub>2<\/sub> em toda a regi\u00e3o Amaz\u00f4nica.<\/strong> A Figura 5 detalha esse potencial de captura por estado, mostrando como as oportunidades de restaura\u00e7\u00e3o se distribuem no tempo e no espa\u00e7o e permitindo avaliar o momento e a relev\u00e2ncia clim\u00e1tica dessas capturas, que tendem a diminuir ao longo dos anos \u00e0 medida que o crescimento das florestas se estabiliza e a absor\u00e7\u00e3o de carbono se reduz com a matura\u00e7\u00e3o do ecossistema. A proje\u00e7\u00e3o considera o in\u00edcio da restaura\u00e7\u00e3o em 2031, em alinhamento com o cronograma do Balan\u00e7o Global da COP28, e apresenta os resultados em intervalos de cinco anos, acompanhando os ciclos de revis\u00e3o e aumento de ambi\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica previstos no Acordo de Paris.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Figura 5. <\/strong>Potencial Captura de Carbono Anual por Estado<\/p>\n\n\n\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"800\" height=\"716\" class=\"wp-image-100297\" style=\"width: 800px;\" src=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/f5-wp-1.png\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/f5-wp-1.png 2099w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/f5-wp-1-300x269.png 300w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/f5-wp-1-1024x917.png 1024w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/f5-wp-1-1536x1375.png 1536w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/f5-wp-1-2048x1833.png 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Fonte:<\/strong> CPI\/PUC-Rio com base nos dados de Hansen (2023), Santoro, M. e Cartus, O. (2021) e MapBiomas (2025), 2025<\/em><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Implementa\u00e7\u00e3o do RDM<\/h2>\n\n\n\n<p>O Mecanismo de Revers\u00e3o de Desmatamento (Reversing Deforestation Mechanism \u2013 RDM), proposto pelo CPI\/PUC-Rio,<a href=\"#_ftn6\" id=\"_ftnref6\">[6]<\/a> \u00e9 um mecanismo de pagamento por resultados aplicado em n\u00edvel de jurisdi\u00e7\u00e3o, que remunera remo\u00e7\u00f5es l\u00edquidas de carbono advindas de restauro florestal. A opera\u00e7\u00e3o se d\u00e1 por acordos de compra de cr\u00e9dito de carbono entre um comprador e uma jurisdi\u00e7\u00e3o com base em um pre\u00e7o estabelecido previamente. A implementa\u00e7\u00e3o do RDM exige mecanismos claros de medi\u00e7\u00e3o, governan\u00e7a e financiamento, a fim de garantir que os cr\u00e9ditos de carbono reflitam a captura l\u00edquida de carbono e que os recursos gerados promovam a conserva\u00e7\u00e3o florestal e o desenvolvimento sustent\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>Os cr\u00e9ditos de carbono da jurisdi\u00e7\u00e3o s\u00e3o apurados atrav\u00e9s de um sistema robusto de contabilidade de carbono que calcula as emiss\u00f5es l\u00edquidas, considerando o carbono capturado pela restaura\u00e7\u00e3o florestal em cada ano e subtraindo as emiss\u00f5es advindas do desmatamento e das atividades agropecu\u00e1rias na jurisdi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Os recursos gerados por esses cr\u00e9ditos alimentam um fundo jurisdicional, cujos recursos s\u00e3o destinados segundo regras definidas localmente. H\u00e1 incentivos para que a jurisdi\u00e7\u00e3o aloque parte dos recursos para atividades diretamente ligadas \u00e0 captura l\u00edquida de carbono, como designa\u00e7\u00e3o de terras, consolida\u00e7\u00e3o de \u00e1reas protegidas e terras ind\u00edgenas, e pagamentos por servi\u00e7os ambientais em propriedades privadas. Outra parte dos recursos pode ser usada de forma flex\u00edvel, apoiando a\u00e7\u00f5es que previnam novos desmatamentos, ampliem a restaura\u00e7\u00e3o florestal com modelos de restauro ativo ou atendam a necessidades sociais t\u00edpicas de pa\u00edses em desenvolvimento, como combate \u00e0 pobreza, sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o, seguran\u00e7a e infraestrutura.<\/p>\n\n\n\n<p>O RDM tamb\u00e9m prev\u00ea mecanismos para enfrentar o desafio da perman\u00eancia, sempre presente em iniciativas de captura de carbono. \u00c9 poss\u00edvel criar um fundo de perman\u00eancia ou implementar pagamentos por meio de um mecanismo de d\u00edvida revers\u00edvel. A escolha do formato depende de decis\u00f5es pol\u00edticas e conveni\u00eancias t\u00e9cnicas, mas ambas oferecem caminhos vi\u00e1veis para assegurar a integridade e a longevidade dos cr\u00e9ditos.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, para garantir escala, o RDM pode ser conectado a mercados internacionais de carbono, incluindo os potenciais mercados regulados previstos no Artigo 6 do Acordo de Paris. A venda internacional de cr\u00e9ditos de carbono de restauro florestal com pre\u00e7o adequado pode fomentar restaura\u00e7\u00e3o adicional, que n\u00e3o ocorreria de outra forma, principalmente atrav\u00e9s de regenera\u00e7\u00e3o natural atraindo recursos expressivos para o pa\u00eds e a regi\u00e3o Amaz\u00f4nica.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa opera\u00e7\u00e3o n\u00e3o compromete o cumprimento das metas clim\u00e1ticas do Brasil para 2035; o RDM, na verdade, pode ser um importante aliado. A nova NDC estabelece redu\u00e7\u00e3o de 59% a 67% das emiss\u00f5es l\u00edquidas em rela\u00e7\u00e3o a 2005, isto \u00e9, o pa\u00eds precisa alcan\u00e7ar entre 850 milh\u00f5es a 1,05 bilh\u00e3o de toneladas de CO<sub>2<\/sub> por ano. Contudo, somente em 2023, o desmatamento no pa\u00eds representou 1,06 bilh\u00e3o de toneladas de CO<sub>2<\/sub>. Nesse sentido, o RDM oferece um caminho adicional para atingir as metas clim\u00e1ticas, criando incentivos claros para a redu\u00e7\u00e3o do desmatamento, especialmente na Amaz\u00f4nia.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a efetiva implementa\u00e7\u00e3o do RDM, \u00e9 necess\u00e1rio adotar uma abordagem jurisdicional, evitando vazamentos (leakage) de desmatamento e aproveitando economias de escala na fiscaliza\u00e7\u00e3o. \u00c9 preciso tamb\u00e9m garantir a escala da opera\u00e7\u00e3o, a viabilidade financeira e a perman\u00eancia dos cr\u00e9ditos de longo prazo, j\u00e1 que a captura de carbono por restaura\u00e7\u00e3o florestal diminui \u00e0 medida que as florestas amadurecem. O engajamento do setor privado \u00e9 essencial, impulsionando a restaura\u00e7\u00e3o ativa e investindo em produtos compat\u00edveis com a floresta. A Figura 6 apresenta a implementa\u00e7\u00e3o do RDM.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Figura 6.<\/strong> Implementa\u00e7\u00e3o do RDM<\/p>\n\n\n\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"800\" height=\"557\" class=\"wp-image-100300\" style=\"width: 800px;\" src=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/f6-wp-2.png\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/f6-wp-2.png 2130w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/f6-wp-2-300x209.png 300w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/f6-wp-2-1024x712.png 1024w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/f6-wp-2-1536x1069.png 1536w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/f6-wp-2-2048x1425.png 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Fonte:<\/strong> CPI\/PUC-Rio, 2025<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>O Brasil j\u00e1 disp\u00f5e de diversos aparatos institucionais e t\u00e9cnicos que fortalecem a implementa\u00e7\u00e3o do RDM, que podem ser agrupados em tr\u00eas blocos:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Monitoramento e fiscaliza\u00e7\u00e3o<\/strong>: O pa\u00eds conta com sistemas avan\u00e7ados de monitoramento por sat\u00e9lite, como o Sistema de Detec\u00e7\u00e3o de Desmatamento em Tempo Real (Deter) e o Programa de Monitoramento do Desmatamento na Amaz\u00f4nia Legal por Sat\u00e9lite (Prodes), al\u00e9m de iniciativas complementares como o Projeto de Mapeamento Anual do Uso e Cobertura da Terra no Brasil do MapBiomas e o Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD) do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amaz\u00f4nia (Imazon). Al\u00e9m disso, o Cadastro Ambiental Rural (CAR), institu\u00eddo pelo C\u00f3digo Florestal, permite vincular propriedades rurais \u00e0 fiscaliza\u00e7\u00e3o de forma eficiente.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Experi\u00eancias subnacionais e mecanismos de governan\u00e7a<\/strong>: O Programa de Atua\u00e7\u00e3o Integrada para Territ\u00f3rios Sustent\u00e1veis (PTS) do Governo do Par\u00e1 demonstra a viabilidade de aplica\u00e7\u00e3o do RDM em escala subnacional, enquanto a Estrat\u00e9gia Nacional para REDD+ (ENREDD+) e o Fundo Amaz\u00f4nia<a id=\"_ftnref7\" href=\"#_ftn7\"><sup>[7]<\/sup><\/a> j\u00e1 mostraram que o pa\u00eds pode estruturar cr\u00e9ditos de carbono de longo prazo e operacionalizar pagamentos por resultados.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Engajamento do setor privado<\/strong>: O fortalecimento do setor privado de restaura\u00e7\u00e3o florestal oferece novas possibilidades para superar as limita\u00e7\u00f5es da regenera\u00e7\u00e3o natural, impulsionando abordagens ativas e t\u00e9cnicas que ampliam a efic\u00e1cia e a velocidade da restaura\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>O RDM se conecta diretamente \u00e0 estrat\u00e9gia do Arco da Restaura\u00e7\u00e3o,<a id=\"_ftnref8\" href=\"#_ftn8\"><sup>[8]<\/sup><\/a> iniciativa desenvolvida para restaurar \u00e1reas degradadas do antigo Arco do Desmatamento na Amaz\u00f4nia, coordenada pelo Minist\u00e9rio do Meio Ambiente e Mudan\u00e7a do Clima (MMA) e pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social (BNDES), com o apoio do Fundo Amaz\u00f4nia e do Fundo Clima. A iniciativa visa capturar carbono, recuperar 24 milh\u00f5es de hectares at\u00e9 2050 e gerar empregos. De um lado, ao atrair recursos para o restauro florestal pelo servi\u00e7o de captura de carbono jurisdicional, o RDM impulsionaria as iniciativas locais de restaura\u00e7\u00e3o. De outro lado, essas iniciativas reduziriam o risco de execu\u00e7\u00e3o do restauro florestal associado ao RDM.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Mecanismos Financeiros para a Floresta: Comparando JREDD+, TFFF e RDM<\/h2>\n\n\n\n<p>O financiamento internacional desempenha um papel central para viabilizar a conserva\u00e7\u00e3o e a restaura\u00e7\u00e3o em larga escala. O Brasil j\u00e1 conta com mecanismos financeiros relevantes e vem desenvolvendo novas propostas capazes de ampliar a escala e o impacto dos investimentos.<\/p>\n\n\n\n<p>Um exemplo disso \u00e9 o Fundo Amaz\u00f4nia, mecanismo pioneiro de REDD Jurisdicional (<em>Jurisdictional Reducing Emissions from Deforestation and Forest Degradation<\/em> \u2013 JREDD+), que recebe recursos externos na medida em que a jurisdi\u00e7\u00e3o reduz as taxas de desmatamento. O JREDD+ funciona em escala de estados ou pa\u00edses, remunerando resultados comprovados de redu\u00e7\u00e3o de desmatamento. Outros mecanismos semelhantes, como a Coaliz\u00e3o LEAF<a id=\"_ftnref9\" href=\"#_ftn9\"><sup>[9]<\/sup><\/a> tamb\u00e9m t\u00eam avan\u00e7ado, oferecendo previsibilidade de longo prazo e pagamentos fixos por hectare de floresta preservada.<\/p>\n\n\n\n<p>O Fundo Florestas Tropicais Para Sempre (<em>Tropical Forest Forever Facility <\/em>&#8211; TFFF), anunciado pelo governo brasileiro na COP 28, tem se apresentado como um instrumento para remunerar pa\u00edses tropicais pela manuten\u00e7\u00e3o das florestas em p\u00e9, com pagamentos anuais fixos por hectare preservado. Ao oferecer previsibilidade de longo prazo, o TFFF cria um fluxo est\u00e1vel de recursos para sustentar pol\u00edticas de prote\u00e7\u00e3o, fiscaliza\u00e7\u00e3o e uso sustent\u00e1vel da terra.<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, o RDM prev\u00ea o pagamento por resultados, remunerando o CO<sub>2<\/sub> capturado atrav\u00e9s da restaura\u00e7\u00e3o florestal e, com isso, preenchendo a lacuna do restauro florestal em escala.<a id=\"_ftnref10\" href=\"#_ftn10\"><sup>[10]<\/sup><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Esses tr\u00eas mecanismos s\u00e3o complementares: enquanto o JREDD+ valoriza a redu\u00e7\u00e3o do desmatamento, o TFFF remunera o estoque de floresta em p\u00e9, e o RDM foca na captura de carbono em larga escala por meio da restaura\u00e7\u00e3o. Juntos, criam uma arquitetura financeira capaz de endere\u00e7ar as diferentes dimens\u00f5es da transi\u00e7\u00e3o para uma economia de baixo carbono na Amaz\u00f4nia. A Figura 7 compara o potencial e a atua\u00e7\u00e3o dos tr\u00eas mecanismos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Figura 7.<\/strong> Compara\u00e7\u00e3o do Financiamento Florestal: JREDD+, TFFF e RDM<\/p>\n\n\n\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"800\" height=\"800\" class=\"wp-image-100303\" style=\"width: 800px;\" src=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/f7-wp-1.png\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/f7-wp-1.png 1773w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/f7-wp-1-300x300.png 300w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/f7-wp-1-1024x1024.png 1024w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/f7-wp-1-150x150.png 150w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/f7-wp-1-1536x1536.png 1536w\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Fonte:<\/strong> CPI\/PUC-Rio, 2025&nbsp;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Ao articular pol\u00edticas de ordenamento territorial com mecanismos financeiros, como o RDM, o JREDD+ e o TFFF, torna-se poss\u00edvel realocar atividades agropecu\u00e1rias para zonas de maior voca\u00e7\u00e3o produtiva, liberando \u00e1reas de maior potencial de captura de carbono. Al\u00e9m disso, esses mecanismos podem apoiar a implementa\u00e7\u00e3o do Plano Setorial de Conserva\u00e7\u00e3o da Natureza, previsto na Estrat\u00e9gia de Mitiga\u00e7\u00e3o do Plano Clima.<\/p>\n\n\n\n<p>O impacto econ\u00f4mico potencial \u00e9 expressivo. Para a Amaz\u00f4nia, o TFFF pode gerar uma receita de aproximadamente US$ 26 bilh\u00f5es, enquanto o RDM alcan\u00e7a aproximadamente US$ 784 bilh\u00f5es ao longo dos pr\u00f3ximos 30 anos, mesmo com a tonelada de carbono sendo precificada a US$ 50. De fato, de acordo com Assun\u00e7\u00e3o, Hansen, Munson e Scheinkman (2025), esse valor j\u00e1 \u00e9 o suficiente para alcan\u00e7ar uma realoca\u00e7\u00e3o da terra compat\u00edvel com o cumprimento da Contribui\u00e7\u00e3o Nacionalmente Determinada (<em>Nationally Determined Contributions<\/em> \u2013 NDC) brasileira. Al\u00e9m disso, j\u00e1 nos primeiros cinco anos, estima-se que o RDM tenha o potencial de capturar 5,3 GtCO<sub>2<\/sub>. Em contrapartida, o JREDD+, se operado isoladamente, poderia gerar pouco mais de US$ 5 bilh\u00f5es para a Amaz\u00f4nia ao zerar o desmatamento.<\/p>\n\n\n\n<p>Considerando um pre\u00e7o de refer\u00eancia de US$ 10 por tonelada de CO<sub>2<\/sub>, a simula\u00e7\u00e3o estima o potencial de receita do JREDD+ ao relacionar o desmatamento evitado ao carbono contido nas \u00e1reas que deixariam de ser desmatadas. A linha de base para o cr\u00e9dito de carbono corresponde \u00e0 m\u00e9dia anual de desmatamento de 1,25 milh\u00e3o de hectares registrada entre 2015 e 2024, associada a um estoque de carbono de aproximadamente 54 toneladas de CO<sub>2<\/sub> por hectare. Para estimar o potencial m\u00e1ximo do JREDD+ em conter o desmatamento, assume-se um cen\u00e1rio extremo em que toda a perda florestal seja imediatamente interrompida no primeiro per\u00edodo de cr\u00e9dito, gerando um pagamento \u00fanico. Multiplicando a densidade de carbono pelo pre\u00e7o de refer\u00eancia e pela m\u00e9dia anual de desmatamento, obt\u00e9m-se a estimativa das receitas que o pa\u00eds poderia auferir com o JREDD+ ao cessar integralmente o desmatamento. Esse valor representa um ganho \u00fanico, correspondente \u00e0 interrup\u00e7\u00e3o imediata da perda florestal de 1,25 milh\u00e3o de hectares e ao pre\u00e7o de US$ 10 por tonelada de CO<sub>2<\/sub>.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim como o potencial de captura varia entre os estados, os ganhos financeiros tamb\u00e9m se distribuem de forma distinta. Em um cen\u00e1rio em que o RDM paga US$ 50 por tonelada de CO<sub>2<\/sub>, todos os estados recebem valor maior do que no TFFF. Se o valor da tonelada de CO<sub>2<\/sub> for US$ 25, o Amap\u00e1 torna-se a \u00fanica exce\u00e7\u00e3o, tendo maior benef\u00edcio via TFFF. O Par\u00e1 lidera os ganhos do RDM, seguido pelo Mato Grosso, o que est\u00e1 coerente com o maior desmatamento acumulado nos dois estados e, portanto, com o maior potencial de captura por restaura\u00e7\u00e3o. J\u00e1 o Amazonas \u00e9 o principal benefici\u00e1rio no TFFF, resultado do grande estoque de floresta remanescente. A Figura 8 apresenta os valores estimados por estado e os totais do bioma.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Figura 8.<\/strong> Valor Presente do JREDD+, TFFF e RDM para os Estados do Bioma Amaz\u00f4nia<\/p>\n\n\n\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"800\" height=\"376\" class=\"wp-image-100473\" style=\"width: 800px;\" src=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/wp-pt-nexinho-f8.png\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/wp-pt-nexinho-f8.png 1772w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/wp-pt-nexinho-f8-300x141.png 300w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/wp-pt-nexinho-f8-1024x481.png 1024w, https:\/\/www.climatepolicyinitiative.org\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/wp-pt-nexinho-f8-1536x721.png 1536w\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Fonte:<\/strong> CPI\/PUC-Rio com base nos dados de Hansen (2023) e MapBiomas (2025), 2025<br><strong>Nota:<\/strong> Simula\u00e7\u00f5es feitas usando US$ 10 para a tonelada de carbono no caso do JREDD+, US$ 50 no caso do RDM e US$ 4 por hectare de floresta preservado no caso do TFFF.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Receitas previs\u00edveis provenientes desses mecanismos podem acelerar a restaura\u00e7\u00e3o florestal em larga escala e estimular investimentos em produtividade agropecu\u00e1ria compat\u00edvel com a conserva\u00e7\u00e3o. Ao financiar bens p\u00fablicos e reduzir riscos para&nbsp;investidores, esses mecanismos s\u00e3o capazes de canalizar recursos para ampliar o&nbsp;efeito multiplicador sobre a economia local, melhorar a capacidade de fiscaliza\u00e7\u00e3o e&nbsp;gest\u00e3o de \u00e1reas protegidas e fortalecer a seguran\u00e7a jur\u00eddica necess\u00e1ria para atrair&nbsp;capital privado. Em conjunto, o JREDD, o TFFF e o RDM internalizam benef\u00edcios clim\u00e1ticos e econ\u00f4micos de formas distintas, mas complementares, ampliando a resili\u00eancia clim\u00e1tica da Amaz\u00f4nia.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Caminhos para o Futuro<\/h2>\n\n\n\n<p>A Amaz\u00f4nia brasileira concentra riscos e oportunidades distintos em duas dimens\u00f5es. Para o clima, o desmatamento amea\u00e7a levar o bioma a um ponto de n\u00e3o retorno, comprometendo a regula\u00e7\u00e3o atmosf\u00e9rica e a biodiversidade, enquanto sua capacidade de estocar carbono constitui um dos maiores potenciais globais de mitiga\u00e7\u00e3o. Para a pr\u00f3pria regi\u00e3o, a degrada\u00e7\u00e3o florestal reduz a resili\u00eancia ecol\u00f3gica e econ\u00f4mica, ao passo que a conserva\u00e7\u00e3o e a restaura\u00e7\u00e3o abrem espa\u00e7o para estrat\u00e9gias de desenvolvimento sustent\u00e1vel. Para que a NDC brasileira seja cumprida, portanto, \u00e9 fundamental que as florestas sejam colocadas no centro da pol\u00edtica clim\u00e1tica, considerando as diferen\u00e7as entre os estados em termos de estoques florestais remanescentes, desmatamento acumulado e potencial de captura de carbono.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, os mecanismos financeiros internacionais e nacionais surgem como mecanismos decisivos. O TFFF assegura estabilidade financeira para manter a floresta em p\u00e9, sustentando pol\u00edticas p\u00fablicas e reduzindo riscos de revers\u00e3o, enquanto o JREDD+ oferece pagamentos por resultados para reduzir o desmatamento em n\u00edvel jurisdicional. O RDM complementa esses mecanismos ao transformar \u00e1reas degradadas em ativos clim\u00e1ticos de grande escala, gerando benef\u00edcios imediatos em mitiga\u00e7\u00e3o e fluxos econ\u00f4micos compat\u00edveis com a transi\u00e7\u00e3o para a neutralidade clim\u00e1tica. Combinados, esses mecanismos formam um portf\u00f3lio de mecanismos financeiros integrados, capaz de promover tanto a prote\u00e7\u00e3o quanto a restaura\u00e7\u00e3o da Amaz\u00f4nia.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, o pa\u00eds j\u00e1 disp\u00f5e de infraestrutura t\u00e9cnica e institucional robusta, que facilita a implementa\u00e7\u00e3o do RDM e de mecanismos similares, incluindo monitoramento por sat\u00e9lite, sistemas de alerta de desmatamento, o CAR, experi\u00eancias jurisdicionais locais e fundos flex\u00edveis, como o Fundo Amaz\u00f4nia. Esses elementos reduzem riscos, fortalecem a governan\u00e7a territorial e criam incentivos claros para que os recursos financeiros sejam alocados de forma estrat\u00e9gica, promovendo a conserva\u00e7\u00e3o, a restaura\u00e7\u00e3o e o desenvolvimento sustent\u00e1vel em cada estado da Amaz\u00f4nia.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao alinhar incentivos financeiros a resultados mensur\u00e1veis, considerando as caracter\u00edsticas espec\u00edficas de cada estado e a complementariedade entre TFFF, JREDD+ e RDM, o Brasil tem agora a oportunidade de transformar ambi\u00e7\u00e3o em implementa\u00e7\u00e3o. A Amaz\u00f4nia pode se consolidar como pe\u00e7a-chave para a estabilidade clim\u00e1tica global, gerando benef\u00edcios sociais, econ\u00f4micos e ambientais duradouros.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><em>Este trabalho \u00e9 financiado por Instituto Clima e Sociedade (iCS), Norway\u2019s International Forest and Climate Initiative (NICFI), Climate and Land Use Alliance (CLUA) e Funda\u00e7\u00e3o Porticus. Nossos parceiros e financiadores n\u00e3o necessariamente compartilham das posi\u00e7\u00f5es expressas nesta publica\u00e7\u00e3o.<br>Os autores gostariam de agradecer a Natalie Hoover, Paulo Barreto e aos participantes das reuni\u00f5es do projeto Amaz\u00f4nia 2030 pelos coment\u00e1rios e sugest\u00f5es. Tamb\u00e9m gostar\u00edamos de agradecer a Camila Calado e Maria Carolina Cassella pelo trabalho de revis\u00e3o e edi\u00e7\u00e3o de texto e a Meyrele Nascimento e Nina Oswald Vieira pelo trabalho de design gr\u00e1fico.<\/em><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn1\" href=\"#_ftnref1\"><sup>[1]<\/sup><\/a> Pinto, Gustavo R. S. e Jo\u00e3o Pedro Arbache. <em>Quando a fonte seca: as amea\u00e7as do desmatamento da Amaz\u00f4nia para a economia brasileira<\/em>. Rio de Janeiro: Climate Policy Initiative, 2025. <a href=\"http:\/\/bit.ly\/SinteseRiosVoadores\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">bit.ly\/SinteseRiosVoadores<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn2\" href=\"#_ftnref2\"><sup>[2]<\/sup><\/a> Para saber mais: Mapbiomas. <em>Mais de 90% do desmatamento da Amaz\u00f4nia \u00e9 para abertura de pastagem<\/em>. 2024. Data de acesso: 7 de outubro de 2025. <a href=\"http:\/\/bit.ly\/3Wrhvfe\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">bit.ly\/3Wrhvfe<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn3\" href=\"#_ftnref3\"><sup>[3]<\/sup><\/a> Assun\u00e7\u00e3o, Juliano e Jos\u00e9 A. Scheinkman. <em>Carbono e o Destino da Amaz\u00f4nia<\/em>. Rio de Janeiro: Climate Policy Initiative e Amaz\u00f4nia 2030, 2023. <a href=\"http:\/\/bit.ly\/CarbonoAmazonia\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">bit.ly\/CarbonoAmazonia<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn4\" href=\"#_ftnref4\"><sup>[4]<\/sup><\/a> Franco, Marco A. et al. \u201cHow climate change and deforestation interact in the transformation of the Amazon rainforest\u201d. <em>Nature Communications<\/em> 16, n\u00ba 7944 (2025). <a href=\"http:\/\/bit.ly\/3IAbdGW\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">bit.ly\/3IAbdGW<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn5\" href=\"#_ftnref5\"><sup>[5]<\/sup><\/a> Assun\u00e7\u00e3o et al. <em>The Forest-Climate Nexus: A Fit-for-Purpose Framework for Climate Impact<\/em>. Rio de Janeiro: Climate Policy Initiative, 2025. <a href=\"http:\/\/bit.ly\/Forest-Climate-Nexus\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">bit.ly\/Forest-Climate-Nexus<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn6\" href=\"#_ftnref6\"><sup>[6]<\/sup><\/a> Assun\u00e7\u00e3o et al. <em>The Forest-Climate Nexus: A Fit-for-Purpose Framework for Climate Impact<\/em>. Rio de Janeiro: Climate Policy Initiative, 2025. <a href=\"http:\/\/bit.ly\/Forest-Climate-Nexus\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">bit.ly\/Forest-Climate-Nexus<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn7\" href=\"#_ftnref7\"><sup>[7]<\/sup><\/a> O Fundo Amaz\u00f4nia visa captar doa\u00e7\u00f5es destinadas a investimentos n\u00e3o reembols\u00e1veis para a\u00e7\u00f5es de preven\u00e7\u00e3o, monitoramento e combate ao desmatamento, bem como de conserva\u00e7\u00e3o e uso sustent\u00e1vel da Amaz\u00f4nia Legal. Para saber mais: Fundo Amaz\u00f4nia. <em>O Brasil cuida. O mundo apoia. Todos ganham<\/em>. Data de acesso: 07 de outubro de 2025. <a href=\"http:\/\/bit.ly\/4mWYxIm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">bit.ly\/4mWYxIm<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn8\" href=\"#_ftnref8\"><sup>[8]<\/sup><\/a> ABN. <em>COP28: Brasil anuncia R$ 1bi para Arco da Restaura\u00e7\u00e3o, com R$ 450 mi do Fundo Amaz\u00f4nia<\/em>. BNDES. 2023. Data de acesso: 10 de setembro de 2025. <a href=\"http:\/\/bit.ly\/4nZXGYR\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">bit.ly\/4nZXGYR<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn9\" href=\"#_ftnref9\"><sup>[9]<\/sup><\/a> A Coaliz\u00e3o LEAF \u00e9 uma parceria p\u00fablico-privada que visa deter o desmatamento tropical at\u00e9 o ano de 2030. Para saber mais: LeafCoalition. <em>O que \u00e9 a Coaliz\u00e3o LEAF?<\/em> Data de acesso: 07 de outubro de 2025. <a href=\"http:\/\/bit.ly\/46X2TZU\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">bit.ly\/46X2TZU<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn10\" href=\"#_ftnref10\"><sup>[10]<\/sup><\/a> Assun\u00e7\u00e3o et al. The Forest-Climate Nexus: A Fit-for-Purpose Framework for Climate Impact. Rio de Janeiro: Climate Policy Initiative, 2025. <a href=\"http:\/\/bit.ly\/Forest-Climate-Nexus\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">bit.ly\/Forest-Climate-Nexus<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>CPI\/PUC-Rio e Amaz\u00f4nia 2030 demonstram como o RDM pode impulsionar a economia da Amaz\u00f4nia, convertendo \u00e1reas degradadas em oportunidades de receita e desenvolvimento sustent\u00e1vel.<\/p>\n","protected":false},"author":233,"featured_media":100442,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false},"programs":[1845,1241],"regions":[1242,1377],"topics":[1300,1320],"collaborations":[],"class_list":["post-100273","cpi_publications","type-cpi_publications","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","programs-amazonia-2030","programs-brazil-policy-center","regions-amazonia","regions-brasil","topics-florestas","topics-uso-da-terra-e-conservacao"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast 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